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Pena de morte com efeito retroactivo?

por João-Afonso Machado, em 18.07.16

Ozturk foi, ou não, o mentor do golpe de Estado na Turquia? E os muitos magistrados detidos estariam do seu lado, seriam com ele conspiradores?

Ressalvadas as devidas proporções, há aqui qualquer coisa de semelhante com o nosso 11 de Março de tristíssima memória. Talvez o «reaccionários para o Campo Pequeno já!» que, em Ancara, assume o tom de apelos mais explícitos à reintrodução da pena de morte.

Apelos esses, aliás, insistentes, ameaçadoramente insistentes. Porquê? Para dissuadir a repetição destas movimentações militares ou pensando especificamente nos envolvidos na da passada sexta-feira?

E onde desencantar agora juízes para julgar os revolucionários?

Porque estão todos calados no mundo ocidental? Onde param os nossos costumeiros defensores dos direitos humanos? As suas manifestações espontâneas? Terão ido já  de férias, consumir a bem da lusa execução orçamental?

Os revolucionários

por João Távora, em 18.07.16

O termo “revolução”, do latim do latim revolutìo,ónis, significa o movimento circular em torno de um eixo fixo, em que determinado objecto volta para a sua posição inicial. 

Domingo

por João Távora, em 17.07.16

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas


Naquele tempo, Jesus entrou em certa povoação e uma mulher chamada Marta recebeu-O em sua casa. Ela tinha uma irmã chamada Maria, que, sentada aos pés de Jesus, ouvia a sua palavra. Entretanto, Marta atarefava-se com muito serviço. Interveio então e disse: «Senhor, não Te importas que minha irmã me deixe sozinha a servir? Diz-lhe que venha ajudar-me». O Senhor respondeu-lhe: «Marta, Marta, andas inquieta e preocupada com muitas coisas, quando uma só é necessária. Maria escolheu a melhor parte, que não lhe será tirada».


Palavra da salvação.

Fora de moda

por João Távora, em 16.07.16

Um dos mais belos hinos ao amor entre homem e mulher... 

Nice man

por João Távora, em 16.07.16

Com menor ou maior responsabilidade pelas tragédias ocorridas, o facto é que Holland começa a ter dificuldade com a adjectivação do seu discurso que começa a soar pateticamente repetitivo. O destino tornou-o um especialista em cerimónias fúnebres.

De Saltillo ao 10 de Julho

por João-Afonso Machado, em 15.07.16

Tinham decorrido 20 anos desde que Portugal participara (a última e primeira vez) no Mundial de Futebol. De repente, com uma imprevisível vitória, na fase de apuramento, contra os alemães em Estugarda, eis-nos no México a disputar o Campeonato de 1986. A Nação rejubilou. Iamos lá representados pelos «Infantes».

Mas no México, em Saltillo, onde a Selecção ficou instalada, viu-se de tudo. Os jogadores queixavam-se e reivindicavam: o hotel era mau, a curiosidade dos jornalistas muita e incontrolada... E, evidentemente, os prémios dos jogos fraquinhos, rendendo nada, o mesmo que a publicidade! Os jogadores ameaçaram greve. Os outros participantes no Mundial abriram a boca de espanto e a Nação corou de vergonha.

O treinador - José Torres, o Bom Gigante - não tinha mão neles. O hotel era visitado por meninas mexicanas de porte duvidoso, muito mimosas com os nossos jogadores e indiferentes aos protestos telefónicos das famílias deles. Os responsáveis federativos pautaram-se pela ausência. A confusão não parou de aumentar. Futre não alinhava na formação inicial para não desfigurar o equilibrio de forças Benfica/Porto/Sporting. Vítor Damas entrou em depressão... Até que os jogadores se declararam em greve, no melhor estilo intersindicalista.

Resultado final: fomos vergonhosamente eliminados com uma derrota por 3-1 frente a Marrocos, assim conquistando o último lugar no grupo. O mau hotel de Saltillo durou pouco tempo... A Nação recebeu os seus «Infantes» sob uma monumental vaia.

Agora, em França, começando aos soluços mas reagindo bem, com espírito de sacrificio, organização e vontade, lá chegámos onde todos gostariam de pôr a mão - no «caneco» dos campeões.

É, Portugal é assim: um país recuperável se conseguir afastar o vírus sindical e deitar mãos à obra. Há quem diga, certas doenças ainda não têm cura por determinação e ganância do lóbi farmacêutico. Eu acredito nisso, desde que vejo António Costa ao ataque.

PARA A ESQUERDA PORTUGUESA…

por Vasco Lobo Xavier, em 14.07.16

…uma pessoa que queira abandonar os mesmo suspender a actividade política só é séria e só revela seriedade se for viver à larga para Paris sem que se perceba como paga aquilo tudo.

Tristezas não pagam dívidas

por João Távora, em 13.07.16

card_portugal_campeao_alameda_reuters_pedro_nunes.

Diz-se por aí que a vitória portuguesa do Euro 2016 em França vai impulsionar a economia em seiscentos mil euros, ao que parece quase todos gastos em tascas e esplanadas. Contas feitas a festa nem é cara, dá para cerca de um milhão de portugueses beberem ume mini e comerem um pires de tremoços. Quanto a mim era bem melhor que o ministério das finanças se dignasse a abrir os cordões à bolsa e acelerasse a devolução do IRS que tanta falta me faz. 

Sem dados concretos para uma avaliação científica da questão, fica-me a impressão que, devido aos (merecidos) festejos e à consequente ressaca acabamos por “ficar em casa”. Tenho sinais claros de que a semana de trabalho custou mais a arrancar do que é habitual: na minúscula empresa que dirijo, anteontem foram desmarcadas duas importantes reuniões com clientes.
De resto, há algum tempo que perdi a esperança que a extrema competitividade e sucesso da indústria do futebol nacional, tão intensamente difundida entre os adeptos pelos profusos programas e jornais desportivos, serva de exemplo para reverter cultura de acomodação e conformismo tão atreita aos portugueses.
Certo é que as tristezas não pagam dívidas e convenhamos que uma alegria destas experimenta-se uma vez na vida e agora é tempo de festejar: o triunfo dos portugueses em Paris ficará gravada na história do futebol e os seus heróis serão celebrados pelos nossos netos e bisnetos.
Finalmente, e para que conste, escreva-se na pedra que nossa vitória não resulta de um acto ou personalidade genial mas foi-o duma determinação individual incomensurável e dum enorme espírito colectivo dum grupo bem liderado, por um homem de fé. Uma bela parábola para todos nós.

 

Pubicado originalmente no Diário Económico

O que separa Portugal de Espanha?

por Maria Teixeira Alves, em 12.07.16

Depois de o Ecofin ter confirmado a abertura de um processo de sanções a Portugal e Espanha por défices excessivos, eis a resposta que cada um dos primeiros-ministros deu:

O Governo de Mariano Rajoy respondeu com medidas:

Madrid propõe subir "imposto sobre empresas" para evitar sanções da União Europeia:

"Vamos propor uma medida para o imposto sobre empresas (...), uma medida forte" para conseguir uma receita adicional de 6 mil milhões de euros, declarou, numa conferência de imprensa em Bruxelas, ao apresentar os seus argumentos para evitar uma multa da Comissão Europeia".

O Governo de António Costa disse isto:

"Portugal vai responder e espero que haja bom senso na Comissão"

O primeiro-ministro afirmou hoje que Portugal vai responder nos próximos dez dias, formalmente, à decisão do Conselho de Ministros das Finanças da União Europeia (Ecofin) de aplicar sanções ao país, alegando que são "injustificadas" e "altamente contraproducentes". E acrescentou: "Espero e confio que, na Comissão, nomeadamente através do presidente Juncker, impere o bom senso que não houve na reunião do Eurogrupo." Por outro lado, devolveu críticas à ex-ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, dizendo que "mais injustas do que qualquer sanção são as suas palavras".

Voilá! Um país que em termos de PIB nem se compara a Espanha, mas não lhe falta soberba. Grande Costa, espere só pelo desaire da banca italiana para ter de pedir ajuda à troika e logo a soberba ficará na gaveta. Mas claro arranjará argumentos para culpar o anterior Governo.

Depois da vitória do mérito, algo completamente diferente...

por José Mendonça da Cruz, em 12.07.16

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A aplicação ou não de sanções a Portugal e Espanha que a Comissão Europeia sugere «depende muito», disse o presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, «do que os governos de Espanha e Portugal vão dizer à Comissão (...) e esperemos que essa seja uma reacção pela ofensiva, falando sobre o que vai ser feito para resolver os problemas, em vez de uma reacção defensiva».

Sendo assim, que disse o governo espanhol? Em conferência de Imprensa em Bruxelas, Luis de Guindos, ministro da economia do governo espanhol, limitado pelo facto de estar em gestão, anunciou uma medida fiscal avaliada em 6 mil milhões de euros, e a intenção de avançar com cortes e outras iniciativas de correcção orçamental.

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E o governo da geringonça, que disse? O chefe, Costa, diz que as sanções seriam «injustificadas» e «altamente contraproducentes»; o ministro Mário Centeno diz que «vamos voltar a delinear toda a nossa estratégia junto da Comissão Europeia, no sentido de reivindicar os resultados que estamos a obter e da forma como estamos a obter esses resultados que podemos cumprir os nossos objetivos».

E agora? Agora, se as sanções se concretizarem já percebemos porquê.

A parte a evitar

por Vasco M. Rosa, em 12.07.16

 

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Todos ficámos felizes com o jogo da final e o grande golo de Éder.

Foi uma brava hora de denodo e valentia, com Patrício nas redes a defender e os outros a darem quanto tinham. 

Mas depois veio a falácia política, que começa na falaciosa propaganda da TAP e acaba no feriado lisboeta que desvaloriza o resto do país, onde os jogadores não irão.

Mais ainda, é inaceitável que os atletas medalhados noutras competições não tenham tido o palco dos futebolistas, dando razão a quem diz que fado-futebol-fátima podem voltar desde que a serviço do «tempo novo». 

Enquanto isso, morrem aviadores num cargueiro aéreo em chamas, e o ministro da tutela escreve duas linhas de pesar — e já está...

Quando a bola vem com muito efeito, não é todos que a conseguem chutar na devida direcção.

Enquanto isso apodrece isso a que chamam república, ou ética republicana — uma monstruosidade.

 

 

 

Sanções, a arma de Bruxelas

por Maria Teixeira Alves, em 12.07.16

A frase que ninguém ousa dizer: As sanções de Bruxelas a Portugal, que podem ser zero em multa mas com a exigência de regras orçamentais reforçadas, servem para a Comissão Europeia converter o Mario Centeno numa Maria Luís Albuquerque.

Um bom dia

por José Mendonça da Cruz, em 12.07.16

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Ontem, sem mérito nenhum meu, vivi um dia feliz, mergulhado num sentimento envolvente de triunfo e realização. Foi um dia feliz.

Penso na sorte que tenho. Se eu tivesse vivido vidas olhando o desporto-rei com desprezo, chamando-lhe «ópio do povo», que malabarismos não teria tido que empreender agora para gozar o sofrimento e a alegria, a angústia da dúvida e os gritos e saltos e abraços da vitória, e para participar e pôr-me em bicos dos pés, caso agora a celebração me desse muito jeito para disfarçar alguma miséria.

Que sorte nunca ter desprezado os emigrantes, nem chorado lágrimas de crocodilo por eles, nem suposto que eram vítimas indefesas de governações neoliberais e perniciosas. Que ridículo pareceria eu agora a aplaudir quem emigrou porque a livre circulação assim lho permite, porque o talento e a ambição empurravam, e depois colheu os frutos e festeja no campo, ou na portaria, ou na sala de trading, ou na administração, ou na mairie, ou na fábrica.

Que bom ver festejar a vitória da selecção portuguesa em Angola, Moçambique, Timor, Guiné. Senti um orgulho amigo, cosmopolita, abrangente. Ainda bem. Que verme não pareceria eu se, tendo andado toda uma vida a renegar, a desprezar, a cuspir nesta história e nestes laços, agora viesse basofiar-me com eles.  

E que sorte este meu amor desalmado pela iniciativa privada, o mérito, o esforço, a ambição, o risco e a vontade. Com que cara despudorada ia eu agora aplaudir esta selecção de valentes, que são em profissão de fé e experiência de vida o exacto oposto desses amanhãs que só cantam quando cheios de hostes funcionárias, igualitárias e conformadas.

Que sorte aplaudir esta selecção e festejar de alma limpa.

 

Os deuses do futebol existem

por José Mendonça da Cruz, em 12.07.16

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Suspeito desde anteontem que os deuses do futebol realmente existem, personagens intermédios, meio anjos meio magos travessos, meio serenos meio ébrios de paixões, normalmente complacentes mas capazes de fúrias... bem, ...divinas. E julgo que, incautos, os franceses os enfureceram. Incomodaram-nos primeiro com a soberba, como se uma final de futebol escapasse aos poderes do alto. Irritaram-nos, depois, com as apostas e os dichotes categóricos sobre quem ia ganhar de certeza e quem não tinha hipóteses nenhumas, como se o que se ia passar no relvado escapasse a todo o arbítrio celeste. Houve indignação no conselho quando Payet executou a licença de matar sacrílega. Os quatro árbitros ceguinhos foram a gota no copo de água. Os deuses partiram para a guerra ao lado da selecção portuguesa. Viram como a bola se recusou a entrar na nossa baliza? Julgam, por ingenuidade, que foi só mérito nosso ou azelhice francesa? Viram Eder redivivo? Em verdade, em verdade vos digo: aquela borboleta da traça a pousar no injustiçado era a anunciação do castigo.

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A nossa vitória não resulta de um acto ou personalidade genial mas foi-o duma determinação individual incomensurável e dum enorme espírito colectivo dum grupo bem liderado. Uma bela parábola para os portugueses.

 

Para aqueles que tinham dúvidas, Rui Patrício confirmou que é um guarda-redes ao nível dos melhores do mundo.

 

Ainda a tempo o seleccionador percebeu a vantagem de utilizar William Carvalho, Adrien Silva e João Mário, um trio que apesar de não ter revelado a habitual eficácia atacante conferiu uma robustez e fiabilidade de movimentos ao meio-campo português. 

 

Fernando Santos revelou-se um verdadeiro líder: sóbrio, discreto e corajoso, conseguiu unir a sua equipa não à sua volta, mas alinhada na sua estratégia e focada no objectivo da vitória. Um homem com uma fé inabalável.

 

Payet, a estrela francesa que prometia ser a revelação deste campeonato europeu, conseguiu o seu maior momento de glória aos oito minutos da final em Paris ao lesionar Cristiano Ronaldo que assim se viu impedido de jogar o jogo da sua vida. O resultado foi o reforço da tenacidade dos seus companheiros. 

 

Receio que a qualidade prestação dos jogadores do Sporting neste torneio resulte num assédio que desestabilize as suas merecidas férias e prejudique a preparação da equipa. Tudo por um bem maior.

 

Se a selecção nacional é acusada de ter chegado às eliminatórias quase só com empates, que dizer daquele português que apenas com uma derrota se sentou ufano no camarote presidencial em Saint Dennis?

 

Desde a fundação de Portugal que a Mãe de Jesus é chamada apadrinhar os mais nobres feitos nacionais - os outros não. Um sinal de que este País apesar de tudo resiste como um local aprazível.  

 

Uma vitória destas vive-se uma vez na vida, ficará gravada na história do futebol e os seus heróis serão celebrados pelos nossos netos e bisnetos. Festejemos hoje e tomemos o seu exemplo, para regressarmos aos nossos afazeres com mais entrega e determinação. Portugal pode ser muito mais. 

Ronaldo merece, merecemos todos!!!

por João Távora, em 10.07.16

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 (Mas hoje no estádio de Saint Dennis há um português derrotado a festejar no camarote presidencial.)

"Vamos comer a polé!"

por João-Afonso Machado, em 10.07.16

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A imprevisibilidade portuguesa dá para os dois lados... Porque não? Talvez o nosso emigrante tenha razão. Talvez comamos mesmo o galo francês. (Ou a galinha, fiquei sem saber se o dito emigrante era contra a descriminação sexual, sei-o apenas a favor do Acordo Ortográfico).

Oxalá tudo corra grandiosamente! Vamos dar neles!

E depois foram quatro semanas muito pouco políticas. Afora o Presidente Marcelo, sempre zumbindo por aí, houve menos Costa, menos Centeno, menos Bloco, só alguns escândalos... Que bom, se este Parlamento esmorece não arqueja o País.

Enfim, a silly seasan vem de seguida. E os Jogos Olímpicos e a Volta a Portugal também. Com um bocado de sorte, o PCP faz greve às greves e a Catarina sossega um pouco as suas causas fracturantes, adia o referendo.

Aproveitemos, pois. Comamos a polé. Com imensa paprika, como ensinava o Herman no Cozinho para o Povo. Sem discussões sobre a identidade de género, está bem, meninas bloquistas?

Domingo

por João Távora, em 10.07.16

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas


Naquele tempo, levantou-se um doutor da lei e perguntou a Jesus para O experimentar: «Mestre, que hei-de fazer para receber como herança a vida eterna?». Jesus disse-lhe: «Que está escrito na Lei? Como lês tu?». Ele respondeu: «Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração e com toda a tua alma, com todas as tuas forças e com todo o teu entendimento; e ao próximo como a ti mesmo». Disse-lhe Jesus: «Respondeste bem. Faz isso e viverás». Mas ele, querendo justificar-se, perguntou a Jesus: «E quem é o meu próximo?». Jesus, tomando a palavra, disse: «Um homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos dos salteadores. Roubaram-lhe tudo o que levava, espancaram-no e foram-se embora, deixando-o meio- morto. Por coincidência, descia pelo mesmo caminho um sacerdote; viu-o e passou adiante. Do mesmo modo, um levita que vinha por aquele lugar, viu-o e passou também adiante. Mas um samaritano, que ia de viagem, passou junto dele e, ao vê-lo, encheu-se de compaixão. Aproximou-se, ligou-lhe as feridas deitando azeite e vinho, colocou-o sobre a sua própria montada, levou-o para uma estalagem e cuidou dele. No dia seguinte, tirou duas moedas, deu-as ao estalajadeiro e disse: ‘Trata bem dele; e o que gastares a mais eu to pagarei quando voltar’. Qual destes três te parece ter sido o próximo daquele homem que caiu nas mãos dos salteadores?». O doutor da lei respondeu: «O que teve compaixão dele». Disse-lhe Jesus: Então vai e faz o mesmo».

 

Palavra da salvação.

O jornalismo é partidário

por João Távora, em 09.07.16

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Vivemos anos com problemas sociais terríveis. Lembro apenas alguns: havia emigrantes a fugir da nossa miséria; havia crianças a chegar à escola em jejum; havia filas de espera para a “sopa dos pobres”; havia cada vez mais sem abrigo; havia desempregados de longa duração que viviam desesperados.

Curiosamente, esses problemas sociais terríveis evaporaram-se do espaço mediático. (…) Haverá várias explicações certamente. Mas Preocupa-me em particular, que este tipo de noticiário esteja mais sujeito às agendas de prioridades partidárias do que à iniciativa da própria comunicação social. Dito de modo mais simples: desde que o BE e o PCP passaram a apoiar um governo deixaram de municiar a comunicação social com os pungentes casos humanos. Ou então os jornalistas que acompanham estas questões sociais entendem que com este governo não vale a pena falar de certos assuntos. Seja a resposta qual for, não é muito abonatório para os jornalistas. Porque de duas uma: ou andamos atrás das agendas partidárias e não temos uma agenda própria, ou temos uma agenda própria que está alinhada com determinados partidos. (…)

 

Henqrique Monteiro hoje no Expresso

 

A História é feita por pessoas

por João Távora, em 09.07.16

Inauguração Embaixada_54.jpg

Permitam-me contar esta notícia de forma um pouco subjectiva, ou simplesmente do meu ponto de vista: O quadro de D. Rodrigo Annes de Sá Almeida e Meneses, o embaixador de D. João V que a 8 de Julho de 1716 foi recebido em Roma pelo Papa Clemente XI, muito provavelmente da autoria de Vieira Lusitano de quem foi protector, foi um dos principais protagonistas da magnífica Exposição com que o Museu Nacional dos Coches celebrou ontem a passagem de trezentos anos sobre o acontecimento. Assim, foi com grande orgulho que ontem à tarde eu e os meus irmãos reencontrámos este velho companheiro da nossa infância e juventude que, na parede da sala de nossa casa, da sua imponente moldura dourada nos seguia com um olhar sisudo e atento à nossa passagem. Daquele senhor, o primeiro marquês de Abrantes, nascido em 19 de Outubro de 1676, sabemos ter sido um grande mecenas e homem de artes e da cultura, e também que é da sua autoria o desenho dos magníficos Coches de Aparato mandados construir em Itália, com os quais empreendeu esse importante serviço à Pátria, visando conseguir do Papa o prestígio dum patriarcado para Lisboa.

Entregue em depósito ao Museu Nacional dos Coches pela minha família, é com enorme alegria que o encontramos finalmente exposto ao público, à vista de todos quanto visitem esta magnífica exposição que nos desvenda uma época e uma história… feita de pessoas como nós.

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Ver reportagem fotográfica aqui.




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Contacte-nos: bloguecortafitas(arroba)gmail.com




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