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Reaccionarismos

por João-Afonso Machado, em 08.04.15

R. OLIVEIRA SALAZAR.JPG

Escapou. Escapuliu-se para o lugar de onde nunca saiu. É um achado, uma peça rara de coleccção, no verbo excitado de qualquer leiloeiro. Porque não se trata de uma placa apenas, antes da rua inteira, sinuosa como um "S" de Salazar. A "Rua do Dr. Oliveira Salazar", em Santo Tirso.

E nela, como é de bom tom, a velha esquadra da Polícia. Feita de janelas em madeira e grades de ferro, o dístico como mandam as rigidas regras da Autoridade. Não estivesse desactivada, seria um vaivém de pançudos agentes fardando de cinzento e boné de pala maior do que a de um almirante. Um santuário de autos lavrados com o rigido arado de teclas, aquele bater metálico de horas a fio e muito papel quimico.

A pedir uma romagem do saudosismo almoçado em cada 28 de Maio... Mas assim a edilidade se mantenha distraída (ou sempre bem-humorada...). Estes fenómenos têm o seu quê de turistico, no quadragésimo primeiro ano da Revolução. Santo Tirso, segundo os guias da região - famosa pelo seu Mosteiro beneditino, pelo licor de Singeverga e os jesuitas da Moura... e por um fóssil, a Rua do Dr. Oliveira Salazar.

A manter. Como recordação da nossa juventude, dos tempos académicos, do Manual de Direito Administrativo (2 vols.) do Prof. Marcelo Caetano.

Era previsível. Sem o suporte do La Caixa o BPI nunca poderia comprar o Novo Banco. O preço até onde poderia ir exigia um aumento de capital com forte suporte do seu maior accionista: o banco catalão com 44%. É que apesar de só ter 20% dos votos o esforço financeiro exigido ao La Caixa é de 44% 

A OPA, que foi lançada em Fevereiro pelo Caixabank, tinha em vista essa compra. Era finalmente o passo para o crescimento por aquisições. Ao longo da vida o BPI foi tentando crescer por aquisições, mas depois das privatizações do Fonsecas & Burnay e do Fomento e Exterior, nunca mais teve sucesso nas várias tentativas em que participou. Desta vez foi Isabel dos Santos que estragou a tentativa de aquisição do Novo Banco. Ao propor uma fusão com o BCP, em que os angolanos ficariam os maiores accionistas, divorciou-se de um acordo para a OPA, boicotou as saídas do BPI para crescer e condicionou as saídas para ultrapassar a questão do BCE ter passado a considerar o Banco Nacional de Angola como contraparte não-equiparável à banca europeia. É sempre preciso recordar que mesmo esta decisão do BCE pode ser alterada no futuro, uma vez que é avaliada todos os anos.

Com a fusão BPI/BCP comprometida e a OPA do La Caixa sem condição de sucesso verificada (desblindagem de votos), o BPI terá de se desdobrar em soluções inventivas para ultrapassar o peso  de Angola no ponderador de risco para efeitos de capital. Terá de vender dívida pública angolana, que é uma fonte de receita essencial, ou terá de vender acções do BFA e descer abaixo do domínio e assim deixar de consolidar integralmente o banco comercial angolano nas suas contas e isso é um forte revés nos resultados.

A fusão com o BCP parece cada vez mais distante. A OPA do La Caixa parece estar num impasse. Assim cada um dos dois accionistas terá de abdicar do braço-de-ferro. Os braços-de-ferro são sempre coisas pouco inteligentes porque levam a becos sem saída e todos perdem. O BPI está a caminhar para um beco sem saída. 

O BPI parece estar condenado a ser o mais pequeno dos grandes. É um karma. É uma malapata. Desta vez foi Isabel dos Santos que comprometeu o sonho do BPI.

P.S. Sou eu na fotografia com Fernando Ulrich

 

Transmissão de Colar e CML de Aluguer

por Vasco Mina, em 07.04.15

Colar CML.jpg

 

Uma vez mais na sua história, a CML serviu de aluguer para trampolim político e tornou-se moda não completar mandatos transmitindo o poder (que se traduz simbolicamente no colar da cidade) a quem, intimamente, já tinha sido escolhido. Depois estranham que os cidadãos andem cada vez mais afastados da política e mais desconfiados dos políticos. Formalmente, os lisboetas votaram, em 2013, na vereação da CML mas, de facto, a sua opção de voto recaiu na pessoa do candidato à Presidência da Câmara. Será que quem votou em António Costa tinha a consciência que o seu voto seria destinado à escolha de Fernando Medina? Porque não se sujeita este a novo escrutínio? A qual obediência tem mais respeito: a do povo ou a da indicação partidária? E, já agora, onde anda a oposição política em Lisboa?

Dia da Cruz pelas ruas

por João-Afonso Machado, em 06.04.15

CRUZ BOMBEIROS.JPG

Os bombeiros em formatura esperando o compasso pascal, a multidão em volta também e a Cruz a chegar, enfim, numa adaptação de ambulância onde sentados cabiam alguns - a Cruz logo de seguida dada a beijar a cada um dos presentes no quartel.

Gente de fé. Uma visão súbita do mundo bom, empenhado, generoso. A boleia na dita ambulância não foi negada, urgia chegar ao local onde todas as cruzes se reuniam para a entrada conjunta na igreja e na missa paroquial.

Centenas de pessoas. Sem dúvida, milhares de sorrisos. O caminho da Cruz, um percurso de sol e esperança ao longo das ruas da cidade. A máquina fotográfica ajuda sempre a não esquecê-lo. A reviver esses momentos de comoção, há um nó na garganta, os desconhecidos não o são tanto quanto se possa pensar.

Presidenciais

por João Távora, em 06.04.15

Antonio_Filipe_Pimentel.jpg

Observador: (...) No início de 2016 o país vai necessitar de que perfil na Presidência da República? Alguém que assegure pequenas cosméticas ou que proponha uma grande cirurgia ao regime?


António Filipe Pimentel: Neste ponto estou em completo embaraço: sou monárquico, por rigorosa convicção intelectual, pelo que a questão se me afigura de índole rigorosamente sofística (com a devida vénia, claro), partindo do princípio de que a figura do Presidente da República terá algum impacte na reforma da estrutura política, da qual mais ou menos diretamente emerge. O pobre senhor, qual ele seja, será sempre vítima das contradições internas do cargo/função: se interventor, contribuirá poderosamente para o aumento do clima de conflitualidade institucional; se colaborante apagar-se-á e será acusado pela oposição de conivência com o Governo e quebra da sua função arbitral (sobram os exemplos de uma e de outra, até com ritmos que configuram uma coreografia pré-determinada: colaborante no 1º mandato; interventivo e conflitual no último, sendo o caso presente atípico por alteração violenta das condições meteorológicas). Não lhe queria estar na pele…

 

"We are proud to be a Christian Country"

por João Távora, em 06.04.15

Alocução de David Cameron aos britânicos no passado sábado, em que assume descaradamente a identidade cristã da Grã-Bretanha. Uma corajosa mudança de 180º no discurso abstencionista e cobarde que nas últimas décadas conquistou as instituições europeias e a maior parte dos países e europeus.

Tríduo Pascal - 3

por João Távora, em 05.04.15

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 "Ressurreição" 1499-1500 Perugino 

Vigília Pascal -  Evangelho segundo S. Marcos 16, 1-8


Depois de passar o sábado, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé compraram aromas para irem embalsamar Jesus. E no primeiro dia da semana, partindo muito cedo, chegaram ao sepulcro ao nascer do sol. Diziam umas às outras: «Quem nos irá revolver a pedra da entrada do sepulcro?». Mas, olhando, viram que a pedra já fora revolvida; e era muito grande. Entrando no sepulcro, viram um jovem sentado do lado direito, vestido com uma túnica branca, e ficaram assustadas. Mas ele disse-lhes: «Não vos assusteis. Procurais a Jesus de Nazaré, o Crucificado? Ressuscitou: não está aqui. Vede o lugar onde O tinham depositado. Agora ide dizer aos seus discípulos e a Pedro que Ele vai adiante de vós para a Galileia. Lá O vereis, como vos disse».

 

Da Bíblia Sagrada

Boa Páscoa!

por João-Afonso Machado, em 04.04.15

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Saiba cada um renascer imagens, ideias, sentimentos. Como cada qual. Julgo que a Ressurreição será isso, e por isso a perpetuação da Cruz de Cristo na nossa procura de um espírito sempre vivo.

Uma boa Páscoa para todos!

Com o PS, rumo ao passado

por José Mendonça da Cruz, em 04.04.15

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Quem escolheu os Açores, e em especial a ilha de São Miguel, como destino de férias de Páscoa deve lembrar-se do PS. Quem usou um voo lowcost para esse fim, com preços de 30 euros para ida e volta (em vez do triplo, que era o preço habitual) deve lembrar-se do PS. Os hotéis com taxas de ocupação inéditas de 80%, a população que contará com empregos nos novos hotéis em construção, as empresas de aluguer de automóveis com aumento de procura de 20% devem lembrar-se do PS. A restauração, os bares, o comércio em geral que recebem o incremento de turistas devem lembrar-se do PS.

É que a liberalização das ligações aéreas para os Açores contou com a oposição persistente do PS, e, nomeadamente, do seu presidente, Carlos César, e ela não teria acontecido sem este governo.

Os Açores e o Continente devem lembrar-se do PS. Não há melhor garantia do que o PS para se ficar preso ao passado.

Tríduo Pascal - 2

por João Távora, em 03.04.15

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"Cristo crucificado entre dois ladrões" Rubens

 

Sexta-feira Santa - Evangelho segundo S.Marcos 15:33-39


Chegada a hora sexta, houve trevas sobre toda a terra até à hora nona. À hora nona bradou Jesus em alta voz: 'Eloí, Eloí, lamá sabactâni'? que quer dizer, Deus meu, Deus meu, por que me abandonaste? Alguns que ali estavam, ouvindo isto, disseram: Ele chama por Elias. Um deles, correndo, ensopou uma esponja em vinagre e, pondo-a numa cana, deu-lhe de beber, dizendo: Deixai, vejamos se Elias vem tirá-lo. Jesus, dando um grande brado, expirou. O véu do santuário rasgou-se em duas partes de alto a baixo. O centurião, que estava em frente de Jesus, vendo-o assim expirar, disse: Verdadeiramente este homem era Filho de Deus.»

Da Bíblia Sagrada

 

 

Vemos, ouvimos e lemos / Não podemos ignorar

por Vasco Mina, em 03.04.15

Os cristãos celebram hoje a Paixão e Morte do Senhor Jesus Cristo. Este Homem foi julgado em tribunal sem que provas houvesse contra Si e foi condenado à Morte na Cruz. Nesta foi pendurado nu com uns panos à cintura e também em panos (assim aconteceu igualmente quando nasceu) foi envolto e colocado numa gruta.

Para os crentes este é um verdadeiro “caso” cuja “chave” verdadeiramente se entende à luz da Fé, com Esperança e praticando a Caridade. Para os não cristãos é um caso histórico de injustiça.

Passados dois mil anos sobre a sua morte assistimos, nos tempos que são os nossos, a novas perseguições e públicas execuções de milhares de homens e mulheres cujo único “crime” que praticam é a Fé e o seguimento de Jesus Cristo. Relatórios da organização Ajuda à Igreja que Sofre dão conta das perseguições aos cristão nos seguintes países: Afeganistão, República Centro-Africana, Egipto, Irão, Iraque, Líbia, Maldivas, Nigéria, Paquistão, Arábia Saudita, Somália, Sudão, Síria, Iémen, Mianmar (a antiga Birmânia), China, Eritreia, Coreia do Norte, Azerbaijão e o Usbequistão. Ainda ontem, no Quénia, num ataque a uma Universidade, um grupo radical islâmico assassinou cerca de 150 pessoas. Segundo os relatos, foi feita uma triagem religiosa e de acordo com as testemunhas os homens armados iam de quarto em quarto perguntando quem era muçulmano e cristão. "Se fosses cristão eras morto no local"

A Comissão Nacional de Justiça e Paz, emitiu esta semana uma Nota sobre este assunto, evocando os versos de Sophia: Vemos, ouvimos e lemos / Não podemos ignorar”. O Papa Francisco na sua recente homilia de Domingo de Ramos convidou-nos a pensar “nos nossos irmãos e irmãs perseguidos porque são cristãos, os mártires de hoje (e são tantos).”

 

Vemos, ouvimos e lemos

Não podemos ignorar

Manoel de Oliveira é que sabia

por Maria Teixeira Alves, em 02.04.15

"Não tenho medo da morte. A vida é que tem perigos - a inveja, o ódio, o mal. A morte é um descanso"

A Cruz

por João Távora, em 02.04.15

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Cristo carregando a sua cruz. Ticiano 1565 

 
A Cruz é sinónimo da libertação: a dor olhos nos olhos, sem resistência à angustia, à dúvida, à incompletude. O desprendimento de nós face a grandiloquência do desconcertante destino torna-se afinal o vislumbre de um lugar de paz interior, de recomeço. A verdadeira revolução que concede a tranquilidade ao Homem: capaz de amar o outro como a si mesmo, capaz de amar o seu inimigo, assumir a sua cruz. A pacificação com o criador – a irmandade em Jesus Cristo. A morte que resulta em Vida, no homem Novo. A cruz é a noite escura de nós que afinal nos faz inteiros, livres do nosso precário personagem, hoje mesmo. A beleza da cruz. Aprendamos a não fugir dela, então. Só assim teremos uma boa Páscoa. 

Tríduo Pascal - 1

por João Távora, em 02.04.15

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Jesus profetiza sua traição por Judas, por Carl Heinrich Bloch.
 

 

 Quinta-feira Santa - Evangelho segundo S. João 13, 1-15

Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que chegara a sua hora de passar deste mundo para o Pai, Ele, que amara os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim. No decorrer da ceia, tendo já o Demónio metido no coração de Judas Iscariotes, filho de Simão, a ideia de O entregar, Jesus, sabendo que o Pai Lhe tinha dado toda a autoridade, sabendo que saíra de Deus e para Deus voltava, levantou-Se da mesa, tirou o manto e tomou uma toalha, que pôs à cintura. Depois, deitou água numa bacia e começou a lavar os pés aos discípulos e a enxugá-los com a toalha que pusera à cintura. Quando chegou a Simão Pedro, este disse-Lhe: «Senhor, Tu vais lavar-me os pés?». Jesus respondeu: «O que estou a fazer, não o podes entender agora, mas compreendê-lo-ás mais tarde». Pedro insistiu: «Nunca consentirei que me laves os pés». Jesus respondeu-lhe: «Se não tos lavar, não terás parte comigo». Simão Pedro replicou: «Senhor, então não somente os pés, mas também as mãos e a cabeça». Jesus respondeu-lhe: «Aquele que já tomou banho está limpo e não precisa de lavar senão os pés. Vós estais limpos, mas não todos». Jesus bem sabia quem O havia de entregar. Foi por isso que acrescentou: «Nem todos estais limpos». Depois de lhes lavar os pés, Jesus tomou o manto e pôs-Se de novo à mesa. Então disse-lhes: «Compreendeis o que vos fiz? Vós chamais-Me Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque o sou. Se Eu, que sou Mestre e Senhor, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns aos outros. Dei-vos o exemplo, para que, assim como Eu fiz, vós façais também».  

Da Bíblia Sagrada

Gente rara

por José Mendonça da Cruz, em 02.04.15

imagesT18B83WE.jpgvale_abraao_04.jpg

Já era delicioso, um requinte de inteligência e ironia na apreciação da condição humana, que a Bovarinha de Vale Abraão (a arrebatadora Leonor Silveira) fosse considerada mais sensual por coxear ligeiramente. Depois, há a cena desse filme extraordinário em que, perante o assédio de um galanteador de acaso na sala da casa da quinta, a Bovarinha, que o suportou calada, finalmente decide falar. Olha-o, e antes de se levantar e ir embora diz-lhe: «Tens caspa nos ombros.» Não há filme nenhum no Mundo que possa gabar-se de uma fala tão devastadoramente feminina. Quem a inventou sabe muito da vida, habituou-se certamente a olhar as pessoas com um enlevo amoroso mas desperto. E deixa enormes saudades. 

Morreu Manoel de Oliveira, aos 106 anos

por Maria Teixeira Alves, em 02.04.15

 «cuidado com as vitórias, porque podem redundar em derrotas»

«É a derrota. A vida é uma derrota. A gente vive na derrota. Nasce contra vontade, e não é senhor do seu destino».  


Verdades do 1º de Abril

por João-Afonso Machado, em 01.04.15

Este é um dia - o primeiro de Abril - em que apetece recordar de quantas mentiras se compõe a verdade. O PPD/PSD nasceu social-democrata mas, nos seus conturbados tempos escolares, o bullying marxista-leninista alcunhou-oe injuriou-o de "fascista", "burguês", "capitalista", etc, etc. Mandavam então os próceres da assim chamada "democracia popular" (do que eles são capazes de se lembrar, santo Deus!), até o PS sentia dificuldades em se manter em cima da sela e as concessões ao pluralismo não iam além da Jugoslávia de Tito. Volvidos 40 anos, a história é a mesma, com algumas nuances. Ainda sobrevivem alguns berradores do "fascismo nunca mais" mas a retórica, de um modo geral, evoluiu. Andou lendo, refinou. O PSD, no dizer da magistratura política da Esquerda, é "neo-liberal". Aliás, se fosse social-democrata seria, curiosamente, de Esquerda. O PS, é claro, teve de criar o seu Muro de Berlim para salvaguardar algum espaço ideológico, espingardando sobre tudo o que lhe possa fazer sombra. Contas feitas, ninguém é qualquer coisa. Até porque os rótulos ideológicos são apenas isso - rótulos. A governação faz-se por cá e pela Europa em geral sempre do mesmo modo: para sobreviver menos mal. E por cá, particularmente - e infelizmente - para engorda de quem a faz, a tal "classe politica". Em suma, são os homens, a sua idoneidade e a sua eficiência, o realmente importante. Os antecessores dos actuais - neste pobre Portugal - serviram-se à saciedade dos negócios públicos. Agora, com muita asneira pelo meio, acrescente-se, sempre se vai tentando remediar males antigos. Bom é sermos livres o bastante para apreciar, avaliar e separar com isenção o trigo do joio. É neste sentido que se pode dizer - de Massamá aos boulevards parisienses ainda assim vai uma distância muito grande. Por maior que seja o alarido contra o neo-liberalismo...

Lisboa mal amada

por João Távora, em 01.04.15

António Costa abandona o barco e eis que é cooptado para presidente da Câmara Municipal de Lisboa um portuense desconhecido, à revelia dos lisboetas. E depois queixam-se da falta de confiança nas instituições políticas e da abstenção.


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