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Vamos testar a cultura geral?

por Maria Teixeira Alves, em 05.12.13

Que característica/Romance está por detrás de cada xícara de café metafórica?

 

Os meus palpites são:

1- Kafka: uma barata do romance Metamorfose

2- Proust: um relógio por alusão ao romance, À la recherche du temps perdu

3- Bram Stoker, sangue, do Drácula

4- Collodi, parece ser o grilo falante do Pinochio, mas também pode ser o nariz do mesmo.

5- Italo Svevo, o romance Últimos Cigarros

6- Oscar Wilde, o Roxinol e a Rosa

7- Lewis Carroll, o chapéu do chapeleiro maluco da Alice no País das Maravilhas

8- Marquês de sade, uma maminha, eventualmente do romance Justine (que eu nunca li, por isso é apenas um palpite).

9- Agatha Christie, A faca que é espetada no romance Crime no Expresso do Oriente, por todos os passageiros do comboio, no acto de justiça pelas próprias mãos.

10- Simenon e o cachimbo do Inspector Maigret

11- Stevenson, uma ilha que é A Ilha do Tesouro, um dos clássicos da literatura infanto-juvenil.

12-Jane Austen, xícara de chá da sensibilidade e bom senso

13-Hemingway, um copo de whisky que foi sempre a sua imagem de marca, uma vez que não acabava nenhum romance sem ser acompanhado de um copo de dois dedos de whisky.

14- Baudelaire, absinto, que era a bebida (droga) habitual de Charles Baudelaire.

15- Leopardi, a lua do seu poema  Il tramonto della Luna

16-Nabokov, os corações românticos do seu amor incondicional em Lolita

17-José Luís Borges, palavras. Não sei se se refere a alguém poema concreto.

18- Dante Alighieri, o Diabo, do romance O Inferno

19- Shakespeare, a caveira de Hamelet

20- Beckett que é o autor que é um dos principais ícones do grupo designado de Teatro do Absurdo, que faz uma intensa crítica à modernidade, penso que a chávena ao contrário se refira a isso e não a nenhum romance em concreto.


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À moda do Porto...

por João Távora, em 05.12.13

Esta noite, para nos falar sobre a "Importância da Herança Cultural Portuguesa no Mundo", teremos a opinião sensata e conhecedora de SAR, Dom Duarte de Bragança que falará na Casa de Bonjóia, pelas 21h15, no âmbito das tertúlias à moda do Porto: "Serões da Bonjóia". A entrada é livre. A não faltar.

 

Via João Amorim

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Retrocesso civilizacional é isto

por João Távora, em 05.12.13

 

Passou despercebido cá no burgo, mas isto aconteceu há pouco mais de uma semana em Buenos Aires: uma manifestação de mulheres pró-aborto provocando e agredindo um grupo de católicos determinados a proteger a catedral de San Juan de ameaças de vandalismo.

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O DESESPERO DE CERTOS DESESPERADOS

por Vasco Lobo Xavier, em 04.12.13

 

 

A vida não está fácil. Os portugueses estão a sofrer — todos, uns mais, outros menos, mas todos. As perspectivas não são boas, o presente e o futuro próximo não se afigura fácil, o governo não é dos melhores que tivemos em oitocentos anos, há razões para as pessoas andarem preocupadas. Mas há um grupo de gente que anda verdadeiramente desesperada. Não me refiro aos desempregados, que tanto sofrem, não me refiro aos pensionistas, que ainda assim estão bem melhor do que estarão as gerações vindouras na sua idade, não me refiro aos funcionários públicos, que vão tendo o seu lugarzinho assegurado, não me cinjo sequer aos que labutam diariamente para tentar salvar as suas peles e as dos seus filhos ou netos. Estou a falar da oposição, incluindo aqui um lote de gente antes insuspeita, mas que o ódio tem toldado o raciocínio ou, pelo menos, o comentário: Pacheco Pereira, Ferreira Leite, Bagão Félix, António Capucho, ou ainda, mais discretamente, Marques Mendes, Rui Rio, Marcelo Rebelo de Sousa, de entre muitos outros do PSD.

Alguém alguma vez imaginaria algumas destas pessoas alinhadas com Soares, no seu pior estilo, com Jerónimo de Sousa, num estilo sempre igual, os líderes da CGTP, sempre sem estilo, ou com os irresponsáveis do BE? Ou com os reflectidos disparates que oriundos do PCP, do BE ou da CGTP, ou com os disparates irreflectidos que brotam do PS? Só mesmo em estado de desespero.

 

A coisa que mais me incomoda nestes tempos difíceis não são as medidas, boas ou más, concorde ou não com elas, doam-me e prejudiquem-me pessoalmente ou não, que este Governo vem tomando por opção, por falta dela, ou por obrigação em virtude da perda de soberania a que o PS nos trouxe. O que mais me incomoda é a irresponsabilidade da oposição, aliada à de antigos aliados, por pura insensibilidade, por irresponsabilidade pura, por ódios mesquinhos, ou até por pensarem que estamos em condições de permitir que se brinque com o País.

 

Desce a taxa de desemprego? – É mau! Conseguimos ir aos mercados? – É mau! Conseguimos ir aos mercados e adiar o pagamento de dívida para lá dos anos difíceis em que estamos intervencionados? – É mau! Tentamos pôr a RTP a viver com menos, poupando os contribuintes? – É mau! E as fundações irregulares? – É mau também! E as restantes empresas públicas? – Péssimo! Tentamos resolver aos contribuintes o problema de empresas públicas mal geridas onde têm de colocar os seus impostos, ano após ano? – É mau! Mesmo tentando manter as empresas em mãos portuguesas e segurando alguns empregos? – É mau! Tentamos resolver o problema de gastarmos mais em pagamento de salários e prestações sociais e pensões do que aquilo que temos para lhes pagar anualmente? – É mau! É mau! Mau! Mau! Mau! É tudo mau, ou pelo menos inconstitucional. O Governo legitimamente eleito para estabelecer o programa (aparentemente inconstitucional, injusto e mau) negociado e estabelecido pelo anterior Governo socialista deve ser demitido e o Presidente da República demitir-se a seguir. Ou serem ambos corridos à paulada. Não é inconstitucional levar o país à falência, mas já o será tentar tirá-lo da falência, devendo até utilizar-se um modo inconstitucional para impedir quem tente fazê-lo. É bom quem destrói e destruiu o país, e mau quem tem de o tentar salvar, ainda que com medidas negociadas na sua generalidade por quem o destruiu.  Viveremos nós num país de doidos?!?... Estará tudo tolinho?!?... Só por ódios pessoais posso aceitar — e ainda assim muito mal — que pessoas que considero, como Pacheco Pereira, Ferreira Leite ou Bagão Félix, alinhem por este diapasão.

 

O governo não é bom? Os governantes actuais não serão dos melhores que já tivemos? Até poderia admitir isso, aqui e ali; mas fazer o quê? Buscar dinheiro onde? E crédito, seja de que forma for? Quais as soluções? Quais as soluções para os problemas que nos foram criando os políticos dos últimos anos? É preciso consciencializarmo-nos de que não estamos a empobrecer: nós estamos apenas a habituar-nos a viver com o que temos e produzimos, o que é bem diferente e muito difícil depois de termos andado quase 40 anos completamente embriagados com imaginária riqueza fácil, oriunda do crédito e de visitas periódicas do FMI e da UE, e os últimos 15 anos totalmente drunfados por um partido socialista, cujo líder de então considerava natural não pagar a dívida pública e mais natural ainda endividar-se alegremente (sem ocupação remunerada conhecida) em 100.000 euros, junto da Caixa Geral de Depósitos, para ir em Erasmus de luxo para Paris escrever umas patacoadas que imagina serem estudos universitários, que depois promove em cocktails provincianos, junto de pacóvios embasbacados, com um antigo Procurador-Geral e de um ex-Presidente do STJ a aplaudirem energicamente na primeira fila, todos a ouvirem atentamente uns antigos Presidentes de República, do Brasil e de Portugal, que mal conhecem o estudante e o seu verdadeiro percurso universitário (acaso tenha existido), para já não falar da sua obra, que, como obra, tem apenas um nome vernaculoso. É duro de ouvir? É o País que temos! Será isto que queremos? Este o exemplo? É isto que deixamos aos nossos filhos? O País que queremos oferecer-lhes?

 

O desespero brutal destas pessoas das oposições actuais é estarem a consciencializarem-se de que a maioria dos portugueses já não confia nelas nem nelas se revê, muito menos nas suas opiniões. Alguém ouvirá atentamente Soares sem estar a brincar no seu telefone? Ou a verificar a sua caixa de mensagens? Os portugueses sofrem, realmente, mas na sua grande maioria sabem bem que se viveram muitos anos para lá das nossas possibilidades. Anos bonitos e fáceis, mas completamente irreais. A maioria vê as auto-estradas vazias e o produto dos seus impostos desbaratado em inutilidades sem qualquer retorno, se esquecermos os votos dos políticos nas eleições seguintes. A maioria compreende também que haja necessidade de ajustar as despesas públicas às receitas, como se faz nas suas próprias casas com ordenados exíguos, quando existem, o que vai rareando. Sabe que não tem impostos para impor a terceiros que permitam pagar as prestações da casa ou as despesas dos filhos. Percebe ainda que não pode pagar mais impostos, aqueles que ainda têm como pagar alguma coisa e não estão esmagados por legislação fiscal completamente abusiva, e ainda menos admite o estado de coisas se os seus impostos forem utilizados para pagar empresas públicas sistematicamente deficitárias e onde se está permanentemente em greve, prejudicando gravemente os que tentam trabalhar onde ainda há trabalho. A maioria dos portugueses percebe que não se tomam as medidas que fazem sofrer a população por gosto, opção ou política, mas por necessidade e para corrigir erros passados (e alguns outros que se vão mantendo), tentando-se melhorar o futuro. E a maioria dos portugueses percebe que as medidas duras vão tendo algum efeito positivo, lento, moroso, difícil, mas positivo, a médio ou longo prazo. E que há luz, ténue, muito ténue, mas que há luz ao fundo do túnel e que ela vai aparecendo.

 

E essa atitude dos portugueses está a causar um desespero brutal nas oposições e nos que odeiam quem nos governa actualmente. Aquilo corrói aquela gente. A possibilidade da troika sair daqui sem mais, de Portugal poder levantar-se, de os portugueses se safarem, poderem respirar, aspirar a qualquer coisa de melhor, dizer “doeu mas safámo-nos desta”, isso destrói aquela gente. Essa esquerda e amigos de oportunidade preferem destruir o país e os portugueses, seja por tumultos, seja pela violência, seja pelo disparate de exigir a demissão do Governo ou do Presidente, ou de ambos ao mesmo tempo, com todos os efeitos negativos que isso traria, seja pelo Tribunal Constitucional, seja pelo que for: eles não podem é permitir que este Governo chegue ao fim com sucesso face ao duro trabalho que o PS negociou e lhe (e nos) deixou para cumprir, enquanto ficou de fora aos berros fáceis, bebericando calmamente nas esplanadas e clamando contra tudo aquilo a que tinha obrigado os portugueses, e possibilitar-se assim que os portugueses felicitem e premeiem nas eleições legislativas de 2015 este Governo pelo feito extraordinário que desejavelmente alcançará (esperamos) com o seu trabalho.

 

Eles, a oposição e os amigos do contra, tentam desesperadamente e por tudo que isso não seja permitido nem possível, mesmo que com isso se lixem os portugueses e Portugal. O outro dizia que se lixassem as eleições; estes é que se lixem os portugueses e o País. Só isto bastaria para tomar posição, goste-se ou não de quem nos governa. E por isso é em completo desespero que esta gente apela tão facilmente ao Tribunal Constitucional como à violência brutal e inconstitucional, como se fossem coisas iguais. Em desespero se entregam a entrevistas desesperadas. Defendem desesperadamente o indefensável e sem soluções. Em desespero se oferecem às televisões, rádios, e a caixotes de sabão em cada esquina para berrarem o disparate desesperado. O desespero da oposição e das gentes que a ela aderiram está, para eles, muito acima dos reais interesses dos portugueses e de Portugal. Mas, por muito que não se simpatize com os governantes actuais, os verdadeiros portugueses não podem permitir que os desesperados interesses próprios dessa gente se sobreponham aos reais interesses do País. Este deve estar muito acima desta gentinha desesperada. A bem dos que vierem.

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por João Távora, em 04.12.13

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Em 2017 e 2018 é que vão ser elas

por Maria Teixeira Alves, em 03.12.13

Fonte: Negócios


A operação de troca de dívida realizada esta semana pelo IGCP trouxe na prática o adiamento do pico da dívida para 2017 e 2018.

O IGCP enviou ao todo, nesta operação, 6.637 milhões de euros de dívida para esses anos. Na prática será a próxima legislatura que terá de resolver o grande pico de dívida. E só não será pior o excesso de dívida para reembolsar nesses anos porque houve a extensão de maturidades de empréstimos do MEEF, que passaram a vencer até 2022. 

Claro que faz-se o que se pode, e se João Moreira Rato tivesse conseguido o alisamento da dívida até 2022 tê-lo-ia feito. Mas não foi possível.

Com a troca de dívida realizada na terça-feira o Governo consegue nivelar os reembolsos para um valor próximo dos 10 mil milhões de euros nos próximos anos. Em 2014 o IGCP precisa mesmo de emitir dívida nova e num prazo que não pode ser inferior a 8 anos (o melhor seria a 10 anos) para reembolsar a dívida que vence entretanto. Não há margem para aumentar mais o pico da dívida para antes de 2022 (em 2021 o valor a pagar já vai nos 10,77 mil milhões de euros). 

Ao aliviar os reembolsos de dívida nos próximos dois anos, a operação aumenta as hipóteses de Portugal terminar o programa de resgate em 2014. 

 

A Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) recomprou 837 milhões de euros em dívida que vencia em Junho de 2014, 1.640 milhões em títulos com maturidade em Outubro do mesmo ano e ainda 4.160 milhões em obrigações que venciam em 2015.

 

Em troca, os investidores receberam dívida com vencimento em 2017 e 2018. Em rigor, o IGCP emitiu para estes investidores 2.680 milhões de euros em títulos para 2017 e 3.970 milhões de euros para 2018. Os reembolsos ficaram também ligeiramente mais caros. Os títulos trocados tinham uma rendibilidade implícita, de acordo com os termos oferecidos pelo IGCP, de 2,127%, 2,753% e 3,324%, respectivamente às linhas de Junho e Outubro de 2014 e Outubro de 2015. As linhas de cujos títulos os investidores receberam contêm uma taxa de 4,677% e 4,956%.

 

 

 

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Gente realmente importante

por João-Afonso Machado, em 02.12.13

Entre os virar à direita e à esquerda, seguindo em frente na freguesia da Vitória, há-de acabar por aparecer a Rua do Ferraz. Estreitinha, sempre a descer, com os torreões da Sé entalados entre os edifícios que a bordejam. Um requintado naco do Porto dos romances de Arnaldo Gama. E onde acaba de nascer o Istaminé.

Um balcão de comes e bebes com muito de caseiro, até a conversa. Por todo o espaço, artesanato diversíssimo e as consignações de quem pretenda. Mais a disponibilidade para workshops, jantares de amigos, exposições fotográficas... Evidentemente, está já na calha uma colossal, com temática bem defenida: perdigueiros portugueses - um regalo para o respeitável público. Com muita e boa música sempre presente, ininterruptamente audivel.

Nunca a Rua do Ferraz conheceu aventura assim. Pelo menos desde o tempo em que, ali perto, as populações se eriçavam em fúria contra o monopólio vinhateiro imposto por Pombal. Vivo fosse, Gama reescreveria Um motim há cem anos...

É a aventura da Li e da Ana. Toda a sorte, todo o sucesso para as duas!

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A democracia funciona na Croácia

por Maria Teixeira Alves, em 02.12.13

Cito aqui a notícia do Expresso, porque considero que deve ser divulgada para que se saiba que há países onde os referendos são instrumentos legítimos da democracia, muito úteis quando estão em causa questões que, dizendo respeito a todos, uma vez que se trata de legislação, são fracturantes:


A Croácia aprovou em referendo uma emenda constitucional que proíbe o casamento homossexual. Dois terços dos croatas decidiram ontem manter apenas legalizadas as uniões heterossexuais.

"Acredita que o casamento deve ser apenas definido entre um homem e mulher?" foi a pergunta que os croatas tiveram de considerar em referendo. Cerca de 65% responderam afirmativamente à emenda constitucional proposta pela oposição conservadora, que veta assim o casamento entre pessoas do mesmo sexo.




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... porque não existe essa coisa de “1º lugar ex-aequo”, ou “partilhado”. O facto é que mesmo só por uma semana só cabe uma equipa no 1º lugar da tabela classificativa.

 

Originalmente publicado aqui.

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TRABALHADORES DE QUALIDADE:

por Vasco Lobo Xavier, em 02.12.13

Portugal tem uma absurda tendência para tratar sempre tudo por igual, quando a realidade não é igual. Veja-se o caso dos Estaleiros Navais de Viana de Castelo. É que para lá da infelicidade natural que estas coisas trazem, não haja dúvida, a verdade inquestionável é que para os trabalhadores dos ENVC que forem realmente bons profissionais, a situação actual é praticamente como sair-lhes a lotaria: recebem uma bolada de um momento para o outro, e por cima dessa indemnização provavelmente irão num futuro muito próximo trabalhar para a Martifer. Haverá coisa melhor? Mas disto os sindicatos não falam.

 

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O único e legítimo sucessor

por José Mendonça da Cruz, em 01.12.13

Na comemoração do 1 de Dezembro, António Costa celebrou a data da restauração da independência como prova de que «existe sempre alternativa».

Como sempre, não falava como presidente da Câmara de Lisboa; falava como o único e legítimo líder socialista.

António Costa é tão bom como Vítor Ramalho. Como ele, abomina os privados, detesta os mercados, despreza os credores (os socialistas nunca vislumbram que «os mercados» são as pessoas exercendo a sua liberdade económica) e crê em soluções mágicas.

António Costa é tão bom como Pacheco Pereira. Comina com as piores ofensas quem andar a consertar as finanças, e jura por uma alternativa que só ele conhece -- mas nunca diz qual é ela (a de Hollande, já não é, mas ela existe: consiste em sair do Euro, recusar pagar a dívida e viver uma tragédia).

António Costa é melhor que Sócrates. Enquanto servirem de almofada os mais de 300 milhões de euros que o governo lhe ofereceu em troca dos terrenos do aeroporto e da Expo, pode recusar a semana das 40 horas, instalar no Intendente segundas sedes provisórias da CML pagando rendas e obras extravagantes, e reorganizar a reorganização da Ribeira das Naus, e «investir» para o «crechimento» e para o «emprego» ilusório. E, mais disfarçadamente do que Sócrates, já não estará na Câmara quando for preciso pagar a conta.

E Costa é muito melhor que Seguro. Ele é que tem «uma política para as pessoas».

Aliás, António Costa é mesmo muito melhor que Mário Soares. Melhor que Soares, Costa é capaz de manter-se republicano, socialista e laico do mesmo passo que celebra feitos dos tempos monárquicos. Melhor do que o velho animador que juntou umas cadeiras na Aula Magna contra a constituição, a democracia e o Estado social (entre elas, Costa, que «gostou do que ouviu»), Costa é capaz de pôr no mesmo pé um governo maioritário e os ocupantes espanhóis - e ainda ser considerado intelectualmente sério. Eis, pois, o único e legítimo herdeiro. Eis o líder que o PS merece (já do país, não cabe dizer o mesmo).

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Restaurar a bandeira?

por João Távora, em 01.12.13

(...) A função do estandarte nacional é unir os cidadãos em volta de um símbolo imediato e inspirador. Com todo o respeito (dado que a lei pune o desrespeito), a única coisa a que o estandarte local nos inspira é a lamentar o gosto dos consultores de marketing do Partido Republicano, e o azar de o Partido Republicano ter um dia trans- formado Portugal no seu pátio das traseiras. Nações prósperas possuem bandeiras, digamos, bonitas, capazes de suscitar um sentimento de pertença e, dentro do possível, coesão. Ocorrem-me os Estados Unidos, o Japão, o Canadá, Israel, a Inglaterra, a Coreia do Sul e, esticando a corda, o Montenegro, lugares onde a máxima de Kennedy não é mera retórica. Perante a bandeira cá de casa, que sem surpresas gerou imitações no Bangladesh e no Burkina Faso, só apetece perguntar o que é que o nosso país pode fazer por nós. E responder de seguida: mudar a bandeira, pelas alminhas. (...)


Alberto Gonçalves hoje no DN

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Estamos a cerca de dois anos da eleição de novo Presidente da República e por isso a iniciativa da homenagem ao General Eanes não é casual mas sim um convite (não explícito) para considerar a sua candidatura. O homenageado declarou que "não há género nem propósito de qualquer ação política organizada a desenvolver quer no presente, quer no futuro". Apesar desta resposta continuará a movimentação no sentido de convencer o ex-Presidente da República a apresentar-se como candidato nas eleições de 2016.

Estamos assim colocados perante as regulares questões em torno da Chefia do Estado e que desde 1910 são as da Presidência de República. Escrevo regulares porque as eleições são cada cinco anos e os candidatos começam a apresentar-se cerca de dois anos antes do acto eleitoral. Ou seja e em boa das verdades o Presidente da República fica apenas três anos imune à questão da sua substituição. É esta a primeira questão: não faria mais sentido optar por um mandato mais longo da Chefia de Estado e assim contribuir para uma maior estabilidade desta que é (ou deveria ser) a função de representação de um povo quer perante os outros Órgãos do Estado quer perante a comunidade internacional?

Outra questão que a esta primeira está muito associada é a da unidade um Povo em torno do seu Chefe de Estado; por outras palavras é ou não este o Presidente de todos os portugueses? No regime em que vivemos claramente não é e enquanto nada for alterado muito dificilmente o será algum dia. Mário Soares nunca foi, genuinamente, reconhecido como tal e o mesmo aconteceu e acontece, respectivemente, com Jorge Sampaio e Cavaco Silva. Digo genuinamente porque não ponho em causa o reconhecimento, formal, da legitimidade política de qualquer uma destas personalidades. Ora aqui entra o General Ramalho Eanes: foi ele o Presidente de todos os portugueses? Não, não foi. Mas estou convencido que foi aquele que mais portugueses reuniu à sua volta e ainda hoje será aquele que o Povo reconhece (entre todos os que passaram em Belém) como o mais impoluto e o mais independente de influências partidárias ou de outras quaisquer obediências. Teve um papel fundamental no 25 de Novembro de 1975 e no que isso significou de travão aos excessos do PREC, foi o primeiro Presidente da República eleito após 74 (e talvez até o primeiro Presidente verdadeiramente eleito em ambiente democrático desde que a República foi implementada) e prestou sempre um serviço público quer enquanto militar quer enquanto Chefe de Estado. Temos outro português nas mesmas (ou semelhantes) condições? Infelizmente não. É este o drama da nossa República.

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Domingo (1º do Advento)

por João Távora, em 01.12.13


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Como aconteceu nos dias de Noé, assim sucederá na vinda do Filho do homem. Nos dias que precederam o dilúvio, comiam e bebiam, casavam e davam em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca; e não deram por nada, até que veio o dilúvio, que a todos levou. Assim será também na vinda do Filho do homem. Então, de dois que estiverem no campo, um será tomado e outro deixado; de duas mulheres que estiverem a moer com a mó, uma será tomada e outra deixada. Portanto, vigiai, porque não sabeis em que dia virá o vosso Senhor. Compreendei isto: se o dono da casa soubesse a que horas da noite viria o ladrão, estaria vigilante e não deixaria arrombar a sua casa. Por isso, estai vós também preparados, porque na hora em que menos pensais, virá o Filho do homem.


Da Bíblia Sagrada

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