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Frase que melhor define este campeonato:

por Vasco Lobo Xavier, em 18.05.15

“O Benfica não é isso, não!”

(Luisão, capitão de equipa)

O polícia bom de Guimarães

por João Távora, em 18.05.15

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Quase tão grave quanto um polícia não ter nervos de ferro para resistir a todas as provocações é um pai levar para aquela “arena” um filho pequeno. De toda esta história macabra o que sobra digno de registo é o "polícia bom" que perante tanta irracionalidade teve o bom senso de proteger a criança.

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Institucionalizar o roubo e cobrar uma percentagem

por José Mendonça da Cruz, em 18.05.15

 

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 Há um problema com alguns taxistas no aeroporto de Lisboa, é que roubam os clientes impondo-lhes preços de viagem fantasiosos e excessivos. Um Estado ou uma Câmara responsáveis poderiam acorrer a isto com fiscalização e penas. Mas o PS, através de Medina, o sucessor nomeado por Costa, tem uma ideia que é do mais puro PS: fixa-se uma tarifa geral independente da quilometragem do serviço (20 euros, quer se percorram 3 quilómetros quer 15) e retira-se uma percentagem. Os consumidores é que se lixam, mas o dinheiro aparece sempre.

Pedagogia (Taxas de Juro versus Yields)

por Maria Teixeira Alves, em 18.05.15

Vale a pena ler este artigo sobre a diferença entre taxas de juro das emissões de obrigações e yields.

 

A taxa fixa refere-se ao que foi estabelecido entre o emitente das obrigações e o seu portador, mas o portador das obrigações pode mudar durante o período de vida da obrigação (via mercado secundário).

Vamos supor que o Agente A comprou 10 obrigações do Estado (ou de uma empresa), a 10 anos, a 100€ cada obrigação com taxa fixa de 5% ao ano (que é o mesmo que dizer com um cupão de 5€), e decide vender essas obrigações ao Agente B. Só que o Agente B acha que receber 5% ao ano é pouco atendendo a que ouviu umas notícias de que emprestar dinheiro ao Estado português (ou à empresa) se está a tornar mais arriscado podendo o Estado (a empresa), no final do prazo do contrato, não ter dinheiro para devolver a totalidade ou pelo menos parte daquilo que pediu emprestado.

Imagine-se que, devido a isto, o Agente B não está disposto a pagar 100€ por cada obrigação (conforme o valor nominal inicial inscrito no contrato da obrigação) mas apenas 80€.

Neste caso, o Agente B fica com as mesmas 10 obrigações que dão direito aos mesmos 5€ ao ano sobre o valor nominal inicial do contrato. Só que, então, a taxa de juro que ao Agente B obtém já não será de 5€ por cada 100€ investidos (os tais 5%), mas 5€ por cada 80€ investidos (aquilo que ele de facto pagou pelas obrigações ao agente A). Na prática, uma taxa de juro bruta de 6,25%. A esta taxa de juro chama-se yield e, como se vê, tenderá a aumentar sempre que o preço das obrigações no mercado secundário desça.

Depois nas emissões seguintes o mesmo emitente terá de oferecer uma taxa de juro inicial (no mercado primário) próxima da yield do mercado secundário. 

É simples, mas nem toda a gente sabe.

 

 

Pro bono: Raul Brandão e Herberto Helder

por Vasco M. Rosa, em 17.05.15

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Nesta sexta-feira, a Porto Editora lançou com o estrondo mediático que é capaz de gerar um livro de poemas canhotos de Herberto Helder, falecido há menos de um mês. Luís Miguel Queirós sublinhou, numa crítica no jornal Público, o «défice de coesão e acabamento» desse livrinho «paginado um tanto à larga para ocuparem 37 páginas», que foi vendido como uma preciosidade que manifestamente não poderia ser. A voracidade de certos «editores» é um escândalo.

Lembrando-me do jubiloso triunfo de Manuel Alberto Valente no dia em que conseguiu ser editor de HH, e sobretudo — um grande sobretudo — duma breve conversa com Jorge Silva Melo há poucos dias sobre o livrinho Húmus, poema de Herberto sobre o livro-abismo de Raul Brandão, venho por este meio, numa atitude pro bono — que a generosidade de um domingo solar proporcionou — indicar ao editor MAV da PE um novo negócio editorial que será também, inesperadamente, um bom serviço cultural.

Do que se trata, afinal? De publicar em 2017, centenário de Húmus, uma edição do livrinho de Herberto saído em 1967 com a chancela Guimarães, um exercício literário de fundição de duas poéticas, a de Brandão e a de Helder, juntando-lhe o facsímile das anotações de Herberto no livro de Brandão (que JSM viu...), que há de estar na posse dos herdeiros ou na mão de algum alfarrabista ou coleccionador.

É uma ideia que lhe dou, sem lhe pedir nada em troca. 

Aproveite!! Tem quase dois anos para isso, quem sabe consegue. Edição restrita, grande gincana comercial, e asseguro-lhe que não é rapar o fundo do tacho mas algo que a história literária reconhecerá como uma das mais belas homenagens dum escritor a outro. Que está esquecida, mas pode ser vivificada com uma semana de trabalho efectivo... Pode, até, para ganhar mais uns cobres e fazer boa figura, pedir a um actor que leia o poema de Herberto-Brandão, para um cd apenso.

Cordialmente,

Vasco Rosa

 

 

 

 

O que ainda falta na massa

por Vasco Mina, em 17.05.15

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"As pessoas sabem com o que podem contar da nossa parte: com responsabilidade, com prudência, com exigência. É desta massa que será feita a recuperação do nosso país"

Esta afirmação de Passos Coelho bem que deveria ser o mote da campanha eleitoral que já se encontra em marcha e que ontem teve, para a coligação PSD-CDS, o momento de celebração formal entre os dois partidos. Eu acompanho a tese defendida pelo Presidente do PSD mas também espero responsabilidade, prudência e exigência na escolha dos representantes que iremos (ou não) eleger. As opções políticas desta coligação são conhecidas e quatro anos de governação servem para avaliar os conteúdos. O que, na verdade, ainda está por saber são os que irão representar quem neles vai votar. Sei que é uma frase já muito gasta mas “a política é das pessoas para as pessoas”. O nosso sistema político está assente na representatividade através de eleições às quais se apresentam partidos políticos. Talvez fossem desejáveis algumas mudanças mas não as teremos nas eleições legislativas de Outubro. Assim, quando votamos em partidos estamos, também, a eleger, em cada círculo eleitoral, os deputados que, supostamente, nos representarão. Não os escolhemos (infelizmente) individualmente mas sim como parte integrante de uma lista. Esta limitação à nossa liberdade de escolha em nada retira a responsabilidade, efetiva, que temos na composição do parlamento. É que não podemos votar em responsabilidade com irresponsáveis, não conseguimos optar pela prudência com imprudentes e muito menos ser exigentes com candidatos a deputados quando estes integram listas sem critérios claros e sérios de seleção. António Costa tem de apresentar (o que ainda não aconteceu) alternativas políticas mas também quais os respetivos protagonistas. A coligação PSD-CDS tem mesmo é de apresentar gente capaz de fazer a tal massa que fará a recuperação do país. Ou consegue isto ou arrisca-se a não fazer qualquer massa.

E depois do adeus à TAP?

por João-Afonso Machado, em 17.05.15

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Já em segunda transmissão e a uma hora complicada (com início às 00.30h), a RTP1 exibe quanto a mim a melhor série portuguesa de sempre. Chama-se Depois do Adeus e é a saga de Álvaro Mendonça e da sua Família, regressados à Metrópole depois da exemplar descolonização de Angola.

Vejam. É notável o rigor histórico, aliás confirmado com a reposição de alguns inesquecíveis episódios (- Olhe que não, olhe que não... - ironizava Cunhal no célebre debate com Soares, uma pequena enxertia no guião; - O povo é sereno, é só fumaça, o povo é sereno... - aplacava Pinheiro de Azevedo em outra tira da grande manif do Terreiro do Paço, nas vésperas do 25 de Novembro).

O enredo desenvolve-se entre 1974 e 1976. E Álvaro Mendonça, recém-chegado aos trambolhões e sem ter como se sustentar, e aos seus, arranja enfim emprego. Numa fábrica onde, pelo empenho e competência, rapidamente ganha a confiança do patrão, o qual viria a ser mais um saneado do PREC, expulso da sua própria empresa doravante em auto-gestão.

Atarantado com os desmandos dos revolucionários, Álvaro tenta chamá-los à razão. Está prestes o colapso financeiro, a falência. Também ele é saneado.

Do pouco que se produzia, o destino eram as UCP's alentejanas, como demonstração de solidariedade com a Reforma Agrária. E dois sindicalistas barbudos, de cravo vermelho ao peito, comandam e coagem a casa toda, desde o guarda-livros ao aprendiz de operário. O resultado: entregue àquela acefalia, a breve trecho não havia tesouraria para os ordenados do fim do mês.

Como é suposto estas histórias terem um happy end, lá chegou a vez dos sindicalistas morrerem com o ferro que mataram. Não se sabe para que outra freguesia foram pregar - mas foram. O Álvaro (Mendonça) foi readmitido, o patrão retomou o que era seu e todos foram muito felizes para a vida inteira.

A alusão ao Depois do Adeus deve-se somente à extraordinária parecença do narrado com a vadiação da TAP. Onde uns tantos - poucos - transtornam o país, - a sua economia, as suas gentes - os seus colegas (todos auferindo remunerações inferiores) e comprometem criminosamente o futuro da Empresa que já não se afigurava brilhante. Sendo que os ditos grevistas - os pilotos - obviamente são quem menos se aflige com o espectro do desemprego...

 

Redondo absurdo

por Vasco M. Rosa, em 17.05.15

À volta de 1980, creio, fiz parte dum grupo de amigos que alugou uma casa de praia no Portinho da Arrábida, que pertencia ao industrial e coleccionador de arte Manuel Vinhas, então exilado e humilhado, que assim julgava protegê-la de ocupações e rapinas. Na biblioteca da sala, folheei um pequeno álbum da Artis dedicado ao pintor Júlio Pomar, com uma agradecida dedicatória deste ao seu mecenas. Seria interessante que esse livro ainda existisse como mais uma prova provada do muito que os artistas neo-realistas e outros ficaram a dever a homens como Vinhas e Brito, um assunto «desconfortável» que foi irradicado da história da arte portuguesa do século passado... 

Isto a propósito do próximo leilão do quadro de Pomar, O Almoço do Trolha, que escorre inspiração portinariana. Também ele vem duma colecção particular (desconheço quem seja), e de facto como documento duma época mereceria estar exposto numa instituição cultural de alguma relevância. Todavia, quando vemos que as colecções dos nossos museus e centros culturais de primeira linha vivem escondidas nas Reservas, para que nos salões se exponham os equívocos da arte contemporânea, essa praga, não fará pois mal que o quadro de Pomar — considerado uma das peças essenciais dessa corrente literária e artística que pôde dominar décadas durante a ditadura salazarista que contestava — passe a novas mãos e olhos privados.

Alguém comentou ser inacreditável que não pertença já ou venha a pertencer ao Museu do Neo-Realismo, instituição cujos recursos próprios devem ser reduzidíssimos. É lícito considerar que à Fundação Mário Soares dificilmente ele virá a pertencer, se isso depender dos bolsos do seu patrono. Porém, pode bem acontecer ainda que a Câmara de Lisboa o compre para cedê-lo ao Atelier-Museu Júlio Pomar, mas isso seria já um redondo absurdo, atendendo à gritante descapitalização e abandono que a autarquia está a impor aos seus serviços culturais, como sucede com a contorcionística extinção da sua valiosa hemeroteca (encerrada para mudança de instalações há dois anos!!) e a asfixiante míngua em que as outras vivem.

 

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O sofrimento dos filhos:

por Vasco Lobo Xavier, em 17.05.15

Não há nada pior do que o sofrimento dos filhos pois é bem sabido que o maior sofrimento dos pais é com o sofrimento dos filhos. Esse é difícil de suportar.

 Claro que eles sabem que a vida não é fácil, é tudo sofrimento, e que de uma vez por outra, até porque embalados no colo, ou empurrados pelo Dr. Costa, ou impedindo-se Hulk de jogar, os outros podem ganhar aqui e acolá um campeonato ou outro. Eles com isso até conseguiam conviver. O que desconheciam é que havia possibilidade dos outros receberem o campeonato por duas vezes seguidas. Nunca lhes tinha ocorrido, mesmo sendo maiores de idade e de certa forma bem vividos e informados.

 Foi preciso explicar-lhes que, desde logo e em primeiro lugar, a coisa ainda não era certa, por muito que os andaimes já estivessem a ser montados na operação Marquês lá na rotunda alfacinha. E que também não seria a primeira vez que seriam desmontados e eles voltariam para casa com o rabinho entre as pernas.

 

Debalde. Depois apelou-se à compaixão e caridade. Que diabo! Até eles tinham um amigo ou outro lampião: podiam ao menos pensar nisso, na satisfação deles. Nada! Foi então preciso explicar-lhes que faziam parte de um grupo de privilegiados. Com tão tenra idade lembravam-se do ano final do penta, viveram variadíssimos bis, viveram tris, viveram todo um tetra inteirinho (para já não falar da Champions e duas UEFAS), passavam a vida nos Aliados. E os outros? Um marmanjão vermelhusco de 35 anos pode hoje perfeitamente candidatar-se a Presidente da República e não fazer a mais pequena ideia do que é ser-se bi-campeão. Nada, zero, não ter a mais pequena noção do que isso seja. E pode candidatar-se à Presidência da República com essa completa inexperiência!

 Da última vez que os lampiões tinham sido bis, explicou-se-lhes, o mundo em Portugal ainda era na sua enorme maioria a preto e branco e só havia canal e meio de televisão. Era, sim senhor. O conceito de telefone móvel dependia do tamanho do fio que o ligava à parede. Computadores? – Ainda nem se imaginava o Spectrum e calculadoras eram um luxo. A auto-estrada Porto-Lisboa tinha uma ligeira interrupção entre os Carvalhos e Vila Franca de Xira, pouco depois rematada entre Mealhada e Condeixa.

 Tinha aparecido a primeira telenovela portuguesa e dançava-se a brasileira Dancin’ Days, enquanto as Doce ganhavam em Portugal passagem para o Eurovisão. Madonna lançava o seu primeiro single e Michael Jackson, na altura de cor e nariz naturais, estreava o magnífico Thriller que ainda hoje os diverte. O Principe Carlos acabara de casar com Diana e Pedro Mantorras tomava o seu biberão como qualquer outro bebé. Qual Bosingwa ou Postiga. A Michéle Mouton ganhara em Portugal o seu primeiro rally com o Audi Quattro, Piquet o segundo campeonato de F1 e a Brabham BMW o primeiro com motor turbo. Itália vencia a copa do naranjito.

 

Sim, era outro mundo. O comunismo ainda se imaginava no mundo uma hipótese, então com a morte de Brejnev. Cá, o conselho da revolução acabava de ser afastado mas ainda havia por aí à solta um grupo de vândalos, uns ladrões e bombistas que roubavam e assassinavam gente boa e inocente proclamando-se forças populares já não sei bem de quê. Soares e os socialistas andavam de braço dado com o FMI, na sua segunda intervenção no país. A Citroen ainda não tinha lançado o modelo BX que lançaria Cavaco Silva mas Portugal tinha o citadino Sado e o Jipe UMM. Não se imaginavam cartões multibanco e os de crédito eram limitadíssimos. Não havia crédito bancário nem se tinha inventado as compras em grupo. A banca e os seguros e muitas coisas mais tinham sido roubadas pelo Estado aos particulares e funcionavam do modo rudimentar que só o Estado consegue. A Europa discutia se nos queria nela, por considerar-nos a Grécia de hoje, e a Grécia de então não nos queria na Europa, por considerar-se dela. A Alemanha era duas e não mandava. Já a França era mais ou menos a mesma coisa, com menos dívida. O Solidariedade fora proibido na Polónia e a Argentina entrava em guerra com o Reino Unido, só para perder. Do Reino Unido para o mundo, Yes Minister era a maior maravilha. Começava a série Verão Azul, cuja banda sonora tem estado tão em voga, e estava para estrear o Super-Homem e as pessoas perguntavam-se como voaria ele na tela com cuecas vermelhas.

 

Éramos assim nos anos oitenta. Do século passado.

 - Eles não são bis desde esse tempo?!?...

 - Não. E nem quer dizer que o venham a ser agora, calmex…

 - Que desgraçados, que tristes…

 - Sim, uns desgraçados, uns tristes…, mas agora… cama!, que é tarde!

 

- Pai? E se eles chegarem ao tri?...

 - Filhos: desde que Jorge Nuno passou a dirigir a secção do futebol do FCP eles nunca mais foram tri, mas para se falar sobre o que se passou há quase 40 anos é mesmo muito tarde. Cama!

 

 

Presidenciais, ou a fabricação de uma fraude

por João Távora, em 16.05.15

Adaptação da minha intervenção no Jantar Debate do dia 14 de Maio de 2015 organizado pela Real Associação do Porto a convite do meu prezado amigo e homólogo na sempre Leal e Invicta Cidade cidade, Jorge Leão, subordinada ao tema: "As eleições presidenciais em debate, ou uma oportunidade de evidenciar as fragilidades do regime".

 

A excelência

por José Mendonça da Cruz, em 16.05.15

Passa neste momento na SportTV5 a partida de ténis do torneio de Roma entre Djokovic e Ferrer. O Open do Estoril foi muito bom, mas um combate destes é como a Champions, esta gente, estes atletas não são normais, são extraordinários. E 0 que é extremamente bom nisto é que o prazer de observar a excelência convida à excelência.

(E ajuda que a comentadora seja oportuna e inteligente, ou seja, não julgue que os espectadores desejam mais ouvir as suas palavras do que o som ambiente e os jogadores extraordinários)

Salva-nos da vulgaridade

por José Mendonça da Cruz, em 16.05.15

 

Uma educação clássica: bom. Preconceito: mau.

por José Mendonça da Cruz, em 16.05.15

 

O lado bom dos 80

por José Mendonça da Cruz, em 16.05.15

 

O que vale a verdade?

por João-Afonso Machado, em 15.05.15

Esse livro que está aí e narra um Sócrates "Cercado" é capaz de ter o maior interesse. Não porque se trate de levar o tema para o campo partidário (do qual convém sempre fugir) mas, pelo capítulo já lido no Observador, em resultado do ali retratado sobre a personalidade do homem.

O episódio da licenciatura (o tal trazido a público pelo Observador) é de antologia. Não lhe falta nada - as manobras dissuasoras visando os jornalistas, os telefonemas ao reitor da Universidade, o tratamento ora cerimonioso, ora intimista, a aflição, as irritações, os assomos de fúria. E tudo talvez indiciando um artista não suficientemente inteligente - embora convencido disso - para perceber que há outros tão ou mais inteligentes. E, eventualmente, tão ou mais artistas...

Há, todavia, um outro aspecto relevante, porventura merecedor de uma reflexão mais séria. Muitos são, se calhar os educados religiosamente depois a enveredarem pelo agnosticismo ou pelo ateísmo; mas raríssimos serão os convertidos a outro credo. Na política parece também ser assim: cresce o número dos cépticos; afora estes, vá lá convencer-se um fiel à causa socialista (v.g.) da inveracidade do que toda a gente já percebeu ser verdade...

 

Questões que ninguém se coloca:

por Vasco Lobo Xavier, em 14.05.15

Não é obviamente o caso da TAP mas sempre achei piada (trágica) à vulgar crítica da esquerda à privatização das empresas públicas que dão lucro, por irem dar lucro aos privados que nelas investirem.

Essa esquerda esquece-se sempre de explicar duas coisas relevantíssimas (e a comunicação social esquece-se sempre de as indagar), que são simplicíssimas de formular: em primeiro lugar, as empresas públicas que geralmente davam lucros eram monopolistas ou quase (não é o caso da TAP, com a quase excepção das caríssimas ligações Porto-Lisboa-Porto e Porto-Funchal-Porto, com todos os efeitos negativos que se conhecem, principalmente depois da abertura aos Açores); em segundo lugar, a estranha razão pela qual o Estado, depois dos inúmeros e avultadíssimos impostos que cobra aos portugueses, ainda dever esmifrá-los para obter lucros.

Achará bem a esquerda que o Estado Português deva lucrar com os bens (supostamente) essenciais que fornece (ou vende) aos portugueses? Não compreendo. Mas lá a esquerda deve saber...

Questões que ninguém coloca a António Costa:

por Vasco Lobo Xavier, em 14.05.15

De tempos a tempos, o PS quer privatizar a TAP.

 

Cravinho ofereceu até aos pilotos o que não lhes podia quando um dia o PS privatizasse a TAP.

Sócrates inscreveu a privatização da TAP no memorando com a troika quando a chamou depois de ter levado o país à falência com a sua total demência.

Por que estranha razão, então, António Costa apelida o cumprimento dessa obrigação socialista de “puro radicalismo ideológico”?

 

E ninguém o questiona! A comunicação social deste país não tem vergonha nenhuma.

Cercado...

por Vasco M. Rosa, em 14.05.15

O livro de que se fala — Cercado, de Fernando Rebelo, sobre José Sócrates —, lançado agora mesmo, ainda não está nas lojas online da FNAC e da Bertrand, nem mesmo na secção de pré-venda.

Coisa curiosa e estranha...

O embaraço dos filósofos do fracasso

por José Mendonça da Cruz, em 14.05.15

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A reacção do Partido Socialista e da restante oposição aos números do INE que confirmam o crescimento da economia (e o aumento das exportações, e a diminuição das importações e o aumento do consumo interno) é embaraçosa e confrangedora. É confrangedora para os Portugueses. É embaraçosa para a esquerda. Ou, com rigor, talvez se devesse dizer que a reacção da esquerda é embaraçada, reflecte o profundo embaraço dos socialistas perante o mundo moderno que lhes é estranho, perante o sucesso desse mundo cuja falência profetizaram, perante o êxito de mecanismos e soluções que contrariam e esvaziam as velhas fantasias socialistas.

A austeridade não ia resultar, diziam eles; e afinal resultou. A consolidação das contas públicas acarretaria uma espiral recessiva, diziam eles; e afinal não acarretou. É o investimento público que faz crescer a economia, diziam eles após arruinarem a economia com esse investimento salvífico; e afinal o crescimento vem pelo lado das empresas e das exportações (após reformas laborais que os socialistas querem reverter, e após um programa de redução do IRC que o PS quer renegar). Os mercados são criminosos, usurários, provocam secas e terramotos, são um casino, diziam eles já bastante tontamente após desestabilizarem os mercados com todos os sinais de falta de credibilidade e juízo; e afinal os mercados premiaram a seriedade e a credibilidade foi restaurada. A dívida tem que ser reestruturada, temos que proclamar-nos insolventes, diziam eles: e afinal a dívida foi reestruturada em juros e maturidades, sem gritos, discretamente («se há almofada financeira, gaste-se!», gritou então a esquerda desnorteada; «se há cofres cheios distribua-se, bom mesmo era estarem vazios», gritou a múmia em desespero).

Há, por fim, a realidade mais importante e que espanta nunca ver creditada a este governo (e à troika, também, obviamente): é que Portugal mudou. Acabaram-se os grandes projectos públicos ruinosos, sempre apresentados como alvoradas de futuros risonhos. Acabaram-se os grandes grupos a que os governos socialistas recorriam para promover negócios e esconder dívida (e perante os quais ficavam obrigados); acabaram-se as grandes empresas nacionais com gestores premiados cujo sucesso se media não pelos lucros para o país, mas pelo acolhimento de amigos e as tramas em circuito fechado. E acabou-se também a impunidade zelosamente preservada por redes de que bem suspeitamos.

Deve-se dar o justo valor às destemperadas reacções socialistas – e não apenas às de Soares – perante a falência de BES e PT. É que essas falências eram peças da falência do seu Mundo («Quando ele falar vai dizer tudo» dizia Soares de Salgado, imprudentemente). Agarram-se agora aos transportes públicos (o programa de Costa para o seu financiamento é todo um programa de trapalhadas e opacidade) e à TAP. Bem se compreende.

Que conseguiram os socialistas com a sua «política de crescimento», com a sua «defesa do Estado Social», com a sua «política para as pessoas»? Conseguiram a recessão; conseguiram a quase ruína da Saúde, da Educação, da Segurança Social; conseguiram décadas de estagnação económica e empobrecimento geral, acompanhados de enriquecimento sem causa para alguns, alguns dos quais estão presos. E socialmente, que conseguiram? Que conseguiram os socialistas ao abraçarem, numa tentativa vã de se distinguirem, as causas fracturante do aborto, do casamento homossexual – em breve, talvez, a da bestialidade – e o desinteresse pela família? Conseguiram o país com a mais baixa taxa de natalidade da Europa e a mais séria ameaça à sustentabilidade do Estado Social. (O Estado Social – os socialistas esquecem-se sempre disto – foi um presente que lhes ofereceu a direita)

Embaraçados, os socialistas portugueses olham em redor, e já não citam o Hollande que os desiludiu e traiu; não se lembram de Renzi; arrependem-se depressa das ilusões patéticas de Tsipras e do seu conto (de terror) para crianças; horrorizam-se com a derrocada de Milliband. E apesar da militância e parcialidade vergonhosa de muitos órgãos de comunicação social em que travestis de jornalistas praticam intoxicação grosseira e ridícula, não sobem nas sondagens. Com o proverbial atraso, o eleitorado português, parece, também está a perder a cegueira, a exemplo da Europa toda (Grécia excluída).

É obrigatório o acordo ortográfico?

por Maria Teixeira Alves, em 13.05.15

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