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Setembro

por João-Afonso Machado, em 05.09.14

Chegam já antigas, como postais extraviados, as notícias do mar. Ou este ou aquele preferem a quietude de Setembro nas areias ora sossegadas e gabam o sol, a mansidão das águas só deles... Ainda assim, aceitemo-lo, o ínicio do ano novo está em marcha. O mundo retoma o seu ritmo normal, o regresso passeia-se nas ruas, nos campos, e aperalta-se para os festejos de sempre. Que me perdoem os limianos (estamos quase lá...) mas as Feiras Novas pecam imperdoavelmente de excesso de gente e estão à partida esgotados os lugares sentados. Como se fosse a Póvoa de Varzim, sempre atafulhada em banhos e labirintos indecifráveis de barracas.

Setembro é o mês dos arraiais e feiras. Do S. Miguel a receber o ano agrícola, tal como os professores e os alunos recebem o ano lectivo - porventura com idêntica resignação. Enquanto não, a concertina e o petisco. Setembro é o verdadeiro mês de mudança e talvez por isso semelha decorrer mais vagarosamente. Há um sol ameno e as vindimas e mais alguns parágrafos de escrita. Além de um remoto, ecoante, cheirinho a rabanadas perfilando-se já no horizonte.

Dia Internacional da Caridade

por Vasco Mina, em 05.09.14

 

Celebra-se hoje o Dia Internacional da Caridade que foi instituído pela ONU para esta data para coincidir com o aniversário da Morte da Madre Teresa de Calcutá. O lema da Campanha deste ano tem como referência uma frase desta religiosa que marcou o Mundo com a sua entrega total ao outro: "Nunca aceites nada que não possas partilhar". A Caritas promove várias ações neste dia e no fim de semana estarão muitos voluntários para receber doações, sobretudo de material escolar, numa altura em que se aproxima a abertura do ano lectivo. Vale a pena ajudar até porque como dizia a própria Madre Teresa "tudo o que não se dá perde-se"

Espectacular a rapidez da decisão

por Maria Teixeira Alves, em 04.09.14

Título do Negócios às 15 horas e 32 minutos: Será Maria Luís Albuquerque a decidir o melhor momento para a alienação dos CTT
04 Setembro 2014, 15:32 por Jornal de Negócios com Lusa

Título do Negócios às 17 horas e 10 minutos: Governo avança para venda acelerada dos 31,5% dos CTT a investidores institucionais
04 Setembro 2014,  17:10

 

Foram, assim, necessárias menos de quatro horas, após o anúncio por parte do Governo de que a ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, estava mandatada para definir "o momento mais adequado" e "as melhores condições de mercado" para a venda da fatia de 31,5%, para que ficasse definida a modalidade de alienação da fatia que remanescia nas mãos do Estado português.

O Governo, através da Parpública, anunciou a decisão de vender a restante participação que ainda detém nos CTT através de investidores institucionais. A alienação será feita através de um processo de "accelerated bookbuilding".

Espectacular!

Mais accelerated que o bookbuilding a Maria Luís Albuquerque!

CITIUS FUNCIONA!

por Vasco Lobo Xavier, em 04.09.14

Assegura a Ministra.

 

Só para os advogados, magistrados e funcionários judiciais é que o sistema não está a funcionar.

Porquê?

por João Távora, em 03.09.14

Porque é que o massacre de cristãos não faz levantar as antenas das belas celebridades e das estrelas rock envelhecidas?

Quatro anos depois

por João-Afonso Machado, em 03.09.14

Foi por uma tarde destas, vão lá quatro anos, rabisquei as primeiras letras para o Corta-Fitas, assim correspondendo ao simpático convite do João Távora. O Tempo não passa - voa, cavalga, zune. Quantos posts depois chegámos a hoje?

Ignoro se vim a prazo. Sei apenas que cheguei com vontade de escrever. O quê? - rigorosamente aquilo que me fosse na alma.

Desde logo, jamais esquecendo o meu único ideal político: a Restauração; nem, tão-pouco, tudo quanto vou captando do mundo que nos cerca, ora na minha terrinha, ora em passeios mais alargados a que, volta não volta, me abalanço. Designadamente quando viajo à nossa longínqua Capital, deliciosa fonte de inspiração.

A colaboração no Corta-Fitas, devo acrescentar, serviu essencialmente para me consciencializar da riqueza imensa da minha liberdade. Da qual espero nunca abrir mão. E, obviamente, aguçou alguma capacidade de improviso com o lápis. Mesmo porque a República que nos assiste tem muito de caricatural e algumas querelas entre monárquicos - infelizmente - também.

Essas ditas querelas serão ulteriormente objecto da minha atenção. Planos para um ano ora a iniciar-se...

De momento, o meu obrigado a quantos aqui vieram com ditos amáveis, encorajadores, e aos outros, os que optaram pelo bota-abaixo. Enquanto não denunciarem a péssima caligrafia ou a ainda pior gramática, cá nos entenderemos todos sempre afavelmente.

Obrigado, pois, aos leitores -estimadíssimos - do Corta-Fitas. E um abraço grande aos colegas da Equipa.

A nódoa do dia

por Vasco M. Rosa, em 03.09.14

É difícil que a vida portuguesa ganhe um rumo melhor. É difícil que o trabalho de qualidade, o trabalho de amor e de ofício pleno, alcance a primazia sobre a mediocridade e a mediana que agarraram a corneta mediática. A qualquer opinião dissonante, a qualquer inconveniência deles, logo aparecem os furiosos anónimos para esmagarem o debate e imporem o insulto e a sua covardia.

Como prosperar neste ambiente de terra queimada? Como resolver problemas e dificuldades tendo pela frente uma sociedade embrutecida pelos analfabetismos, pela fealdade de todo o tipo e pela dependência do estado que tudo dá? Como salvar o país novo, solto dessas amarras, que está num novo pequeno empreendorismo de qualidade, mas que não tem margem larga para dar os seus frutos à gente portuguesa, que os não sabe apreciar ainda? Ao mesmo tempo, como confiar no futuro disto e querer filhos para começar a inverter a desertificação do interior, a morte das aldeias, a decadente pirâmide demográfica? As cidades decaem, com políticos de ocasião, inchados de ambição e tontice.

Até os monárquicos não conseguem fazer valer as suas boas razões... Vivemos no país mais antigo da Europa mas ignorante da sua história e da sua gente de antanho, mas que presta atenção às figuras de capa de revista e das novidades de FB. 

Diante disto, o almoço dos Marretas do PS, «as grandes autoridades republicanas», essa pobreza e essa vaidade insana, é só a pequena nódoa do dia. Amanhã haverá mais!!

 

Não, os políticos não são todos iguais

por João Távora, em 02.09.14

 

Há uns quantos absolutamente execráveis, amorais.  

Seguro contra a privatização da EGF

por Vasco Mina, em 02.09.14

De acordo com esta notícia do Observador, a Mota-Engil será a vencedora no processo de privatização da EGF. O PS manifestou-se, há uns tempos, “contra a privatização da EGF nos termos em que o Governo a aprovou e contra a privatização da água”. Mais, António José Seguro avançou com uma máxima: “Para nós, o princípio da não privatização da água é um princípio sagrado”. Será que ainda mantém a posição? O amigo e camarada Jorge Coelho terá a mesma opinião?

Venha cá (grátis, sff)

por Vasco M. Rosa, em 02.09.14

 

Almocei em casa um bife de novilho em cebolada e folhas de aipo e pimenta, e mirtilos de uma caixa média, tudo por cerca de 5 €. No jornal que então li, anunciava-se um encontro da Fundação Francisco Manuel dos Santos, no CCB, por estes dias. As compras acima foram feitas no pequeno comércio do meu bairro, e muito mais em conta do que em qualquer hipermercado, sem dúvida, além da frescura dos víveres. O que me chocou foi que para ouvir nesse Encontro duas pessoas que estimo muito — e sobretudo para levar os meus filhos a ouvi-las e assim conhecerem melhor quem vale a pena (para além dos recortes que sempre lhes dou) — teria de desembolsar 60 ou 90 €, que é já despesa a evitar.
Não duvido que estas conferências sejam pagas e bem pagas, como é justo que sejam, mas para que elas cheguem a ser democráticas, a entrada deveria ser livre. O próprio tema o sugere: À procura da liberdade não pode deixar à porta alguns, que são muitos. Se as fundações servem para economia de impostos a empórios (e acho muito bem), então que as suas actividades sejam acessíveis a todos. Em especial aos jovens, que precisam olhar de frente o país que somos e a gente que temos (e não temos...).


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