Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]
Quando os portugueses se deveriam concentrar neste orçamento irresponsável e nos efeitos negativos que o acordo da extrema-esquerda está a trazer a Portugal, o Governo socialista decide alterar o nome do aeroporto de Lisboa. E sem qualquer tipo de debate prévio, pois claro. Com o aplauso bloquista e dos comunistas.
Neste país, a diminuição dos preços dos produtos não aproveita os consumidores mas apenas a voracidade insaciável do gordo Estado socialista.
in: http://www.jornaldenegocios.pt/mercados/materias_primas/detalhe/preco_dos_combustiveis_dispara_ja_a_meia_noite.html
Simplesmente extraordinário!
Nada mais apropriado a responder ao lúcido repto de Rui Moreira, pCMP, sobre o abandono premonitado do aeroporto do norte pela TAP visando alavancar soluções adormecidas de criação de um novo aeroporto perto de Lisboa, criação duma ponte e outras fantasias socráticas, do que atribuir um nome ao aeroporto da Portela, o de Humberto Delgado, com carga política que não lembra ao diacho. Já cá faltava!!
Mas Costa é tão —— (preencher a gosto), que nem foi capaz de se lembrar do que Mariano Gago, que ele supostamente apreciaria, havia escrito sobre este assunto: de que haveria de chamar-se Aeroporto Gago Coutinho... E com toda a razão.
Terá pedido consentimento ao CC do PCP, tão admirador, como se sabe, do general sem medo?... Ou tudo foi decidido em horas, para «distrair o pagode»? Pois não se vê motivo para tal anúncio num momento destes, num momento tão grave como este.
Enquanto isso o PM está caladinho sobre o assunto TAP e Porto, levado às televisões por «um amigo».
As amizades de AC são o que são. Melhor dizendo: AC é o que é.
Escolas chumbam novo modelo de avaliação dos alunos
O Ministro Tiago Brandão Rodriguesconsiderou que o modelo de avaliação, implementado pelo anterior governo, era prejudicial aos alunos. Mais, afirmou que o novo moelo teria o apoio dos professores e das escolas. É agora desmentido com o parecer do Conselho das Escolas. A opinião das Escolas é contundente: "as provas finais - porque contam para a avaliação final dos alunos - introduzem maior exigência no sistema educativo, mobilizam e corresponsabilizam todos os agentes escolares." É o descrédito total deste novo Ministro. Porque não reverte desde já o que fez? É que ainda está a tempo...
Li este artigo (algo maçador) da Mortágua no Público: Défice estrutural: magia negra, que não começa mal, mas depois perde-se em fórmulas e conceitos que não estão ali a fazer nada para a conclusão que tira, e que é esta: "Independentemente do ângulo, a resposta é sempre a mesma. Tanto na forma do seu cálculo, como na avaliação técnica que depois é feita do seu cumprimento, o défice estrutural é uma medida discricionária que serve um propósito claro: controlar politicamente os orçamentos nacionais, mesmo que cumpram genericamente as regras europeias, consoante a cor, direcção e poder do governo em causa". Isto não é do Louçã?! Tenho a sensação de já ter lido isto.
O artigo que melhor responde às criticas da Mortágua ao défice estrutural é este de um economista, Pedro Romano, e está neste blog.
Reparem na simplicidade, na inteligência e na lucidez deste artigo sobre o mesmo tema:
Em defesa do Saldo Estrutural
Nunca pensei que houvesse tanta gente com opinião formada acerca do Saldo Estrutural. Na verdade, nunca pensei que houvesse sequer tanta gente a conhecer o Saldo Estrutural.
Mas há, e a opinião geral é a de que a ideia não faz muito sentido. Ontem, na SIC Notícias, Bagão Félix sintetizou os principais problemas deste indicador: é preciso calcular um PIB Potencial, estimar elasticidades, decidir o que é e não é one-off, identificar despesas cíclicas e, horror dos horrores, assumir hipóteses. O Saldo Estrutural não é visível, não é palpável, nem é verificável. É uma entidade abstracta. Sem a qual, presume-se, todos estaríamos melhor.
Eu levo muito a sério algumas destas questões – tão a sério que estou desde 2013 a chamar a atenção para as implicações que erros de medição podem ter na condução da política orçamental (I, II, III). Mas também não me parece prudente abandonar metas ou regras orçamentais. E, se o saldo estrutural não é uma boa métrica, então o que será?
A alternativa óbvia é o défice orçamental simples: défice/PIB. Mas o próprio PIB é ele próprio um indicador problemático. Medir o PIB implica atribuir, através de hipóteses e convenções, um valor de mercado a actividades não mercantis, como a produção de serviços públicos. Obriga a imaginar qual seria a renda que um detentor de habitação pagaria se quisesse arrendar a casa que possui. Exige uma imputação de produtividade a actividades que apenas conhecemos por via indirecta, através de inquéritos ao emprego (inquéritos!). Nalguns países, quase um terço do PIB é invisível e tem de ser imputado.
Pior ainda: há várias formas de calcular o PIB. Ah, e as três dão valores diferentes. Se só conhecemos um resultado isso é porque os institutos de estatística se encarregam de limar os números até que todos batam certo uns com os outros (excepto nos EUA, onde há mesmo dois PIB’s). Calma, ainda não acabou. Em 2006 o PIB grego cresceu 25% devido à inclusão na contabilidade da… prostituição (e outras coisas, vá). Uma operação similar fez a Itália ultrapassar o Reino Unido no PIB per capita nos anos 80. Estes exemplos sugerem que o PIB partilha a maioria dos problemas de que padece o Saldo Estrutural.
Talvez o melhor seja olharmos apenas para o défice público nominal, sem o PIB no denominador. Mas que défice? Será o défice em contabilidade pública, reportado pela DGO? Ou o défice em contabilidade nacional, reportado pelo INE? E o que é que significa o público ali de cima? Contamos as empresas públicas no saldo final? Ou deixamo-las de fora, como a Caixa Geral de Depósitos? E se incluirmos a CGD por que não contabilizar também o Banco de Portugal? Já agora, acham que as despesas assumidas mas não pagas (isto é, dívidas a fornecedores) devem ser défice ou não?
Isto não está a ser fácil: já lá vão quatro parágrafos e ainda não me livrei de hipóteses, escolhas e subjectividade. Mas esperem: e se contarmos apenas o dinheiro que o Estado efectivamente deve? A dívida é como notas e moedas: tangível e palpável – e, no final, há sempre alguém a reclamá-la. Será desta?
Ao procurar os números da dívida descobrimos, contudo, que há não uma mas várias dívidas. Aliás, a coisa é tão complicada que o Eurostat até fez um manual a explicar como é que se compilam os dados. E, apesar de não ter tido tempo para ler tudo, a coisa deve ter muito que se lhe diga: no caso da Noruega, por exemplo, há dois valores que divergem entre si por uma margem de quase um bilião de coroas norueguesas, ou… 280% do respectivo PIB. Não é reconfortante.
Podemos ficar nisto o dia todo, mas penso que consegui clarificar a ideia. Todos os indicadores económicos assentam em hipóteses, recorrem a convenções e implicam escolhas metodológicas. Abandonar o conceito de Saldo Estrutural, só porque não nos chegou às mãos como um número impoluto, revelado por intervenção divina, faz tanto sentido como deixar de falar da dívida, do PIB ou da produtividade. A questão não é se o conceito é perfeito – claro que não é, e talvez seja muito mais do que os outros -, mas sim se é útil e se acrescenta informação relevante.
E é quase impossível responder que não. O Saldo Estrutural diz-nos em que medida é que o valor do défice está positiva ou negativamente influenciado pela posição cíclica da economia. Será que Portugal precisa de cortes para assegurar a sustentabilidade da sua dívida? Ou será que a retoma será suficiente para produzir uma melhoria automática da posição orçamental? Será que o excedente orçamental da Espanha em 2007 era suficiente para a insular de períodos de turbulência? Ou esse excedente resultava em boa medida de um PIB muito mais alto do que o PIB Potencial, o que recomendariaainda mais excedentes do que os que se verificaram?
Estas questões não só são relevantes como serão necessariamente discutidas por quem faz política. E quando elas forem colocadas a resposta acabará sempre por nos obrigar a formar uma ideia acerca daquilo que é o nível de desemprego cíclico da economia, o potencial de crescimento a curto prazo e a elasticidade das receitas face ao PIB. Estaremos, para todos os efeitos práticos, a falar do Saldo Estrutural – mesmo que tenhamos efectivamente banido o conceito dos nossos quadros macroeconómicos.
Vejamos a situação de outra forma. Muitas das pessoas que criticam o Saldo Estrutural perdem imenso tempo da sua vida a falar do desemprego, do desperdício de recursos e da destruição de potencial produtivo da economia. E defendem que políticas contracíclicas podem reverter pelo menos uma parte destas perdas. Por vezes, até defendem que bastaria a economia retomar o crescimento para que o défice baixasse muito. Em suma, argumentam que o défice que ‘vemos’ é muito mais o resultado da debilidade da economia do que da posição ‘estrutural’ das finanças públicas. Mas o que é isto senão uma definição para leigos de saldo estrutural? Por muito que expulsemos o nome pela porta da frente, o conceito acaba sempre por regressar pelas traseiras.
Atenção: não estou a dizer que o cálculo do Saldo Estrutural não tenha problemas. Claro que tem, e alguns estão mais do que identificados. Mas isso é um argumento para melhorar o seu apuramento, não para o eliminar do discurso.
Finalmente, das muitas opiniões que li fiquei com a ideia de que uma boa parte das críticas resultam do facto de se achar que o Saldo Estrutural é apenas um pretexto para a Comissão exigir mais cortes (Francisco Louçã, por exemplo). Na verdade, funciona exactamente ao contrário. O Saldo Estrutural é um argumento para os países em maior debilidade fazerem menos cortes, por sugerir que o saldo orçamental real é melhor do que aquilo que aparece nas contas finais, e que portante irá melhorar naturalmente, sem que seja necessário continuar a cortar no Orçamento.
Resumindo: A crítica da Mortágua/Louçã à importância que é dada ao défice estrutural (num artigo do Público, que fica a meio caminho entre o ideológico e o pedagógico, mal sucedido em ambos, e com complexidade técnica desnecessária e até de certa forma desligada da conclusão) - tem por base o facto de este saldo estar sujeito ao efeito ciclo, e por essa via ao chamado PIB Potencial que é uma abstração que mede a quantidade de produto que se obtêm com uma unidade ponderada de todos os factores de produção. Neste caso os factores de produção são o stock de capital, e a quantidade de factor trabalho, e o ponderador é a elasticidade do produto face à utilização do factor trabalho.
Mas, e como me confessou um economista reputado da nossa praça, "Com todos os defeitos, se não fosse o saldo estrutural, os ajustamentos seriam muito mais graves, sem espaço para os estabilizadores automáticos funcionarem".
Ficamos sempre preocupados quando uma alta figura política sai de cena sem aviso, deixando na arena das Grandes Causas a desconfortável sombra da sua ausência.
Não podemos ficar a falar sozinhos neste descampado!
Afinal, o papel rasgou-se de alto a baixo na inesperada derrota eleitoral, ou vai reforçar-se na luta política quotidiana, mesmo sem a admirável comissária Canavilhas e a multiusos pandeireta cultural?
É que o avanço da direita neoliberal não nos deixa um minuto de sossego, é preciso acordar e atiçar todos e todas que ainda não acordaram nem se incendiaram nos desígnios revolucionários.
O relógio das grandes causas e o apito das belas utopias não merecem que o senhor reitor se tenha retirado no seu adorado Minho para lamber as feridas da desilusão presidencial. Não há tempo a perder. Os nossos amigos no parlamento não podem fazer tudo, e eles já fazem bastante — nas 35 horas que deus lhes deu...
O Ministro das Finanças passa a vida a dizer e a repetir que este é um orçamento “responsável”. Terá dúvidas? Necessitará de se convencer a si próprio?
O Sr. Pureza, um dos mais conseguidos exemplos do que é a Esquerda, surgiu de repente clamando pela legalização da cumplicidade no suicídio, vulgo eutanásia. E com tal sanha que, desde logo, eliminou o referendo como modo de aferição dos sentimentos dos portugueses sobre a questão. - Em matéria de direitos pessoais não há lugar a referendo - rematou o Sr. Pureza peremptoriamente.
Ficamos, portanto, em que o Sr. Pureza já comunicou ao mundo, sobre direitos pessoais sabe ele e ninguém mais. É claro, o Bastonário da Ordem dos Médicos, que não consta seja fascista ou a soldo dos bancários, atrevida e discordantemente disse não ser bem assim, o referendo é até aconselhável, o assunto sério, etc, etc. Decerto não lhe parecendo que tudo haja de ser tratado por um circunstancial grupo de deputados com força numérica para impor legislação.
Mas (o passado recente demonstra-o) tudo está como se já estivesse. E porque não? Se algum suicida pretende realmente suicidar-se, porque não deixá-lo?
É que a grande obra reside em impedi-lo de chegar a esse ponto sem retorno psicológico, o que para a Revolução do Sr. Pureza interessa muito pouco ou nada. A Revolução quer apenas revolucionar. Conceda-se, por isso, licença ao Sr. Pureza e aos seus camaradas para assistirem a morte dos doentes de fé, esperança e vontade perdidas. O Sr. Pureza e os seus camaradas que lhes desliguem as máquinas. Porque a esmagadora maioria dos médicos, fieis ao seu juramento de Hipócrates, não colaborará em semelhante assistência aos seus semelhantes.
No mais, chamem a polícia: não aconteça o Sr. Pureza e os seus camaradas entusiasmarem-se e irem por aí fora, das assistências para as conveniências.
Se a Constituição inscreve a vida como "um direito inviolável", como é que se pode considerar a Eutanásia e a Morte Assistida como um "direito fundamental" não referendável?
Sigamos mais este episódio da feira do relógio: António Costa, categórico, rodeado de clientela CGTP(CP), apregoa e garante a reposição das 35 horas da Função Pública já a partir de Julho. Na banca ao lado, sem tanto fulgor, o Secretário de Estado do Orçamento oferece essa mesma reposição de modo «gradual» e sob condição de não implicar «acréscimo de custos».
Um pouco além o Ministro Centeno vende ao preço do seu Secretário de Estado as preciosas 35 horas. Porém, remetendo os termos finais do trato para a «negociação colectiva» e admitindo ainda que as «restrições» (outrora «austeridade») hão de prosseguir.
(Também Varoufakis varreu a Troika e implantou as «Instituições» no seu lugar. Depois foi o que se viu...).
Inicia-se amanhã a Quaresma com a Quarta Feira de Cinzas. Os católicos preparam, neste tempo, a Páixão, Morte e Ressureição de Jesus Cristo. É um tempo de oração mais intensa e neste ano de Jubileu da Misericórdia somos especialmente convidados a olhar e a tratar dos que mais sofrem, estejam estes próximos ou distantes de nós. Conforme referi aqui, a Fundação Ajuda à Igreja que Sofre divulgous as cartas enviadas, há dias, pelo Patriarca da Igreja Católica Greco-Melequita deAntioquia e de todo o Oriente, Alexandria e Jerusalém , Gregorios III Laham e pelo Patriarca dos Católicos Caldeus e Presidente da Conferência Episcopal do Iraque, Louis Raphael Sako. Ambos nos pedem orações pelos povos que acompanham e amanhã teremos um tempo de oração na Igreja da Encarnação, conforme cartaz acima. Seja na Igreja da Encarnação, seja noutro templo, seja em casa, tenhamos bem presente todos aqueles que fogem da guerra e das perseguições que lhes são movidas. Sejamos crentes ou não crentes tenhamos consciência do que sofrem os povos da Síria e do Iraque. Os que acreditam na Revelação de Jesus que procurem a oração e os que não acreditam em Deus que procurem um momento de silêncio, para que, todos, não ignorem o que se passa à nossa volta.
O golo de que vos venho falar foi marcado em Março de 1974 por Hector Yazalde (Buenos Aires, 29 de Maio de 1946 - Buenos Aires, 18 de Junho de 1997), o primeiro de um desafio que o Sporting viria a perder em Alvalade por 5 – 3 naquele que foi o derby mais antigo de que tenho memória de presenciar ao vivo, para mais acontecido numa gloriosa época em que o Sporting se sagraria campeão nacional. Escolho este porque é da autoria de uma das maiores glórias leoninas de sempre que convém relevar mais e mais vezes contra o esquecimento, mas também pela forma acrobática como foi marcado - ainda hoje o tenho gravado na minha retina. Acontece que o presenciei de uma perspectiva privilegiada sobre a grande área Benfica na primeira parte. Nesse Domingo eu acompanhava o meu Tio Manel excepcionalmente em “Dia de Clube” – ocasião em que todo o público, sócios ou simples adeptos, tinham que adquirir ingresso pago, numa época louca em que no Estádio José de Alvalade cabia sempre mais um espectador. O ambiente resultava electrizante, como que explosivo.
Dizem que golos acrobáticos como este só podem acontecer quando facilitados pela defesa adversária, mas o que é facto é que, sem a facilidade dos dias de hoje de rever uma jogada de vários ângulos repetidamente durante a semana seguinte, eu nunca mais me esqueci daquele cabeceamento em voo planante para projectar a bola para o fundo da baliza de José Henriques - sem dúvida um golo de rara beleza que levantou todo o Estádio em imensa alegria (no vídeo ao minuto 1,24). O jogo, esse, que o Sporting viria a perder, foi para mim uma lição cabal da mística que possui um embate entre os dois vizinhos da 2ª Circular.
Quanto ao saudoso Yazalde que foi meu herói de menino, nessa época viria a conquistar a Bota de Ouro com 46 golos marcados, facto que ainda hoje constitui uma das maiores marcas desse prestigiado troféu europeu.
Nota 1: publica-se este artigo no dia do aniversário natalicio do meu saudoso pai, o primeiro responsável pelo meu sportinguismo. Em sua memória deixo esta nota de homenagem.
Nota 2: Texto elaborado para a série "Os melhores golos do Sporting" publicados aqui
Bem pretende o Governo recolher mais receita com o colossal aumento do imposto sobre o tabaco o que significa, como bem referiu o João Afonso Machado no seu brilhante post (anterior a este que escrevo), que “Costa espera ansiosamente que os portugueses encham os pulmões de nicotina até à negrura total”.
Ora acontece que os economistas do PS têm (ou melhor, tiveram) uma opinião muito clara sobre a tributação do tabaco. O incontornável Prof. Trigo Pereira escrevia, em Julho do ano passado, o seguinte sobre esta fiscalidade: “um sítio para onde se deve olhar é para o potencial contrabando de tabaco. O imposto que maior quebra percentual terá este ano, em relação ao orçamentado, é o do Tabaco. E isto não se deve apenas a sobre orçamentação, mas a uma queda efetiva nas receitas. Dado que o tabaco é um dos bens de procura rígida, esta quebra não pode ser explicada pela queda do consumo mas, pelo menos parcialmente, pelo contrabando”. Ora sendo o tabaco um bem de procura rígida, como bem salienta este economista do PS, temos que o OE 2016, ao aumentar significativamente o preço deste produto, será um forte estímulo ao contrabando.
A alarvidade maior consistiu em afirmar que o OE para 2016 escolheu proteger os rendimentos do trabalho em detrimento dos rendimentos da banca. As demais jorraram em cascata.
Assim António Costa, em sessão de esclarecimento a militantes e simpatizantes do PS no Porto, a propósito das manigâncias que aí vêm em tributação indirecta, - aconselhou moderação no recurso ao crédito, maior utilização dos transportes públicos e... que os portugueses deixassem de fumar!
Ou seja, o contrário do que na realidade pretende. Costa espera ansiosamente que os portugueses encham os pulmões de nicotina até à negrura total; consumam combustivel à mesma velocidade com que Centeno, apertado pelos parceiros de cá, leninistas e trotskistas, e pela Comissão Europeia, acelerava de 4 para 7 cêntimos o aumento do seu custo; e peçam muito, muito crédito, paguem muito, muito imposto de sêlo. E, em suma, lhe acabem com a míngua que o pode atirar abaixo da cadeira.
Porque Costa sabe, migalhas à parte, o imposto sobre os combustíveis - um imposto indirecto, daqueles que produzem mais injustiça social porque são "cegos", atingem por igual todas as famílias - além do mais vai ter repercussões no preço da generalidade dos bens, designadamente os de primeira necessidade.
Há milhões de Costas, um para cada momento em que impinge quinquilharias aos portugueses por troca com as especiarias do Poder. Costa é isso. É mesmo capaz de se travestir de patriota. Para Costa, a política é um eterno carnaval, em que ninguém leva a mal. Crê ele, ante a nossa passividade ou incapacidade de o restituir aos 20% eleitorais que vale.
... por nunca ter privatizado os transportes urbanos, e, assim, não se ver na necessidade patriótica e estratégica de os «reverter» e os devolver à boa gestão socialista. Defesa dos utentes, devoção e trabalho, qualidade e rentabilidade dos seviços, ali, sim, se viu...
(Hm? Ah, vão todos presos?! Ó, desculpem!)
Fiel ao seu lema nuclear de dar ou fotalecer regalias de grupos restritos de interesses a custo dos impostos de todos, a geringonça de Costa fez uma espécie de «reversão» da privatização da Tap, assumindo uma responsabilidade imediata de 30 milhões e, a médio prazo, uma trapalhada vasta e paralizante da empresa. Desejo sinceramente que ao menos um dos seis lugares de administração (sem poderes de gestão) ou mesmo a presidência do conselho de administração (com voto de qualidade) que os socialistas assim compraram com o nosso dinheiro seja entregue a António Pedro Vasconcelos, conhecido perito do socialismo, da gestão e da aeronáutica. A burrice ideológica, o desgoverno e a venalidade já estão lá; só falta dar-lhes um emblema.
A nota dominante, nas intervenções dos governantes socialistas e dos economistas da área socialista, sobre o OE 2016 é a de que é uma abordagem diferente. O Prof. Paulo Trigo Pereira é um dos economistas de referência desta área, é (ainda) deputado pelo PS e faz hoje, aqui, uma primeira análise do Orçamento. Começa por destacar que “uma análise séria e técnica de qualquer OE leva certamente, no mínimo, duas semanas. Assim neste artigo limitar-me-ei a uma apreciação muito genérica quer processual quer substantiva”. Ficamos, pois, a aguardar essa análise de quem, como o próprio afirma, tem analisado os OE dos últimos seis anos. Esta abordagem genérica destaca que “num orçamento que promove a justiça social e a requalificação do Estado só me desgosta a supressão da baixa da TSU para os trabalhadores de baixos rendimentos e a regra 2 saídas por 1 entrada que fará ainda diminuir os efetivos na administração, já com poucos recursos.” Ou seja, a brutal subida de impostos (585 milhões de euros), pelos vistos, não o desgosta. Surpreende-me esta posição pois o agora deputado do PS afirmava, em Abril do ano passado, numa entrevista à RR, que "quero baixar impostos e também quero baixar as taxas que a Autoridade Tributária nos cobra quando nos esquecemos de pagar um imposto.” Porque razão mudou de ideias? Será que considera irrelevante este aumento dos impostos?
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo, estava a multidão aglomerada em volta de Jesus, para ouvir a palavra de Deus. Ele encontrava-Se na margem do lago de Genesaré e viu dois barcos estacionados no lago. Os pescadores tinham deixado os barcos e estavam a lavar as redes. Jesus subiu para um barco, que era de Simão, e pediu-lhe que se afastasse um pouco da terra. Depois sentou-Se e do barco pôs-Se a ensinar a multidão. Quando acabou de falar, disse a Simão: «Faz-te ao largo e lançai as redes para a pesca». Respondeu-Lhe Simão: «Mestre, andámos na faina toda a noite e não apanhámos nada. Mas, já que o dizes, lançarei as redes». Eles assim fizeram e apanharam tão grande quantidade de peixes que as redes começavam a romper-se. Fizeram sinal aos companheiros que estavam no outro barco, para os virem ajudar; eles vieram e encheram ambos os barcos, de tal modo que quase se afundavam. Ao ver o sucedido, Simão Pedro lançou-se aos pés de Jesus e disse-Lhe: «Senhor, afasta-Te de mim, que sou um homem pecador». Na verdade, o temor tinha-se apoderado dele e de todos os seus companheiros, por causa da pesca realizada. Isto mesmo sucedeu a Tiago e a João, filhos de Zebedeu, que eram companheiros de Simão. Jesus disse a Simão: «Não temas. Daqui em diante serás pescador de homens». Tendo conduzido os barcos para terra, eles deixaram tudo e seguiram Jesus.
Palavra da salvação.
A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.
Peço desculpa por o escrito não ter cumprido a fun...
"Acreditam mesmo que o Chega se irá encher de brio...
Mas nalgum lado do artigo está escrito que o grupo...
Mas o Chega tem um Grupo Parlamentar eleito para R...
Todos nos lembramos do desvario e correrias que f...