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A vitória grega

por Maria Teixeira Alves, em 22.02.15

Encontrei esta boa análise (pela ironia) ao resultado das negociações entre a Grécia e o Eurogrupo, que decidi partilhar. Encontrei no mural de um amigo (Pedro Caçorino), que por sua vez citava um amigo. O autor do texto está citado em baixo.

 

ORA BEJÂMOS A GRANDE BITÓRIA DO SYRIZA !!!

1-Já não vai negociar com a troika, mas com as "instituições".
Os senhores que irão a Atenas já não são da troika, mas sim das "instituições". A parte chata é que são os mesmos e irão fazer exactamente o mesmo, culpa da nossa Ministra das Finanças
Mas, hey, houve uma mudança, grande Tzipras!

2-Os gregos já não irão cumprir o "programa", mas sim as medidas que constam no programa. Parecendo que não, é muuuuito diferente :))))). O Varoufakis é mesmo um génio, força, força companheiro Fakis, nós seremos a muralha d'aço, não rima mas a rima é um formalismo burguês, castrador e neoliberal

3-A vitória é certa, garante o valente Tzipras, mas por agora vamos ter de fazer um bocadinho de austeridade, um esforço revolucionário e patriótico. Antes também havia a tal austeridade, mas não era revolucionária. Agora o Papadopoulos ( O Zé lá da Grécia) sabe que estará um tudo nada pior, mas o amanhã cantará. Não se sabe quando, mas talvez ainda no séc XXI, a avaliar pelo progresso cubano ou venezuelano.

4- Má, muito má, a nossa Ministra das Finanças porque, em vez de defender a agenda do Syriza, resolveu, egoisticamente, tratar dos mesquinhos interesses dos portugueses.

A luta continua, a vitória é certa, a terra a quem a trabalha, e abaixo a burguesia e o grande capital neoliberal e isso.

José António Rodrigues Carmo

 

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Domingo

por João Távora, em 22.02.15

Leitura da Primeira Epístola de São Pedro


Caríssimos: Cristo morreu uma só vez pelos pecados – o Justo pelos injustos – para vos conduzir a Deus. Morreu segundo a carne, mas voltou à vida pelo Espírito. Foi por este Espírito que Ele foi pregar aos espíritos que estavam na prisão da morte e tinham sido outrora rebeldes, quando, nos dias de Noé, Deus esperava com paciência, enquanto se construía a arca, na qual poucas pessoas, oito apenas, se salvaram através da água. Esta água é figura do Baptismo que agora vos salva, que não é uma purificação da imundície corporal, mas o compromisso para com Deus de uma boa consciência; ele vos salva pela ressurreição de Jesus Cristo, que subiu ao Céu e está à direita de Deus, tendo sob o seu domínio os Anjos, as Dominações e as Potestades.

 

Da Bíblia Sagrada

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Passatempo de fim de semana

por José Mendonça da Cruz, em 21.02.15

... e agora, para preencher algum tempo livre do tempo livre do fim de semana, um exercício humorístico: ler isto e isto à luz do acordo conseguido ontem para a Grécia, avaliando se se tratou de megalomania, mitomania, falta de noção das realidades e da relevância própria, ausência de noção do ridículo, ou palermice pura. Também admite respostas compostas.

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Cada vez mais...

por Vasco Lobo Xavier, em 20.02.15

...me convenço de que António Costa não faz a mais pequena ideia de às quantas anda.

É preciso não ter a mais pequena noção do que se está a passar para se dizerem enormidades deste calibre...

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A Grécia e o grau zero da informação

por José Mendonça da Cruz, em 20.02.15

 

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Jeroen Dijsselbloem, Christine Lagarde, Pierre Moscovici -para Sic e TVi o que eles tinham a dizer sobre o acordo com a Grécia não tinha interesse nenhum

 

Finda a negociação decisiva decorrida hoje em Bruxelas sobre o futuro da Grécia e as pretensões do seu governo, eis, em resumo, o acordo provisório e condicional a que se chegou:

- ao contrário do que Tsipras anunciara, a Grécia compromete-se a pagar tudo o que deve e nos prazos em que deve pagar;

- ao contrário da pretensão do Syriza de uma extensão incondicional do empréstimo por 6 meses, o governo do Syryza tem uma extensão de 4 meses do empréstimo condicionada a uma carta que a Grécia entregará até 2ª feira, dizendo que reformas se compromete a fazer;

- em resposta ao desejo da Grécia de não negociar com a troika, foi concedido à Grécia negociar, em vez disso, com os três membros da mesma, ou seja, a União Europeia, o BCE e o FMI;

- a Grécia não será tratada como «uma colónia», como Tsipras pedira; será tratada em termos de paridade com qualquer outro país assistido, e tem até fim de Abril para acordar com a missão tripartida de UE, BCE e FMI num programa para a continuação da assistência e socorro internacional;

- todos os compromissos reiterados pela Grécia perante a missão tripartida (a que nunca mais se chamará troika) não serão vistos como disposições de algum memorando de entendimento (que é na realidade, uma carta de intenções); serão antes considerados como conteúdos de uma carta de intenções;

- entretanto, a Grécia, que quer socorro mas não queria compromissos, assume o compromisso de não tomar unilateralmente medidas que afectem negativamente o seu orçamento, embora possa tomar medidas cujos efeitos sejam orçamentalmente neutros (após demonstrar às três entidades -- a que agora não se chama troika -- que essas medidas são de facto neutras em termos orçamentais).

E, agora, perguntem-se que monumental incompetência, ou que mediocridade ululante, ou que nojo à informação, ou que vontade desbragada de omitir e enganar, terão levado Sic e TVi a dar voz às impressões vagas dos seus correspondentes em Bruxelas, abstendo-se de transmitir em directo a conferência de imprensa em que estiveram presentes, falaram e responderam a perguntas o presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, a presidente do FMI, Christine Lagarde, e o comissário europeu para a economia, Pierre Moscovici. Por que razão -- ao contrário de todos os canais internacionais de informação séria, ingleses, franceses, italianos, americanos, árabes -- as televisões portuguesas ignoraram e omitiram a conferência de imprensa onde estava a ser divulgada informação importante e nova, em favor de comentários em estúdio ou de uns debates que farão a desoras. Os nossos media, parece-me a mim, não informam apenas mal e manipulativamente; impedem, ocultam, omitem, barram pura e simplesmente a informação.

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Basicamente, o governo Grego pode agora chegar à Grécia e dizer aos gregos que vai ser tudo uma maravilha. Pobres gregos. Já vimos o filme com Sócrates.

 

Os gregos, no entanto, continuam a ser considerados por muitos europeus uns pedintes desgraçados, continuam com a austeridade em casa, sob vigilância, manietados e sem independência para tomar medidas, e não vão cumprir o prometido ingenuamente nas eleições. Continuam sob resgate e têm 48 horas para apresentarem medidas a sério.

 

No fundo, era o que o PS, o PCP, o Bloco e os 32 e pico queriam para Portugal.

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Que dirão António Costa e Ferro Rodrigues?

por João Távora, em 20.02.15

Irónico como o 1 ministro socialista Manuel Valls decretou "ditadura" à moda do nosso séc. XIX para fazer passar um pacote legislativo laboral (neo-liberal?) sem a consulta ao parlamento francês.

 

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Um anúncio ao SNS (e à boa gestão)

por José Mendonça da Cruz, em 20.02.15

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O Hospital de Cascais é um centro de excelência. O Hospital de Cascais, a cujos serviços já recorri, para mim e para familiares maiores e menores, em situações de urgência ou correntes, é um elogio vivo ao Serviço Nacional de Saúde. O Hospital de Cascais, parceria público-privada, é um elogio vivo às parcerias público-privadas feitas segundo critérios de serviço e razão, e não de saque de dinheiros públicos. O Hospital de Cascais é bonito, limpo, tem um atendimento sereno, simpático e profissional (desde a recepção, ao GNR de serviço, ao pessoal da segurança, ao pessoal médico e de enfermagem), e serviços rápidos e cuidadosos (o tempo de espera para uma urgência grave é zero minutos; para uma urgência média, 4 minutos). O Hospital de Cascais é um elogio vivo à boa gestão e um descanso para os utentes.

Ora, eu não quero de forma alguma contrariar a campanha que corre nos media contra o ministro da saúde e o governo, e que, invariavelmente, culpa «a austeridade» e pede que se despeje mais dinheiro nos problemas. Mas ocorre-me perguntar por que razão nunca é feita a comparação entre os estabelecimentos que funcionam bem e muito bem e os que funcionam mal e muito mal. Por que razão nunca se questiona a competência das equipas de gestão e do pessoal, e em vez disso se pede mais pessoal e mais dinheiro? Por que razão é persistentemente esquecido o director do hospital de São João, António Ferreira, que afirmou há um ano que poderia dispensar 1000 funcionários do hospital, se tivesse liberdade para gerir racionalmente; e que diz repetidas vezes que no SNS se pode fazer muito melhor com muito menos dinheiro? Será só porque a estupidez rende mais nas campanhas pró-socialistas?

Há anos, alguém a quem competia a certificação de determinado hospital contou-me que determinado serviço se vangloriara de conseguir realizar duas operações à anca diárias. Duas! Esse alguém familiarizado com outras realidades médicas, dizia-me, a propósito, qual era a média diária de operações à anca por determinada equipa de determinado hospital inglês: quinze! Calculo que, caso esse hospital fosse português, e visto a eficácia ser manifesta, a sua administração seria acusada de exploração do médico pelo homem.

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Do futebol ao outro lado do Mediterrâneo

por João-Afonso Machado, em 20.02.15

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Coisa de 500 vândalos (holandeses?), adeptos do Feyenoord, puseram ontem o centro de Roma a saque. Facto não inédito com outros clubes, em outras cidades. Em outras cidades fora da Europa? Quase não. Este o dado mais importante do problema.

Haja clareza: o nosso continente debate-se com uma vaga imensa de violência. Isto é: a agressividade ganhou as eleições. E a criminalidade campeia, a maioria o diz, e bem.

Tudo aponta a ausência de afectividade, dirão menos, mas sem menos razão. E é nas lacunas de pais e mães que se percebem outros refúgios de fidelidade. Outras deificações. In casu, as variadas cores das equipas de futebol. A "Consagração" é uma esfera mutilada de cautchu.

Mas há ainda outra vertente. A da força dos genes. Ou das raizes à superfície que, oriundas da esfera islâmica, medram mal na Europa. Com resultados sobejamente conhecidos. A violência grassa no nosso Continente, isso é incontornável, e propaga-se da forma mais inteligente.

Não será tanto um problema de polícia. Escolha-se lá a melhor solução, mas, além dos imediatos - as centenas de naufragos e mortes - há males terriveis nestas marés de fugitivos que atravessam o Mediterrâneo de sul para norte. Sobretudo quando, desiludidos, os sobreviventes de tais epopeias regressam às suas origens.

 

 

 

 

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Há uma solução bem simples:

por Vasco Lobo Xavier, em 20.02.15

Se o PS, o PCP e o Bloco querem atrelar Portugal à Grécia têm uma solução bem simples e de que muito gostam: o referendo.

 A pergunta poderia ser esta: «querem os portugueses voltar a ter um salário mínimo inferior a 500 euros para que os gregos voltem a ter um salário mínimo superior a 700 eypos?»

 

 

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Sem palavras:

por Vasco Lobo Xavier, em 20.02.15

Catarina Martins na AR: «(...) o assalto à esquadra foi perpetuado (...)»

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E eles ainda não viram...

por Vasco Lobo Xavier, em 19.02.15

... a do António Costa...

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 A título de serviço público, aqui ficam traduzidas as declarações de Jean Claude Juncker, ontem, na 505ª sessão plenária da Comissão Económica e Social:

«Nem tudo aquilo a que se chama política de austeridade é necessariamente política de austeridade. Porque muitas vezes essas políticas de austeridade acabam por ser excessivas, vimos isso nos chamados “países-programa”. Não gosto da expressão porque continuam a ser países, apenas com mais problemas do que outros.

Estamos a assistir a diversas coisas. Antes da campanha eleitoral, critiquei a troika, não por querer necessariamente fazê-lo, pois penso que o BCE, o FMI e a Comissão devem fazer parte da estrutura, mas porque estava a considerar a forma como funciona e a sua legitimidade democrática.

Quando chegar o momento, ela terá que ser revista. Nada direi sobre a Grécia, hoje, porque estou envolvido em conversações e negociações. Falámos muito da Grécia na Comissão, durante horas, mas, na comissão anterior não falámos nada dela, porque confiávamos cegamente na troika.

Eles (a troika) sempre disseram que não foram confrontados por políticos, mas sim por funcionários. Não quero criticá-los, mas não se pode dizer que um ministro seja um funcionário. Temos que os colocar na esfera da Comissão ou sob a autoridade do presidente do Eurogrupo. Pecámos contra a dignidade das pessoas na Grécia, em Portugal e por vezes na Irlanda. Eu era presidente do Eurogrupo, pelo que pode parecer estupidez dizer isto, mas precisamos de tirar lições do passado e não repetir os mesmos erros. Claro que isso significa que se mantém a necessidade de consolidar as finanças públicas. Não podemos viver a depender das gerações futuras – tudo isso depende das nossas acções. Há necessidade de reformas estruturais que aumentem o potencial de crescimento da Europa, mas chamar a algo uma reforma estrutural não significa que ela seja digna desse nome. Mete-se tudo a monte na (expressão) reforma estrutural. Temos que definir exactamente de que reformas estruturais estamos a falar.

George, como disse, «as pessoas da Europa apelam a nós», ora bem, as pessoas apelam a nós, mas não dizem todas a mesma coisa. Esse é o problema.

Sinto-me próximo do povo grego, tão desafortunado. Mas se falar do mesmo assunto na Holanda, na Áustria ou na Alemanha, as pessoas vão dizer coisas muito diferentes… se vou à Eslováquia, a Chipre ou a Malta, onde o salário mínimo é mais baixo do que o da Grécia, então tenho que ouvir uma mensagem diferente. Temos, por isso, que ouvir todos os povos sem distinção, e tentar pôr inteligência no desenvolvimento das políticas adequadas.»

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E porque não se demite?

por Vasco Mina, em 19.02.15

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"Troika pecou contra a dignidade de portugueses, gregos e irlandeses"

 

Este senhor foi Presidente do Eurogrupo e agora, que é Presidente da Comissão Europeia, arrepende-se do que fez. Tarde demais! Também tardiamente se terá arrependido do escândalo dos benefícios fiscais concedidos a 300 multinacionais ( o “Lux Leaks”) enquanto PM do Luxemburgo. Não será arrependimento a mais? Que mais arrependimentos assistiremos no futuro? Não terá chegado a hora de, dignamente, se demitir?

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BPI, BFA e Santoro que futuro?

por Maria Teixeira Alves, em 18.02.15

Vamos cá pensar na lógica desta OPA do Caixabank ao BPI e da relação que essa operação tem com o excesso de exposição do BPI a Angola desde que os investimentos naquele país passaram a ser ponderados pelo risco a 100 por cento e não a 20% como era antes da decisão do BCE. Esta decisão regulatória, que resulta do facto de o BCE ter retirado aos bancos angolanos o estatuto de equiparado a banco europeu, abriu no BPI uma fenda no capital de mais de três mil milhões de euros.  Isto porquê? Porque cada banco só pode ter 25% do capital em risco para cada devedor. Ora com o ponderador do risco em Angola a disparar o BPI terá de reforçar o capital ou reduzir a exposição a Angola. 

Quanto é que o BPI precisa de capital a mais para manter a maioria do BFA, e continuar a consolidar integralmente? Precisa de aproximadamente 12 mil milhões de euros. Ora a integração do Novo Banco dá-lhe o quê? Mais ou menos 5,5 mil milhões, porque são os 4,9 mil milhões, mais os impostos diferidos de cerca de 600 milhões. Mais coisa, menos coisa, pois que ainda poderão haver outras pequenas operações de libertação de capital no Novo Banco.

Ou seja, a compra do Novo Banco não chega per si para resolver o gap de capital provocado pelo excesso de riscos angolanos. O BPI terá de reduzir a participação no BFA para uma posição inferior a 50%, para deixar de consolidar integramente e passar a consolidar por equivalência patrimonial (linha a linha e não todos os activos e passivos). Em alternativa poderá vender dívida pública angolana (3,8 mil milhões é o que tem), mas nesta altura quem é que quer comprar essa dívida?

Serve isto para dizer que em troca de Isabel dos Santos (Santoro) votar a favor da desblindagem no BPI (e eventualmente vender acções na OPA) o banco de Fernando Ulrich "dá-lhe" uma fatia do BFA. É o que parece decorrer daqui.

Se o La Caixa tiver sucesso na OPA ao BPI, terá de haver dois aumentos de capital, um logo no La Caixa e outro no BPI para este comprar o Novo Banco. 

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Agora o Governo do Syriza diz que vai afinal pedir a extensão do empréstimo mas não do programa da troika. A Grécia "não se deixa chantagear com ultimatos”, dizia o primeiro ministro grego. Tsipras recusou um prolongamento do programa de assistência financeira à Grécia. Mas o  Schäuble foi contundente: “Enquanto o Governo grego não quiser nenhum programa, não preciso de pensar em opções”.

Isto quem manda é quem tem o dinheiro. 

Mais um bocado e o Syriza mantém a irreverência apenas para o uso da gravata

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Miguel Sousa Tavares:

por Vasco Lobo Xavier, em 17.02.15

Com tantos malabarismos que certos comentadores se vêem obrigados a fazer para sustentar as suas opiniões, a caça é fácil e é só esperar e deixá-los pousar.

 

Cito Miguel Sousa Tavares, no Expresso: «Mas não foi o Syriza que conduziu a Grécia à ruína, (…); e não foi o Syriza que, depois de ter arruinado o país, chamou a troika e lhe pediu montes de dinheiro emprestado (…)». Pois não, e aqui em Portugal? Terá sido o PSD ou o CDS quem conduziu o país à ruína? Ou terá sido antes Sócrates e os desvarios dos governos socialistas que MST tanto defende? Esquece-se MST de que foi Sócrates quem negociou com a troika? Escondendo misérias do seu desgoverno, dívida escondida? E que anunciou a vinda da troika como fruto de uma negociação de sucesso?

 

E, caro MST: em Portugal foram o PSD e o CDS quem chamou a troika e lhe pediu montes de dinheiro, ou foi antes o PS de Sócrates quando não havia cheta nos cofres e ninguém nos emprestava dinheiro?

 

MST ainda escreve coisas do tipo «o Governo do Syriza não propôs nada de radical, nada do género “não pagamos e ponto final”». Não vou discutir agora essa opinião, que tem muito de discutível, mas isso foi exactamente o que propôs aquele deputado do PS em Castelo de Paiva, o que imaginava que os alemães ficavam com “as perninhas a tremer”, e que agora MST parece querer ver no futuro Governo PS.

 

MST considera também que o Syriza está a tentar resolver os problemas que os antecessores lhes deixaram em herança e que não tem nada a ver com eles?

Pois é exactamente o que o PSD e o CDS têm estado a fazer nestes últimos três anos. E com muito maior sucesso e sendo respeitado pelos parceiros europeus. Pela honra dos portugueses perante os seus compromissos.

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Portugal não é a Grécia:

por Vasco Lobo Xavier, em 17.02.15

Mas é preciso que os portugueses estejam conscientes de que se o país tivesse seguido o que a oposição tem defendido nos últimos anos, com o PS à cabeça, bem como o que uma colecção de escritores de cartas e manifestos apregoa, para não falar de um conjunto de comentadores e jornalistas, nós estaríamos como os gregos. É preciso ter isto bem presente.

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A cada retorno

por João-Afonso Machado, em 17.02.15

MONUMENTO, CASA DA MÚSICA.JPG

Os anos trazem, os anos levam. Ao longo de todas as horas de todos os dias de todos os meses. E da pose sonsa, aparentemente sempre igual, da cidade, no silêncio traiçoeiro do Tempo a caminhá-la, ora para perto, ora para longe. Como se o regresso fosse o momento esporádico do reencontro com tudo no seu lugar tantas vezes já ausente. Como se não houvesse o chegar da partida nem o construir da ruína. Ou vozes, por toda a parte vozes, idas ou vivas, todas presentes como o prolongado estar das árvores e das pedras.

Três voltas do planeta depois, a cidade. As memórias parando e arrancando nos semáforos, esquinas delas, ângulos tão dificilmente rectos, alinhados, na indisciplina dos sentidos e na percepção das estações - sobra inverno onde não se vislumbram os comboios e os eléctricos...

Onde estão vocês, encontros diários de outrora, lojinhas de balcão sonolento? Definitivamente na fantasmagoria?

 

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Honi soit qui mal y pense

por Maria Teixeira Alves, em 17.02.15

Li este título: António Costa quer devolver carnaval aos portugueses

De repente assustei-me. 

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Corta-fitas

Inaugurações, implosões, panegíricos e vitupérios.

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