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Saem quando, tristes figuras?

por José Mendonça da Cruz, em 01.07.15

greek-pm-and-fm.jpg

 O inimputável a quem os gregos confiaram a governação e que declarou que um referendo na Grécia equivalia à saída da Grécia do Euro convocou um referendo para pôr em sentido todas as negociações e conversas. (Agora dizem-lhe muito justamente que outras conversas e negociações só são possíveis após o referendo que decidiu.)

O inimputável que dizia ser impensável um terceiro programa de resgate negociado com a troika acaba de propor um terceiro programa de resgate a negociar com a troika, a que ele chama «instituições». (As «instituições» respondem que sim, com certeza, a Grécia pertence à UE e vamos lá conversar, se é conversar que quer o inimputável.)

O inimputável que considerava um ultraje, uma chantagem, uma vergonha as propostas europeias da semana passada diz agora que quer aceitar as propostas europeias da semana passada com umas correcçõezitas de somenos. (Recordam-lhe que as propostas caducaram no prazo que o inimputável bem conhece e por vontade do inimputável.)

O inimputável vai à televisão e, depois de proclamar que aceita as propostas caducadas e pede um terceiro resgate, diz ao povo que o escolheu para governar que vote «não», contra as propostas e o resgate. E acrescenta que a Europa -- um conjunto de chantagistas, segundo ele, -- chantageia agora o povo grego em vez de o governo. (O ministro alemão das finanças comenta, com inultrapassável cortesia e cristalino bom senso, que o inimputável diga afinal o que pretende.)

A espécie de jornalistas e comentadores que adoptou nos media a grosseria, a alarvidade e a má fé próprias dos tempos políticos de Sócrates, e que do alto do seu cinismo entenderam que Maria Luís Albuquerque «ajoelhara» perante Schauble quando a ministra foi elogiada pelo alemão, escolha agora os adjectivos para classificar as contradições de Tsipras e as desgraças a que se sujeita, a si e à Grécia.

Chiado

por João Távora, em 01.07.15

Chiado.jpg

Hoje como há 150 anos é um prazer requintado subir ou descer o Chiado: a animação mundana, as esplanadas, as livrarias, o comércio, as igrejas, os forasteiros, as caras conhecidas e com alguma sorte… o reencontro de um velho amigo. 

Coisas que não devemos esquecer:

por Vasco Lobo Xavier, em 01.07.15

http://portugalglorioso.blogspot.pt/2013/11/socrates-embusteiro.html

Dúvidas que me assaltam:

por Vasco Lobo Xavier, em 01.07.15

O que é ler de resvés, António Costa?

 

Leu rente? Cerce? À justa? Numa esplanada em Campo de Ourique?

Da austeridade à miséria

por João-Afonso Machado, em 01.07.15

TINTIN - GRANDE MESTRE.JPG

O clima náo ajuda, amolece, é uma economia tuk-tuk. A corrupção passeia-se à vontade por toda a parte. E os gregos esqueceram, o seu grande inimigo sempre foi o Fisco. Agora, dizem, é a "austeridade". Este um excelente caldo de cultura para a tolice ideológica.

E, seis meses volvidos, o País acordou esta manhã com 120 euros para cada pensionista. Na miséria! Esclarecerá a Esquerda, sempre intelectual, são os "ossos do ofício". (Os engulhos da Revolução libertária...). Era-o, precisamente, a "austeridade". Se o gregos não se deixassem embalar no canto de sereia de Tsipras & Cª (a qual, incrivelmente, inclui os radicais Independentes de Panos Kammenos!), nem o legitimassem pelo seu voto, optando pela dificuldade menor e por arregaçar as mangas até dias melhores.

O País acordou, também, cada vez mais dividido. Talvez menos iludido... Sai ou não sai da Zona Euro e da UE? O Syriza (e os Gregos Independentes) lançaram o referendo. A aposta é no temor dos efeitos do Grexit e do reforço do poderio russo. A um "não" firme europeu, já se percebeu, Tsipras ficará sem alternativa. O referendo vai dar-lhe que fazer: a sua guerra passará a ser com o seu próprio povo. A quem terá de explicar a míngua total a que o conduziu.

Uma guerra, acrescente-se, bastante mais sangrenta do que a mantida estes meses com as impiedosas forças de cá. O povo grego é, efectivamente, a grande vítima. A cobaia. Igual sorte nos esperaria se Portugal caísse nas mãos da D. Catarina ou do Sr. Tavares, ou dos dois juntos e de todos os lunáticos de que se rodeiam.

Eu também sou democrata e defensor de referendos!

 

A esquerda em geral e a comunicação social portuguesa gostam muito de recordar o espírito democrático e a necessidade de respeitarmos as escolhas democráticas dos gregos e dos seus referendos. Ainda hoje o António Costa veio acusar o Governo português da crise grega e defender que se deve respeitar o resultado do referendo grego.

 

Pois eu cá não sou menos democrata nem menos respeitador dos referendos do que o António Costa e que essa esquerda e jornalistas portugueses. Acho muito bem que se respeite a democracia dos países e os seus referendos.

 

Vou mesmo mais longe: acho que, aquando da próxima proposta dos gregos para atrasar tudo, para lhes darem mais uns dias, mais uns quantos milhares de milhões de euros, para lhes perdoarem outra vez outros milhares de milhões, a gente deve dizer: “está tudo muito bem, mas nós vamos ter de fazer um referendito lá em casa para saber se, no país, os contribuintes portugueses estão na disposição de verem os impostos aumentados para vos oferecer o guito. Talvez demore um nadinha, mais do que 8 dias, sabem?, as regras democráticas e as leis em Portugal são ligeiramente diferentes…, mas não tem mal: se os restantes 17 países do euro também quiserem democraticamente perguntar por via do referendo aos seus contribuintes se estão dispostos a pagar mais impostos para vos oferecer, certamente que Portugal não será o último a dar a resposta…. Sim, sim, sim…, é uma chatice, mas lá somos muito respeitadores da democracia e dos referendos: não aumentamos impostos aos contribuintes portugueses para oferecer aos gregos só porque o António Costa quer. António Costa e o resto da esquerda, caviar ou do carapau, bem como a comunicação social.”

 

É que esses mil milhões de euros (até ver, e para lá do que já foi…) também dão jeito aos contribuintes portugueses, sabiam?


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