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Finalmente os refugiados chegaram a Tugal

por João-Afonso Machado, em 04.09.15

O comentário numa rede social era perfeitamente alvar: a criancinha morta, o seu corpo dado à costa algures no Mediterrâneo, era uma montagem pingona destinada a comover-nos, a tornar-nos mais permeáveis. Porque "isto" é já a triunfal progressão das forças muçulmanas no desvastado solo cristão. E os comentários que se sucederam roçavam o mesmo: santa paciência, "eles" que resolvam o problema lá na terra "deles", a nós bastam-nos os nossos, as nossas criancinhas.

Finalmente a vaga de refugiados chegou a Portugal. Ao lugar do costume: as mesas dos cafés. Bem à portuguesa, à distância do teatro de operações.

Porque as operações - feíssimas, como todos têm oportunidade de constatar - decorrem no centro da Europa. Em definitivo, é (como se diz agora) "oficial" - nada será tratado na origem do drama, onde o EI continua a assar os seus aprisionados em fogo lento (as imagens correm por aí). Resta a atitude humanitária face à desgraça de tantas dezenas de milhares de pessoas que fogem à matança.

É tema para muitíssimo mais. E muitíssimo mais depressa do que os vagares das instâncias europeias sobre essas gentes que já circulam no continente e na desunida União.

Embora não assim com os nossos tugas, sobretudo em maré de campanha eleitoral. A D. Catarina Martins, por exemplo, já veio à janela explicando que o seu BE exige saber o que o Passos Coelho pensa das atitudes do David Cameron. "Ele" (Passos Coelho) que diga - ou sim ou sopas!

 

 

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Um beco sem saída chamado Novo Banco

por Maria Teixeira Alves, em 03.09.15

O melhor que podia acontecer era o Novo Banco ser comprado já por algum aventureiro que não se importasse de pagar à cabeça uns biliões sem saber o que o espera de aumento de capital a fazer depois dos testes de stress do BCE. O melhor era que algum dos três candidatos tivesse mais dinheiro que dívida e pudesse arriscar no Novo Banco. 

 

O pior que podia acontecer era a venda ser adiada para depois de um aumento de capital imposto pelo BCE. Porque das duas uma, ou o potencial comprador compra imediatamente e põe ele o dinheiro no aumento de capital, abatendo esse investimento ao preço de compra (os tais que deixam um gap face aos 4,9 mil milhões iniciais), ou o Fundo de Resolução tem de ir ao aumento de capital aumentando o esforço para os bancos no imediato.

 

A situação a que chegou o ex-BES e todo o percurso que o banco percorreu desde a falência do Grupo Espírito Santo (e que é culpa dos que o geriam e não do Governo ou dos reguladores)  está a deixar o Governador do Banco de Portugal sem grande saída, e deixa também o Governo, por contágio, numa situação muito complicada.

Há alguns erros de forma neste processo, há que admitir. Por exemplo, devia-se ter avançado para um leilão competitivo, negociando com os três candidatos ao mesmo tempo, para que não se criasse a ideia de um ranking de propostas que deixa o Banco de Portugal na situação de quem tem de vender à segunda ou à terceira escolha. Dá uma ideia de mal vendido, mesmo que na verdade não seja assim.

 

De resto não se percebe porque não se anteviu o problema da indefinição do aumento de capital. É normal que seja difícil oferecer um preço por um banco sem saber qual a dimensão do aumento de capital que vai surgir imediatamente a seguir. Na verdade, no essencial não há nada de novo aqui. O Banco de Portugal sempre soube que iam haver testes de stress e que daí iria surgir a necessidade de um aumento de capital.

 

Acredito também que as contas semestrais do Novo Banco não fossem surpresa para o Banco de Portugal. Os tais 7,9 mil milhões de euros de crédito em risco e a situação de novas imparidades que podem advir da carteira de crédito herdada do ex-BES, não são surpresa para o Banco de Portugal. Por isso este concurso não tem esse elemento de surpresa. 

 

Mas a verdade é que o facto de os testes de stress poderem agravar as imparidades, num banco cujo core capital é de 9,4%, está a pesar muito nas negociações com os dois candidatos que foram chamados para negociações exclusivas. Um já desistiu e outro irá pelo mesmo caminho. 

 

Resta a Apollo, que tem 14,5 mil milhões de euros para investir. Pode ser que um private equity salve a honra do convento. Pode ser. O Banco de Portugal teria a vantagem de poder dizer que vendeu o melhor possível porque os outros não quiseram e assim livrar-se de eventuais críticas.

 

Para os bancos portugueses este é o pior dos mundos. Estão num beco sem saída. Porque ou vendem o Novo Banco e perdem dinheiro com o negócio já. Ou vendem depois e um aumento de capital ainda agrava mais o gap face ao valor do capital do Novo Banco, se não forem mesmo chamados a recapitalizar o banco (uma vez mais) antes da venda.

 

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Prejuízo para a comentadora em causa:

por Vasco Lobo Xavier, em 03.09.15

Manuela Ferreira Leite disse há pouco na TVI 24 que haverá sempre prejuízo para os contribuintes com a venda do NB porque, ainda que o prejuízo seja só para os bancos, estes pagarão menos impostos por via desse eventual prejuízo e isso é prejudicial para os contribuintes. Daí que, prossegue a comentadora, qualquer outra interpretação é pura demagogia pelo que não pretende discutir mais o assunto.

 

Acho bem. Se é para pura demagogia e se chegámos a este nível de argumentação é bom que não discuta mais o assunto.

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Campanha eleitoral

por João Távora, em 03.09.15

joana_amaral_dias_nua_cristina.jpg

 

Joana Amaral Dias vai à luta.

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Uma hora e pico...

por Vasco Lobo Xavier, em 03.09.15

...de Paulo Portas na TVI e TVI24 explicaram à saciedade a razão pela qual António Costa não o quer nos debates.

Pelo menos Constança Cunha e Sá, se já se tiver recuperado, e José Alberto de Carvalho, se se tiver consciencializado da figura que fez, seguramente já compreenderam.

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Dúvida:

por Vasco Lobo Xavier, em 03.09.15

Caro António Costa, 
e se de entre os refugiados houver um ou outro Engenheiro Mecânico ou gente ligada à medicina. Deverão também ser recambiados para as florestas roçar o mato?

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mediterranean-migrants.jpg

 

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Arreeiro!

por Vasco M. Rosa, em 02.09.15

areeiro.jpg

 

Já agora, falemos da rotunda do Arreeiro, dominada por um monumento a Francisco Sá Carneiro, um político de relevo de Portugal, morto em condições ainda controversas.

Uma galeria fotográfica mostraria o que ali foi feito ou não foi feito pela CML, o estado actual de imundície, que rivaliza em abjeccionismo com o mais distante subúrbio recôndito e abandonado, embora aquela praça seja de primeiro impacto para quem chegue a Lisboa pelo aeroporto. Não percebem isso?!!!!

Bastaria um mínimo de atenção, um módico de dignidade, para que aquele lugar fosse limpo, melhorado e aperfeiçoado à circulação rodoviária de milhares de passantes diários que não podem entender nem aceitar o absoluto desprezo de política urbana sensata e trabalho efectivo que aquilo testemunha. É feio!!!

Seria duma gravidade insana que esse abandono fosse uma punição política a uma figura dominante há esquecidas décadas do sector político adverso à situação na cidade actual. Sejamos uma comunidade de diferentes, que se aceitam e dialogam. Mas que não se desprezam! Isso já não seria democracia, pois não?

 

Imagem de Público 2014

 

 

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Quem acudirá?

por Vasco M. Rosa, em 02.09.15

Incomodam há tantos meses (mais de um ano, talvez!) que fica-se com a ideia de que obras realmente complexas precisariam de décadas para se concluírem. Em Lisboa, habituámo-nos?!...

É esse o triunfo de confiança e obra bem feita que fez António Costa decidir galgar um degrau de ambição política? Não conseguiu ele encontrar já nada que precise de ser feito em Lisboa, e por isso, insatisfeito com uma obra concluída, polida e embrulhada à qual já não conseguiria acrescentar, que ele decidiu tentar exercer os seus especiais dotes ao nível nacional (e internacional, representando o país...?).

Não parece!

No domingo, os cem metros de asfalto incompleto em São Sebastião da Pedreira estavam como hoje, quarta, os encontrei — com a especial diferença de que a ciclovia usada por centenas de milhar de lisboetas (é vê-los passar aos magotes...!) estar pronta a circular, mas a via para carros estar limitada e— sobretudo — ainda desactivada a paragem da Carris, deslocada para trinta metros adiante, sem banco e sem aviso adequado...

E queria ele organizar o transporte público na cidade!... 

Os cartazes são os cartazes, as cartas são as cartas, mas nada suplanta a vida real e o que é tão mal feito. Parece mesmo de propósito, mas não é.

Mas se for maior e real, quem nos acudirá? Pensar nisso!

 

IMG-20150902-00547.jpg

 

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Quem não tem vergonha na cara é dono do mundo:

por Vasco Lobo Xavier, em 01.09.15

 

PS, PCP e BE estão ufanos pelo facto de a venda do Novo Banco poder causar prejuízo aos contribuintes (o que ainda não é facto). Acontece que PCP e Bloco, se mandassem, tinham nacionalizado o Banco, como sempre defenderam, e o PS, quando mandava, em situação (algo) semelhante nacionalizou o BPN. Quer a situação hipotética da extrema-esquerda, quer a real do PS, ambas com prejuízos bem maiores para os contribuintes. O que não os impede de comentar, claro.

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Banha da cobra:

por Vasco Lobo Xavier, em 01.09.15

António Costa, de cada vez que abre a boca, está a transformar-se a si próprio numa anedota. Prometeu agora o subsídio de Natal em Novembro, e não em duodécimos. Seria muito bonito se alterasse também os escalões de irs e a sobretaxa. É que de outra forma o orçamento mensal das pessoas ficará naturalmente reduzido, provavelmente impedindo-as de fazer face às despesas mensais.

É inconcebível que a comunicação social não o interrogue sobre coisa tão simples mas ela lá saberá por que paga aos repórteres que envia para estes fabulosos comunicados.

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Algo está podre no reino da venda do Novo Banco. Desde o início do ano que o Novo Banco está em processo de venda. Em todos os comunicados era omitido os nomes dos candidatos. Mas em surdina saía das entidades oficiais os nomes dos candidatos Anbang; Apollo e Fosun. Em nenhum comunidado o Banco de Portugal diz os nomes dos interessados. O que se sabe, sabe-se por conversas não oficiais com os protagonistas.

O que era a verdade até ontem era isto:

Anbang deu uma proposta muito mais alta, cerca de 3,5 bi. Mas exigiu garantias estatais sobre imparidades futuras de créditos do Novo Banco. A Fosun, deu o preço mais baixo. Cerca de 1,5 bi, porque a Fosun não queria competir com a Anbang, seus conterrâneos. Havia até a intenção de sair da corrida, por desinteresse, "porque aquilo não vale".Mas as propostas vinculativas eram válidas até fim de Outubro.

Sabia-se que a Apollo deu a segunda proposta mais alta.

O comunicado do Banco de Portugal assumia que  havia numa segunda proposta e uma terceira e que se falhassem as negociações com o primeiro avançavam para o segundo. As propostas mais altas eram a da Anbang, Apollo, Fosun, todos assumiam isto. Todos mesmo. 

O Banco de Portugal comunica hoje que as negociações falharam com o primeiro candidato e que avançam os segundos candidatos. Ora todos olharam para a Apollo. Mas pelo que parece, os chineses perder ainda vá, para os norte-americanos é que não. 

Hoje de manhã começa a surgir o rumor que talvez a segunda melhor proposta fosse a da Fosun. De repente a Fosun é quem tinha a segunda melhor proposta. A Fosun que tinha dito que a sua aposta era a saúde e a felicidade, começa a dizer à Reuters que continua empenhada no Novo Banco. 

De repente salta para a ribalta: a Fosun tem a segunda melhor proposta e foi convidada para as negociações. O Banco de Portugal não diz isso em comunicado. Mas isso não quer dizer nada. Porque a notícia é oficiosamente confirmada.

Mas as outras notícias também eram oficiosamente confirmadas.  

Agora é legítimo perguntar: será que o Banco de Portugal esteve em negociações com a Anbang? É que nunca disse em nenhum comunicado oficial que era a Anbang. Na verdade nem nunca disse em nenhum comunicado que os interessados eram a Apollo e a Fosun. Na verdade nunca disse que a Anbang tinha a melhor proposta. Como sabemos que foi assim? Pelas mesmas fontes que nos disseram que a Apollo tinha a segunda melhor proposta.

O que levou ao engano? Um engano que foi dos jornalistas mas também dos próprios candidatos.

É que cada um dos candidatos recebeu uma carta a dizer quem passava à IV fase das negociações e a dizer que a escolha tinha por base um ranking de valores. 

Não disse mais nada na carta. Mas a esta carta era junto um anexo. Nesse anexo havia uma lista dos nomes e cada destinatário tinha o seu nome nessa lista. Os outros, ou o outro que não passou num primeiro momento à quarta fase, aparecia ocultado, estando no seu lugar uns pontinhos.

 Em primeiro lugar aparecia a Anbang, e depois vinha a Apollo (no caso do anexo da carta à Apollo), e o outro que aparecia com três pontinhos. Obviamente a Fosun. Na carta à Fosun a mesma coisa, havia a Anbang, e depois uns pontinhos e por fim Fosun. Todos pensaram que era um ranking. Todos assumiram que aquele era o ranking.

Mas o Banco de Portugal, diz-se nos bastidores, fez aquela lista com base numa "Ordem Alfabética"!!!! Inacreditável? Claro. Acredito mesmo. 

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Os ouvidos também comem

por João Távora, em 01.09.15

Peter Gabriel Half-Speed Vinyl Remasters from Real World on Vimeo.

 

Em todas as suas actividades compete ao Homem perseguir a perfeição, que é sempre uma aproximação ao divino. Na senda da sonoridade perfeita, Peter Gabriel, criador genial e meticuloso, com este projecto recria em vinil a melhor fase da sua produção a solo. Se Deus quiser, isto será o meu presente de Natal.

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As lições da História

por João Távora, em 01.09.15

Por falar em lições da história, alguns historiadores dizem que a decadência de Roma teve início quando o império começou a erguer muros nas fronteiras. É um exagero, mas de novo com alguma verdade. Uma civilização está morta, lembra Paul Veyne (grande historiador de Roma...), quando tem de se defender em vez de se reinventar.

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Sociedade por quotas

por João-Afonso Machado, em 01.09.15

É o mundo em que vamos andando, entalados por plafonds ou chicoteados por metas a atingir. Um mundo de retórica oca, abstrata, onde tudo se orienta por quotas.

Na pesca da sardinha e na produção leiteira. Na atribuição de lugares políticos às mulheres. (E, lá virá, estou certo, também aos outros géneros ou opções sexuais). Recentemente na repartição do ónus de acolhimento dos refugiados do Oriente e do Norte de África. Tudo discutido longe das pessoas segundo o critério das quotas.

Assim vai o nosso quotidiano de contas aflitas, o produto da gestão danosa de recursos e de concursos. Do peixe e da guerra.

Quanto a este último e mui premente e complexo aspecto - o das vítimas da ditadura síria ou do terrorismo islâmico - felizmente algumas almas caridosas vão-se antecipando, por sua iniciativa, aos demorados cálculos aritméticos dos governantes. Disponibilizam-se, realizam a sua quota pessoal. Notável! - nestes tempos em que vivemos realmente uma visão de responsabilidade muito limitada.

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