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Lá vi a custo o famoso Superbowl, a final do futebol americano, entre Seahawks de Seattle e Broncos de Denver. A modalidade tem milhões e milhões de adeptos pelo que certamente eu não sei o que digo, mas continua a parecer-me um jogo para pessoas com défice profundo de atenção, uma mistura de jogadas de 10 segundos pontuadas de tempos mortos. E um abastardamento do rugby, de que perdeu a naturalidade e a fluidez. Vi também o que foi considerado o melhor «quarterback» da temporada, um Peyton Manning, cujo desempenho me pareceu equivalente ao de um CR que, no jogo decisivo com a Suécia, e em vez de marcar 3 golos magistrais, tivesse proporcionado 3 golos ao adversário.
Intervalo na largada em dia ensolarado. Vinha contente com o seu desempenho. Vinha sobretudo feliz com as proezas do seu labrador, a cobrar os muitos faisões que deitou abaixo. A terra ribatejana era um pantanal e agarrava-se às botas, barrenta, escorregadia. O posto seguinte ficava umas dezenas de metros além e para lá se encaminhou, o cão na sua peugada, disciplinado e tranquilo. Daí a minutos recomeçará a função. Ainda voarão e tombarão muios faisões. Porquê? Porque o Homem caça, como também quase todas as outras espécies caçam e vivem do que caçam. Mais não seja, quanto à nossa, nas montras dos supermercados.
Aquele bocado de Ribatejo rejubilará nos próximos dias: as gentes recordando o gozo da manhã de tiros e saboreando os faisões no prato; as raposas e as aves de rapina banqueteando-se com os que apanharem na distracção de quem não aprendeu rapidamente os inconvenientes da vida em liberdade; e os mais expeditos gozando essa mesma liberdade que o destino lhes quis dar. A Natureza em nada foi prejudicada no seu equilíbrio. De uma forma ou de outra todos - homens, predadores carnívoros e aves caçáveis - sairam a ganhar.
É justo.

O tema da Segurança Social voltou e bem a tema da atualidade política com o lançamento do livro “Este Pais não é para Jovens” da autoria de Helena Matos e José Manuel Fernandes.
É um excelente contributo para a reflexão do que foi, é e será (se nada for feito em contrário) a Segurança Social. A Helena Matos deu ontem uma entrevista onde destaca algumas realidades, nomeadamente o esforço contributivo pesa sobre as gerações mais jovens. O atual modelo é de repartição em que as contribuições dos que se encontram no ativo suportam as pensões dos que se encontram na reforma. É esta a mecânica da chamada responsabilidade intergeracional . Ao contrário de um mito que foi “vendido” durante décadas não existe uma conta corrente individual para cada contribuinte mas sim uma expectativa dos actuais contribuintes receberem, quando chegarem à idade da reforma, uma pensão que será suportada pelas gerações vindouras.
A reforma do Ministro Vieira da Silva em 2007 foi paramétrica, ou seja, mexeu apenas em alguns parâmetros (regras de cálculo) sem ter feito uma reforma de fundo do sistema. Introduziu o fator de sustentabilidade (que permitiu, com base num algoritmo, projetar o impacto da esperança de vida na estimativa anual da idade de reforma) e refez o cálculo para a atribuição do valor das pensões. Resolveu o problema financeiro no curto prazo (em 2005 era por demais óbvio que o sistema previdencial se encontrava à beira da falência) mas pouco ou nada contribuiu para repensar o modelo e assim contribuir para a sustentabilidade, a longo prazo, da segurança social. A propósito do longo prazo vale bem a pena consultar um estudo realizado pelo professor Jorge Bravo da Universidade de Évora que apresenta uma boa radiografia do sistema e com uma proposta de modelo para o futuro. O quadro abaixo, que se encontra neste trabalho, fala por si…
Em Novembro passado a Ordem dos Economista promoveu uma Conferência sobre a Segurança Social e o Orçamento de Estado para 2014. A Drª Margarida Corrêa de Aguiar apresentou uma análise que também vale muito a pena ser consultada.
A Reforma do Estado está na ordem do dia e o Governo criou há dias um grupo técnico para encontrar uma solução “duradoura” para o sistema de pensões. Espera-se que não volte a acontecer o mesmo que se verificou, em 1998 com o Livro Branco para a Reforma da Segurança Social: um excelente trabalho que não viu refletidas, em decisões política e governamentais, as conclusões e recomendações obtidas. Seria fundamental agora, como dantes, um acordo entre os partidos do arco da governação mas… Será que vai ficar tudo como em Abrantes?
Evangelho segundo São Lucas
Ao chegarem os dias da purificação, segundo a Lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, para O apresentarem ao Senhor, como está escrito na Lei do Senhor: «Todo o filho primogénito varão será consagrado ao Senhor», e para oferecerem em sacrifício um par de rolas ou duas pombinhas, como se diz na Lei do Senhor. (...) Quando os pais de Jesus trouxeram o Menino para cumprirem as prescrições da Lei no que lhes dizia respeito, Simeão recebeu-O em seus braços e bendisse a Deus, exclamando: «Agora, Senhor, segundo a vossa palavra, deixareis ir em paz o vosso servo, porque os meus olhos viram a vossa salvação, que pusestes ao alcance de todos os povos: luz para se revelar às nações e glória de Israel, vosso povo». O pai e a mãe do Menino Jesus estavam admirados com o que d’Ele se dizia. Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua Mãe: «Este Menino foi estabelecido para que muitos caiam ou se levantem em Israel e para ser sinal de contradição; – e uma espada trespassará a tua alma – assim se revelarão os pensamentos de todos os corações». Havia também uma profetiza, Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era de idade muito avançada e tinha vivido casada sete anos após o tempo de donzela e viúva até aos oitenta e quatro. (...) Estando presente na mesma ocasião, começou também a louvar a Deus e a falar acerca do Menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém.
Da Bíblia Sagrada
Foi num dia como o de hoje, mas de 1908, que o Rei D. Carlos e o Príncipe D. Luís Filipe foram assassinados em pleno Terreiro do Paço, na presença da Rainha D. Amélia e do filho mais novo do casal, D. Manuel II, até à data o último Rei de Portugal.
A tragédia, que também vitimou um transeunte e dois regicidas, é um episódio inédito na história de Portugal. Alguns historiadores entendem que este crime precipitou o fim da monarquia e a implantação de um novo regime, dois anos e meio depois.
A primeira República foi também um tempo de grandes perturbações sociais: Sidónio Pais, o Presidente-Rei, foi morto em 1918, um ano depois da sua eleição presidencial. A instabilidade política e social só foi definitivamente ultrapassada com a instauração do Estado Novo, embora com a drástica supressão de alguns direitos políticos dos cidadãos.
É verdade que o 25 de Abril pôs termo, pacificamente, a esse regime autoritário, embora as vítimas do processo de descolonização não possam ser excluídas dessa contabilidade. Posteriormente, a aprendizagem da democracia, depois de ultrapassado o perigo de uma ditadura marxista, também não foi isenta de violentas tensões.
São conhecidos os nossos brandos costumes cristãos, mas na natureza de todos os povos há sementes de violência que, em qualquer momento, podem desabrochar. A recordação do holocausto é pedagógica para todos os homens de todos os tempos, sobretudo porque o horror dessa tirania ocorreu, por via democrática, no país mais desenvolvido da Europa.
A lembrança do regicídio e a memória dos mártires da pátria é necessária para a cultura da liberdade. Que o sangue inocente dos que tombaram por Portugal seja, para as gerações vindouras, uma séria advertência sobre os perigos do fundamentalismo e da intolerância e um chamamento para a construção da democracia e da paz.
Pe. Gonçalo Portocarrero de Almada Hoje no Jornal i
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Carlitos, pá! Falta-te mesmo o 3° neurónio ( o tic...