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António Costa...

por João Távora, em 24.01.15

... já esfrega as mãozinhas papudas a fazer as contas a quantas PPPs dão os milhões de Draghi.

Mikael Baptista, um exemplo!

por José Mendonça da Cruz, em 24.01.15

Mikael Baptista era um jihadista luso-descendente, e foi combater com o estado islâmico e morreu. Mikael Baptista é um exemplo a seguir. Todos os jihadistas dos países europeus deviam ir combater pelo estado islâmico, lá, e não nos países que os acolheram. Aliás, eu nem compreendo o secretário-geral da ONU que há semanas se lamentava de que há muitos milhares de europeus a combater com o estado islâmico. É lá que devem estar, no Iraque e na Síria, como o Mikael Baptista, à sombra dos A-10 americanos e em frente dos canhões curdos.

O Syriza e o nosso cinismo

por João Távora, em 24.01.15

syriza1.png

Anda por aí uma tão insólita quanto unânime satisfação com a perspectiva da vitória do Syriza, um partido com raízes comunistas, maoistas e trotskistas, amanhã nas eleições na Grécia. Se para uns quantos isso se justifica porque acreditam genuinamente que a riqueza e a felicidade se criam por decreto, para a maioria trata-se afinal de um sado-maquiavélico anseio, que antevê tornar-se a previsível tragédia num pedagógico castigo que descredibilize os demagogos e desmascare definitivamente os extremistas que, como os jihadistas, anseiam destruir o sistema democrático e liberal. Nada mais errado e ingénuo pois eles brotarão sempre com novos nomes e fisionomias por entre as pedras. Pela solidariedade cristã que merecem os nossos sacrificados irmãos gregos, eu não pactuo com o entusiástico coro que vê a Grécia como o cordeiro a imolar para nossa salvação: acontece que em muitos aspectos da vida não é necessária a experiência para reconhecer os erros – principalmente aqueles que nos ameaçam com ferimentos irreversíveis. Que é o que nos prenunciam as agendas dos extremismos políticos, que nenhum povo merece experimentar, sejam venezuelanos, portugueses ou gregos. De resto receie-se o pior, pois a Grécia vem-se revelando a mais acabada prova da validade da Lei de Murphy: "Se alguma coisa puder correr mal, correrá mal."

Filhos de pais incógnitos

por João-Afonso Machado, em 23.01.15

À quarta ainda não foi de vez. Mesmo sendo irritante o discurso da heroicidade, há a dizer umas quantas crianças mais foram poupadas. Assim a quinta e a sexta tentativa, e as sequentes, falhassem também, mas tal não sucederá. Com a vitória certa da Esquerda nas Legislativas deste ano a alteração legislativa da adopção por casais gay é uma certeza. - Oh mãe, o pai tem mamas! - Ou - Oh pai, a mãe tem barba!

O que alimenta o motor PS nestas mudanças da rota da natureza pertence a um domínio que não cabe em tão curto espaço. Importante será, acima de tudo, pensar no "supremo interesse dos menores". Em relação ao qual urge desmontar o argumento dos males provenientes da violência familiar; e é imperioso estudar - deixando o tempo correr - o comportamento e a estabilidade nos casamentos homossexuais.

Daí a pergunta de sempre, sempre tentando manter um posicionamento fora das convicções pessoais - porquê tanta pressa? Porquê esta vontade de uma mundividência laboratorial?

Olhando para trás, já se vêem os degraus da escada subida: o casamento entre pessoas do mesmo sexo, a co-adopção, a plena adopção, enfim. Em nome de quê?

O casamento é um contrato, civilmente falando. Querem-no entre pessoas do mesmo sexo? Fiquem lá com a imagem do postiço ridículo, por muito que um certo provincianismo diga sim e vá comentar e gozar depois, nos fins de tarde à mesa do café. Algo a que todos os dias se assiste... 

Já brincar com seres indefesos merece nos empenhemos contra. Há hipocrisia nas palavras da lésbica que ensaiou um bébé dentro de si num hospital qualquer e agora quer um pai mulher para preencher o seu BI. Devia antes preocupar-se com os filhos de pais incógnitos. Estes sim, trazem consigo o estigma de uma filiação incompleta e ávida da sua plenitude. E as suas mães, se procuram os pais, seguramente não o fazem a pensar em si ou nos seus cãezinhos de estimação...

O Costa da ruína

por José Mendonça da Cruz, em 22.01.15

A acrisolada paixão socialista da TVi e da Sic (ajudada pela incompreensível ausência de política de comunicação do Governo) entregou a António Costa o pedestal para comentar as medidas hoje anunciadas por Mario Draghi. Assente no parágrafo que sobra do ideário socialista (art. único - Gastar. Parágrafo único - se em proveito próprio, melhor) Costa vislumbrou no anúncio uma contradição da política do governo.

Ora, que Costa é o cavalo certo para quem queira outra bancarrota, já sabíamos. Que é um proeminentíssimo expoente da mediocridade política nacional, ficou confirmado mais uma vez. Que é surdo, ou cego, ou tem défice de atenção, ficamos a saber agora pela forma como ignorou todo o resto do discurso de Draghi, nomeadamente quando este diz que o dinheiro não é para os Estados estoirarem.

Ironias do destino

por João Távora, em 22.01.15

O que as esquerdas libertárias - que ainda hoje nos ”assombram nas universidades e nos media” - na sua inconfessável simpatia pelos métodos bélicos contra a “ordem democrática e liberal” não esperavam, é que essa metodologia fosse herdada por uma agenda de teor religioso, o chamado “fundamentalismo islâmico”. Essa ironia ajuda a explicar, quanto a mim, a ambiguidade do seu posicionamento face à ameaça do terrorismo e a maquiavélica prioridade dada ao combate à “islamofobia”.

A ler aqui este artigo de Rui Ramos: "Quando os meios justificam os fins: a esquerda radical perante a jihad".

À distância?

por João-Afonso Machado, em 22.01.15

Entre a comédia e a tragédia possivelmente  os portugueses passam adiante e nem olham para a sua equivalente Grécia. Mesmo no avizinhar da suas eleições.

O panorama é mais ou menos este: o Syriza (recorde-se - o acrónimo da Coligação da Esquerda Radical), com um score eleitoral em 2013 de 26,8%, apresenta-se como o virtual vencedor no próximo escrutínio. Sem maioria absoluta e contra o putativo segundo lugar (o Nova Democracia, do assim chamado "centro-direita"), enquanto a medalha de bronze dizem caber aos "neo-nazis" da Aurora Dourada.

E agora?

Marine Le Pen já se pronunciou, agradada com a vitória do Syriza. O retorno ao dracma está na ordem do dia. É certo, a Grécia vive sob medo e muitos não se atrevem a exprimir o seu pensamento; as ruas foram tomadas pela violência, um palco exposto de supostos anarquistas. Tudo pode acontecer.

Encurtando razões: aliança Syriza/Nova Democracia? Ou aliança extrema-esquerda/extrema-direita? Ou o quê?

À distância, a situação pode merecer as delícias dos politologos. Até de todos - a novidade é sempre uma boa fonte de aprendizagem, assim produza frutos. Mas a distância deve ser encurtada pela própria realidade portuguesa. Principalmente pensando que a Espanha distancia muito pouco, o lugar imaginário de uma fronteira.

 

 

Pois, talvez seja melhor calarmo-nos...

por João Távora, em 22.01.15

Cristo.jpg

 

Hoje é dia de pensar nas crianças

por Maria Teixeira Alves, em 22.01.15

Hoje é dia de pensar no supremo interesse das crianças. As modas podem mudar mas só há filhos porque há pai e mãe. Essa realidade é imutável porque é a única verdadeira. Os filhos adoptados são crianças iguais às outras. Merecem ter direito ao mesmo. É nelas que se tem de pensar. Dar a cada criança um pai e uma mãe. Amar uma criança é querer isso para ela, não é querer tê-la sob a alçada custe o que custar. Tudo o resto são campanhas mais ou menos políticas e nada mais do que isso.

O PSD tem de ser responsável.

Tenho dito e aguardo o espírito Charlie que tantos apregoam para respeitar as opiniões divergentes. Elas são muito mais do que se pode pensar. A opinião da moda só domina nos jornais.

Um homem de causas: A adopção homossexual

por Vasco Mina, em 22.01.15

Antonio Costa.jpg

Pergunte-se a António Costa qual a sua estratégia para reduzir a dívida pública, aumentar o investimento, controlar o défice, reduzir o desemprego, baixar os impostos e apenas responde que será diferente daquilo que faz o atual Governo. Até sobre a tão proclamada descentralização apenas consegue dizer soundbytes e já tem as suas tropas a questionar o pouco que já disse sobre a matéria. Mas tudo isto é exagero dos críticos pois, hoje mesmo, o Secretário Geral do PS vai demonstrar que é um homem de causas que tem ideias claras para o País e proposta concretas para os portugueses: a defesa da plena adopção homossexual! O PS votou favoravelmente o casamento homossexual mas ressalvando que tal não incluiria adopção. Mas agora com Costa a liderar há que ser diferente e por isso é hora de avançar com esta causa mesmo se tal nunca tenha sido apresentado em qualquer proposta eleitoral e mesmo indo contra a opinião de pessoas profundamente conhecedoras da realidade da adopção como seja o caso de Luis Villas-Boas que volta a considerar que é “um atentado ao direito das crianças”. Temos finalmente Costa!

É a política, estúpida!

por José Mendonça da Cruz, em 21.01.15

Às vezes fazia bem à economia perceber um bocadinho mais de política. Dessa maneira, em vez de preocupada, exultaria com a provável vitória da extrema-esquerda do Syriza. Nada como uns abanões a tempo e fora da nossa casa (e vá, indignem-se lá!).

... com o gato de fora

por José Mendonça da Cruz, em 21.01.15

A coisa dos Verdes disse hoje no Parlamento, criticando o CDS, o qual está contra a adopção plena por homossexuais, que «os senhores não conseguem ultrapassar o preconceito e dar o passo seguinte, que são as crianças». O que é uma maneira de dizer (a estupidez sempre nos traz inesperadas recompensas) que as crianças não são a preocupação da esquerda.

Paivantes

por João Távora, em 21.01.15
 
Eu se apanho algum paivante, Pum! Pum!
Faço-o logo em mil pedaços, Pum! Pum!
Fica em estilhaços no meio do chão…

 

Se paivante é na gíria um sinónimo de cigarro, esse era também o nome depreciativo dado pelos revolucionários aos monárquicos que, inconformados com o golpe de 5 de Outubro, decidiram seguir Paiva Couceiro, o carismático militar que se veio a afirmar como líder da resistência monárquica no projecto político-militar restauracionista. Desse combate apenas viria a desistir aos 76 anos quando o Estado Novo o condenou ao último de vários exílios. Esta é uma canção satírica de cariz político republicano, intitulada “Republicana”, gravada entre 1911 e 1914 em Lisboa para a editora alemã Odeon.

 

Publicado originalmente aqui 

Assim na terra como no céu?

por José Mendonça da Cruz, em 21.01.15

Fiquei preocupado com Jesus Cristo, desmentido pelo seu representante na terra, que explicou que dar a outra face não é próprio da condição humana, que bom é dar um murro na outra cara. Acho que vou rezar um Pai Nosso.

Fiquei preocupado com duas amigas minhas, 3ª e 4ª de 18 filhos, porque o Papa chamou ontem aos pais delas coelhos. Acho que vou telefonar-lhes e à mãe, uma querida senhora ainda viva.

Fiquei preocupado com os fabricantes de preservativos, porque, contra a lógica, a autorização ainda não foi desta. Mas acho que vou comprar acções das empresas porque a autorização não tarda.

Fiquei preocupado com os autores do Cristo mergulhado em urina e de outras palermices ofensivas, por o Papa ter dito que era compreensível dar-lhes umas Kalashnikovadas para aprenderem. Acho que vou comprar arte moderna; com tantas mortes o valor entrará por certo em alta.

Fiquei preocupado com a brutal erupção que senti de saudades de Bento XVI. Tenho que controlar as emoções, é o que eu acho.

Queremos os mesmos direitos do Velho

por João-Afonso Machado, em 20.01.15

ORA BOLAS!.jpg

Uma coisa sabemos não poder dizer: o Velho pisou a bandeira da sua República numa estadia em Inglaterra. Refira-se, já agora, podemos dizer que o Velho correu mundo à nossa custa apenas porque o pudor ou a vergonha nunca atrapalharam o pensamento comicieiro e a sua vida não foi muito mais do que isso. Aqui ou em outros quaisquer pitorescos lugares. E continua a ser, nesta sua constante arenga escrita.

Igualmente ignoramos se Cavaco Silva foi - ou é - um «salazarista convicto». Quantos salazaristas convictos não se converteram ao credo democrático e andam ainda por aí, todos pimpões? Que nos importa isso, quatro décadas depois? O Velho - é necessária esta linguagem codificada, para evitar o abuso de liberdade de expressão - nada desconhece, em nada se lhe tolda a consciência e as ideias. Nem mesmo quando alude ao Chefe de Estado da sua República. É manifestamente com intuitos insultuosos que escreve o que escreve sob o manto desculpante da idade. Enquanto os seus apaniguados se mantém debaixo do capote do "politicamente correcto" e o deixam debitar ataques pessoais reles de tão mal intencionados.

Não vem a propósito, mas Ricardo Costa comentou no Expresso que Mário Soares foi o político mais importante da segunda metade do século XX. Tem toda a razão. E se tivesse dito que a marca identificativa desse tempo e do actual é a corrupção continuava ainda a ter a razão toda.

(Escrito desta maneira, talvez não me aconteça o azar daquela estudante na Aula Magna da Universidade de Lisboa, quando interpelou o Velho sobre as pisadelas na bandeira...).

 

 

Por onde anda o Duarte...

por João Távora, em 20.01.15

Ontem estava na cerimónia de atribuição dos prémios aos “Os 10 Restaurantes e 10 Chefes Preferidos do Mesa Marcada 2014", no Wine & Gin bar Vestigius, em Lisboa. Saiba tudo aqui.

 

Vejo que depois da notícia do Wall Street Journal que dá conta que os portugueses José Luís Arnaut e António Esteves intervieram de forma decisiva para desbloquear empréstimos e investimentos da Goldman Sachs ao BES em vésperas do colapso do banco, ficou tudo muito entusiasmado. Como se tivessem finalmente apanhado um do PSD a prevaricar. Ora não há aqui nenhuma prevaricação política. Se alguma coisa fez José Luís Arnaut foi dar maus conselhos à Goldman Sachs. Agora cabe ao banco norte-americano lidar com esse assunto.

Repare-se a história é esta:

A Goldman Sachs tornou-se accionista relevante do BES e emprestou 835 milhões de dólares (681 milhões de euros à data) ao banco português, quando já nenhum banco o fazia, ou seja, em Junho.

Já no meu livro O Fim da Era Espírito Santo eu referia a intervenção do Goldman Sachs por intermédio do seu gestor português, José Luís Arnaut: «Mas surgira também o norte-americano Goldman Sachs, certamente por ter como consultor José Luís Arnaut e este ter sido convencido a estudar a compra de uma participação significativa no BES. O banco norte-americano chegara a ter 2,27% do capital social do BES, depois de ter comprado a 15 de Julho acções do banco, para mais de 127,6 milhões. Por sorte conseguiram vender essas acções antes da derrocada de dia 31 de Julho…» e ainda: «Mas porque raio haveria o banco de investimento Goldman Sachs de querer comprar uma fatia do Banco Espírito Santo? Isso era deveras intrigante. Mas rapidamente surgiu à ideia a razão, Mas rapidamente surgiu à ideia, seria mais uma vez um espírito de missão de ajudar o país? Diz-se que o estudara porque fora feito um convite ao advogado e político José Luís Arnaut que é consultor do banco norte-americano. Se era mesmo assim ou não, não se consegue desvendar. No dia 1 de Setembro chegara, uma notícia por intermédio do Wall Street Journal. No dia 3 de Julho, quando o banco de Ricardo Salgado já não se conseguia financiar no mercado através dos meios normais e cada vez mais perto do colapso, quando os mercados já se fechavam para os títulos de dívida do banco, e se estava a esgotar o limite de financiamento junto do BCE, o BES encontrou um aliado em Wall Street, o Goldman Sachs emprestou 835 milhões de dólares (635,6 milhões de euros) ao BES, através de um veículo especial criado no Luxemburgo, a Oak Finance, para que o banco financiasse a construção de uma refinaria na Venezuela. Um lema parecia estar sempre pendurado na porta do BES: ajuda-me tu que eu te ajudarei. O BES financiava a construção de uma refinaria da Venezuela, e entidades ligadas à Petróleos da Venezuela compraram papel comercial da ES International no valor de 267,2 milhões de euros». 
José Luís Arnaut foi nomeado membro do comité de aconselhamento internacional da Goldman Sachs pouco tempo antes do colapso do BES, no início de 2014, "por causa da sua grande agenda de contactos", diz o WSJ. "Estabeleceu contactos com Ricardo Salgado" e "ofereceu a ajuda da Goldman para conseguir dinheiro emprestado". Já António Esteves, o português sócio da Goldman Sachs, reuniu uma equipa em Londres para "criar uma estrutura complicada para obter o empréstimo", escreve o jornal.

What´s the big deal? Ora se estão descontentes só têm uma solução: despeçam o advogado português. Fim da história. Se foi um mau conselheiro cabe ao banco norte-americano despedi-lo. 

 A Goldman Sachs e Banco de Portugal estão agora em conflito por este empréstimo ter sido transferido, no final do ano passado, para o "banco mau". Se a culpa é de José Luís Arnaut quem tem de lidar com isso é a Goldman Sachs. 

Mas o banco norte-americano não está propriamente isento de pecado. Reparem, a Goldman Sachs criou uma sociedade veículo, a Oak Finance, para estabelecer o financiamento ao BES. A Oak Finance terá sido usada para financiar um projecto na Venezuela de forma encapotada. Esse seria o interesse da Goldman Sachs: ganhar negócios da Venezuela com pele de BES. 

Aqui é que reside o busílis da questão. O importante é o esquema descrito aqui. O resto são detalhes sem importância. 

Que país este!

por Maria Teixeira Alves, em 19.01.15

A PT sob a presidência de Zeinal Bava e pelas mãos de Rui Pedro Soares tentou comprar ou ter uma participação importante na TVI. Depois de uma guerra mediática entre Manuela Moura Guedes e José Sócrates.

O então presidente da comissão executiva da PT chegou a garantir na comissão de inquérito que o interesse na compra de uma participação minoritária na Media Capital era «estritamente empresarial».

Em 2010 Zeinal Bava dizia que Rui Pedro Soares entrou no negócio PT/TVI porque era o administrador «mais à mão» no dia 19 de Junho à entrada para uma reunião com a Prisa.

A Controlinveste foi a senhora que se seguiu. Os bancos (incluindo o BES) converteram créditos em capital. Logo a gestão dos jornais e da empresa sofreram alterações. O que até podia ser normal. O advogado que é o chairman da empresa é por coincidência o advogado de Sócrates, de Ricardo Salgado, entre outras. Agora surge a notícia que o Director do JN foi escolhido por Sócrates e concretizado pelo presidente da Controlinveste diz o Correio da Manhã.

Mas havia mais lugares no grupo Controlinveste em que houve tentativas de sugerir nomes dos quais não vou falar aqui porque ainda não foram notícia.

O BES financiou a compra de jornais, deu empréstimos sem qualquer racionalidade económica. Eu se for pedir 5 milhões para comprar uma casa que vale um milhão a mim ninguém me dá, mas a imprensa é uma área especial. 

Os jornalistas muito independentes e irreverentes começaram a ser mal vistos, quando não mesmo afastados. 

Não se sabe por que milagre, mas talvez este Governo, ou a troika também, tenham alguma coisa a ver com isso, mas de repente esse mundo começou a ruir. Ainda não acabou totalmente a queda, mas está nesse caminho.

Zeinal Bava já não está. Ricardo Salgado já não está. Os aliados de Ricardo Salgado no BES já não estão. Sócrates está preso. E as notícias e as escutas começam a trazer à luz do dia as ligações perigosas que estavam encapotadas. 

Este mundo era um lugar estranho. 

O mundo mudou e até às eleições ainda mudará mais. 

E vergonha na cara?

por João Távora, em 19.01.15

Um atentado à portuguesa... estranho mesmo é que a preocupação da jornalista do Diário de Notícas Fernanda Câncio se fixe  na ameaça que à laicidade do Estado Português por parte da Igreja Católica

 

Fanatismo (à portuguesa)

por João-Afonso Machado, em 18.01.15

Voltando aos fanatismos, lembro um jantar, vão lá muitos anos, em casa de um influente politico local. De resto, um excelente anfitreão e um homem da velha guarda, desses que ainda empobreceram em tais lides a que se entregavam de alma e coração. Mas de uma intransigência absoluta quanto a tudo e a todos. De modo que a galinha de cabidela do repasto foi especialmente avinagrada por uma suspeição à qual ninguém escapou e, porque também se falou da Igreja, o dono da casa, já quase em convulsão, atirou - E esse 23 também tem muito para explicar!

O "23" era o Papa João XXIII e, nem então, nem agora, está fora de polémicas a importância histórica e actual do Concílio Vaticano II.

O curioso é atacarem-no em nome de um dogmatismo que depois desrespeitam ao invectivarem assim o pobre "23". Como já também, aliás (vai-se lendo por aí...), o Papa Francisco.

O fanatismo é apenas isso. Um filho espúrio da Apologética (uma Senhora cuja presença evito, eu e os meus sentimentos religiosos que a dispensam, assim como os leitores estão absolutamente desinteressados de saber quais são eles). Um discurso sempre desrespeitador e fracturante em nome do respeito e da unidade em torno das sagradas instituições; e uma boca capaz de o propagar até aos espíritos menos serenos. Assim no universo cristão como no islamita, ou em outro qualquer.

Uma questão para depois é o discernir porque aqueles matam em nome de tão inflamados credos, enquanto estes se limitam a coleccionar decalcomanias de cruzados. Diga-se de passagem, uma questão fundamental, do ponto de vista prático dos atentados e dos que nada têm a ver com loucuras e aberrações.

 

 



Corta-fitas

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