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Em S. Pedro de Alcântara...

por Luísa Correia, em 06.05.13

Vivemos, por estes dias, no receio das perdas de liberdade que a net e as suas redes sociais podem implicar. De facto, toda me arrepio com certos excessos de exposição pública e com o pouco que parecemos respeitar a nossa própria intimidade.
Mas, para já, a questão é de princípio. Sabemos que as entidades promotoras de semelhantes redes vicejam em sistemas solidamente liberais, e que a sua única intenção é fazer de cada um de nós um comprador e um produto para todos os outros, os milhares de "amigos" que nos aguardam de além-écrã.
Também por isso, mantenho a minha aposta no liberalismo. Porque há sempre o risco, até - ou sobretudo? - nas mais civilizadas democracias, de que se erga, de repente, algum paizinho do povo... e estamos tramados!

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Proporcionalidade

por João Távora, em 06.05.13

Perante o estado de excepção em que decorre esta legislatura, pergunto-me como os comentadores regimentais conseguirão manter crescente o seu tom de hecatombe. Há mais de dois anos que se esganiçam, não tarda ficam afónicos (ou sem vocabolário).

 

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A felicidade das tristezas essenciais

por José Luís Nunes Martins, em 06.05.13

Será que alguém pode ser feliz num mundo no qual o mal se manifesta de forma tão evidente?

 

Há quem procure a felicidade longe da tristeza... mas, claro, não a encontra porque a angústia é parte da essência deste mundo. Onde há mundo, há sofrimento... É esta a nossa realidade.

 

Há quem procure a felicidade nas alegrias instantâneas... mas, claro, não as encontra aí, porque nunca uma ilusão pode ser caminho para qualquer realidade, menos ainda para a verdadeira felicidade.

 

A adversidade, o sofrimento e a morte são verdades que não podem ser ignoradas por quem procura a plenitude... mas serão, por si só, obstáculos a uma vida feliz?

 

A felicidade não pode ser um estado de quietude, na medida em que vida humana comporta dimensões perante as quais, não é possível manter uma paz de espírito, uma contemplação imperturbável, uma espécie de absoluto sossego... talvez seja a felicidade de uma pedra, mas não a de um ser humano.

 

A nossa existência tem uma estreita relação com as emoções, talvez até mais do que com as ideias, mas, ainda assim, a felicidade não surge pela ignorância a respeito da verdade dos factos. Ninguém pode deixar o seu coração sorrir diante da evidente miséria das condições humanas, e desumanas, deste mundo.

 

Mas, perante as injustiças é possível fazer muito mais do que admirá-las... não se deve querer acabar com todo o mal do mundo de uma só vez, num só gesto... Nem, tão-pouco, querer que as nossas lutas mereçam a atenção ou a ajuda dos nossos semelhantes. A maior parte deles, não são suficientemente corajosos para reconhecer a ousadia de um qualquer gesto cujo fim ultrapassa o seu autor. Depois, há também de ter em conta que a ânsia pela reciprocidade do amor acaba, na maior parte dos casos, por matar o próprio amor. Devemos lutar contra o mal, como se tudo dependesse apenas de nós... sem esperar grandes coisas dos outros. Muitos se afastarão assim que sentem que a presença de uma angústia... como se fosse contagiosa e fatal... como se não fossem, também eles, humanos... como se não sentissem o valor de quem se dispõe, de peito aberto, a partilhar uma dor.

 

Há que aprender a escutar o que os outros não dizem; o silêncio dos seus vazios...

 

Estar presente e partilhar a tristeza de alguém não nos deixa iguais. Edifica-nos. Estrutura-nos e engrandece-nos. Prepara-nos para algo maior.

 

Quem foge da tristeza, furta-se à vida... não será feliz porque não aceita a condição humana. Vive de sonhos que são tristes ilusões de um mundo que não existe... enquanto, realmente, se afunda mais e mais no único mundo em que nos é dado viver.

 

Podemos ser felizes, sim. Mas sem negar as adversidades, os sofrimentos e a morte. Entregando-nos de forma generosa, e na boa teimosia do amor, à luta contra o mal, com um sentimento puro que não implica nem reciprocidade nem satisfação de si.

 

Amar é dizer: Vai!  Só mediante uma renúncia de si mesmo podemos compreender o problema do mal e combatê-lo, amando.

 

Amar alguém é dizer-lhe: Vai! Abrir mão... promover o bem do outro... permitir-se ao esquecimento próprio... rasgar a normalidade dos egoísmos e desferir um golpe certeiro na essência do mal...

 

A verdadeira felicidade é mais profunda que qualquer tristeza, é a esperança que subjaz às dores mais profundas.

 

Que saibamos abrir espaços nas tristezas para que a felicidade nelas se manifeste. Um amor, uma paz dinâmica, que permitirá que a alma amanheça... não para uma vida paradisíaca, mas para uma existência com sentido. Apesar de tudo.

 

 

(publicado no jornal i - 4 de maio de 2013)

 

ilustração de Carlos Ribeiro

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Uma simplicidade meridiana

por João Távora, em 06.05.13

Paulo Portas explicou ontem ao país o porquê da firmeza do CDS no compromisso da estabilidade que garante o cumprimento do "memorando", a única forma de dos libertarmos a breve trecho da Troika e de uma tragédia ainda maior. Com essa premissa de fundo bem clarificada, o presidente do CDS mostrou que, apesar destes excepcionais tempos de tormenta, ainda não desistiu das eleições, assunto que afinal é da natureza dos partidos numa democracia. Resta-lhe demonstrar ao ministro Gaspar como se poderá compensar os cerca de 400 milhões de euros da sobretaxa aos reformados de que se demarca. O mesmo que se deve exigir a Seguro quando nega toda uma trágica realidade: a intransigência dos credores.

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Domingo

por João Távora, em 05.05.13

Evangelho segundo São João

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Quem Me ama guardará a minha palavra e meu Pai o amará; Nós viremos a ele e faremos nele a nossa morada. Quem Me não ama não guarda a minha palavra. Ora a palavra que ouvis não é minha, mas do Pai que Me enviou. Disse-vos estas coisas, estando ainda convosco. Mas o Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos recordará tudo o que Eu vos disse. Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não vo-la dou como a dá o mundo. Não se perturbe nem se intimide o vosso coração. Ouvistes que Eu vos disse: Vou partir, mas voltarei para junto de vós. Se Me amásseis, ficaríeis contentes por Eu ir para o Pai, porque o Pai é maior do que Eu. Disse-vo-lo agora, antes de acontecer, para que, quando acontecer, acrediteis».


 Da Bíblia Sagrada

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...

por Luísa Correia, em 05.05.13

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A minha galinha é melhor do que a da vizinha

por João-Afonso Machado, em 05.05.13

Árdua tarde de trabalho sob a inclemência do sol, aproveitando a Feira das Trocas em V. N. de Famalicão. Um pavilhão que era uma barraca dos saudosos tempos da praia com banheiro, rede de volei, corridas de caricas...E as mais apuradas raças de galinhas minhotas para trocar por dinheiro: pedrezes, castanhas e pretas.

Uma azáfama, como se imaginará. Uma fila imensa formando-se defronte, quase um sururu quando o Grupo Folclórico de Santa Leocádia de Fradelos quis espaço para dançar e não conseguiu, tal o vaivém dos apreciadores da boa pita (então freguesa, o que vai ser? - quanto custa a pita? - vale dizer, a franga, preta, castanha ou pedrês, coitadíssima, já com uma comprometida expressão de churrasco).

Como também marcharam os ovos às dúzias, ou os galinácios adultos, eles e elas, a crista tombada, adivinhando nos propósitos dos adquirentes a sanguinolência de uma cabidela.

O stock esgotou várias vezes. Foi necessário mandar vir da quinta sucessivos contingentes de penosas, o reforço capaz de satisfazer o entusiasmo dos meus conterrâneos.

Quando, enfim, o meu irmão que superintende ao negócio chegou a substituir-me, de pitos e pitas - nada. Sobrara um galo preto, com todos os sintomas de um viúvo inconsolável.

Do apuro... não me compete decidir. Certamente reforçar-se-à o efectivo dos pica-no-chão, fomentar-se-à uma inaudita taxa de natalidade e planear-se-à o sequente holocausto

Para mim o prémio foi um excelente petisco e um copito e verde, ali na banquinha ao lado, com a minha companhia de  eleição.

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Finalmente

por Maria Teixeira Alves, em 04.05.13

Passos Coelho

Finalmente uma medida estrutural no corte da despesa pública: "Reorganização do Estado abrangerá 30 mil efectivos"

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, diz que é preciso "redimensionar a Administração Pública" às necessidades do país e que isso passa pela reorganização dos serviços, implicando redução de estruturas. O plano do governo passa, como já era esperado, pela saída através de rescisões por mútuo acordo, que combinado com o sistema de requalificação da administração pública ou seja a bolsa de excedentários, que também muda, "abrangerá 30 mil efectivos".

O número de horas trabalhadas também vai aumentar, como forma de "aprofundar a convergência do regime de trabalho dos funcionários públicos às regras do Código de Trabalho aplicáveis a todos os trabalhadores do sector privado". Acho muito bem.

É preciso cortar na despesa do Estado para poder baixar os impostos e assim dinamizar a economia. Como é que as pessoas não percebem isto?

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Sexta-feira, sujinha, sujinha...

por Corta-fitas, em 03.05.13

Daniela Ruah daqui.

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Desespero de Causa?

por João Távora, em 03.05.13

 

Percebe-se o desespero dos jornais “de referência” em perda constante de vendas e publicidade tentarem tirar o mais rendimento possível das suas edições online, mas julgo que é contraproducente a forma extremada e intrusiva como alguns destacam os anúncios. Para o jornal e para o anunciante. 

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As palavras são uma gaita

por João Távora, em 03.05.13

O Dalai é o tipo que começa onde eu acabo. Que se atreve onde eu me acanho. Que larga uma frasezinha fatal onde eu daria um murro inócuo. O Dalai Lima é o primo dum ex-cunhado que eu nunca tive. Qual era a pergunta?

 

A ler esta entrevista ao Jorge Lima, sempre brilhante a rabiar-nos com as palavras.  

 

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Desilusões

por João-Afonso Machado, em 02.05.13

PAPELÃO.JPG

A notícia de que, ontem, muita, muita gente se plantou à porta dos Pingo Doce que pululam por esse País acaba por não ser espantosa. Corria um ano sobre a inesquecivel promoção dos "50%". Ninguém a esqueceu, assim como ninguém liga já as promessas, venham elas do Governo ou da Oposição ou de quaisquer grupos de pressão.

No fundo, os portugueses assim manifestaram o seu absoluto desprezo pelo Estado e pela classe política. São muitos anos de mentira, tantos quantos os de alguma credibilidade do Poder Local.

Daí a sucessão de curiosíssimos fenómenos, indo da reeleição de Isaltino Morais até à (intencional ou não) benemerência de Alexandre Soares ds Santos.

Daí o generalizado papel salvífico desempenhado pelas autarquias.

Daí tenhamos percebido que urge sobreviver. Desenrascarmo-nos. E daí, também, a folclórica militância dos sindicalistas Avenidas da Liberdade fora..

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1º de Maio

por João Távora, em 01.05.13

 

"Uma democracia de carroceiros resulta inevitavelmente numa barbárie de canalhas. Eu sonho pertencer a um povo mais culto, mais sofisticado e exigente no que diz respeito aos valores da liberdade, do mérito e da justiça. Por isso sou democrata e monárquico." 

"Liberdade 232" pp 105 à venda aqui: http://www.liberdade232.com/

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