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Take That!

por José Mendonça da Cruz, em 08.05.15

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 A Comissão Europeia explica a Soares, ao presidente da Câmara de Viana e a todos os socialistas que as propostas tontas que proclamaram com lágrimas de crocodilo sobre os Estaleiros de Viana teriam saído caríssimas aos Estaleiros e aos contribuintes.

Nos 40 anos do PSD, Passos Coelho põe a nu a irresponsabilidade e a leveza das propostas socialistas, enquanto que nos jornais e na Quadratura do Círculo fica evidente que a «solução» de Costa para a TAP é uma trapalhada inviável, e por todo o lado se vai compreendendo que a «baixa do IRS» que, segundo Pedro Santos Guerreiro, António Costa promete, afinal é... o aumento do IRS.

Chegada a noite, e como se não bastasse, a Inglaterra desilude amargamente as redacções da Sic e do Público, bem como as agências de sondagens (que, essas, já estão habituadas): os conservadores ganham e aumentam a sua maioria; os socialistas levam uma corrida. Pérfida Albion para as ilusões da esquerda.

Coitada da Ana Lourenço, até estava mais pálida ontem. Coitado do Teixeira, o que ele deve sofrer em busca de explicações para a vitória de Cameron, outro que, segundo ele, há-de estar «desfasado» da realidade e do país. Coitado do Esteves Martins, com tanta ilusión sobre a vitória trabalhista! Coitado do Expresso, que às 4 da tarde ainda sonhava com um empate. Coitada da Constança, como ela estava apagada, ontem. Que dia tão mau que tiveram! Que excelente dia!

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Que se lixem os clássicos

por José Mendonça da Cruz, em 07.05.15

Uma mãe e uma filha perderam uma data de dinheiro no programa Money Drop da TVi porque não sabiam se o livro de Eça era «A Cidade e as Montanhas» ou «A Cidade e as Colinas» ou talvez, não lhes parecia nada, «A Cidade e as Serras». «A Cidade e as Praias» elas tinham a certeza de que não era.

Parabéns à Associação de Professores de Português. Já semeou as bem-aventuranças da ignorância em pelo menos duas gerações.

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Uma guerra que não acaba: pela liberdade

por João Távora, em 07.05.15

Faz hoje 70 anos que a Alemanha nazi assinou a sua rendição, que se tornou efectiva no dia seguinte. (...) O comunismo, como uma das ideologias mais sanguinárias da história, sobreviveu à II Guerra Mundial porque esta não foi travada para o derrotar.

A ler a coluna de André Abrantes Amaral no jornal i que hoje faz anos!

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Coisas de família

por João Távora, em 07.05.15

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Ontem um amigo meu presenteou-me com esta pequena mas interessante brochura cheia de rererências familiares, publicada em 1945. Trata-se de uma colectânea de impressionantes relatos e notas pela pena do Rei Dom Miguel coligidos pelo seu indefectível partidário o 6º Marquês de Abrantes, D. José de Lancastre, a propósito do assassinato do Marquês de Loulé em Salvaterra a 28 de Fevereiro de 1824.

A edição de 1945 é da responsabilidade de D. João de Almeida, corajoso resistente monárquico que veio a casar com D. Constança Telles da Gama, Senhora que nos anos de ferro da 1ª republica se celebrizou no incansável e heróico socorro aos matratados presos políticos - circunstância em que terá conhecido o seu marido. Curiosamente a assinatura com que autografa a dedicatória na contracapa é um "João" com um "C" maiúsculo sobreposto ao "J", um delicado e comovente sinal de cumplicidade para com a sua mulher, como era costume na época entre pessoas de educação requintada.

 

Nota: Post dedicado ao meu primo e amigo de longa data Augusto de Almeida.

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De Santa Comba cá para baixo

por João-Afonso Machado, em 06.05.15

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Parecem dormir em pé, as tardes de sábado em Santa Comba Dão. E os de lá, quase todos, em suas casas, possivelmente. A de Salazar é pintura legendada em quanto azulejo se topa no Turismo local e numa mão cheia de montras. A sua terra natal gosta do grande timoneiro da II República, facto incontroverso.

No autocarro alguém deixa fugir o costumeiro "isto agora nem com" (já não sei quantos) "Salazares". Não era maré de discussão política, o dito não ecoou nem fez ricochete. Das muitas abordagens que o tema possa ter, úma é seguramente esta: quem são os marxistas-leninistas para criticar o autocratismo de Salazar?; e outra: porquê esse saudosismo doentio dos que ainda enaltecem as suas pretensas virtudes?

Tudo para concluir, Salazar jamais deixará os portugueses em paz. Esse o seu maior defeito, a par com a hipocrisia bem patente no seu fraseado, até na sua voz, decerto no lado oculto do seu procedimento. Uma hipocrisia que, de resto, lhe sobreviveu, anda por aí, por toda a parte. Em política, o que parece é...

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Justo elogio de Pinto Balsemão a Pedro Passos Coelho

por Maria Teixeira Alves, em 06.05.15

Francisco Pinto Balsemão a elogiar a perseverança, coragem, a capacidade de trabalho, a coerência e a boa educação de Pedro Passos Coelho. Bom e justo elogio. Nos 40 anos do PSD.

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Guardiões do atraso

por José Mendonça da Cruz, em 05.05.15

fernando-medina.jpgabarimon.jpgMário-Nogueira-Fenprof1.jpg

Temos que dar graças às instituições e ao aparelho jurídico: o atraso em Portugal está bem defendido.

Só hoje, soubemos de duas valorosas medidas para preservar o país anquilosado, pastoso e atrasado.

Primeiro, foi a decisão do Supremo Tribunal Administrativo de, a pedido do Partido Socialista, paralisar a concessão dos transportes públicos. Fica tudo melhor assim, paralisado: os utentes continuarão a ser vítimas das paralisações feitas «em seu benefício»; e o PS continuará a dispor de um dos poucos locais infectos onde ainda pode entregar-se a trapalhadas com o dinheiro dos outros.

Depois, foi a PJ. A pedido dos dinossauros da Fenprof e com pretextos insuflados pelo retrógrado Nogueira, a PJ foi investigar os exames da Cambridge, assim incomodando um dos exercícios mais notáveis e que mais contribuem para a excelência no ensino e na aprendizagem do inglês.

A excelência e a modernidade para os Nogueiras e os Medinas são coisas temíveis, é preciso travá-las e combatê-las. É que com o progresso, a modernidade e a excelência eles seriam irrelevantes.

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A Voz do Povo

por Duarte Calvão, em 05.05.15

Ouvir o noticiário das 9 h da TSF desta manhã dá bem uma ideia de como isto anda. Acredite se quiser, mas as quatro notícias principais, de abertura, incluíam declarações de uma associação de professores de Português, do sindicato dos pilotos (aqui até faz sentido), do sindicato dos funcionários judiciais e do sindicato dos trabalhadores do fisco. E ainda dizem que o movimento sindical está em declínio entre nós.

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E o resto?!...

por Vasco M. Rosa, em 05.05.15

A editora Dom Quixote, fundada por Snu Abecasis, completou cinquenta anos e para o assinalar foi lançada uma monumental edição do clássico de Cervantes que dá nome à empresa, e o preço é muito barato, 10 euros. Iniciativa de elogiar e a solicitar a nossa adesão? Sem dúvida!

Mas falta o resto, que seria — como acontece noutros países... — a DQ fazer a sua própria história, incrustrando-a na vida cultural do país, onde de algum modo foi determinante.

Ora, para que isso acontecesse, seria necessário que os arquivos tivessem sido conservados e que um pesquisador-historiador sobre ele se debruçasse longamente. Nenhuma das premissas parece poder realizar-se, e como já escrevi há muitos anos é assustadora a pequena mentalidade dos editores portugueses (quaisquer que sejam: todos!), para quem os papéis velhos nada representam.

No entanto, temos um Instituto do Livro cheio de funcionários que nem essa pequena pedagogia cultural conseguem administrar. Mesmo estando instalados na Torre do Tombo, que os poderia inspirar, não alcançam a necessidade duma campanha de salvaguarda de arquivos editoriais nem de registos para memória futura de protagonistas do meio editorial e livreiros. Simplesmente, adormecem na preguiçosa leitura da velha cartilha do funcionalismo, seguindo a regra do Para quem é bacalhau basta...

 

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Ainda Fátima

por João-Afonso Machado, em 04.05.15

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O Senhor Professor José Mendes é catedrático na Universidade do Minho, não consigo - confesso - alcançar de quê. Mesmo porque nunca ouvira falar de Sua Ex.cia até ler hoje a sua crónica no JN. A propósito de brutal acidente com os peregrinos de Mortágua.

O venerando mestre começa resumindo os factos, para logo inquirir - «E agora? Ficamos pelas lágrimas?». Dança, então, uns passinhos iniciais de respeito pela Fé, a quem prega uma monumental calcadela enquanto prossegue - «Esta forma de pagar promessas configura um comportamento de risco pouco aceitável»!

Esta forma de pagar promessas?! É isso?!

Outro rodopio, nova calcadela - na Igreja, que «vai lamentando mas não parece assumir o problema como seu. Fátima está muito voltada para si mesma»!

Fátima e toda a gente que sai à rua, porventura...

O exemplo de Santiago de Compostela, a sua rede de caminhos, é, para o eminente pensador, sobretudo vantajosa por se ter transformado num «autêntico produto turistico internacional», «uma experiência de contacto com a natureza», enfim.

Promessas, turismo... E o que mais?

O mais estará em os municípios, as comissões de coordenação e a Igreja se reunirem depressinha para prepararem «um projecto que salve vidas e gere riqueza». Apenas. E, já agora, que tal encomendar um estudo de viabilização ao Prof. Doutor Mendes? Algo algures entre a Teologia, a Economia e a as regras estradais de iure constituendo. Conciliando a propensão policial, tecnocrata e neo-liberal - socialista, em suma - do Senhor Prof. que tanto faz lembrar - mutatis mutandis - um outro catedrático insigne, em quem Salazar muito se apoiou de início: o Prof. Mendes dos Remédios.

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Para Fátima

por João-Afonso Machado, em 03.05.15

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 A reacção da peregrina, em face da ceifa de vidas que por pouco a colhia também, diz o bastante: se razões havia para a caminhada a Fátima, dobradas razões a levavam agora a persistir no seu objectivo. Decerto a memória das cinco vítimas mortais, decerto a gratidão por ter sido poupada. Títulos e pormenores mórbidos à parte, eis onde os portugueses não visam culpas nem desculpas - nessa estranha agitação de centenas de milhar de almas que, entre Maio e Outubro, enche as estradas de romeiros.

Há um ensaio do Cardeal D. Manuel Clemente - Maria na devoção dos Portugueses: uma devoção nacional? (in Portugal e os Portugueses, Assírio & Alvim, 2008) - onde se faz a história toda. A conclusão é breve: «se os povos se simbolizam nas realidades que afirmam com mais constância e calor, então o povo português aparece-nos frequentemente como um povo mariano».

Não há que buscar palavras para precisar o sentido das peregrinações a Fátima ou a outros locais de culto. Basta a constatação do facto - as multidões; e a certeza de que cada irá por uma razão qualquer, a dele. Isso foi o que a República cedo teve de aceitar e digerir (não obstante o terrorismo de Estado em 1917), como claramente afirma o Senhor Cardeal (vd. obra citada) - «a desadequação - agora muito mais acentuada - entre devoção mariana e instituições políticas fez-se notar, enquadrando concretamente os acontecimentos de Fátima»; mas «também isto não impediu o desenvolvimento da devoção mariana, agora com novo estímulo».

E contra tal realidade, novos esquemas de ataque maquinou o Poder laico. Fique a ideia - do denegrimento contido, mascarado - à míngua de espaço para a desenvolver. Sem discussão, porém, o apelo é muito forte, arriscaria mesmo - indestrutível. A mochila, os quilómetros, o curvetear da estrada e o espírito liberto vivendo essas horas e esses dias na interioridade que se quiser ou souber.

 

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Clarificando:

por Vasco Lobo Xavier, em 03.05.15

Sentido de Estado de António Costa e dos socialistas é isto: propor a cedência à greve injustificada de uns quantos pilotos da TAP.

 

Comunicação social portuguesa é isto: ninguém se lembrar de alertar António Costa para o facto de esta greve ter tido por base uma promessa imbecil de João Cravinho aquando do governo de Guterres, de que Costa fez parte integrante, e em final da legislatura, para quando se fizesse a privatização na altura pretendida pelos socialistas.

 

 

 

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Sofrimento e morte

por Vasco Mina, em 03.05.15

Estamos todos a ser confrontados com um caso que envolve o sofrimento de uma criança de 12 anos e morte (que hoje terá ocorrido) de outra criança de cinco meses. A história aqui relatada é arrepiante e choca qualquer um. Lemos a notícia e não podemos ignorar os crimes praticados. Espera-se a punição de um homem que abusou sexualmente da filha da mulher com quem vivia e que em resultado destes atos criminosos (que se prolongaram durante mais de dois anos) provocou a gravidez desta criança. Esta vive, desde que nasceu, em ambiente familiar desestruturado tendo até sido, no passado, retirada à família. Lamentavelmente, as entidades estatais que velam pela proteção dos menores foram incapazes de evitar os crimes continuados no tempo e que agora resultaram na geração de outra criança. São duas crianças desprotegidas que deveriam merecer acompanhamento e proteção contra os que violaram, seja por crime seja por consentimento (o que terá sido o caso da mãe da que foi internada no Hospital de Santa Maria), as suas vidas e a dignidade a que têm direito.

Soubemos, também, que a Associação Apoio à Vida se ofereceu para ajudar a menina e para a receber no seu Centro de Acolhimento, dando todo o apoio que seja necessário. Apesar desta resposta por parte das associações que se batem pela vida e pelo acompanhamento das mães e crianças mais desprotegidas, terá ficado sem acolhimento esta oferta de apoio.

Apoio e proteção é o que vai necessitar a criança violentada. O sofrimento a que está e estará sujeita (com ou sem aborto da criança em si gerada) é brutal e não pode ficar ignorado e empurrado para o esquecimento.

Mas está também em causa a vida de outra criança. Como bem refere o Carlos Guimarães Pinto “uma criança que está a 2/3 meses de sobreviver fora do útero, e que não teve culpa nenhuma na forma como foi concebida, merece ser abortada porquê? Que raio de opinião pública aceita isto sem pestanejar?”  Também igualmente bem alerta o padre Gonçalo Portocarrero de Almada: ”Compete às autoridades sanitárias o acompanhamento de uma gravidez de risco, como é o de uma rapariga de doze anos. Mas não decidir sobre o seu desfecho, sob o subterfúgio de um parecer clínico, nem muito menos impor, a uma adolescente fragilizada por tão dolorosas circunstâncias, uma decisão eticamente muito questionável e irremissível.”

Está mal uma sociedade e estamos todos mal se aceitarmos, como resolução de um caso criminal, a prática de outro crime. Por isso importa saber todos os detalhes do processo de decisão que, ao que tudo indica, terá levado já à prática do aborto de uma criança com cinco meses. A legislação em vigor, como destacou esta notícia, permite várias interpretações jurídicas e por isso não deveremos ignorar os fundamentos da decisão final. Para que se evitem novos crimes e para que, como bem refere a Nota da RR, se promova “uma profunda cultura de vida”. Por fim, um apelo às autoridades responsáveis para que não abandonem, uma vez mais, a menina violada e violentada e que está e estará em sofrimento.

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Por um símbolo maior

por João Távora, em 03.05.15

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Ao mesmo tempo que anda deslumbrada com as candidaturas presidenciais que se acotovelam na ilusão de representarem os portugueses, a nossa comunicação social republicana não resiste ao charme das monarquias desde que sejam longe e da realeza desde que seja estrangeira. Esta é a explicação que encontro para a larga cobertura dada este fim-de-semana ao nascimento da princesa filha dos duques de Cambridge, uma espécie de patriotismo do avesso.

A esse propósito, no que diz respeito à perspectiva estritamente política, nunca é de mais relembrar que a chefia hereditária do Estado, que maioritariamente subsiste legitimada pela história nos países europeus mais desenvolvidos, é um factor de equilíbrio e de religação nacional, último reduto da unidade identitária e dos valores perenes do ideal comum, sempre ameaçados pela legítima mecânica democrática, cujo exercício por natureza exacerba a luta faccionaria que compele à desagregação. Um símbolo maior, espelho da comunidade de afectos que é Portugal. 

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Domingo

por João Távora, em 03.05.15

Leitura dos Actos dos Apóstolos


Naqueles dias, Saulo chegou a Jerusalém e procurava juntar-se aos discípulos. Mas todos o temiam, por não acreditarem que fosse discípulo. Então, Barnabé tomou-o consigo, levou-o aos Apóstolos e contou-lhes como Saulo, no caminho, tinha visto o Senhor, que lhe tinha falado, e como em Damasco tinha pregado com firmeza em nome de Jesus. A partir desse dia, Saulo ficou com eles em Jerusalém e falava com firmeza no nome do Senhor. Conversava e discutia também com os helenistas, mas estes procuravam dar-lhe a morte. Ao saberem disto, os irmãos levaram-no para Cesareia e fizeram-no seguir para Tarso. Entretanto, a Igreja gozava de paz por toda a Judeia, Galileia e Samaria, edificando-se e vivendo no temor do Senhor e ia crescendo com a assistência do Espírito Santo.


Da Bíblia Sagrada.

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Maias

por João-Afonso Machado, em 02.05.15

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Ingresso em Maio, a 2, na mais santa escuridão de notícias. É o lado sobretudo atraente das vilas do Interior, carregadas de Passado, esquecidas do Presente, duvidando do Futuro. Mas sempre numa estranha forma de acreditar, menos nas pessoas, talvez, do que nos preceitos. E, ainda assim, numa espantosa demonstração de hospitalidade e entrega, passe que passe. - É para afastar a fome! - aprestou-se a idosa a explicar, ao ver o grupo especado ante os ramalhetes de giestas em todas as portas.

A fome, as dores, o "burro", a ruindade... -  em suma, o Mal. Conforme a tradição que parece remontar aos nossos antepassados celtas e celebra o advento da Primavera e do amornar do tempo. São as maias. Por Portugal adentro.

O folclore é um recreio, a fé um modo de vida. E as giestas do primeiro dia de maio, as maias, serão o que quiserem. A sorte é dos que crêem elas afastarem a fome, as dores, o "burro" e a ruindade. Há ruelas infinitamente mais sábias do que qualquer grande avenida...

 

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O Estado como motor da economia

por José Mendonça da Cruz, em 02.05.15

Entre quem roubava lá em cima e quem roubava cá em baixo, quantos roubariam pelo meio?

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Até quando?

por Vasco M. Rosa, em 02.05.15

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Portugal perdeu bem recentemente alguns gigantes, como Manoel de Oliveira e Herberto Helder (não precisamos de admirá-los em absoluto para respeitá-los) e outros há que, pela sua idade, deixarão de estar perto de nós. Basta olhar à volta e perceber quem são — e não incluo Mário Soares. Um desses gigantes é sem dúvida o arquitecto paisagista e monárquico Gonçalo Ribeiro-Telles (que este mês completará 93 anos!!), que deixou extensa obra escrita, também na área política. Tem recebido homenagens, tem um grupo de antigos alunos que continuam o seu ideário e se lhe referem com a maior admiração e gratidão, mas tudo isso — que é muito — é ainda pouco para lembrar e frutificar o seu legado às gentes do futuro.

Impõe-se reunir e publicar os seus trabalhos, e isso haveria de ser feito enquanto ele pode acompanhar essa campanha, porque haverá coisas dispersas em lugares quase improváveis que requerem conselho e aviso para serem identificadas. Por isso pergunto: quem lança mãos a essa tarefa? que pode fazer a Fundação Gulbenkian? e a Causa Real (por que não?...), sendo GRT um dos seus mais valiosos protagonistas? Até quando admitiremos essa forma de violência sobre a sociedade que é o esmagamento dos seus melhores? Melhor dito: dos seus melhores discretos servidores, e além disso vanguardistas conservadores...

Na hora fatal, não faltarão lamentações e lágrimas de crocodilo. O costume! Fazer as coisas certas no tempo certo, já é um pouco mais difícil...

 

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O próximo sms de António Costa

por Vasco Mina, em 02.05.15

Depois do sms enviado ao Jornalista do Expresso, João Vieira Pereira, sabe-se hoje qual vai ser o próximo destinatário das mensagens de António Costa: Pedro Nuno Santos que dá hoje uma entrevista ao Público em que afirma que “Não há uma razão forte para que reduzamos a TSU para as empresas”. As declarações deste deputado socialista e um dos autores do célebre documento sobre a reestruturação da dívida, são a demonstração daquilo que João Vieira Pereira escreveu. Ficamos então a aguardar o sms.

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Dedicatória

por José Mendonça da Cruz, em 02.05.15

O Nilo Azul aos pés dela ao ritmo do coração

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Corta-fitas

Inaugurações, implosões, panegíricos e vitupérios.

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