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A ironia da História

por Maria Teixeira Alves, em 05.11.14

Quando em 2006 o BES aliado ao Estado inviabilizaram a compra da Portugal Telecom pela Sonaecom, por motivos estratégicos do BES, não se imaginava que o decurso dos acontecimentos iria levar a PT para os braços da Sonaecom oito anos depois. 

O estranho caminho que percorreu a PT nesses oito anos acabou por a deixar à venda, numa corrida desenfreada para a comprar à brasileira Oi hoje a dona dela. 

A Altice deu o tiro de partida e quer comprar a empresa que tem a Meo custe o que custar, já tem a Cabovisão e interessa-lhe muito a PT. 

Depois apareceu o Fundo Apax Partners, um fundo de private equity que faz investimentos de prazos muito longos, que está afincadamente a reunir-se com os accionistas portugueses. 

Mas a cartada final é jogada por quem há oito anos foi vencido pelas alianças de poder. A Sonaecom e a Isabel dos Santos, aliados na NOS, numa sociedade que se chama ZOPT SGPS, são os grandes concorrentes que poderão afastar os outros dois da competição. O Governo não se mete no assunto. Não é o estilo de Pedro Passos Coelho. Mas a verdade é que a proposta dos donos da NOS pode responder a esses apelos dos velhos do Restelo para uma intervenção em defesa de uma PT portuguesa. 

Resta agora saber o que diz a autoridade da concorrência

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E ações aos Responsáveis Disto Tudo?

por Vasco Mina, em 04.11.14

Tribunal já tem três pedidos para anular divisão do BES em dois

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Requiem

por João-Afonso Machado, em 04.11.14

PORRAS DE PAI BABADO.JPG

«Até missa ouvia aos domingos, coisa que nenhum cão fazia. Aninhava-se a seu lado, e ficava-se quieto a ver o padre, de saias, fazer gestos e dizer coisas que nunca pôde entender. Foi a seguir a uma cerimónia dessas que o doutor chegou à terra. Todo muito bem vestido, todo lorde. Quando viu aquele senhor beijar a rapariga, atirou-lhe uma ladradela, por descargo de consciência. E o estranho, então, olhou-o atentamente, deu um estalo com os dedos, a puxar-lhe pelos brios, e teve um comentário:

- O demónio do cachorro é bem bonito!». (Do conto Nero, in Bichos, de Miguel Torga). 

 

Cachorra. Lindíssima. Vão lá três anos de luto.

Tinha tudo: a mansidão e a obediência, o faro e a boca, uma almofada para transportar as perdizes. Além, é claro, do olhar - uma expressão onde cabia a amizade, a dedicação, a saudade, o mimo...

Três anos de luto chegam para umas palavras tardias, só agora. Palavras a fugir e a escorregarem como um desabafo, incapazes de se levantar para contarem o sucedido. Desapareceu. Ponto. Levada, suprema vergonha, por alguém.

Ficou apenas um triste, premonitório, adeus no seu último retrato. Como não o ter percebido a tempo?

 

 

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Como psicólogo, tenho encontrado consequências muito piores para  as crianças  em casais que se divorciaram do que nos tais casamentos de fachada.

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Ainda o referendo na Escócia

por João Távora, em 04.11.14

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 O IDL Instituto Amaro da Costa promove amanhã pelas 19,00hs um encontro sobre o impacto e consequências do recente referendo na Escócia que contará com a participação de David Torrance (jornalista, escritor, apresentador e produtor de televisão escocês, autor dos livros The Battle for Britain e Britain Rebooted) e de Francisco Mendes da Silva (advogado, blogger, dirigente nacional do CDS-PP, analista e comentador político). A não perder

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Expresso Diário 31 de Outubro:

2014-10-31-Livro.jpg

 

LIVRO

Obsessão de Ricardo Salgado em manter o grupo dentro da família levou ao fim do BES

 

TEXTO CONCEIÇÃO ANTUNES

 

MAIS UM O caso BES e as atribulações dos Espírito Santo são objeto de mais um livro

 

Sai hoje o livro “O Fim da Era Espírito Santo”, da jornalista Maria Teixeira Alves, que resulta de uma investigação que fez em 2013 sobre maior banco português. “Tudo, mas tudo, na gestão de Ricardo Salgado tinha um fim único, premeditado e secreto: manter o grupo dentro da família. Foi por isso que chegou a este ponto”, garante a autora

Inicialmente, a ideia era retratar a guerra de poder entre Ricardo Salgado e José Maria Ricciardi, mas os factos evoluíram a um ritmo tal que o seu foco alargou-se à falência do maior império familiar português - revela a jornalista Maria Teixeira Alves, sobre o seu livro “O Fim da Era Espírito Santo”, que hoje começou a ser posto à venda nas livrarias.

“Era uma sensação estranha: eu estava a escrever o livro enquanto as coisas estavam a acontecer e a sair nos jornais”, faz notar Maria Teixeira Alves, que começou a recolher informação para este livro em setembro de 2013.

“Falei com toda a gente com quem pude falar, os banqueiros todos, empresários, advogados, assessores e várias pessoas de Cascais. Só não consegui falar com Ricardo Salgado, apesar de ter tentado”, adianta a jornalista.

O que mais a surpreendeu, no âmbito desta investigação, foi “a irresponsabilidade de tudo o que foi feito na gestão de Ricardo Salgado” e que resultou de “uma estratégia meticulosamente seguida”. Segundo Maria Teixeira Alves, “tudo, mas tudo, na gestão de Ricardo Salgado tinha um fim único e premeditado: reforçar o capital das 'holdings' para arranjar dinheiro com o objetivo do grupo se manter dentro da família. Foi por isso que a situação chegou a este ponto”.

Frisa ainda que a obsessão do líder do grupo Espírito Santo em manter o grupo na família, “era um motivo secreto de que nunca ninguém se tinha apercebido, nem mesmo as pessoas que estavam à volta de Ricardo Salgado”.

O lançamento do livro “O Fim da Era Espírito Santo” vai decorrer na próxima segunda-feira, 3 de novembro, no Grémio Literário, com apresentação de João Duque. Seguem-se alguns excertos:

A HISTÓRIA E OS “AMIGOS DA FAMÍLIA”

“Muito antes disto, mesmo muito antes, lá para o virar do século, no ano 2000, na altura em que o Banco Santander acaba por comprar o Banco Totta & Açores, depois de algumas contendas que agora não interessa detalhar, herdara o banco de Emílio Botín também 7% da ES Control. António Champalimaud, como bom amigo da família Espírito Santo, e provavelmente por causa daquela solidariedade que existe entre famílias semelhantes em valores, estética, conceitos e percursos históricos, também lá tinha o seu quinhão de 7%. Quando o Totta é vendido, António Horta Osório, que liderava o Santander em Portugal, quis saber quanto é que aquilo valia, e pediu as contas consolidadas. Mas recebera a resposta de que não as podiam dar. Na altura o banqueiro pensou que seria uma estratégia de proteger a empresa familiar dos olhos da concorrência. Mas afinal não era isso. Era mais simples. Não podiam dar as contas consolidadas tão somente porque não tinham as contas consolidadas. Já nessa altura a contabilidade daquelas empresas era um mistério”.

'PENETRAS' NOS ANTROS DE RICARDO SALGADO

“Mas a história do Totta e dos seus 7% da ES Control não acaba aqui. Para perceber o que se passava, António Horta Osório e Miguel Bragança decidem: 'Vamos à Assembleia Geral desta empresa!'. Apanharam o avião para Lausanne e, com os 7% que tinham, entraram pela reunião da família (e aliados) adentro. Era um encontro que funcionava como uma espécie de Assembleia Geral da ES Control. Ricardo Salgado ficou pasmado ao ver ali o banqueiro concorrente. Esta incursão ‘penetra’ pelos antros dos Espírito Santo levou Ricardo Salgado a apressar-se a negociar com os irreverentes banqueiros a compra dos seus 7% da holding familiar, por uma pipa de massa na altura. Hoje percebe-se porque Ricardo Salgado comprara tão prontamente aquelas ações, foi para não ter António Horta Osório e Miguel Bragança à perna. 14 anos antes de Pedro Queiroz Pereira, os 'golden boys' da banca tinham- se livrado daquela maldita participação, sem qualquer alarido”.

ALGO ESTAVA PODRE NO REINO DOS ESPÍRITO SANTO

“O segredo mais bem guardado da sociedade portuguesa é que já antes um outro banqueiro tinha alertado o Banco de Portugal e Pedro Passos Coelho de que algo estava podre no reino dos Espírito Santo. O que vira o banqueiro visionário é que um problema se estava a criar e a avolumar no Banco Espírito Santo, pois há muito que havia sinais evidentes de que o Grupo se estava a financiar com dinheiro dos clientes, através de um Fundo de que já falaremos. Mas nessa altura ainda tudo era muito nebuloso, ninguém sabia ao certo o que se passava porque a raiz do problema estava num Grã Ducado, onde os longos braços do Governador não chegavam”.

QUEM DESCOBRIU O BURACO NAS CONTAS?

“Em rigor, não fora Pedro Queiroz Pereira que descobrira as contas do Grupo Espírito Santo, foi o Banco de Portugal. Mas havia há muito entre os banqueiros quem se questionasse sobre o que se passava com o BES Angola e com esse fundo de investimento de nome ES Liquidez. Os banqueiros, nos termos da lei que rege os bancos, têm a obrigação e o dever da defesa da estabilidade do sistema financeiro. Fora isso que levara várias vezes Fernando Ulrich e mais tarde também Nuno Amado a alertarem o vice governador do Banco de Portugal para o que se estava a passar, pelo menos desde 2008, com alguns produtos que o BES comercializava no mercado e que pareciam revelar uma situação de fragilidade financeira do Banco e do Grupo Espírito Santo”. “Havia alguma perplexidade como é que aqueles produtos que mostravam haver uma lógica de financiamento estranha dentro do Grupo Espírito Santo eram comercializados junto de clientes”, diz um banqueiro. Foi essa perplexidade que alertara para o problema que se começava a avolumar no BES. “Eram uns produtos enrolados”, dizia-se”.

NÃO ERA PRECISO SER UM EINSTEIN PARA VER O PROBLEMA DO BES ANGOLA

“Havia também da parte do Presidente do BPI uma preocupação especial com a situação do BES Angola, que tinha, desde essa altura, um balanço desequilibrado e desalinhado com os seus concorrentes angolanos. O BPI tem em Angola o seu BFA, e o BCP o recente Millennium Angola. “Não era preciso ser um Einstein, bastava estar razoavelmente atento e informado destas matérias, para perceber que desde 2009, pelo menos, se estava a construir um grande problema no BESA, então em 2011 e 2012 era óbvio, pelas enormes proporções que tomava. Um rácio de transformação de depósitos em crédito de mais de 200% significava um gap comercial que só podia estar a ser financiado pelo BES. Isso explica que a exposição do BESA ao BES tenha passado de 1,5 mil milhões de euros em 2008 para 3,3 mil milhões de euros no fim de 2013, e isso punha em risco a situação líquida do BES em Portugal. Como é que ninguém viu isto?”, pergunta o banqueiro português, que várias vezes alertou, de forma documentada, as autoridades para o problema”.

AMÍLCAR MORAIS PIRES RECOMENDADO COMO “PROFISSIONAL DE PRIMEIRA ÁGUA”

“Comentava-se nos meios financeiros que terá partido da equipa de Carlos Costa (no seu diálogo permanente com o núcleo duro do BES) a indicação do conselheiro de Estado para Presidente do BES. Mas sabe-se, e isto é certo, que o convite para presidente é feito por Ricardo Salgado, que lhe diz ser o seu nome aquele que mais consenso reúne entre a ESFG, que nesta altura ainda preside, e o Crédit Agrícole. Depois de o convidar é provável que lhe tenha recomendado manter Amílcar Morais Pires, pois “trata-se de um profissional de primeira água”. E de facto, uma das primeiras notícias depois de [Vítor Bento] ter aceitado ser presidente é que tinha a intenção de manter o anterior administrador financeiro. Mas em pelouros sem grande acesso ao financiamento e dívida. Fica-lhe destinado o pelouro internacional, pois que o dossier de Angola já estava nas suas mãos, não é que tenha especialmente agradado ao homem que até aí geria o banco na sombra de Ricardo Salgado. Amílcar Morais Pires lá aceitou o pelouro internacional que lhe dera Vítor Bento, mas o contexto rapidamente se alterara e o convite foi-lhe retirado”.

 

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Só vêem a árvore...

por Vasco Lobo Xavier, em 02.11.14

Há uma corrente de esquerda muito forte que se indigna contra o coeficiente familiar porquanto isso não beneficia as famílias com filhos e que não pagam impostos, que seriam a grande maioria.

 

Ora bem, não pagar impostos e beneficiar de tudo aquilo que o Estado oferece através dos impostos que os outros pagam, incluindo até o abono de família, parece-me ser já um benefício considerável, mas devo ser o único a pensar semelhante coisa….

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Ganhe juízo!...

por Vasco Lobo Xavier, em 02.11.14

 

O líder da CGTP veio dizer, a propósito dos salários da função pública, que não aceita a desculpa de que não há dinheiro.

E ninguém goza com o assunto nem o manda de volta para o país da fantasia ou lhe diz para ir mas é trabalhar e ganhar juízo.

 

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afinal não foi nada...

por Vasco Lobo Xavier, em 02.11.14

 

Ouvindo directamente o discurso de Passos Coelho (e esquecendo o que transmitiu a comunicação social e discutiram os comentadores), o que ele disse foi que os funcionários públicos iriam receber mais 20% em 2015 e os restantes 80% dos cortes em 2016, se entretanto não for apresentada outra proposta, o que afinal não é nada diferente do que depois veio clarificar, que foi que ele, acaso fosse governo nessa altura, apresentaria essa outra proposta.

 

Ora este “nada”, que ainda por cima dizia respeito ao orçamento de 2016 e não àquele que se discutia, foi o que discutiram os deputados e a comunicação social durante os últimos dias.

 

Este país é simplesmente extraordinário!

 

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Um homem sempre de Fé

por João-Afonso Machado, em 02.11.14

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Num artigo intitulado O Sentimento, de 1865, Antero de Quental escrevia: «Uma negação não pode ser o último verso do poema dos destinos E a existência atravessaria os espaços com seu ardente voo de águia, só para no fim encontrar o nada e precipitar-se nele?».

Reflectia sobre a Eternidade. Fazêmo-lo em toda a eternidade da nossa presença neste mundo, sempre na ansiosa esperança de algo a alumiar-nos o caminho, a revelar o que está além. Esquecendo, decerto, o derradeiro verso do nosso poema não pode ser o nada, nem será para esse nada que corremos uma vida toda. Haverá sempre algo mais, como Antero induzia.

Esse Antero que um dia se cansou,,, de não ser compreendido. Jamais desacreditando. Porventura, ontem e hoje, apelidado de tudo quanto não é Quental e ofende.

Ofende porque pontapeia a verdade e falseia a História. Ninguém diria de modo mais encorajante a Eternidade em que já construimos a nossa obra, assim não deitemos fora as nossas capacidades. Ficará sempre por aperfeiçoar o último verso do poema de cada um... Por isso o infinito do seu percurso. Deve ser dificil encontrar palavras tão expressivas da Fé como estas de Antero.

 

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Domingo

por João Távora, em 02.11.14

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo, Jesus exclamou: «Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas verdades aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, Eu Te bendigo, porque assim foi do teu agrado. Tudo Me foi dado por meu Pai. Ninguém conhece o Filho senão o Pai e ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar. Vinde a Mim, todos os que andais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de Mim,  que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e a minha carga é leve».

Da Biblia Sagrada

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Como podemos falar de livros que não lemos?

por Luísa Correia, em 01.11.14

DSC01547.JPG

Recomendo vivamente o muito acessível, bem-humorado e interessantíssimo ensaio de Pierre Bayard, «Comment parler des livres que l'on n'a pas lus?» Não tanto pelos truques de que dá conta sobre como falar de livros que não se leram, como por denunciar os preconceitos culturais associados à leitura - ou melhor, às leituras que, a cada momento, são tidas por «culturalmente correctas» - e o quanto esses preconceitos, fundidos com memórias traumáticas da nossa infância escolar, nos culpabilizam, diminuem e retraem.

Como escreve Pierre Bayard, (que aqui tento traduzir o melhor possível), «a cultura é, sobretudo, uma questão de orientação. Ser culto não é ter lido este ou aquele livro, mas saber orientar-se no conjunto deles; ou seja, saber que os livros formam um conjunto e ser capaz de situar cada elemento em relação aos restantes».

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Indignações bacocas

por Maria Teixeira Alves, em 01.11.14

Os jornalistas de economia estiveram em numerosas acções de bancos e empresas nos mais variados sítios do mundo, nas mais variadas ocasiões, nos mais exóticos lugares. Eram acções de aproximação entre os jornalistas e os administradores das empresas. O que é útil para o jornalismo de investigação, pois o acesso fácil aos responsáveis torna a investigação mais fácil e as confirmações ou não das notícias mais rápidas. Mas se isso fosse impedimento para depois se escrever imparcialmente sobre essas empresas, ou esses bancos, então seria outra coisa, Então estaríamos mal. Vem isto a propósito de muitos julgamentos fáceis que por aí se fazem a propósito do BES. Se os jornalistas que estiveram nessas conferências de imprensa do banco, quem diz do banco, diz da Galp, da EDP, do BCP, e muitas outras, não pudessem depois escrever livremente sobre essas empresas e sobre os acontecimentos mais do que óbvios em que essas empresas estão envolvidas é que seria de estranhar, não acham? Mas as pessoas parecem ficar indignadas que os jornalistas de economia que iam em viagens escrevam sobre o colapso do Grupo. Por acaso acharão essas pessoas que é ingratidão? 

Posso dizer que os jornalistas que estiveram nas acções dos bancos eram os melhores jornalistas de banca, no geral, e sempre escreveram livremente sobre essas empresas, quer sobre as coisas boas, quer sobre as coisas más, e assim é que deve ser. Não há uma relação de causalidade entre uma viagem e um notícia boa. Posso mesmo dizer que os favores e as viagens não têm relação nenhuma, porque há mais favores sem viagens, do que o contrário.  

As relações de amizade e pessoais não se alteraram com nenhuma derrocada do GES, isso também é preciso dizer.As que existiam continuarão a existir. 

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