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De novo a troika

por João Távora, em 06.11.15

Parece certo que vamos ter uma nova “troika” no governo de Portugal, não é?

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O Centro, o não previsto legado de Costa

por João-Afonso Machado, em 05.11.15

Provavelmente o mais significativo apontamento de Francisco Assis, na sua célebre crónica do Público de 29 do passado Outubro, foi - já na parte final - a definição do PS como um «partido do centro-esquerda». Que não é.

Não valerá a pena andarmos em distinções da essência da Esquerda e da Direita para concluirmos que o "Centro" não existe como espaço ideológico. Não o confundamos, portanto, com a sempre presente demarcação entre a moderação e o radicalismo.

Aliás, tem-se agora sobejamente notado, o PSD e o CDS derivam da «extrema-direita» para o «centro-direita» (encalhando muito no «neo-liberalismo») consoante a pior ou menos má disposição de quem lhes lança os ápodos.

Por isso o "Centro" poderá e deverá ser, apenas, a mesa civilizada a que as almas bem intencionadas e não destituídas de realismo político se sentam para tratar os interesses públicos. Uma mesa onde certamente não terá vez o oportunismo de Costa, e dificilmente o facciosismo e a demagogia do PCP e do BE (e quejandos). Mas onde gente sensata e de espírito aberto, como Assis, Maria de Belém, o Dr. Vera Jardim, João Proença e muitos mais mostraram já vontade de tomar chá e falar de coisas sérias com a Direita.

Essa é a maior e involuntária benfeitoria de Costa: fazer vir à tona uma Esquerda com ideiais e desprovida de falsas paixões. A lembrar o antigo Partido Socialista, de Fontana, Antero, Fuschini, Oliveira Martins, que um outro Costa (malfadadamente Afonso) atraiçoou.

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Gosto de boas respostas, mesmo quando são óbvias:

por Vasco Lobo Xavier, em 05.11.15

PSD/CDS querem comemorar 25 de novembro

PSD e CDS-PP vão apresentar uma proposta de evocação do 25 de novembro de 1975 na Assembleia da República. “O 25 de Abril deu-nos a liberdade, o 25 de Novembro confirmou-a perante ameaças de regimes totalitários. Creio que, na casa da democracia que é a Assembleia, é fundamental que se possa fazer uma evocação o mais consensual possível e com a dignidade que essa data e esse aniversário merece”, defendeu o líder parlamentar do CDS-PP.

Interrogado sobre por que motivo PSD e CDS-PP não propuseram assinalar o 25 de Novembro de 1975 na anterior legislatura, quando tinham maioria de deputados para aprovar essa proposta, Nuno Magalhães respondeu: “Porque não fazia 40 anos”.

 

(in Observador)

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No seguimento da apresentação das previsões de outono da Comissão, Valdis Dombrovskis, fez uma menção sobre Portugal, felicitando o Governo, mas deixando avisos ao país. “Felicito as autoridades portuguesas pelos progressos significativos alcançados no relançamento da economia, que passou de uma taxa de crescimento de 0,9% no ano passado para cerca de 1,7% este ano e no próximo e provavelmente ainda mais em 2017. […] Para consolidar tais benefícios e acelerar ainda mais o crescimento económico e a criação de postos de trabalho, as reformas estruturais têm de continuar decisivamente“, concluiu o comissário europeu, em declarações ao Observador.

Falando sobre os números de desemprego de Portugal, Dombrovskis mencionou a diminuição do número de pessoas sem trabalho, assegurando que “este relançamento traduzir-se-á numa melhoria sensível da situação social”. No entanto, a condição do país só vai melhorar assumindo “que as reformas empreendidas prosseguirão a um ritmo sustentado e de modo a gerarem crescimento económico”.

Para Bruxelas, “a situação das finanças públicas já dá mostras de estar a beneficiar das reformas estruturais levadas a cabo até agora, com o défice e a dívida pública a diminuírem nos dois próximos anos”, mas para manter “o crescimento económico e a criação de postos de trabalho, as reformas estruturais têm de continuar decisivamente”.

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Ele é tão inteligente que até dói!

por Vasco Lobo Xavier, em 04.11.15

Explica Pedro Nuno Santos o seu raciocínio ao Público:

 

« É importante que se perceba isto: nós hoje chegámos a um ponto em que o PSD se encostou ao programa liberal do CDS e assim se afastou do centro. E foi esse afastamento do PSD do centro que facilitou o que estamos a fazer com o PCP e BE.»

 

Ou seja, na cabecinha deste que ainda há pouco tempo queria pôr as perninhas dos alemães a tremer com o seu “não pagamos”, o PSD encostou-se à direita (supostamente, e apenas por ter tentado concretizar o memorando negociado e firmado pelo PS quando nos levou à bancarrota).

 

E o PS, perante este suposto abandono do centro, ao invés de conquistar esse centro foge para a extrema-esquerda. Este é fino como um coral…

 

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No centro do centro está o nada

por João Távora, em 04.11.15

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 Respondendo a alguma direita que começa a sentir-se sem representação nestas eleições presidenciais, Marcelo Rebelo de Sousa disse ontem que candidato presidencial não é um candidato à liderança de um "partido ou de uma coligação ou facção" e que um Presidente da República "não é o presidente de um partido, facção ou coligação". Ora acontece que um candidato presidencial é sempre representante de uma facção, a da sua forma de ver o mundo, do seu curriculum e vida pública. O "Professor" não pode renegar a sua natureza, esconder que é um conservador católico, europeísta, e que defende uma economia de mercado. A concorrer às eleições, o professor terá que cativar um certo eleitorado que não se reveja nas outras candidaturas. Na sua fanática deriva em busca do centro “monárquico” (que é uma paradoxo face ao sistema republicano), ao esvaziar um discurso, da alma e da estética que sensibiliza os seus apoiantes naturais, Marcelo arrisca-se a paralisar-se no meio da ponte. Ou escravizar-se à pureza do nada.   

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Não faz mal...

por Vasco M. Rosa, em 03.11.15

No jornal Público, JVM diz que «vamos ter um governo que sabe o que é a cultura [ele escreve com C, o burro!] e que não a confunde com a decoração de interiores». No mesmo jornal, o editorial é dedicado ao problema do conservatório de música, em colapso.

Ninguém se quis lembrar que a Parque Escolar não atendeu ao problema do edifício do BA, mas nem qualquer presumido candidato a ministro da dita cultura ou outros comprometidos até aos ossos com a ambição de cargos souberam em devido tempo defender essa escola e o que ela representa.

Deixar arder para depois cobrar? É triste!

É sempre a direita neoliberal e quejanda a levar no lombo. Fraca memória, fraca memória! Até Sócrates, na sua demência, soube reconhecer que a cultura foi menosprezada nos seus governos e prometeu mais.

Portanto, o primeiro gesto de AC no poder vai ser socorrer o Conservatório Musical. Vai desafinar? Não faz mal... A música da nova banda é outra...!

Entretanto, conceber e defender uma escola tecnicamente avançada em termos acústicos e enquadrada com o melhor que existe pensando no século XXI, num edifício novo e de qualidade intrinseca que aquele não tinha, isso não. Basta bater na tecla do tecto que caiu e da parede que infliltrou...

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No PS todos aguardam o Poder

por Vasco Mina, em 03.11.15

A sede de poder de António Costa é uma evidência que se manifesta desde a noite eleitoral de 4 de Outubro. De derrotado a putativo PM tudo tem feito quer para se manter na liderança do PS quer para assumir a chefia do próximo governo. Resta apenas saber qual a dimensão do custo que está disposto a assumir e que, todos, nós pagaremos com conflitos políticos e, sobretudo, com mais impostos e, mais tarde, com austeridade renovada

Mas a (suposta) alternativa interna socialista também tem apenas por fim a tomada de poder. Neste momento político em que está a causa a governação do país em que, segundo o próprio Francisco Assis, ”um Governo do PS apoiado por um partido tão conservador como é o PCP e por um partido tão contraditório como é o Bloco de Esquerda inibe-nos de ter a capacidade de promover as reformas de que o país precisa”, a postura é a de “não apelar a que desrespeitem a disciplina de voto porque a disciplina de voto é importante". Ou seja, vão esperar por uma melhor oportunidade para conquistar o poder. Como diria ontem Vera Jardim no programa “Falar Claro” da Renascença, em resposta à questão da não concordância com o acordo das esquerdas: “Direi que não me agrada e, depois, tirarei as minhas conclusões”. Olhando para os próximos tempos, só avançarão quando Costa e o seu governo caírem mas, nessa altura, teremos eleições com a mais do que certa vitória da coligação PSD-CDS. Só então serão, como agora afirma Assis, “um partido da oposição com sentido de responsabilidade e, a partir da oposição, construir uma alternativa de governação do país". Falta qualquer coisa a esta alternativa socialista!

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Ainda há uma possibilidade do governo da coligação passar com a abstenção do PS. Porque uma aliança PS, BE e PCP é, como comprovam as dificuldades no acordo, contranatura. Acontece que espaço eleitoral dos partidos de protesto é por natureza limitado mas “garantido”. Ora o BE e o PCP sabem que se o abandonarem para sustentação de um governo António Costa inevitavelmente “austeritário”, outros lhe tomarão o lugar. Pior: até ao último minuto haverá a tentação dos dois entre eles tirarem partido um do outro para se apoderem desse “espaço garantido”. Ou seja, um ou outro saltará fora na primeira oportunidade da última hora. António Costa foi claro ao garantir uma postura “responsável”, só aprovando uma moção de censura se tiver alternativa. Assim se compreende o discurso radical socialista: para não perderem a esquerda, recusam o ónus do falhanço da aliança, e vão assumir o protagonismo deste jogo de sombras para, chegando à 25ª hora, lavarem as mãos perante o alívio da depauperada classe média. Assim, Costa ainda se safa no congresso exibindo o troféu desta sua congeminação, reclamando que o falhanço foi culpa dos radicais.  

Publicado originalmente no Diário Económico

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O PRAC

por João-Afonso Machado, em 02.11.15

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Quer queiramos, quer não, o convénio à esquerda vai para a frente. É o produto da ambição de Costa, sem dúvida, cada vez mais entalado entre o arauto Catarina e as arrastadas reservas de Jerónimo. Assim culminará o Processo Repugnante do Acordo de Costa (PRAC).

Culminará (repugnantemente) com a queda do Governo de Passos e Portas mais uma mão-cheia de semanas de discussão parlamentar. Os ânimos aquecerão, Costa acatará exigências inauditas, o seu Orçamento será aprovado e obviamente incumprido, ao contrário de grande parte das promessas aos parceiros marxistas-leninistas-trotskistas.

É provável se trate apenas de um acordo de incidência parlamentar: Catarina vai de considerar-se excessivamente ministeriável e a visão de médio prazo de Jerónimo desaconselha-o vivamente a compromissos mais profundos, os sindicatos são dele e o eleitorado do BE sê-lo-á também.

Tanto Marcelo como Maria de Belém não quererão iniciar o seu mandato imiscuindo-se nesta loucura santano-lopista de esquerda. O tempo ainda correrá, esperemos que não até ao segundo resgate. Mas Costa cairá enfim, sem completar a legislatura, vítima das mordeduras de todas as najas que lhe serpenteiam o espírito. Acreditemos, o Congresso do PS haja entretanto preparado a receita de um partido honesto e disponível.

No mais... Tudo vale a pena se já a memória popular não for pequena!

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Nesta quinta-feira:

por Vasco M. Rosa, em 02.11.15

 

 

 

 

 

Contra o silêncio da «crítica»:

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Se há uma coisa que será notada no próximo ano, será o sistema bancário.

Desde logo porque todos os bancos nacionais já sabem que rácio de capital (common equity tier I - phasing in) terão de ter por recomendações do BCE, que agora estipula um rácio para cada banco em função dos riscos da sua carteira de crédito.

Não é verdade que estes bancos esperam testes de stress este ano. O único que terá testes de stress agora será o Novo Banco, porque devido a circunstâncias especiais não o fez antes. Mas o Novo Banco é o grande problema do sector bancário e pode contagiar o sistema. Desde logo porque as exigências de capital que serão exigidas pelo BCE são previsivelmente muito elevadas (pode chegar aos 2 mil milhões) e não há como resolver esse problema porque o banco não foi vendido a tempo e há até ao Verão para o fazer (o adiamento é possível). O banco já tem um capital de 4,9 mil milhões e o seu valor está bastante abaixo desse montante, pelo que mais capital, ou menos activos não valorizará o banco. A contratação de Sérgio Monteiro, uma espécie de Macgyver das vendas difíceis, revela bem a urgência do Banco de Portugal de vender o Novo Banco até ao Verão.

O Novo Banco está num encruzilhada dificil. Porque o Banco de Portugal impede aumentos de capital que teriam de ser injectados pelo Fundo de Resolução, e a administração do Novo Banco diz que os activos que têm para vender não chegam para reforçar o capital. Na prática, seja que solução arranjem o Novo Banco arrisca-se a ser uma perda substancial para o sector bancário, porque são estes os donos do Fundo de Resolução.

Também a CGD tem exigências de capital do BCE difíceis de cumprir. O banco do Estado ainda tem de pagar 900 milhões de CoCo´s ao Estado, ainda nada pagou e Bruxelas exige que pague, e o banco terá de vender activos para conseguir ter dinheiro.

A Caixa, para além de ir sofrer o turbilhão das mudanças de gestão (com um novo Governo no horizonte), vai ter de pagar a ajuda do Estado e está impedida por Bruxelas de fazer um aumento de capital para isso. A venda de alguns activos (resta saber quais) estarão forçosamente na agenda de 2016. Mas chegarão?

O próximo ano haverá vendas que cheguem de partes de bancos. Mas há aqui um problema que ninguém está a contar. A que preços se vendem esses activos? É que se for abaixo do valor do balanço têm de registar a imparidade e lá se vai o capital.

Esse é o problema do Novo Banco, mas é também o problema do Banif e explica o adiamento sucessivo da venda da Açoreana.

O Banif é o caso mais bicudo da banca. Pois tem de pagar os 125 milhões de CoCo´s (empréstimo) ao Estado, pois Bruxelas exige, e não tem capital para isso. Tem de vender activos. Vai vender o banco em Malta e a Açoreana (metade desta é da Rentipar). Mas a venda da seguradora vai provocar uma imparidade significativa no Banif e desta feita, se o capital entra por um lado, acaba por sair por outro.

O Banco terá de arranjar investidores privados para se substituir ao Estado que para além do empréstimo tem lá acções especiais no valor de 700 milhões de euros, mas quem é que vai entrar no Banif? Quem a prazo consegue investir na banca portuguesa se ainda por cima se aproxima um vendaval político que pode fazer disparar os juros da dívida soberana e comprometer as metas europeias do défice?

O Banif pode ser vendido com perdas para o Estado, se for vendido ao actual baixissimo preço de mercado. 

Por outro lado já se sabe que o BCE exige ao Banif um reforço de capital de 150 milhões. O Banif tem actualmente um rácio de 8,5%, e vai ter de cumprir os novos rácios de solvabilidade, exigidos pelo Banco Central Europeu.

Continua no ar a pergunta: onde vai o Banif encontrar soluções para manter o capital num nível legal? 

Para além disso há o BCP que terá de levar com o impacto na Polónia da imputação dos custos de conversão de empréstimos de francos suíços para zlotys e terá de ter dinheiro suficiente para devolver os 750 milhões de Coco´s ao Estado. O banco tem até 2017 para o fazer, mas sempre disseram que o queriam fazer em 2016. A isto acresce o rácio de capital BCE que ninguém sabe qual é para o banco liderado por Nuno Amado. Terá o banco português de fazer um novo aumento de capital? Tem capital suficiente?

O BCP tem ainda alguns activos que poderá vender. Vai vender o Activo Banco em 2016? E a Polónia vai continuar a ser importante para o BCP? O Governo polaco vai aprovar um imposto que para a banca, e de acordo com  cenário base nesta altura, é de 0,39% sobre o total dos activos financeiros, o que irá afectar os lucros da unidade polaca. Continuará a fazer sentido olhar para a Polónia como um mercado core para o BCP?

Em Angola o BCP já resolveu o assunto com a fusão do Millennium Angola com o Atlántico (banco da Sonangol, liderado por Carlos Silva). O banco liderado por Nuno Amado vai ficar com 20% da nova instituição. O banco reduz assim a sua exposição ao mercado angolano, pelo que a operação permite "um impacto positivo estimado de 37 pontos base no rácio de capital ‘common equity tier one’", de acordo com as regras em vigor. Nesse aspecto está mais avançado que o seu rival BPI.

 

O BPI é o único que já disse que o rácio BCE não é superior aos 10,6% que já tem de common equity tier 1 (que alívio!), mas o banco tem outro problema: o spin off dos activos angolanos. O BPI pretende dividir-se em dois, um doméstico e outro África e assim ultrapassar o problema da exposição aos grandes riscos a Angola, por sua vez também criado pelo BCE quando excluiu este país de equiparado em supervisão à Europa.

O BPI passará a ser um banco doméstico, com menos lucros e também menos capital. Conseguirá ser um banco doméstico rentável?

O spin off é o tema futuro do banco liderado por Fernando Ulrich, uma vez que é exigido o acordo com o accionista angolano Unitel (Isabel dos Santos). Esse é um teste ao acordo entre os dois accionistas: Caixabank e Isabel dos Santos, que se têm posto em confronto nas estratégias para o BPI. 

Falta ainda saber se o Montepio terá alguma vicissitude que o obrigue a aumentar o capital. O banco tem já a vantagem dada pelo novo regime das caixas económicas, publicado a 10 de Setembro, que abre portas a novas fontes alternativas de capital. Até aqui, a Caixa Económica Montepio Geral só poderia receber injecções de capital da Associação Mutualista, sua proprietária; agora, esta poderá vender até 49% da sua posição, ou seja, pode reduzir a sua posição desde que se mantenha maioritária. 

Mas a grande revolução na banca vem das novas regras de bail-in que entrarão em vigor em Janeiro de 2016. 

Essas novas regras europeias chamam os obrigacionistas não subordinados e os depositantes com depósitos acima dos 100 mil euros ao resgate dos bancos. Como? Convertendo esses valores em acções do banco. 

Há uma hierarquia de credores a ser chamados ao resgate, e poderá esse contributo ser balizado. Segundo as minhas fontes a Resolução de qualquer banco obriga ao bail-in (que contrasta com o bail-out de ajuda vinda de entidades externas ao banco, como a troika) dos credores em pelo menos 8% da soma do passivo e capitais próprios. 

Ora havendo dificuldades declaradas em arranjar capital em bancos como o Banif e Novo Banco não é nada de estranhar que possamos voltar a passar pela experiência da Resolução. Mas há imediamente um pensamento que nos assalta. Esse bail-in terá imediatamente um efeito de contágio, e pode provocar uma corrida aos depósitos.

Poderá a troika acabar por voltar para ajudar os bancos? Não me parece um cenário irreal.

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20 Anos ao serviço dos portugueses

por João Távora, em 01.11.15

Descontando o título que é absolutamente imbecil, vale a pena ver esta pequena reportagem transmitida no Jornal da Noite da SIC de dia 31 de Outubro que realça a lealdade da Família Real Portuguesa aos valores fundadores da nacionalidade e o seu incondicional amor feito serviço a Portugal e aos portugueses.

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