Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Com quem a educação não conta

por José Mendonça da Cruz, em 22.07.14

 

Se eu fosse professor de Português não me reconheceria no Português mal articulado e grosseiro da criatura acima.

Se eu fosse professor de Matemática não reconheceria vitórias maioritárias nuns distúrbios menores e dispersos promovidos pelo retrógrado indivíduo acima.

Se eu fosse professor de História não aceitaria ser representado pelo resquício acima de ditaduras sanguinárias e ruinosas.

Se eu fosse professor de Geografia, não berraria (se eu fosse professor, não berraria) que «a luta é linda de norte a sul» para me referir a uma desordem numa escola entre 88, no Porto.

Se eu fosse um professor incompetente, mal formado, pobre em dotes cívicos, desprovido de aptidões pedagógicas, com habilitações marginalmente suficientes e esquecido de toda prática, eu abraçava com ardor e veemência as acções do sindicalista acima.

Se eu fosse um professor daqueles que considera a profissão nobre, não me afiliaria junto de um militante político vocal e violento, mas inteiramente estranho à educação e à docência.

Se eu fosse um funcionário público excelente, de uma escola pública decente, empenhado em formar alunos válidos, eu faria questão de manter entre mim e Mário Nogueira -- a pessoa, as ideias e a prática -- ao menos um quarteirão, um país, um mundo de distância. Não o fazendo, eu consideraria natural que um governo decente, promotor de uma escola pública decente, empenhado em investir na educação, não contasse comigo. 

 

E se...

por José Mendonça da Cruz, em 22.07.14

Com Putin na cabeça, leio desconfortado uma frase sobre o deflagrar da Primeira Guerra Mundial, frase  surgida da sagacidade de Kissinger e do novo livro do velho sábio, World Order: «Mais tarde ou mais cedo, a História castiga a frivolidade estratégica.»

«E a hiena, ri de quê?» - Chico Anysio

por Vasco Lobo Xavier, em 22.07.14

 

Não consigo perceber a alegria de Mário Nogueira e da sua trupe de sindicalistas por terem atrapalhado os colegas que queriam fazer o exame e que estavam a fazer o exame.

Os professores queriam fazer o exame. É seu direito e é importante para eles. E aqueles sindicalistas acham-se no direito de lhes atrapalhar e dificultar a realização do exame. Podiam fazer a bagunça que quisessem, mas só até ao início do exame, acaso tivessem respeito mínimo pelos colegas, coisa que manifestamente não têm. Provavelmente porque já têm o que querem. E não querem mais concorrência.

 

Já é triste ver professores (se é que são) armados em arruaceiros, a querer invadir escolas que não são as suas, a agredir e magoar funcionárias que só estão a cumprir as suas funções, a fingir reuniões sindicais só para fazer algazarra nas escolas (não foi seguramente esse o intuito do diploma de 1974 de que se socorreram). Mas assistir a este lamentável espectáculo de prejudicarem os colegas que estão a fazer os exames?!? Isto supera tudo! E ainda ficam contentes por prejudicarem os colegas! E riem-se, felizes.

 

É uma estranha forma de solidariedade, esta da fenprof.

La Palisse e o aliado de somenos

por José Mendonça da Cruz, em 22.07.14

A primeira estranheza foi ver António Costa numa conferência sobre "A política, os políticos e a gestão dos dinheiros públicos", organizada pela TSF e pela Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas. E previsivelmente, sendo que de «gestão de dinheiros públicos» Costa conhece apenas a alínea que conhecessem todos os socialistas, de atirar dinheiro sobre os problemas invocando a «solidariedade» e «as pessoas», foi sobre outras coisas que se pronunciou. Já nos tinha explicado que ser rico é melhor que ser pobre. Já esclarecera que quer outra política que não esclarece qual seja. Agora explicou que uma maioria absoluta é melhor que uma maioria relativa, porque a experiência lhe recomenda que só deve negociar em posição de força.

Com quem? Ora, com Rui Rio, que ali estava de iludido útil, de braço dado com Costa, e, afinal, saiu menorizado.

Precalço, triste figura, sem dúvida. Mas pouco importa: Rio ama os consensos mesmo negociados em fraqueza. Consensos a todo o custo. Consensos que empastelem a política, eliminem a alternativa, façam crescer os extremos, e gastem sem contraditório.

Já não bastava o desastre que nos garante a alternativa a Passos Coelho. Temos, também, no partido do governo, quem se preste a subscrevê-la.

Mais natalidade

por João Távora, em 21.07.14

(...) Do meu ponto de vista, o problema da natalidade não se resolve por decreto-lei. Trata-se antes de um problema social com raízes mais profundas, relacionadas com uma sociedade emersa na cultura do efémero, hedonista e desvinculada da família como instituição social que garante a coesão social e a renovação da sociedade. Seja como for, o Estado deve ter dois papéis importantes: ser um “facilitador”, e não um obstáculo para todos aqueles que querem ter filhos, e ser um defensor da justiça fiscal, criando um sistema fiscal verdadeiramente “amigo da família”.

É provável que a natalidade só aumente significativamente daqui a umas décadas, quando as revistas mostrarem nas suas capas que afinal aquele casal sem filhos, outrora feliz, há muito que está separado. Ambos estão envelhecidos, talvez medicados com antidepressivos, e dominados por um enorme sentimento de solidão.

 

Pedro Afonso, a ler aqui na integra

 

Ontem após a vitória da Sporting ao Benfica da da Taça de Honra que não vi, os comentadores da SIC notícias estiveram quase uma hora a comentar a forma de jogar e as saídas do Benfica. Desisto, foi a última vez. E ainda bem que temos agora o Canal Sporting onde os comentários certamente conseguirão ser mais esclarecedores. Ah! E quanto ao jogador eleito o melhor do torneio, o melhor é ficarmo-nos por aquele que marcou mais golos - isso é um dado objectivo.

 

Publicado originalmente aqui

se assim é, tal coisa deveria ser denunciada...

por Vasco Lobo Xavier, em 21.07.14

Com maior ou menor sorriso na cara, as pessoas vão-se habituando às macacadas de Mário Nogueira, ainda que ninguém perceba como é que o facto de não se avaliarem os professores (como ele pretende) constitui uma defesa da escola pública. Ou sequer uma defesa dos próprios professores (pelo menos dos bons).

A propósito de defesa dos professores, fico também sem perceber como boicotes, cercos e outros processos “com imaginação” (faltas injustificadas ou reuniões sindicais ou coisa do género) podem servir para defesa daqueles professores que efectivamente queiram realizar as provas e deviam ter o direito de as fazer com sossego, de modo a poderem concorrer aos lugares, isto de acordo com uma legislação que já vem de Sócrates.

 

A não ser que estes sindicatos, sindicalistas, boicotes e cercos sirvam apenas para proteger os que “já lá estão dentro”. Mas, se assim é, tal coisa deveria ser denunciada.

Natalidade – A questão política

por Vasco Mina, em 21.07.14

Passos Coelho anunciou, no discurso de encerramento do Congresso do PSD, que se realizou em Fevereiro deste ano, o seguinte: "Hoje, como presidente do partido, quero aqui dizer que, tal como decorre da minha moção de estratégia, nós iremos dedicar ao tema da natalidade uma importância crucial". Foi então criado um Grupo de Trabalho que apresentou, na semana passada, um relatório que considero um excelente contributo para o debate desta questão da natalidade pois o aborda multidisciplinarmente (não se ficando apenas pela fiscalidade), enquadra nas políticas de vários países europeus e aponta medidas. Claro que estas são discutíveis e por isso o tão necessário debate. Mas uma realidade é incontornável: estamos com um decréscimo progressivo na natalidade que terá consequências a vários níveis. Não vale a pena ignorar e, como bem refere a Margarida Corrêa de Aguiar, o que se passou nos últimos anos foi uma “espécie de suicídio colectivo””. Agora, a abordagem política da natalidade tem de ter uma perspectiva de longo prazo e não será nunca compatível com medidas de curto prazo; por isso importa definir uma estratégia (o documento agora apresentado aponta caminhos) e conseguir compromissos com outros partidos e recebendo contributos da sociedade civil. Ora este Grupo de Trabalho foi criado como iniciativa do PSD e aqui coloco uma pergunta: qual o entendimento com o PP nesta matéria? Vão articular posições e pontos de vista? Ou vai ser uma “bandeira” do PSD? Por outro lado e na mesma semana foi também apresentado o relatório da Comissão (de inciativa governamental) para a Reforma do IRS. Aqui foram apresentadas medidas que vão também na linha do desagravamento fiscal para as famílias com filhos mas não “casam” com as que foram apontadas pelo Grupo de Trabalho da Natalidade. Ou seja, duas iniciativas e dois grupos de pessoas que ao longo de meses trabalharam em separado e sem qualquer contacto entre as partes. O que pretende então o Governo? Os partidos da coligação estão coordenados nestas matérias? É que os assuntos são suficientemente sérios para serem tratados como meras “bandeiras” políticas. Voltarei a este assunto para debater mais em detalhe algumas das propostas agora apresentadas.

Evidências:

por Vasco Lobo Xavier, em 21.07.14

 

A criação de um quociente familiar em função do número de filhos para aferir, face ao rendimento colectável do casal, o escalão e taxa de IRS a pagar nem deveria ser um estímulo à natalidade mas antes uma mera e óbvia questão de justiça que tarda.

As ameaças e o medo

por João Távora, em 20.07.14

(...) A maior ameaça ao jornalismo continua a ser o mau jornalismo (seja ele fruto de sectarismo, preconceito ou ignorância), e não deixam de se verificar diariamente lançamentos de novos e ambiciosos projectos de comunicação social que aproveitam as oportunidades concedidas pelas novas tecnologias. Os desafios que estes tempos da Internet colocam à imprensa e à comunicação social em geral, por mais ameaçadores que aparentem ser, têm que ser enfrentados com criatividade e pragmatismo. (...) 

Domingo

por João Távora, em 20.07.14

Evangelho segundo São Mateus


Naquele tempo, Jesus disse às multidões mais esta parábola: «O reino dos Céus pode comparar-se a um homem que semeou boa semente no seu campo. Enquanto todos dormiam, veio o inimigo, semeou joio no meio do trigo e foi-se embora. Quando o trigo cresceu e começou a espigar, apareceu também o joio. Os servos do dono da casa foram dizer-lhe: ‘Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde vem então o joio?’. Ele respondeu-lhes: ‘Foi um inimigo que fez isso’. Disseram-lhe os servos: ‘Queres que vamos arrancar o joio?’. ‘Não! – disse ele – não suceda que, ao arrancardes o joio, arranqueis também o trigo. Deixai-os crescer ambos até à ceifa e, na altura da ceifa, direi aos ceifeiros: Apanhai primeiro o joio e atai-o em molhos para queimar; e ao trigo, recolhei-o no meu celeiro’». Jesus disse-lhes outra parábola: «O reino dos Céus pode comparar-se ao grão de mostarda que um homem tomou e semeou no seu campo. Sendo a menor de todas as sementes, depois de crescer, é a maior de todas as plantas da horta e torna-se árvore, de modo que as aves do céu vêm abrigar-se nos seus ramos». Disse-lhes outra parábola: «O reino dos Céus pode comparar-se ao fermento que uma mulher toma e mistura em três medidas de farinha, até ficar tudo levedado». Tudo isto disse Jesus em parábolas, e sem parábolas nada lhes dizia, a fim de se cumprir o que fora anunciado pelo profeta, que disse: «Abrirei a minha boca em parábolas, proclamarei verdades ocultas desde a criação do mundo». Jesus deixou então as multidões e foi para casa. Os discípulos aproximaram-se d’Ele e disseram-Lhe: «Explica-nos a parábola do joio no campo». Jesus respondeu: «Aquele que semeia a boa semente é o Filho do homem e o campo é o mundo. A boa semente são os filhos do reino, o joio são os filhos do Maligno e o inimigo que o semeou é o Diabo. A ceifa é o fim do mundo e os ceifeiros são os Anjos. Como o joio é apanhado e queimado no fogo, assim será no fim do mundo: o Filho do homem enviará os seus Anjos, que tirarão do seu reino todos os escandalosos e todos os que praticam a iniquidade, e hão-de lançá-los na fornalha ardente; aí haverá choro e ranger de dentes. E os justos brilharão como o sol no reino do seu Pai. Quem tem ouvidos, oiça».

 

Da Bíblia Sagrada

Predadores

por João-Afonso Machado, em 19.07.14

Talvez seja recomendável pensar assim: até prova em contrário, foram os separatistas ucranianos que, por "lapso" ou não, abateram o avião maláio e mataram a totalidade dos seus ocupantes, cerca de 300 pessoas; e o armamento (nomeadamente os competentes mísseis) utilizado pelos ditos separatistas é de fabrico e fornecimento russo.

Isto posto e dada a mais do que provável ineficácia da ONU e o desinteresse de Obama em conflituar com Putin, podemos telegramaticamente chegar às conclusões que interessam: a primeira, a inexistência do chamado "Direito Internacional Público", a não ser na vertente "o Direito do mais forte" (nem mesmo aquela asserção a contrario de que se os mais fortes violam as regras é porque estas existem convence, na exacta medida em que as "regras" violadas têm a ver com a essência humana muito antes de respeitarem ao ordenamento jurídico); a segunda não deixa de ser também curiosa e sintomática - o silêncio da Esquerda m-l ante massacres como este; a Rússia já não é a URSS, mas há espíritos que, de tão saudosos, tardam em admiti-lo.

Entretanto, por toda a parte, o Mundo vai sofrendo, vítima de predadores assim.

O fim de uma era

por Maria Teixeira Alves, em 19.07.14

Estávamos em 2006 quando a Sonaecom lançou uma OPA à Portugal Telecom. O BES estava lá para arranjar uma maneira de travar a coisa, pois a Portugal Telecom fora sempre o templo do poder de Ricardo Salgado e do BES. É o BES quem escolhe Henrique Granadeiro para a presidência não executiva da PT. Pouco se falou de telecomunicações, ao longo destes anos de Portugal Telecom, mas falou-se muito de OPA, de mudanças de poder, de accionistas, de lugares de administração, de fusões, de advogados, de políticos, de tentativas de instrumentalização para comprar a TVI.

A OPA da Sonaecom foi travada pelos accionistas com o apoio do Governo de José Sócrates, com a CGD liderada por Carlos Santos Ferreira. Em troca deu a PT Multimédia, hoje Zon, ou melhor Nos, essa sim com um projecto de telecomunicações. A PT hoje não é nada. Já foi a empresa mais importante do país, dado o poder que proporcionava. 

O núcleo de white knights que defenderam a PT da OPA da Sonaecom foi reproduzido noutras empresas, noutras circunstâncias. Por exemplo na guerra de poder do BCP, em 2007. 

O BES tinha poder determinante em decisões dos mais variados sectores. Das telecomunicações, à energia, à bolsa, ao ténis, à saúde, à arte, à comunicação social, até na selecção nacional de futebol mandavam. 

A EDP foi também a seu tempo um agente de poder, no tempo do Estado, ou melhor, no tempo do Sócrates. Hoje é dos chineses. Graças a Deus os chineses foram o pretexto para recusar entrar na espiral da loucura da dívida das sociedades do GES: ESI, Rioforte e ESFG.

Esses tempos áureos para alguns acabaram da pior maneira. Nem nos sonhos mais profundos, alguma vez eu imaginava que de um dia para o outro, o BES não era Espírito Santo e a família ia à falência. 

O mundo mudou, ainda sobram aqui e ali umas réstias desse mundo de alianças para fins e interesses pessoais, mas muitos deles acabarão como o GES, e provavelmente por causa dele. Espero que daí advenha uma nova ordem nacional, mais transparente e honesta. Sem toma lá, dá cá, sem kickbacks, sem ajuste de contas, sem manipulações e estratégias de colocação e afastamento de pessoas. Um mundo profissional e sério.

 

 

 

Ontem safámo-nos de mais uma «política para as pessoas»

por José Mendonça da Cruz, em 18.07.14

Foi um dia para comemorar, o dia de ontem, com a decisão do Conselho de Ministros de privatizar os transportes públicos de Lisboa e Porto, em vez de entregá-los às Câmaras. As tarifas serão limitadas pelo regulador (o Estado) e os aumentos ficarão indexados à inflação; os operadores receberão indemnizações compensatórias que, no entanto, representarão uma redução de gastos de 85 milhões; serão estabelecidos requisitos de serviço público; e os demais problemas de financiamento e gestão ficarão do lado dos privados.

A demonstrar, ainda mais uma vez, que os progressos em Portugal são feitos contra os «progressistas», as televisões lá partiram a seleccionar os palermas avulsos que quisessem enunciar a narrativa correcta. Acharam-nos e eles lá debitaram que «é tudo negócio», que «isto está tudo pior», e que «eu sou contra».

Pronunciou-se «revoltado» o presidente socialista de Gaia  que, previsivelmente, acha que a medida é «contra as pessoas». Não se pronunciou, por enquanto, António Costa, que há-de estar decepcionado com a precoce falência assim ditada do modelo que propunha para os transportes da sua autarquia: o financiamento com as multas da EMEL, e com um aumento do IMI, e com parte do ISP, e com portagens, e com o monopólio da publicidade em outdoors, ou seja, um carrossel de dinheiro que prometia absoluta opacidade e uma gestão ainda melhor que a dos lixos.
Mas não devem as televisões «progressistas» temer. Se, a seu tempo, vierem a aceder ao governo forças mais «solidárias», mais preocupadas com «as pessoas», gente capaz, em resumo, de cimentar amizades, seguramente elas hão-de encontrar maneira de fazer prova junto dos operadores privados da mesma generosidade (e prodigalidade com o dinheiro dos outros) que demonstraram os socialistas que negociaram PPPs e energia.

Vem aí dinheiro!

por João-Afonso Machado, em 17.07.14

Retroceder em pensamento aos idos da nossa adesão à CEE é um pau de dois bicos: numa ponta, o conforto do dinheiro dado a entrar em avalanche País dentro; na outra, a rocambolesca história do seu descaminho. Pelo meio, a incerteza ditada pela experiência: terá bastado para aprendermos?

É notícia fresca: vêm aí mais fundos comunitários, a verba impresssionante de 25,3 mil milhões de euros para vitaminar a economia portuguesa. Algo que não será de agradecer a Tozé Seguro nem à Esquerda à sua esquerda. Pese embora muito vá favorecer a demonstração de resultados dos nossos governantes a partir de 2015 - um confesso remoque meu aos ímpetos eleitorais do Tony Costa...

Antes assim. Vejamos.... e acreditemos que a massa vem célere, desburocratizada, acessivel e bem-intencionada. Totalmente direccionada para a competividade dos nossos agentes produtivos.

Lançada aos anais da cavaquismo a vergonha da anterior oportunidade (perdida), os costumeiros professores de Moral (melhor: da "Ética republicana") ver-se-ão agora obrigados a prestar aulas práticas. O dinheiro está aí? O que fazer dele?

Àparte este imprescindível aspecto político, outro subsiste, porventura mais assustador. É ver o que vai pela Provincia: gente que do quase nada faz muito, valendo-se da sua imaginação e empreendedorismo. Esses não esperaram. E os outros? Será o dinheiro, de per si, capaz de destacar as suas capacidades para investir, rentabilizar e criar?

Já que há dinheiro - aceitam-se apostas... Cá por mim, um Ferrari contra qualquer Peugeot.

O salário mínimo e os mais pobres

por Vasco Mina, em 17.07.14

“É criminoso subir o salário mínimo”. Não, a afirmação não é minha mas sim de João César das Neves, Professor de Economia, numa entrevista dada, há dois dias, na RR. Em sua opinião tal seria dramático para os mais pobres. Lembra e bem que a subida da o salário mínimo não implica custos para o Governo e chama atenção para a postura dos sindicatos e associações patronais na defesa desta causa pois se prende por motivos políticos e não pela defesa dos mais pobres. Estes serão aqueles que mais sofrerão pois irão para o desemprego como consequência do encerramento de empresas que já se encontram em difícil situação financeira. "As pessoas que não são pobres acham que aquilo tem impacto benéfico sobre os pobres, mas a pobreza é muito traiçoeira". A realidade de quem é pobre é muito diferente daquela que muitos dizem defender e por isso é necessário ter muito cuidado e, por isso, apresentar estudos que analisem os impactos destas medidas na vida dos mais pobres. É que estes não são sindicalizados e a maioria dos patrões paga acima do salário mínimo. Vale a pena ouvir a entrevista.

O colapso geral sob encomenda

por João Távora, em 16.07.14

Na sua luta contra a agonia, o regime exige que se alimente a quimera duma alternativa à austeridade e a ilusão de que no âmbito do euro as políticas económico-financeiras estão nas mãos dos governos nacionais eleitos. De leitura obrigatória este artigo de Pedro Braz Teixeira.

 

A vitória da senhora gorda e a dor de cotovelo

por João Távora, em 16.07.14

A propósito das manifestações de júbilo da chefe do governo alemão na vitória da selecção do seu País no mundial de futebol do Brasil, tenho a dizer que de algum modo chocou-me o despudor de algumas manifestações de ódio irracional testemunhadas em comentários nas redes sociais - às vezes provenientes de pessoas supostamente bem formadas. As apreciações à aparência física ou modo de vestir e demais injúrias feitas a Angela Merkel definitivamente qualificam mais quem as emite: além de má criação, reflectem afeições bem obscuras e mesquinhas que no mínimo deveriam ser disfarçadas por pudor.  

Persistir no erro de pensar que os alemães, que elegeram a sua sua chanceler democraticamente com 41,5% dos votos, são os responsáveis pelos males dos países como o nosso que mostram mais dificuldades em sair da crise do crédito fácil é demasiado básico, e assim sendo, uma fatalidade para nós portugueses. Recusar aceitar que o sucesso económico da Alemanha reunificada é essencialmente mérito dos alemães, que para tanto se sacrificaram durante anos, negar assentir que no actual modelo de organização europeu ainda compete a cada governante privilegiar os objectivos e interesses do seu País e pugnar pelo progresso e bem-estar do povo que os elegeram, é um erro trágico que denúncia acima de tudo os nossos logros. Finalmente, pretender reduzir a herdeiros do nazismo ou boçais comedores de salsichas aquela que é a Pátria de Bach, Beethoven,  Goethe, Thomas Mann, Kant, Hegel, Marx, Schopenhauer, Nietzsche, Einstein, Habermas ou  Marlene Dietrich, não será uma caprichosa criancice?
Pela minha parte tenho a confessar que após da eliminação do Brasil apoiei a Alemanha, selecção que já vinha demonstrando desde o início do torneio ser a equipa mais bem preparada, revelando um invejável (!) poder atlético, apuro técnico e eficácia táctica. Notas duma excelência cuja dor de cotovelo não nos deveria fazer cegar, antes saber tomar como bom exemplo. No futebol e no resto.

 

Becos... sem saída?

por João-Afonso Machado, em 15.07.14

Hão-de reparar quanto falam as antigas vielas, lugares de sombra e recordações. Pouco dados a planuras, assim como as cidades procuravam em outros tempos os altos e hoje despejam do seu cimo memórias e tempos inseguros, às vezes protegidos por muralhas. Pena é o burburinho da multidão tanto nos impeça de ouvir essas vozes, ecos de outrora.

O mundo convergiu para as praias, deixando os idosos a falar sozinhos. Ou a qualquer turista, a outros idiomas, ainda assim atento aos seus gestos. Portugal teima em tornar-se um País de sentido único... 

Não é falta de espaço nem excesso de trânsito. Apenas a rigidez policial da "moda"...

Os bloquinhos de esquerda

por João Távora, em 14.07.14

Agora que o BE se vai fragmentando em bloquinhos pequeninos todos contra o capitalismo, os ricos e essas coisas hediondas, como lhes será redistribuído o tradicionalmente generoso tempo de antena na comunicação social? 




Corta-fitas

Inaugurações, implosões, panegíricos e vitupérios.

Contacte-nos: bloguecortafitas(arroba)gmail.com




Notícias

A Batalha
D. Notícias
D. Económico
Expresso
iOnline
J. Negócios
TVI24
JornalEconómico
Global
Público
SIC-Notícias
TSF
Observador

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Comentários recentes

  • henrique pereira dos santos

    Especialista em eucaliptos? Não tenho essa ideia.

  • Esteves

    Secretario de estado ? EnganoO andre é candidato ...

  • Esteves

    "Asneira. Já houve no mundo montes de epidemias qu...

  • Esteves

    cairem de um andaime, têm covid... sao contabiliza...

  • Esteves

    O andre nao se rege pela natureza... a natureza re...


Links

Muito nossos

  •  
  •  
  • Outros blogs

  •  
  • Links úteis


    Arquivo

    1. 2020
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2019
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2018
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2017
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2016
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2015
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2014
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2013
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2012
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2011
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2010
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D
    144. 2009
    145. J
    146. F
    147. M
    148. A
    149. M
    150. J
    151. J
    152. A
    153. S
    154. O
    155. N
    156. D
    157. 2008
    158. J
    159. F
    160. M
    161. A
    162. M
    163. J
    164. J
    165. A
    166. S
    167. O
    168. N
    169. D
    170. 2007
    171. J
    172. F
    173. M
    174. A
    175. M
    176. J
    177. J
    178. A
    179. S
    180. O
    181. N
    182. D
    183. 2006
    184. J
    185. F
    186. M
    187. A
    188. M
    189. J
    190. J
    191. A
    192. S
    193. O
    194. N
    195. D


    subscrever feeds