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O TGV devagarinho…

por Vasco Mina, em 12.10.13

Podia não se fazer tudo, mas fazer devagar. Custa imenso ver o TGV em Espanha; na Europa, só este rectângulo é que não vai ficar dentro da linha de alta velocidade. Foram mais troikistas que a troika. Não tinham de interromper as obras, tinham de fazer mais devagar, podiam alterar o projecto para ser mais barato. É o PS, nas palavras de Álavaro Beleza, no seu melhor. Vamos então, com o PS no poder, ter grandes obras mas em reduzida velocidade pois devagarinho ficam mais baratas…

De doidos

por João Távora, em 11.10.13

"Portugal é o país da União Europeia com mais casos de doenças mentais. Um em cada quatro português sofre problemas do foro psíquico". 
Não será isto um motivo válido para o Estado Português resolver as próximas avaliações da Troika com um atestado médico?

Voltámos ao capitalismo popular

por Maria Teixeira Alves, em 11.10.13

Notícia do Dia II:

 

Governo aprova venda de 70% dos CTT em bolsa

 

Isto é, Estado mantém 30%. Dá jeito...

 

O regresso do capitalismo popular, tão do agrado dos socialistas e... dos populares. Mais uma para o rol de empresas que são públicas q.b..Bom para os lugares no 'board'. O próximo governo agradece.

Why I am Not Surprised?

por Maria Teixeira Alves, em 11.10.13

Notícia do dia: 

Ansiedade e Depressões

"Portugal é o país da União Europeia com mais casos de doenças mentais. Um em cada quatro português sofre problemas do foro psíquico".

subvenções vitalícias

por Vasco Lobo Xavier, em 10.10.13

... e seria ainda muito interessante publicar-se uma listinha com os nomes dos que andam a comer.

Passos em directo

por João-Afonso Machado, em 10.10.13

J:\FOTOS\DIVERSOS - BLOGS\P. COELHO.JPG

Suponho ter sido uma iniciativa inédita - e mesmo corajosa, atendendo à actual atitude desconfiada dos portugueses ante o Poder Executivo.  Foi uma troca de impressões, chamemos-lhe assim, rápida e com limitações de tempo ente o 1º Ministro e um grupo de cidadãos escolhidos ignoro sob que critérios. Enfim, Passos Coelho deu a cara em directo na RTP1 ante uma plateia numerosa e disciplinada.

Os temas versados foram os costueiros: a Saúde, a Justiça. o Ensino, os Transportes, os custos da Interioridade, a Fiscalidade, a Agricultura, o Emprego

No fundo, cada interveniente apresentou o seu problema pessoal, sendo certo que esses mesmos podem ser multiplicados por dezenas ou centenas de milhar.

Passos respodeu como soube e foi capaz. Convenceu?

Passando ao lado o arrojo da iniciativa, a questão da apresentação de argumentos convincentes, em boa verdade, sequer se punha. Ninguém terá entrado no estúdio na disposição de ser explicado ou convencido. Apenas na de desabafar.

O País mudou e há, pelo que se vê, quem ainda acredite em "sessões de esclarecimento". Pura perda de tempo. Já não estamos em 1975/76. Hoje adere quem já aderiu e escarnece quem vem sempre escarnecendo. Actualmente valem ao eleitorado o assanhamento sindicalista ou os festivais Barreiros/Carrrera. Só.

E lá fora, à porta dos estúdios, era assim.

 

Boa iniciativa

por Maria Teixeira Alves, em 09.10.13

Estou a ver o País Pergunta, com o Primeiro Ministro Pedro Passos Coelho, e acho a iniciativa da RTP fabulosa. Os portugueses perguntam directamente. Aqui está verdadeiramente a democracia. Os portugueses sem intermediários. Isto é, sem deputados e sem jornalistas, que usam sempre o povo como justificativo para as suas posições. 

Os portugueses em directo, num formato inédito. Parabéns RTP. 

P.S. Pedro Passos Coelho é um excelente orador.

A banalidade do mal

por Maria Teixeira Alves, em 09.10.13

Fui ver o filme Hannah Arendt, sobre a jornalista que em 1961 foi destacada pela revista The New Yorker para cobrir o julgamento do Nazi Adolf Eichmann, em Jerusalém. O filme é bastante maçador o que impede de estarmos focados no essencial. O tom monocórdico da língua germânica também deve ajudar a isso.

Mas voltando ao essencial, o filme aborda as pressões que a jornalista sofreu por ter posto em causa a atitude de alguns judeus que denunciaram os seus (eventualmente como acto de cobardia para salvar a própria pele). Hannah Arendt, que era filósofa também, transformou a cobertura jornalística do julgamento num tratado sobre a Banalidade do Mal. 

À medida que Hannah Arendt vai relatando o julgamento torna-se cada vez mais evidente a sua linha de argumentação: trata-se de um homem banal, trata-se de actos banais, trata-se da banalidade do mal, trata-se de obedecer ao Estado, trata-se de ser humano sem questionar, trata-se de manter um status social. 


O mal é banal. É banal e reveste-se das mais variadas formas (na cobardia, na obediência, na submissão, na inveja). O tratado sobre a banalidade do mal é a constatação de que o mal é praticado diariamente pelo Homem normal, pelo Homem comum. O mal é banal. E o bem? Será também o bem banal?

O melhor restaurante

por João-Afonso Machado, em 09.10.13

Dispunha-me já a escrever panegirico cuidado sobre os elevados méritos do restaurante: a quietude do espaço, o seu silêncio, aquelas tantas mesas competamente vazias; eu a chegar e a ser logo servido, o comando da televisão confiado à minha pessoa, canal e som a meu inteiro gosto. Queria mesmo agradar à patroa, registar ditos suculentos sobre a vitela estufada, amavelmente sugerir-lhe comprasse também o Ponte de Lima seco e o adamado e não apenas o loureiro... Em duas palavras, pregar no peito do restaurante onde muitas vezes janto uma douradissima medalha de ouro, estabelecer com ele um pacto de fidelidade.

Mas depois, ainda a tempo, lembrei-me isso seria o fim. As minhas entusiasmadas palavras poderiam chamar a atenção de alguém. Todas as mesas que habitualmente me circundam talvez perdessem a sua discrição e se tornassem palradoras. O estufado demoraria mais a ficar pronto e o vizinho do lado iria preferir um qualquer outro qualquer estupido canal televisivo; o jornal não estaria sempre à disposição e eu acabaria por abalar em busca de outro poiso de comida.

Por isso, o anonimato presidindo a estes encómios. É o melhor restaurante cá da terra justamente porque costumo ser o seu único cliente nocturno. Uma mimalhice pegada, enfim. Oh minha senhora!, tenha paciência mas deixe as coisas continuarem assim.

 

Indignações há muitas

por Maria Teixeira Alves, em 09.10.13

Pedro Silva Pereira, ex-ministro da Presidência do Governo de Sócrates, diz que Demissão de Rui Machete já devia ser «caso arrumado». O socialista não gosta que sejam violadas a ética e a separação de poderes. Lá dizia o provérbio: Nunca digas que sou o que fui.

Sob o mesmo sofrimento, somos irmãos

por José Luís Nunes Martins, em 08.10.13

 

Quando sofrem, as pessoas revelam-se. Como se a adversidade destruísse as superficialidades, e a identidade mais funda se manifestasse de uma forma tão fluída e pura que choca pela evidência de uma verdade tantas vezes inesperada até aí.

 

Sofrer, qualquer um dos males da existência, é viver algo que põe em causa as esperanças e onde a finitude e a dependência humanas são sempre certezas absolutas. Pouco se pode fazer perante o sofrimento, trata-se de o suportar enquanto se lhe tenta descobrir o sentido...

 

O sofrimento é um mal. Ninguém encontra na sua dor motivo de felicidade. Pode acontecer que o mal seja inevitável como meio para um bem maior, mas o que se deseja é sempre o bem como fim, nunca o mal, tão-pouco como caminho.

 

Há um efeito comum a qualquer tragédia no seio da qual nos seja dado viver, o de nos fazer mais próximos dos que connosco sofrem dessa mesma condição, os que choram das mesmas lágrimas que nós. Fazemo-nos irmãos de quem experimenta a mesma dor... o sofrimento remete-nos para uma solidão profunda, da qual a maioria dos outros (dos que não vivem a mesma dor) se afastam como se fosse contagiosa... e, assim, ao mal da tragédia acresce-se a dor de perda dos que julgávamos que ficariam connosco... a verdade, sob estas circunstâncias, é crua e atroz.

 

Podem então surgir, se se abrirem os olhos, irmãos onde menos esperamos. Afinal, um irmão é quem connosco vem viver quando se cumpre o pior dos nossos dias. Muitos são os que estão na festa, poucos os que dela ficam para a luta... um ou dois os que se juntam a nós por causa da guerra.

 

Hoje, a solidão do sofrimento é vivida por multidões de gente comum, pessoas iguais a todas as outras, mas mais fundas... umas fazem-se protagonistas, outras antagonistas da bondade possível do mundo...

 

Sob os sofrimentos mais terríveis, há muitos homens que encontram em si mesmos a força que lhes permite resistir a tudo, aquela que os faz tornarem-se ainda mais dignos de uma felicidade que lhes pode ser adiada, mas lhes é prometida, devida e certa. São  os que encontraram no alívio do sofrimento alheio um sentido para a sua existência.

 

A culpa é uma agonia a que ninguém escapa, pese embora alguns julguem que a conseguem aniquilar através das suas sempre muito engenhosas desculpas para renunciar à responsabilidade... acreditam que fugindo para longe deixam a culpa para trás... chegam até a julgar possível serem heróis da infidelidade. Estes, que preferem deixar-nos sós sob a tempestade, não compreendem que mais do que fugir de nós, correm para longe de si mesmos, para bem longe do melhor de si... rumo ao pior. Mas, por mais que corram e deem voltas ao mundo, jamais encontrarão paz enquanto não descobrirem o valor de uma vida autêntica. Afinal, os bons são os que ficam com quem sofre... só os bons.

 

Nenhuma dor nos deixa onde nos encontrou. A revolta é apenas um dos primeiros passos da resposta ao sofrimento... reconhecer o dom da força para resistir à adversidade, outro... aceitar todos os calvários como sendo parte dos caminhos da vida, outro ainda... para, antes do final, chegar a ter a certeza que sem tudo ser lógico, não há, contudo, sofrimentos sem sentido ou valor.

 

A aparente pobreza que o sofrimento descobre é afinal a verdadeira essência de cada um de nós. Conseguimos suportar muito. Quase tudo. Tudo, se não estivermos sós.

 

... quanta verdade se descobre nos dias de tempestade!

 

 

 

 

(publicado no jornal i - 5 de outubro de 2013)

 

ilustração de Carlos Ribeiro

Para memória futura

por João Távora, em 08.10.13

 

Às vezes ponho-me a imaginar como, tal como acontece quando olhamos para o passado da Europa civilizada com o trafico de Escravos no Século XIX ou a Guerra química 1914 - 1918 (só para dar dois exemplos), o que é que os nossos vindouros pensarão da nossa moderninha Europa do século XXI com as vítimas do aborto livre e dos naufrágios em Lampedusa (só para dar dois exemplos). Não podemos, nunca por nunca, deixar de nos questionar e inquietar. Para evitar a estupidificação do “provincianismo do presente”, aquele logro patético de que tudo o que é moderno é bom. 

No aproveitar é que está o ganho

por João-Afonso Machado, em 07.10.13

Houve boicote eleitoral no transacto dia 29, em Ourondo, Covilhã. Motivo: mais um protesto contra a fusão de freguesias. Acho muito bem, compreendo perfeitamente a revolta das populações assim despojadas da sua identidade (quantas vezes secular...) pelas tirnas regras da Administração Central e da burocracia.

O facto é que este último domingo se realizou novo escrutínio, tendo comparecido, dos  460 eleitores inscritos, apenas dez.

Ganhou a CDU...

Sim, só faltam 30 para os 900 anos

por João Távora, em 07.10.13

O país é anterior às ideologias. O país precede os regimes. Os regimes e as ideologias existem para servirem o país, e não o contrário. Ao celebrar 1910 em vez de 1143, a III República está a dizer que Portugal existe para servir a ideologia da esquerda jacobina.

Ler mais, aqui

Antes que se torne numa guerra do tipo BCP

por Maria Teixeira Alves, em 07.10.13

O conflito entre o Grupo Espírito Santo e Pedro Queiroz Pereira está a preocupar o Governo? A verdade é que Eduardo Catroga tem procurado ajudar, como embaixador independente, mas essa independência poderá ser meramente formal. Ninguém quer uma guerra cujos estragos se façam sentir em dois grupos tão importantes para o país.

O imenso vazio socialista contado por quem o conhece

por José Mendonça da Cruz, em 07.10.13

 

 

Manuel Alegre publicou em Agosto no Público um artigo luminoso que pode ser lido aqui.

 É um relatório da falência do socialismo, adornado profusa embora involuntariamente com os tiques mais característicos da esquerda.

O artigo chama-se «Palavras Imensas», e essa é a primeira fonte de maravilha. A expressão foi tomada emprestada de Cesariny. Cesariny escrevia realmente sobre coisas imensas, como o amor, mas Alegre utiliza-a para chorar os amanhãs que afinal não cantam. É um dos processos mais comuns na esquerda: instrumentalizar a cultura e menorizá-la pela sua utilização como arma de arremesso.

Depois, em duas colunas e meia, Alegre conduz-nos pela história das falências socialistas, uma parcela de boas intenções sangrentas no caixote de lixo da história.

Recorda a teoria leninista do partido de vanguarda, o centralismo democrático, para logo as classificar de «velharias ideológicas».

Recorda, logo, a revolução russa de 1917, que considera fonte de «esperança de explorados e oprimidos», apesar, reserva Alegre, «das tragédias posteriores, das purgas e do Gulag». Os comunistas não diriam melhor: em 1940, a Ucrânia estava um brinquinho, pena terem morrido 3 milhões de camponeses devido a um «erro» ou «desvio doutrinário».

É a segunda pérola de esquerda. Se alguém dissesse a Alegre que o nacional-socialismo foi muito bom para a produção industrial alemã das décadas de 1930-40, apesar do totalitarismo, do racismo, da tortura, do genocídio, das dezenas de milhões de mortos, Alegre indignar-se-ia e tonitruaria qualquer coisa. Sem reparar sequer que os seus aplausos e reservas são água do mesmo banho turvo.

Lamenta Manuel Alegre, depois, os homens como Mitterrand que depois de proclamarem a «ruptura progressiva com o capitalismo», acabaram a subscrever «a consagração do neoliberalismo no Tratado de Maastricht», ou os homens como Soares que defenderam a «ruptura gradual com o capitalismo» e, depois, meteram o socialismo na gaveta. «Onde isso vai!», suspira ele. E bem ida seja, ainda, escreve Alegre, «a moda pseudo-modernizadora do blairismo». Nem o comunismo, nem a apropriação pelo Estado dos factores de produção, nem os fósseis de transições indesejadas como a que a nossa Constituição ainda incensa, nada. Coisas ultrapassadas, velharias, tudo!

Mas aflige-se Manuel Alegre por os comunistas não falarem de revolução, nem os socialistas de socialismo. E adverte ainda que um partido pode tornar-se historicamente desnecessário.

Que propõe, então, Manuel Alegre como ideário e valor histórico? Ora, a «matriz das esquerdas», a recusa da «injustiça inerente ao capitalismo».

E eis aqui, límpida e cristalina, a grande assintonia entre socialistas e eleitores. Pois, como deve magoar os socialistas que, após a queda do Muro de Berlim, após uma crise profunda como a que ainda vivemos, os eleitores continuem a preferir a liberdade económica e o risco, em vez do vetusto regaço protector do Estado que os socialistas oferecem (desde que gerido por eles) a todos por igual independentemente de mérito, formação, disciplina, inteligência, trabalho e esforço. Querem ser bons, os socialistas, e os eleitores ingratos e contumazes preferem a economia dos «privados», o risco dos «mercados», a liberdade, em suma -- essas palavras que suscitam tão visíveis incompreensão e azedume nos socialistas que as pronunciam.

Que propõe, repito, o socialismo? Como o próprio Manuel Alegre acabara de demonstrar, propõe nada. Nada à excepção do combate à direita «que assume sem complexos a sua ideologia» e cavalga na «maior ofensiva de sempre contra os direitos dos cidadãos e o património histórico e social da democracia». E eis a pérola final da matriz das esquerdas: nós somos genuinamente bons, altruistas, generosos; os outros são egoístas, perniciosos, destrutivos.

Pouco interessa o rasto histórico de tirania e sangue que a esquerda deixou na Rússia, na Hungria, na Checoslováquia, na Roménia, na Grécia, no Vietname, na China, no Camboja, na Coreia do Norte, em Cuba, na Bolívia, na Colômbia, etc. E pouco interessa o historial de liberdade e bem-estar de Alemanha, República Checa, França, Inglaterra, Espanha, Itália, EUA, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Taiwan, Coreia do Sul, Chile, Bolívia, etc. Para os socialistas é um axioma: nós vestimos de rosa e somos bons; a direita veste de negro e é pérfida.

Esta crença exótica e infundada é partilhada ainda, entre nós, por bastante gente. Mas convém distinguir: vai uma enorme e fundamental diferença entre os homens sérios, poéticos e generosos, como Alegre ou os juízes do TC, que defendem o vácuo em nome da saudade; e os homens venais, sem dúvida inteligentes e dissimulados, que apenas anseiam por chegar ao poder, e prometem tudo para acederem às negociatas com dinheiros públicos e, depois, a um cargo bem pago nalgum privado agradecido.

Prefiro Alegre, que é um senhor. Se Alegre não fosse um senhor nem teria deixado por levantar essa pedra debaixo da qual se esconde a derradeira maravilha socialista, a das «questões fracturantes». É natural que tenha ficado para outra altura e para protagonistas adequadamente rascas.  

Uma estratégia que preserve a esperança

por João Távora, em 07.10.13

 

No dia de mais um aniversário da “república”, convém relembrar que a chefia de Estado real, como provam as velhas monarquias constitucionais europeias, em situações de crise politica ou económica opera com extraordinária eficácia como factor de equilíbrio e elemento aglutinador. 

Dito isto, estou convicto que o aproveitamento do descontentamento popular e das fragilidades de um País sob resgate financeiro e sob forte ameaça de desagregação social com vista à afirmação do ideário monárquico parece-me um grave erro. Foi esse o modelo de intervenção dos republicanos nos anos que antecederam o 5 de Outubro: de uma forma impiedosa, numa política de terra queimada, de “quanto pior melhor”, todas as ignomínias foram utilizadas para denegrir a Chefia de Estado e o regime constitucional monárquico: a intriga permanente, a violência verbal e a calúnia, o assassinato político, o golpismo e o facciosismo deram frutos em 1908. Depois, o sucesso da “república” apenas foi possível à custa dum País profundamente fracturado e deprimido, e com a imposição duma continuada repressão e violência sobre os portugueses. Os reflexos desse trágico período condicionaram a nossa História até aos dias de Hoje.
Acontece que a agenda dos monárquicos militantes é de facto mais difícil de afirmar nestes tempos de desagregação, empobrecimento, mágoa e revolta que vivemos; quando a demagogia apela à irracionalidade e a uma intolerante agenda igualitária que invoca os instintos mais primários. Tanto mais que o regime monárquico para ser eficaz, exige uma Nação com auto-estima e um Estado com instituições credíveis, factores intrinsecamente orgânicos, porque emergentes do Povo de que procedem. 
A militância Realista é, por tudo o que referi, um trabalho de longo prazo. Uma exigente maratona de persistência, paciência e inteligência. Porque só após edificada a monarquia, reflectida na solidez das instituições democráticas da Nação, faz sentido chamar o Rei.

 

Publicado Sábado no jornal i 

Machado, FM

por João-Afonso Machado, em 06.10.13

Os Beatles já lá iam. Separados, faziam as suas carreiras a solo, circunstância que nunca foi do inteiro agrado da maioria, creio bem. Mas houve hits inesquecíveis e, em tal matéria, sobressaía John Lennon. Como, por exemplo, com o seu inesquecivel Woman:  «I love you / Understand the litlle child / Is inside your man / Please remember my life is in your hand / And woman hold me close your heart...».

Ainda na casa dos 20, todos acreditávamos isto fosse possivel. Se calhar, vezes houve em que foi!

Os invejosos

por Maria Teixeira Alves, em 06.10.13

Nos dias que correm surgem-me à memória frases intemporais e quem já esteve sob a mira de um invejoso deve sentir-se compreendido nesta frase de António Lobo Antunes: "A inveja é um sentimento horrível. Ninguém sofre tanto como um invejoso".

O invejoso dá sinais. Os invejosos não conseguem nunca disfarçar e esse é o seu calcanhar de Aquiles. Existe uma belíssima definição de o invejoso, é que é sempre detectado pela manifestação incontrolável de " Um sentimento de irritação rancorosa, que se desencadeia através da felicidade e vantagens que o outro possa ter".

Rabo escondido com o gato de fora

por João Távora, em 06.10.13

 

Por insondáveis critérios editoriais nos jornais diários de hoje não se vislumbra qualquer referência visível à manifestação “Pela Vida” que ondem à tarde reuniu milhares de pessoas em Lisboa. Se não fosse uma fotografia tirada à mesma hora na página 10 do Diário de Notícias a ilustrar uma notícia da homenagem de 17 marmanjos aos revolucionários da Rotunda que denuncia a marcha contra o aborto livre em segundo plano, julgaríamos que tal não teria passado de uma enorme alucinação.  (Sobre o assunto ler também isto)

 


De resto foi sob total indiferença da mesma Comunicação Social, reuniram-se em Santarém de portas abertas à população, largas centenas portugueses para o XIX Congresso da Causa Real, além dum Congresso fundador da Juventude Monárquica Portuguesa. Coisa insignificante, sabemos bem.




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