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Era o Prolongamento. Com Manuel Serrão, Eduardo Barroso e Fernando Seara. 

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O esperto e os correctos

por José Mendonça da Cruz, em 25.08.15

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Convencido com inteira razoabilidade de que a diferença entre os politicamente correctos e os parvos é hoje praticamente inexistente, o senhor Tom Neuwirth deixou crescer barba e cabelo, vestiu um vestidinho preto apertado, anunciou que passava a chamar-se Conchita e partiu à conquista do festival da Eurovisão e da fama.

 

Agora de passagem por Portugal, o homem ainda avisou que não era transexual nem gay. Mas foi em vão: a Sic lá celebrou o concerto «da mulher de barbas».

Ora eu queria ficar indiferente a estas parvoíces, mas a minha costela feminista disparou em estertores agudos e lancinantes e eu tenho que desabafar. É que o Tom ou o Conchita pode ter pila ou não ter como entenda, e pode decidir gozar à frente ou atrás, que isso não me aquece nem arrefece, faça como quiser e passe bem. Mas já chamar mulher àquilo é uma ofensa às mulheres. 

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Vamos lá ver… O PS acusa Paulo Portas de ter desistido de concorrer sozinho e de se ter escondido numa coligação para não ter de enfrentar em debates o facto de o CDS ser o partido dos pensionistas e dos agricultores e dos contribuintes e, supostamente, ter estado quatro anos a governar contra eles. É o que diz o PS. Daí que, uma vez que Paulo Portas (rectius, o CDS) se diluiu na coligação por medo dos debates, designadamente relativamente a esses temas, o PS e António Costa não debatem com Portas e com o CDS.

 

Isto é o que diz o PS. E a ninguém ocorre que isto é um disparate pegado e que não faz sentido algum?!?...

 

Se Paulo Portas se esconde na coligação para não debater temas difíceis para ele ou para o CDS, como se explica que Paulo Portas entenda dever ir a debates?!?... E, agora para queijo: se o PS acha que Paulo Portas se escondeu na coligação para se furtar aos debates, que seriam difíceis para ele (na opinião deles), por que razão lhe faria a vontade e o deixaria fora dos debates?!?... Isto é de uma total imbecilidade! Ao menos que o PS diga coisa com coisa, não disparates evidentes.

 

O PS não quer Paulo Portas em debates apenas porque tem medo, um medo pavoroso, padece de uma cobardia imensa, nada mais. Não venha então com argumentos absurdos e contraditórios, desprovidos de qualquer sentido. É inacreditável que ninguém veja o que salta à vista.

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Existe um empresário português que, com a sua empresa portuguesa, alcançou sucesso mundial, é reconhecido internacionalmente como tal e que resolveu contrair matrimónio.

Podia fazê-lo em qualquer parte do planeta, do Mónaco ao Dubai, passando por Veneza ou NY. Mas decidiu que seria no seu país, Portugal; que seria na cidade onde vive, o Porto; numa Igreja perto da zona onde reside, a belíssima Igreja de S. João da Foz; festejando depois o momento com amigos de todo o lado na fabulosa Fundação de Serralves, aproveitando assim para ajudar a divulgar uma das maiores e melhores maravilhas que o Porto e o país têm. E, parece pormenor mas não é, através de uma empresa de catering portuguesa. Tudo pago do seu bolso e sem pedir nada a ninguém nem ficando a dever a alguém coisa alguma. Pelo meio, disse aos convidados para prescindirem de lhe oferecer quaisquer presentes e antes fizessem donativos ao IPO do Porto e a duas reconhecidas instituições de solidariedade e de apoio a crianças, também da zona do Porto: a Casa do Caminho e a da Nossa Senhora das Candeias.

Imaginava eu que, goste-se ou não da pessoa ou do que faz, tudo isto seria motivo de orgulho para os portugueses. Pelo menos de simpatia pelo brio patriótico ou pela visibilidade que era dada ao país. No mínimo, de apreço e agradecimento pelo desprendimento e pela ajuda a instituições tão importantes.
Por isso mesmo, ainda que conhecendo a habitual altivez arrogante de certos e muito clássicos pelintras portugueses, confesso ter estranhado bastante diversas opiniões que li sobre o assunto.

Este país tem certo tipo de gente que não merece certo tipo de gente que este país tem.

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Números cómicos

por José Mendonça da Cruz, em 24.08.15

Com inteira previsibilidade o grupo fraccionista do Syriza grego auto-intitulou-se Unidade Popular.

Não há nada de extraordinário nisso: a esquerda vive num mundo ficcionado em que são a realidade e a terminologia que têm que conformar-se à ficção.

O que é extraordinário é a esquerda não se aperceber de que o efeito dessas joviais manobras se esgota no círculo cada vez mais restrito dos malucos iniciados.

Cá fora desata toda a gente a rir. 

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O fardo do homem branco, será?

por José Mendonça da Cruz, em 24.08.15

Os que a propósito da imigração maciça para a Europa acusam a Europa de ir a reboque dos acontecimentos deviam explicar o que propõem afinal para a Europa.

Uma nova vaga de colonização a pôr ordem e governabilidade em África?

Uma invasão armada para pôr fim às acções dos tarados do Islão, ou, talvez, do Islão?

O acolhimento sem norma nem prevenção de todos os destituídos ou fugitivos do Mundo?

Pergunto porque gostava de saber.

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Dois senhores e o outro no fim do Prolongamento

por José Mendonça da Cruz, em 24.08.15

Ao que parece por iniciativa da direcção da TVi e, ao que parece, estando Sousa Martins alheio à iniciativa, o Benfica passou a estar representando no programa Prolongamento, da TVi24, por um daqueles sujeitos excessivamente penteados que «falam olhos nos olhos», e «com muita firmeza» e estão ali para «esclarecer os espectadores», diligência em que se atribuem inultrapassável «rigor». Mal educado sem o perceber, o homem diz que são «mentiras» as opiniões dos outros participantes com que não concorda. E, cereja sobre o bolo, traz fotografias para contradizer as imagens da televisão.

Seria mau, isso por si. O pior é que a criatura não compreende que foi inadvertidamente adicionado a um programa de senhores, aos quais muito provavelmente depressa se esgotará a paciência. Tal qual como a dos espectadores. 

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O grande problema que aí vem

por Maria Teixeira Alves, em 24.08.15

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O grande problema da Europa, mais do que a falência da Grécia, ou do que a crise da China é a imigração ilegal que vem dos países como a Síria, Turquia, Afeganistão, Iraque, Eritreia e até do Bangladesh, e que entram desenfreadamente nas ilhas gregas, na Macedónia e Itália. É um problema humanitário e é um problema de segurança. Porque entre os refugiados podem estar membros dos terroristas.

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La Marseillaise

por João Távora, em 24.08.15

Eu que sou um pacato conservador geralmente até gosto de canções revolucionárias talvez pelo seu lado romântico, uma estética a que ninguém é imune nestes dias de modernidade. Não é o caso da belicosa e feroz “Marselhesa” que os franceses adoptaram como hino, aqui numa performance de 1905 pela Garde Républicaine, gravada num cilindro de cera da minha colecção, que apesar de partido se consegue ouvir até meio.

 

Mais curiosidades, aqui

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O PIB e a governação PS / Sócrates

por Vasco Mina, em 24.08.15

Segundo este artigo do Expresso, António Costa salientou a “dificuldade que o país está a ter em conseguir acompanhar a Europa que hoje está a crescer bastante mais do que nós". Antes, disse perceber “que a coligação de direita queira discutir 'fait-divers' para não discutir a realidade do país, que é o enorme retrocesso que tivemos na economia". Para não nos perdermos em “fait-divers” importa olhar para o que foi o crescimento da economia, em termos de PIB, no período da Governação PS com José Sócrates Primeiro Ministro e com o total apoio de António Costa. Aqui vão os dados (de acordo com a informação Pordata).

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Um verdadeiro exemplo do que é crescer bem mais do que a Europa!  

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Sondagens?

por Vasco M. Rosa, em 24.08.15

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As sondagens eleitorais valem o que valem, e talvez as pudéssemos dispensar e esperar que a 4 de Outubro, num ápice, se soubesse o resultado da preferência popular... Haveria menos manipulação e condicionamento.

Enquanto isso, seria conveniente que a uns e outros — e não só de uns para os outros, em debates televisivos — fossem colocadas as questões fundamentais, com grande capacidade de confrontar números de propaganda com números reais. Números não são pessoas, é certo, nem pessoas são números, do mesmo modo que o frenesi propagandístico de uns não condiz com o seu resultado nas urnas.

Podemos começar por aí: pela imensa diferença entre a prevalência mediática da extrema-esquerda e a indiferença eleitoral que ela recebe. O destaque dado na imprensa a figuras como Rui Tavares e Joana Amaral Dias — seja dito duma vez! — é a mais completa demonstração da pobreza profissional do jornalismo que temos.

Pobreza de quem vira microfones e holofotes não para quem pode dizer algo de novo (haveria que procurá-lo), mas para quem bate à porta e pede uma chávena de acúcar... 

Enquanto o espaço público estiver dominado dessa maneira, ficaremos à espera de debates sobre grandes temas que não podem ser avaliados ao nível da esgrima política para noticiários verem. 

Estas eleições não podem ser só o sufrágio exclusivo dum governo que remediou como pôde o enorme desastre deixado pelo anterior, sobretudo quando este agora se propõe voltar sem o chefe — na cadeia! — mas tendo à frente o braço direito dele, o qual como autarca de Lisboa não deixa saudades.Tornou-a uma cidade abandonada: da limpeza das ruas às bibliotecas o prejuízo e o caos são totais; a sinalização pedonal e a higiene de zonas altamente frequentadas por turistas vergonhosa, com passadeiras desbotadas e ausência de varredores etc.; há uma subterrânea complacência com grandes negócios imobiliários — ainda vão valendo o bom sol, a boa comida e a segurança, que sempre teve e terá... E depois dessa demonstração de incapacidade, pede-nos confiança para acreditar que o PS pode fazer melhor.

Não pode. E essa mentira vai ser fortemente derrotada. Espero que sem deixar dúvidas a ninguém.

 

 

 

 

 

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Da República e da Monarquia

por João Távora, em 23.08.15

O desenho estrutural da política doméstica revela incompletude. As frequentes irresoluções, dilações e retornos não advêm do diálogo democrático mas de, digamos, oscilações, ora administrativas ora políticas. As reformas e as regulações não têm sido nem ágeis nem faseadas a longo prazo, de modo a suavizar inconvenientes delas derivadas. Deste modo, sem uma perspetiva institucional de longo prazo, o custo das mudanças é maximizado e, assim, muitas vezes, a eficácia da democracia é intermitente.

E enquanto os recursos e as circunstâncias oscilam, os objetivos são dispersados.

É, por isto, necessário adicionar na sociedade portuguesa uma instituição, apartidária, independente de interesses económicos, representante do todo nacional: a Instituição Real, propiciadora da permanente conversação democrática visando consensos estratégicos, sem os quais, todos os esforços se esvaem.

 

Pedro Furtado Correia no Diário de Notícias. 

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Uma das coisas que mais me irrita neste país é que as pessoas andem sempre a discutir o acessório esquecendo o essencial. Parece que não vêem o que está diante dos olhos. Tem vezes que isso é propositado, aproveitando a burrice ou cegueira dos outros; tem outras em que a cegueira é dos próprios burros que tratam os assuntos.

Retomemos a questão dos cartazes do PS, tão debatida em todo o lado (embora rapidamente esquecida pela comunicação social ou misturada com uma outra sem relevância alguma). É evidente que tem a sua importância o facto do PS ter utilizado abusivamente a imagem de pessoas que trabalhavam nas suas juntas de freguesia, sem consentimento, para passar a sua mensagem política. Diz muito sobre o PS e sobre os seus, métodos e pessoas. Mas centremo-nos na mensagem política que o PS pretendia passar com esses cartazes. Havia aquele cartaz da senhora que afirmava, entre aspas, e essa era parte da mensagem do PS, que estava “desempregada há 5 anos (…)”.

Ora esse período de desemprego implicava, naturalmente, que ela estava desempregada desde o governo anterior, o do Partido Socialista (e não deste).

Da esquerda à direita, com maior ou menor intensidade, inúmeras pessoas gozaram com o facto do PS apresentar alguém que estava desempregado desde o governo socialista. Que disparate referir uma pessoa que estava desempregada desde 2010, desde o governo socialista.

O próprio António Costa (programa Opinião Pública, da SIC, de 17 de Agosto, e depois muito elogiado [“Mas também soube ser directo…”] no jornal Público, página 5, de 18 de Agosto) se pronunciou sobre o assunto. Recorde-se a notícia do Público desse dia 18: «Sobre a polémica dos cartazes, Costa contornou as sucessivas perguntas sobre a sua autoria e recusou “alimentar a campanha com esse fait divers”. Mas também soube ser directo: “os cartazes foram um disparate, uma aselhice; o PS pediu desculpa, não os afixou.” [nota minha: afixou, afixou; a jornalista do Público, Maria Lopes, que transcrevia a notícia, é que deveria estar distraída]. Costa viu-os antes do ok final e “pressupôs” que fossem casos reais, mas o que “verdadeiramente interessa” é que retratam as “600 mil pessoas que estão efectivamente desempregadas” e as que emigraram.», lê-se no Público.

Ora bem. Não é um fait divers. Voltemos ao cartaz do PS e à mensagem que transmitia e pretendia transmitir. Isto porque passou despercebido a muitos, quiçá à totalidade dos comentadores, propositadamente ou não, que o PS não se referia apenas àquela senhora da fotografia, tenha ela aceitado ou não posar para aquilo.

A mensagem do cartaz do PS, assumidamente e entre aspas, dizia “ESTOU DESEMPREGADA HÁ 5 ANOS SEM QUALQUER SUBSÍDIO OU APOIO. COMO EU, SÃO MAIS DE 353.000.” Ou seja, e em termos muito simples: o PS assume que, para além daquela pessoa do cartaz (ainda que não a da fotografia), existem mais 353.000 pessoas que estão desempregadas há 5 anos (os tais “casos reais”, Costa dixit), isto é: desde o governo socialista.

Ou então o PS produziu, afixou e divulgou um cartaz com uma mensagem completa e deliberadamente mentirosa, com o fito de enganar as pessoas.

Isto é o essencial, isto é a única coisa que verdadeiramente interessa.

Se a senhora admitiu ou não aparecer naquele cartaz com aquela mensagem é um problema jurídico entre ela e o PS (embora diga muito sobre o PS, insisto). Foi enganada pelos socialistas. Tenho pena, que chatice, junte-se aos outros, consulte um advogado. O que interessa mesmo é que o PS admitiu que existem (pelo menos) 353.001 desempregados que vêm desde 2010, desde o governo do PS. Não é uma pessoa: são (pelo menos) 353.001. Foi o PS que o disse e assumiu naquele cartaz.

E sobre isto ninguém se interroga? Ninguém interroga o PS? Ninguém questiona António Costa? Como é que estas evidências passam despercebidas à totalidade dos comentadores?!?... Eles são pagos para quê?

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Não era de estranhar o silêncio de José Sócrates. José Sócrates foi o número um de António Costa e António Costa o seu indefectível número dois. António Costa está onde está porque José Sócrates o pôs na Presidência da Câmara Municipal de Lisboa, primeiro, e depois porque os apoiantes de Sócrates lhe conseguiram finalmente emprestar alguma coragem para se decidir a escorraçar António José Seguro e tomar-lhe o lugar.

Como qualquer convicto socialista, de Mário Soares a João Galamba, Sócrates imaginava que o poder socialista de António Costa seria exercido em defesa de um dos seus, por maiores as malfeitorias de que esse fosse acusado, por maiores que fossem as tropelias da sua vida, as trapalhadas em que se viu envolvido (ou se envolveu), as impossibilidades práticas ou as originalidades bizarras da narrativa do seu percurso. E Costa virou-lhe as costas. Por puro oportunismo.

Mas Sócrates não perdoa. Sócrates esteve calado apenas porque estava a afiar as facas, todas as que conseguiu reunir na cela eborense durante este tempo de espera, à espera do momento propício. E agora começou a debitar. O mês de Setembro que antecipa as eleições será um tormento para António Costa e Sócrates já está a saborear antecipadamente cada momento difícil que o fará passar, cada obstáculo que lhe colocará, cada manigância que lhe oferecerá, cada casca de banana que o fará escorregar.

Sócrates deve uma vingança a Costa; e vingança não é das coisas que Sócrates não contabilize, ou se esqueça, ou que fique a dever por muito tempo.

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Jovens turcos socialistas:

por Vasco Lobo Xavier, em 23.08.15

Existe uma horda de "jovens socialistas", geralmente apelidados de “jovens turcos” (por muitos anos que possuam), que faz gala na sua má-educação, imagino eu que na tentativa de imitar e de se aproximar da trupe do bloco. Interrompe os outros, é desagradável, excede-se nos tempos, nos termos e nas acusações, é mesmo malcriada. Muitas das vezes, essa gente é até intelectualmente desonesta na argumentação e outras vezes comporta-se como um grupo de arruaceiros em discussões de café de fim de noite, enfim…: um bando de garotos.

Tem dias que, já farto daquilo, me apetece aconselhá-los calma, educada, mas firmemente, como uma vez ouvi dizer a alguém a quem se tinha, por fim, esgotado a imensa paciência gasta até então com uma multidão de crianças irrequietas: “porque é que os meninos não vão agora todos lá para fora brincar um bocadinho no jardim com as colmeias das abelhas?...”

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Domingo

por João Távora, em 23.08.15

Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Efésios


Irmãos: Sede submissos uns aos outros no temor de Cristo. As mulheres submetam-se aos maridos como ao Senhor, porque o marido é a cabeça da mulher, como Cristo é a cabeça da Igreja, seu Corpo, do qual é o Salvador. Ora, como a Igreja se submete a Cristo, assim também as mulheres se devem submeter em tudo aos maridos. Maridos, amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e Se entregou por ela. Ele quis santificá-la, purificando-a no baptismo da água pela palavra da vida, para a apresentar a Si mesmo como Igreja cheia de glória, sem mancha nem ruga, nem coisa alguma semelhante, mas santa e imaculada. Assim devem os maridos amar as suas mulheres, como os seus corpos. Quem ama a sua mulher ama-se a si mesmo. Ninguém, de facto, odiou jamais o seu corpo, antes o alimenta e lhe presta cuidados, como Cristo à Igreja; porque nós somos membros do seu Corpo. Por isso, o homem deixará pai e mãe, para se unir à sua mulher, e serão dois numa só carne. É grande este mistério, digo-o em relação a Cristo e à Igreja.


Palavra do Senhor.

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A extinção do gado bravo

por João-Afonso Machado, em 22.08.15

LEZIRIA.jpg

 

A tourada, em recente formulação dos "contra", é apenas "tradição". O que, devido ao sofrimento do touro, bastará para a proibir.

Ora a tourada não é, evidentemente, "tradição". É, goste-se ou não, em si mesma espectáculo: a arte equestre - a atitude do cavalo, a perícia do cavaleiro - a destreza, a coragem e o apego dos forcados, o sangue-frio e a postura dos matadores e novilheiros. A tourada é, sobretudo, as praças de touros invariavelmente cheias, o ponto de encontro de todas as proveniências sociais por muito que a demagogia reduza o fenómeno ao inefável "marialvismo". E, não fora assim, não se manteria a tourada a pé firme nas emissões televisivas.

Isto posto, os touros: o gado que vagueia na lezíria. Terminantemente não leiteiro, vagamente para carne de consumo. Pastando e ruminando por ali em resultado de um valor económico que é só seu - o do gado bravo.

Sem a tourada, a lezíria necessitaria procurar outros moradores. Não há, em Portugal, espaço campesino que se possa dar ao luxo de não ser rentável. Para isso já basta o Interior desertificado.

De modo que, sem a tourada, seria o fim das ganaderias e de uma raça exclusivamente ibérica: a do dito gado bravo.

E sobre o seu sofrimento: é, em vida, muito menor do que o da população aviária e de outras espécies que adquirimos depois ns supermercados. E, na morte, menos atroz do que o do porco, esfaqueado goelas adentro, sangrado e retalhado. 

Não é a tradição que mantém a tourada, mas sim a adesão popular ao espectáculo. As coisas são o que são, por muito que elas possam servir para falsas causas políticas. Quanto a estas, aí vai um facto, uma motivação - o abandono de cães e gatos "de estimação" pelo fútil motivo de férias ou quejandos.

Dá menos nas vistas mas é mais premente. 

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Ouro, canela, açafrão e...

por João Távora, em 22.08.15

Assinalaram-se ontem exactamente 600 anos da tomada de Ceuta, início simbólico dos Descobrimentos, a maior contribuição portuguesa para a história e civilização mundiais. Para além de alguns eventos locais, não há comemorações oficiais nem nenhum dos partidos políticos se referiu ao tema. Não sei se isto é fruto de uma ignorância indesculpável ou do politicamente correcto, mas esta lacuna é profundamente lamentável. O mais irónico é que, se não tivesse havido os Descobrimentos, também não haveria António Costa. 

 

Pedro Braz Teixeira no i

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Intervalo

por João Távora, em 21.08.15

 

No início do Século XX os cilindros de cera prensada pré-gravados ganharam um enorme impulso comercial com a nova gama "Edison Gold Moulded" lançados pela Edison Records definitivamente mais resistentes. Por um curto período iriam concorrer com os discos de Emile Berliner que os destronaram.

Vídeo: uma canção sentimental pela soprano australiana Marie Narelle de 1906 acabadinha de chegar de terras de Sua Majestade... Muito mais encontra-se aqui

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Tony declara-se a Manela

por João-Afonso Machado, em 21.08.15

Na tímida atitude de uma entrevista em semanário de tiragem nacional; deixando-lhe por apelo a identidade de pontos de vista programáticos, a moderação de ambos.

Assim Tony pediu namoro a Manela.

Recatadamente, a visada ainda não respondeu. Manela sabe-se um bom partido, herdeira de uns milhares de contos de votos, e desconfia das intenções de Tony, do velhinho "golpe do baú". Nem com mil promessas de distância do radical José Tsipras Pereira.

Será que Manela acabará nos braços de Tony?

Não percam as cenas dos próximos capítulos...

 

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