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Redenção

por João Távora, em 08.07.16

Estranhos são estes dias quentes e luminosos do Julho português, vividos entre a euforia duma improvável final do Europeu de futebol em Paris e a humilhação a que estamos sujeitos na mesma Europa por um endividamento descomunal que não sabemos por cobro. Salvaguardadas as distâncias dos dois eventos, acontece que, numa como noutra coisa, a redenção depende principalmente do que soubermos e estivermos dispostos a fazer. Essa é a grande lição que o futebol nos pode dar: o principal adversário somos nós próprios.

Os assédios de Costa

por João-Afonso Machado, em 08.07.16

Nessa parlenga em que o Estado avalia o seu estado e abusivamente se intitula Nação não passou em claro mais um atrevimento de António Costa.

Muito ao jeito do burlesco episódio de campanha eleitoral em que descobriu «afinidades» com Manuela Ferreira Leite (depois trocada pelas pombinhas da Catarina).

Agora fez rapapé a Assunção Cristas. Que se demarcasse do PSD, evitasse as más companhias...

Assunção Cristas é casada. E, seguramente, não tem do casamento a visão apenas contratualista própria da ética republicana. Costa perde tempo. O Estado vai sustentado o seu tempo. A Nação já se esgotou no Tempo.

Pessoas que nunca mais acabam

por João Távora, em 05.07.16

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"As pessoas que mais admiro são aquelas que nunca acabam." Escreveu Almada Negreiros citado um dia destes num programa de rádio. A frase deixou-me a pensar, chegado que estou à meia-idade, fase em que o cinismo nos exige alguma luta, pois a descrença é tentação perante uma existência que ameaça encolher-se à dimensão das repetições que esmorecem o espanto. O cinismo não é mais que o império da realidade descarnada do amor… ou a arrogância de tomarmos o outro pela ofuscada lente do nosso cansaço. 

Acontece que, como o amor, o espanto, o susto ou encanto pelos misteriosos interstícios da existência, tudo isso depende mais do nosso olhar e da sua capacidade de regeneração. E depois, ninguém se redime à conta do seu semelhante, que isso é o mais vil estado de servidão. Há olhares que são insaciáveis buracos negros onde “uma pessoa que nunca mais acaba” se perde insignificante no vazio.
Eu também prefiro as pessoas que nunca mais acabam, de alma grande e densa, mas desconfio que essas são aquelas a que nos ligamos pela vontade. Cujo encanto sobrevive à rotina e renasce mesmo depois de estafado. Porque cremos. Com a conivência do nosso olhar.

O seu a seu dono

por Vasco M. Rosa, em 05.07.16

O facto mediático de Sócrates-Marcelo deixou na sombra a importância do museu de Nadir Afonso em Chaves; Nadir muito mais cosmopolita do que o maxi-egocêntrico médico que se julgava um super-homem acima de tudo e todos, e cujas referências à «mulher» no Diário não deixam de cabelos em pé as feministas Moreira e assim, porque não sabem nem quem saber. Ou sabem, mas calam-se, pois pois!

Rui Ramos foi certeiro a peguntar no Observador «quem protege o presidente?» destes encontros inesperados, que buscam mediatismo atenuante dos erros e crimes cometidos por quem nos despreza a todos, porque só se adora a si mesmo.

Ir de Lisboa a Trás-os-Montes para um minuto de vã-glória numa inauguração que traz de volta o mais reaccionário dos anti-salazaristas, é toda uma farsa política, sobretudo quando foi dito que o projecto ascende do primeiro governo socrático. A incapacidade de pôr de pé esse memorial ao execrável autor dos Bichos no tempo de duas legislaturas não foi questionada. Ora bem!...

O que vale é a efervescência mediática que reduz tudo a uma tábua rasa. É aí que medíocres como JS medram. É daí que despontam.

Canavilhas não foi, para não criar embaraços. Ainda não percebeu o que é limpar a m— do cão...

S quer mostrar que está vivo. Em Trás-os-Montes...

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E desligado o tasquiómetro...

por João-Afonso Machado, em 05.07.16

O resultado é nulo. Nada se alterou. Restaurante após restaurante, os preços não baixaram, os comensais não aumentaram e - para já - nem se fala em mais postos de trabalho. Vale dizer: o Estado arrecadará menos IVA, a clientela nada beneficia e somente os empresários (sem necessidade de aumentar o ritmo de laboração) vão amealhar um bocado mais. Se isso se reflecte na sua tributação directa? Creio que não, somos já um povo experiente...

Tanto faz. Estamos habituados a pagar o preço das «diárias» (ou, com mais finesse, - dos «menus executivos») e a simpatia do dono da casa de pasto lá na rua vale muito. Eles merecem. E nós todos também - uma explicação de Costa & Cª, talvez mais para o fim do ano, quando os resultados da execução orçamental começarem a queimar cá dentro dos bolsos.

Demissão da CGD é um pleonasmo

por Maria Teixeira Alves, em 05.07.16

José de Matos apresentou por carta ao Governo no dia 21 de Junho a demissão com efeitos a 31 de Julho. No dia 22 o Ministro das Finanças dá uma conferência de imprensa em que diz que a nova administração está concluída e deverá entrar em Julho, mas nada mais adianta. Ora é óbvio que a demissão a 21 de Junho foi uma forma de pressão ao Governo da parte de José de Matos. Legitima. Pois se estavam em gestão corrente desde Abril, que foi quando souberam que não iam ser reconduzidos, têm mais do que legitimidade para tomarem uma decisão de impor uma data para a sua saída. A administração da CGD tem estado em serviços mínimos, tem quatro administradores executivos dos quais um está doente. Obviamente que tinham de dar um murro na mesa. Ainda por cima têm sido enxovalhados pelo governo permanentemente quando este diz que agora é que vão ter uma administração profissional, eficiente, eficaz, e todo um conjunto de predicados que ofendem a administração actual que está a aguentar o barco há meses.

Ontem o e-mail enviado voltou a ser um grito de revolta, pois não se sabe se saem hoje ou no dia 31. Mas já estão feitas as despedidas.

 

Fézada, pá!

por Vasco M. Rosa, em 04.07.16

Última hora: para o jogo de quarta-feira, o PM convocou o MF e o MNE para irem ver o jogo da selecção nacional de futebol a terras francesas; e se houver sorte nos penaltis, seguem directamente para Bruxelas para negociações.

Quem se mete com o ps leva!

 

No domingo, vários órgãos de comunicação social, citando a Reuters, noticiaram que a Comissão estaria na disposição de dar mais três semanas a Portugal e Espanha para proporem medidas de correção do défice e evitarem desse modo sanções, adiando assim uma decisão para 27 de julho.

 

António Costa, o PS e o resto da geringonça, bem como a comunicação social muito amiga (ou burra ou desonesta intelectualmente) estão a tentar passar a ideia de que as eventuais sanções se devem aos resultados da execução orçamental de 2015. 

Ora a execução orçamental de 2015 está fechada! Não são precisas três semanas nem medida alguma para alterar o que se passou. O que incomoda Bruxelas é o que esta geringonça está a fazer em 2016. Isto é tão evidente que até mete dó. Quem diz o contrário devia ter vergonha na cara.

Da invisibilidade selectiva

por João Távora, em 04.07.16

Decapitado. Com as mãos cortadas. Antes estivera sequestrado. Mas não, ninguém se sentiu Carlos Gouveia, era assim que se chamava este português de 42 anos, assassinado e mutilado pelos seus sequestradores. Ninguém escreveu no facebook “Je suis Carlos Gouveia”. Nem sequer o facto de as autoridades da Venezuela, país onde Carlos Gouveia estava emigrado, terem enterrado secretamente o seu cadáver suscitou qualquer indignação ou solidariedade com a sua família. Não houve velas na porta da embaixada da Venezuela, não houve petições, não houve praticamente notícias.

E contudo, nos dias em que acontecia o calvário de Carlos Gouveia, não faltaram indignações e comoções em Portugal. Com gatinhos abandonados. Com o facto de existirem matadouros, touradas e pais que mostram os filhos no Facebook. Ou que não mostram os filhos. Com o machismo, o micromachismo, o problema das casas de banho para os transgender e as máquinas de venda automática de comida. Ler Mais»»»

Domingo

por João Távora, em 03.07.16

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas


Naquele tempo, designou o Senhor setenta e dois discípulos e enviou-os dois a dois à sua frente, a todas as cidades e lugares aonde Ele havia de ir. E dizia-lhes: «A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi ao dono da seara que mande trabalhadores para a sua seara. Ide: Eu vos envio como cordeiros para o meio de lobos. Não leveis bolsa nem alforge nem sandálias, nem vos demoreis a saudar alguém pelo caminho. Quando entrardes nalguma casa, dizei primeiro: ‘Paz a esta casa’. E se lá houver gente de paz, a vossa paz repousará sobre eles; senão, ficará convosco. Ficai nessa casa, comei e bebei do que tiverem, que o trabalhador merece o seu salário. Não andeis de casa em casa. Quando entrardes nalguma cidade e vos receberem, comei do que vos servirem, curai os enfermos que nela houver e dizei-lhes: ‘Está perto de vós o reino de Deus’. Mas quando entrardes nalguma cidade e não vos receberem, saí à praça pública e dizei: ‘Até o pó da vossa cidade que se pegou aos nossos pés sacudimos para vós. No entanto, ficai sabendo: Está perto o reino de Deus’. Eu vos digo: Haverá mais tolerância, naquele dia, para Sodoma do que para essa cidade». Os setenta e dois discípulos voltaram cheios de alegria, dizendo: «Senhor, até os demónios nos obedeciam em teu nome». Jesus respondeu-lhes: «Eu via Satanás cair do céu como um relâmpago. Dei-vos o poder de pisar serpentes e escorpiões e dominar toda a força do inimigo; nada poderá causar-vos dano. Contudo, não vos alegreis porque os espíritos vos obedecem; alegrai-vos antes porque os vossos nomes estão escritos nos Céus».

Palavra da salvação.

Atraso de... vida

por João Távora, em 01.07.16

Temo que, para lá do que algum crime que tenha ou não cometido, a fulgurante carreira do jovem arquivista Diogo Gaspar (promovido a director do Museu da Presidência em 2001 ao tempo de Jorge Sampaio) devidamente investigada, revele a mais lamentável causa do proverbial atraso português: a cunha e o nepotismo. Ou por outras palavras, um singelo exemplo da propalada "ética republicana".

A lenta nomeação das administrações do actual Governo

por Maria Teixeira Alves, em 01.07.16

 

O que dizer quando os empregados de uma empresa fazem greve para ter chefes? Foi o que aconteceu com a NAV

Depois de meses a fio sem que o Governo conseguisse nomear uma administração, eis que foi preciso recorrer a medidas extremas: greve.

Só perante a ameaça da greve é que o Governo se deu ao trabalho de nomear administradores. O que levou à suspensão da greve.

"Os trabalhadores da NAV Portugal e sindicatos seus representantes congratulam-se com o anúncio do Governo indicando a composição da totalidade do novo Conselho de Administração da empresa, que abre perspectivas de normalização do funcionamento após meses de abandono". O comunicado da Nav Portugal diz tudo. Abandono!

O que se está a passar na CGD e na CMVM, é que com administrações cessantes, que já acabaram os seus mandatos, os trabalhadores sentem-se esquecidos.

Na CMVM, Carlos Tavares acabou o mandato em Setembro último e até hoje não há uma nova administração.

Na CGD, o caso é suficientemente mediático para não precisar de explicações.

A Caixa está quase no fim do primeiro semestre e os administradores que acabaram o mandato em Dezembro, continuam lá – os que sobram, porque alguns saíram – a perspectiva é que no fim de Julho haja novos administradores.Uma eternidade. Mas a isto ainda é preciso contar com o prazo da avaliação da idoneidade do BCE.

Nalguns conselhos de administração já há falta de quórum deliberativo.

Mas não há ninguém para gerir empresas e institutos neste país?.

 

Obrigado

por João Távora, em 01.07.16

Rui Patrício.jpg

 


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