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Recortes

por João Távora, em 26.05.13

(…) Não é fácil falar deste tema. Como escapar à suspeita de “moralismo”? Mas é preciso falar. Não apenas por causa da demografia, isto é, dos contribuintes que vão faltar para pagar pensões ou das crianças que já não há para justificar emprego a professores. O problema é maior. Tem a ver com a capacidade para gerar prosperidade e coesão social.
A família dita tradicional foi, para muita gente, uma conquista recente. Nas sociedades antigas, muitas mulheres e homens não chegavam a casar. Em Portugal, por exemplo, a conjugalidade terá aumentado com o desenvolvimento até meados dos anos 1970. Foi efeito, mas também causa: o casamento e a família foram sempre um meio eficaz de acumulação de recursos e de promoção social através das gerações. Não por acaso, nos EUA o casamento é um dos traços que hoje separam mais nitidamente os ricos dos pobres: os ricos também se divorciam, mas nascem e vivem em famílias de dois cônjuges, ao contrário dos mais pobres. (…)

 

A Suprema Rebeldia - Rui Ramos, Expresso 25 Maio 2015

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Publireportagem

por Maria Teixeira Alves, em 26.05.13

A primeira página do Expresso

O Expresso, neste fim de semana, tem na capa a notícia das pressões (e bem) dentro do PSD e CDS para travar a Co-Adopção por homossexuais. 

Mas depois a Revista lá vem com uma reportagem sobre pares de homossexuais com crianças e da sua "luta" para a aprovação da lei. 

Ora fico à espera que a Revista do Expresso faça nas próximas edições uma reportagem igualmente sentida, sobre os casais (homem, mulher, bem entendido) que ficam anos à espera para conseguir adoptar; sobre os casais que tendo filhos adoptaram (eu posso sugerir contactos) e uma reportagem sobre as instituições onde vivem as crianças que são dadas para a adopção, e porque é que uma grande parte dessas crianças não pode ser adoptada, apesar de estarem na instituições.

Aliás eu sugiro que toda a sociedade debata este tema, que culmine num referendo, e que seja dado a ambos os lados o mesmo tempo de antena nas televisões e imprensa. Como se fosse uma campanha política.

 

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Domingo

por João Távora, em 26.05.13

Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Romanos


Irmãos: Tendo sido justificados pela fé, estamos em paz com Deus, por Nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual temos acesso, na fé, a esta graça em que permanecemos e nos gloriamos, apoiados na esperança da glória de Deus. Mais ainda, gloriamo-nos nas nossas tribulações, porque sabemos que a tribulação produz a constância, a constância a virtude sólida, a virtude sólida a esperança. Ora a esperança não engana, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.


 Da Bíblia Sagrada

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"Faz filhos"

por João Távora, em 25.05.13

 

A crónica desta semana de Rui Ramos no Expresso toca na ferida, foca aquele que é o grande pesadelo das sociedades democráticas liberais, que em Portugal se revela de forma bem severa: a crise na família tradicional, fórmula experimentada para o sucesso individual e civilizacional. O tema, como refere o autor, não é de fácil abordagem, mas é urgente a ousadia de o abordar sem tabus, e sob outro pretexto que não da sustentabilidade das pensões e da empregabilidade dos professores.

Observemos os factos: Os dados do INE indicam que o número casamentos tem diminuído 8% ao ano (12% no caso dos casamentos católicos), e que os divórcios têm registado um crescimento anual de 3% por cento. A ser assim, em 2012 haverá em Portugal 27 400 casamentos, contra os 49 178 de 2004 e 30 150 divórcios, ao invés dos 23 348 verificados em 2004. Da constatação da crise na família tradicional, contrapõe-se que desta dinâmica de "emancipação individual" brotaram conceitos alternativos de família, sempre exaltados pela nomenklatura do politicamente correcto. O problema é que esses modelos emergentes da “revolução cultural” se revelam totalmente estéreis, eu diria decadentes: Em 2012 em Portugal, o número de nascimentos caiu para menos de 90 mil, o valor mais baixo dos últimos 60 anos - 1982 foi o último ano em que houve substituição de gerações. Nesse sentido repito uma nota que aqui deixei há dias: a origem do decréscimo de nascimentos é de índole cultural e não se inverte com estímulos financieros do Estado. Por isso é que sou forçado a concordar com Tiago Cavaco citado por Rui Ramos na sua coluna: “constituir família é a suprema forma de rebeldia”. E os cristãos praticantes são a “real contracultura”. 

 

Título roubado do tema musical de Tiago Cavaco Faz Filhos, do seu mais recente álbum.

 

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Receitas de fim-de-semana

por João Távora, em 25.05.13

 

Num decilitro de azeite, fritam-se cogumelos frescos cortados ás fatias e alho picado em abundância. Mistura-se cerca de 100 gr. de bacon e 400gr de fiambre aos pedaços e deixa-se fritar numa caçarola. Quando a água dos cogumelos estiver quase desaparecida, junta-se molho inglês e uma pitada de pimenta branca e apaga-se o lume. Cozidos 500 gr de novelos de tagliatelle al dente em muita água, junta-se a massa bem escorrida ao preparado na caçarola onde esta vai saltear durante 5 minutos, com cuidado para não deixar queimar. Serve-se acompanhado com uma salada de alface, tomate e pedaços de nozes, temperada com sal, azeite e vinagre a gosto. As crianças podem acompanhar o prato com cola do Pingo Doce bem gelada, e os adultos com um vinho tinto reserva do Douro de 2009 do Mini-preço que é muito bom. Na primavera, uns morangos frescos com gelado de nata são um bom modo de acabar a refeição em festa.

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Monumento nacional!

por João-Afonso Machado, em 25.05.13

Um cinquentenário e um centenário em 2013 - respectivamente, o da inauguração da Ponte da Arrábida e o do nascimento do seu genial projectista (que partiu em 2000), o Eng. Edgar Cardoso.

Ninguém acreditava fosse possivel. Aquele arco em betão (o maior do mundo) de certeza não se sustentaria e condenados estão os que ousam desafiar o poderio divino... Etc, etc. À época muitos eram os que iam dar o seu passeio pela via panorâmica, na espectativa da fatal catástrofe. A epopeia arrastou-se durante seis anos e custou 240 mil euros.

É uma obra inteiramente portuguesa. Ainda lá está, obviamente. Com a diferença de, agora, ostentar a medalha de monumento nacional que lhe foi atribuida neste ano de dupla comemoração.

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Souvenir

por João Távora, em 24.05.13

 

Esta é uma gravação com mais de 100 anos de "Souvenir" de Franz Drdla, um encantador solo de violino interpretado pelo então jovem talentoso Micha Elman acompanhado ao piano por Philip Gordon. O disco de primeira geração só com um lado gravado, foi manufacturado no Canadá em 1908 pela Berliner Gram-O-Phone Company - Victor Talking Machine Company. É um caso paradigmático da dificuldade que havia nos primórdios da gravação do registo acústico (mecânico) captar os sons mais delicados como do piano ou do violino.

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Para fechar...

por João Távora, em 24.05.13

A questão essencial e única é se as argumentações que Abel Matos Santos trouxe a público e defende são ou não válidas, caros Rui Pinto e jugulares. Parece-me que sim e ainda não as vi rebatidas. Sem surpresa constato que as respostas aos seus argumentos, ao invés de se focarem em se é bom, mau ou indiferente para as crianças a co-adopção e a adopção, entornam-se sempre para a via da adjectivação e do insulto, um tipo de guerrilha que eu por regra não alimento - a vida ensinou-me que nunca se vai convencer quem já está convencido. Com respeito pelas vossas certezas, prefiro as minhas profundas dúvidas - e até alguma angústia, vá.   

Finalmente, estou convicto de que esta discussão terá servido para esclarecer alguns leitores, não pelas convicções expressas (que tão facilmente se tornam  em meras armas de destruição massiva) mas através de teses cientificamente suportadas. De resto, o importante é que os portugueses conheçam as diversas posições sobre este tema e em breve saberemos qual o resultado da votação no parlamento. A bem das crianças desprotegidas e da sanidade da nossa comunidade espero que os graves problemas que as atingem possam ser resolvidos sempre em seu próprio e único favor, que elas jamais se tornem objectos de satisfação de egos pueris, nem arma de arremesso para uma agenda de afirmação dos homossexuais como "facção" coisa que me parece absurda, tanto mais pelo respeito que qualquer pessoa me merece. 


Finis, laus Deo.

 

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Sexta-feira com palhaços

por Corta-fitas, em 24.05.13

Stacie, daqui.

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O «momento do investimento»

por João-Afonso Machado, em 24.05.13

A afirmação de Álvaro Santos Pereira só não constituirá um dogma se pecar por defeito: «estamos atrasados uma década». Eu diria muitas mais: estamos atrasados todas as décadas perdidas em republicanices que levaram Portugal para muito longe do são convívio com as grandes nações civilizadas. (O Ultimato? Qual deles, de 1910 para cá?...).

Seja como for (e deixando de lado as mais profundas questões a que havemos de agradecer o caos instalado), a intervenção do Ministro prende-se com aqueloutro anúncio de Vítor Gaspar, sem dúvida bombástico, - «chegou o momento do investimento», pressupondo a consolidação das contas públicas.

Terá mesmo chegado? É que para vender não basta o vendedor - urge também o comprador... O «momento do investimento» é o momento dos investidores. A sua bendita aparição.

Mas o ministro Álvaro disse mais, frisou tratar-se de investimentos de curto prazo, os quais contariam já com fundos e benesses fiscais. A Esquerda duvida, como lhe compete. Crê-se, no entanto, ser de acreditar. O plano faz sentido, do mesmo modo que se deve reparar as fissuras da casa antes de iniciar outros melhoramentos. Talvez Passos Coelho seja, afinal, dotado de lucidez e Gaspar não o tontinho que muitos queriam ver a falar sozinho aí pelas ruas.

 

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C.S.Lewis

por Maria Teixeira Alves, em 24.05.13
To be a Christian means to forgive the inexcusable, because God has forgiven the inexcusable in you.
-C S Lewis

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Três em um

por José Mendonça da Cruz, em 24.05.13

Uma das mais comoventes canções de desamor de todos os tempos, Crying, composta por um dos maiores compositores românticos de sempre, Roy Orbison, na versão pungente e poderosa de uma das maiores vozes femininas modernas, K.D. Lang. Depois de experimentar a capacidade arrasadora deste tipo de contenção e sobriedade, tem que ficar-se zangado com as ginásticas vocais e trinados parvos com que alguns julgam que chegam a artistas.

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A inteligência é o que é

por Maria Teixeira Alves, em 23.05.13

 

Nestes dias, correm pelas penas desta blogosfera acusações de falta de inteligência por tudo e por nada. Isto num país em há muita gente que nem o currículo universitário completo tem (não é condição de falta de inteligência, mas também não dá o direito a se insinuar que outros têm "capacidades cognitivas medianas" como já para aí vi escrito sobre um banqueiro).

 

Fica aqui um artigo de um dos homens verdadeiramente inteligentes que o jornalismo conheceu:

 

Miguel Esteves Cardoso: o elogio aos católicos portugueses

Como judeu que sou tenho orgulho em elogiar os católicos portugueses, que não só são como estão cada vez melhores. Quando a Maria João e eu estávamos a atravessar os piores bocados foram muitos padres e bispos que nos escreveram, animando-nos e falando menos do Deus que nos une do que das orações e esperanças que juntam os seres humanos que estão bem aos que passam mal. Escreveram sem sugerir resposta. Até essa liberdade me deram. Respondo-lhes hoje, obliquamente. Foi graças ao D. António Ribeiro [anterior cardeal-patriarca de Lisboa], por intercessão da minha mãe, que as minhas filhas, por vontades próprias, foram baptizadas com 12 anos. Devemos-lhe também uma das poucas grandes traduções da Bíblia: uma das duas em língua portuguesa. A outra, posterior, foi de Joaquim Carreira das Neves, outro grande padre, teólogo e ser humano. No “Público” de anteontem [sábado, 18.5.2013] a capa anunciava, com uma fotografia certa, que «D. Manuel Clemente, bispo do Porto, é hoje anunciado como o novo patriarca de Lisboa». Deixou-me uma impressão de felicidade, a aliança de coração e de inteligência que tem Manuel Clemente. Mas o que mais me comoveu foi uma citação, na página 13, do bom do D. José Policarpo (o cardeal-patriarca de Lisboa até ontem), uma pessoa com sensibilidade, coragem, generosidade e clareza. Disse ele, caracteristicamente: «[A] mudança da pessoa é um pormenor. Se vier outro, no dia seguinte [à minha saída] continua onde eu estava.» Sim. É mesmo assim: como deveria ser. Ainda bem.

Notas: Título original do texto: "Lição de humildade".

O autor escreve segundo o anterior Acordo Ortográfico.

Miguel Esteves Cardoso In Público, 20.5.2013

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Mais velha e reaccionária que nunca

por José Mendonça da Cruz, em 23.05.13

A esquerda, a esquerda velha, a esquerda que abomina a iniciativa (a que chama «jogo») e a liberdade (a que chama «casino») pôs hoje muito a cabeça de fora, como que a anunciar que o futuro é tão dela como o passado, e do mesmo passo, a revelar que está mais ultrapassada e reaccionária que nunca. É uma anunciada conferência «contra a austeridade» promovida por Mário Soares e Vítor Ramalho (dois que acham que o dinheiro aparece sempre e é deles), a que se juntam Arménio Silva, da CGTP, Pilar del Rio, a de Saramago, Boaventura Sousa Santos, e Sampaio da Nóvoa. Mistura-se-lhes Pacheco Pereira, por fim em casa. E todos vão vituperar os cortes na despesa e defender que se gaste o que não temos. Em sintonia, escreve hoje no Público Francisco Assis que devia haver um novo Plano Marshall para a Europa, ou seja, em linguagem socialista, outra vez rios de dinheiro a fundo perdido para que os socialistas possam tratar-se e àquilo a que chamam «solidariedade» e «crescimento». Por fim, a título de guarda-chuva, Seguro vem (diz ainda o Público) propor «a taxação das transações financeiras», o que quererá dizer agravar os 28,5% sobre as mais valias, ou, então, taxar desde logo qualquer operação.

O programa é, pois, e como vemos, o mesmo do costume: hipotecar a economia («os ricos», que são qualquer pessoa com 1500 euros mensais) ao peso e sofreguidão do Estado, que sorverá a torto e a direito para depois espalhar défices. Foi o que nos trouxe pontualmente à falência. Eles mal podem esperar. Eles anseiam por mais.

E conseguirão?

Julgo que sim. Julgo que esta gente será ouvida ainda por mais algumas apagadas e tristes décadas, passando pelo segundo resgate e ainda depois. Afinal, este foi o povo que reelegeu Guterres para alargar mais o pântano, que reelegeu Sócrates para cavar mais a ruína, e que tem Soares na conta de senador. Agora, já cantam «política para as pessoas» e«crechimento» mágico, e, ouvindo as vacuidades, o povo de Guterres e Sócrates e dos Sampaios sem défice julgará maioritariamente que são de bom augúrio e sérios. Julgo que os jovens empresários que criam empresas como não se via há 5 anos (conta o Jornal de Negócios de hoje) e os Martins desta vida não têm hipóteses, julgo que emigrarão, cansados da asfixia de investigadoras patetas e de paralisantes múmias.

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Ainda adopção e co-adopção homossexual

por João Távora, em 23.05.13

A pedido do Abel, em baixo publico a sua resposta a este comentário do Rui Pinto no blog "A Direita Arrependida". 

 

Não costumo responder à calúnia, mas Rui Pinto merece-me o benefício da dúvida pela forma quase equilibrada como postou pedindo ser esclarecido.
Aqui vai para ele e quem quiser algumas, só algumas, das referências que usei e duas referências (a 10 e a 11) de estudos usados pelos defensores da co-adopção e que têm graves falhas metodológicas e por isso é também natural que esses estudos defendam nos seus textos a co-adopção. Foi isso que Rui Pinto publicou e que lhe fez confusão. Fica então esclarecido e com isso esclareço também o principal de todos os estudos que o João Távora colocou no seu blog.
Espero que o Rui Pinto e todos os que possam, consigam e queiram se debruçem e estudem os vários documentos.
Acho que a discussão deve ser ampla e sem preconceitos para que possamos ficar esclarecidos!
E já agora um pedido ao Rui, não acuse, não maltrate os outros só porque têm opiniões diferentes da sua, muito menos quando não tem razões para isso. Cinja-se à razão à ao debate cientifico pois é esse que eu faço.
Nunca me ouviu nem ouvirá a colocar em causa quem quer que seja nem a atacar ninguém na sua honra e bom nome profissionais. Quer contrariar as minhas ideias e convicções, por favor faça-o, mas faça-o com elevação e respeito, usando argumentos válidos.
Sou totalmente contra a co-adopção no superior interesse das crianças! Nada disto tem a ver com direitos de homossexuais ou com orientação sexual! O que é preciso saber e perceber é se, para as crianças, é igual, melhor ou pior ter só dois pais ou só duas mães. é disto que se trata!
Esta é a forma que eu tenho de me pronunciar sobre as coisas, não sou fundamentalista nem “engenheiro social” e estou aberto à evidência cientifica. Claro que tenho uma forte convicção e acredito muito no que defendo, mas quem tem a verdade absoluta?

Abaixo as referências dos estudos que consultei.

(1) Enright, R. & Fitzgibbons, R. (2000). Helping Clients Forgive: An Empirical Guide for Resolving Anger and Restoring Hope. Washington, DC: American Psychological Association Books ,p. 187-89.

(2) McWhirter, D. and Mattison, A. 1985. The Male Couple: How Relationships Develop. Prentice Hall.

(3) Gartrell, N. & Bos, H. (2010) US national Longitudinal Lesbian Family Study: Psychological Adjustment of 17-year-old Adolescents, Pediatrics, Volume 126, Number 1, July 2010, 28-36.

(4) Xiridou, M. et al. (2003). The contribution of steady and casual partnerships to the incidence of HIV infection among homosexual men in Amsterdam. AIDS 17: 1029-38.

(5) D. O’Leary. (2007) One Man, One Woman: A Catholic’s Guide to Defending Marriage Manchester, NH: Sophia Institute Press, 149-68.

(6) Kobak, R. (1999). "The emotional dynamics of disruptions in attachment relationships: Implications for theory, research, and clinical intervention". In J. Cassidy & P. R. Shaver. (Eds.), Handbook of Attachment (pp. 21-43). New York: The Guilford Press.

(7) http://www.pbs.org/newshour/gergen/july-dec99/fisher_8-16.html.

(8) Sarantakos, S. (1996) Children in three contexts. Children Australia, 21(3), 23-31.

(9) Sirota, T, (2009) Adult Attachment Style Dimensions in Women with Gay or Bisexual Fathers. Arch. Psych Nursing, 23, 289-297.

(10) Gartrell, N. & Bos, H. (2010) US national Longitudinal Lesbian Family Study: Psychological Adjustment of 17-year-old Adolescents, Pediatrics, Volume 126, Number 1, July 2010 p. 28-36.

(11) Biblarz, T. J. & Stacey, J. (2010). How does the gender of parents matter? Journal of Marriage and Family. 72, 3-22.

(12) Kobak, R. (1999). "The emotional dynamics of disruptions in attachment relationships: Implications for theory, research, and clinical intervention". In J. Cassidy & P. R. Shaver. (Eds.), Handbook of Attachment (pp. 21-43). New York: The Guilford Press.; Popenoe,D. (1996) Life Without Father, New York: Free Press, P. 176; Golombok, S. et al (1997) Children raised in fatherless families from infancy: Family relationships and the socioeconomic development of children of lesbian and single heterosexual mothers. J. Child Psychology and Psychiatry 38: 783-791; Gallagher M. & Baker, J.K. (2004) Do Mom and Dads Matter: Evidence from the social sciences on family structure and at the best interests of the child.

Resumo das conclusões dos estudos: os números abaixo correspondem aos estudos com o mesmo numero acima nas referências.

1 – Estudo editado pela APA sobre acompanhamento de crianças adoptadas e em famílias de acolhimento durante vários anos; tratamento de crianças adoptadas durante 35 anos;

2 - Um dos mais amplos estudos sobre casais homossexuais revelou que apenas 7 em 156 casais tinham uma relação sexual totalmente monógama. A maioria destas relações teve uma duração inferior a cinco anos. No caso dos casais com relações mais duradouras, os seus membros tinham também actividade sexual fora do relacionamento.

3 - As relações homossexuais são frágeis. A probabilidade de que a relação termine é elevada no caso dos casais de lésbicas. Num relatório de 2000, o “US National Longitudinal Lesbian Family Study”, 40% dos casais que tinham concebido uma criança através de inseminação artificial terminaram a relação.

4 - Estudos holandeses demonstraram que a maioria dos novos surtos de infecções de VIH em Amsterdão surgiu em homens homossexuais que mantinham relacionamentos estáveis.

5 - Estudos de investigação nesta área demonstram que nas uniões homossexuais há maior incidência de violência doméstica, depressão, toxicodependência e de doenças sexualmente transmissíveis.

6 - As crianças que foram privadas de cuidados maternais durante longos períodos na sua infância “revelam-se frias, mantêm relacionamentos afectivos superficiais, e demonstram ter tendência para comportamentos hostis e antissociais” na idade adulta.

7 - A vasta investigação dos problemas sociais psicológicos, académicos e sociais dos jovens criados em famílias sem pai demonstra a importância da presença de um pai em casa para o desenvolvimento saudável da criança.

8 - Em 1996 um estudo sólido realizado em 174 escolas primárias na Austrália – 58 crianças em famílias com pais casados, 58 em famílias com pais em união de facto (heterossexuais) e 58 em lares de uniões homossexuais – sugeria que as famílias de pais casados ofereciam o melhor ambiente para a educação e desenvolvimento social de uma criança. Em segundo lugar figuravam os unidos de facto e em último plano surgiam os casais homossexuais.

9 - Os resultados de um estudo realizado com mulheres no ano de 2009 em Nova Iorque, Boston e São Francisco, são semelhantes. Os investigadores entrevistaram 68 mulheres com pais homossexuais ou bissexuais. As mulheres (com média de idades de 29 anos, nos dois grupos) que tinham pais homossexuais ou bissexuais revelavam maior dificuldade nos seus relacionamentos a três níveis: Estavam menos à vontade com a proximidade e intimidade; eram menos capazes de confiar e depender dos outros; e experimentavam uma maior ansiedade nas relações em comparação com as mulheres educadas por pais heterossexuais.

10 e 11 - Os activistas homossexuais e os meios de comunicação social citam frequentemente dois grandes estudos publicados em 2010. Nanette Gartrell e Henry Bos (10), bem como Tomithy Biblarz e Judith Stacey (11) argumentam que as crianças que foram deliberadamente privadas dos benefícios da complementaridade que existem num lar com um pai e uma mãe não sofrem danos psicológicos.
No entanto, todos os dados utilizados no estudo de Gartell e Bos são relatórios que as próprias mães e crianças objecto do estudo entregaram. As mães estavam cientes da agenda política por detrás da investigação o que muito provavelmente distorceu os resultados. Este erro metodológico põe seriamente em causa a credibilidade do estudo. No meta-estudo realizado por Biblarz e Stacey, em 31 dos 33 estudos de famílias com dois pais, foram os pais que forneceram os dados, que se tratavam, por isso, de juízos subjectivos. Também aqui, esta metodologia levou a resultados enviesados uma vez que os pais homossexuais sabiam da agenda política que estava na origem do estudo. Acresce que, dos 33 estudos que abordaram estas famílias de casais, só dois estudos tratavam de homens, embora o título do estudo “Qual a importância do género dos pais?” levasse a crer que homens e mulheres estivessem igualmente representados.
Grande parte da investigação sobre casais homossexuais sofre geralmente de falhas metodológicas. Argumenta-se com frequência que não está provado de que seja prejudicial para as crianças serem criadas por dois homens homossexuais. Esta firmação é verdadeira, no entanto, esta falta de provas não leva necessariamente à conclusão de que tal não é prejudicial para as crianças. Significa que não está provado. São raros os estudos sobre crianças criadas por homens homossexuais. Não há ainda nenhum estudo que tenha analisado os efeitos a longo prazo em homens adultos, que foram criados por homens homossexuais.

12 - É pernicioso privar deliberadamente uma criança de um pai ou uma mãe. A investigação das ciências sociais sustenta esta tese.

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O senso de Rasputin

por Luísa Correia, em 23.05.13

Rasputin, o monge alinhado na velha tradição taumaturga da Rússia profunda, é das figuras mais enigmáticas da História contemporânea. Desde logo, pelo ascendente adquirido sobre a czarina Alexandra, que terá contribuído para o fim trágico da dinastia Romanov. Não é uma figura simpática... Mas acabo de descobrir que partilhamos um ponto de vista.
Como se sabe, Rasputin caiu nas boas graças dos Czares, porque foi o único, à época, a conseguir proporcionar ao pequeno czarevich Alexei alívio para as crises da sua hemofilia. Muito se especulou sobre a natureza dessa faculdade, e não poucos enquistaram na tese milagreira.
Pessoalmente, perante os seus retratos e o tremendo olhar de basilisco que nos revelam, propendia para a tese do hipnotismo.
Mas a coisa está finalmente esclarecida. Parece que Rasputin se limitou a usar do melhor senso comum na análise da situação da criança: desconfiou dos clínicos de serviço e mandou suspender toda a medicação. Ora da bateria de remédios suspensos constava a aspirina, cujas propriedades anti-coagulantes, ainda então desconhecidas, não se recomendam a um hemofílico.
Por sorte, já não era então desconhecido que os médicos podem ser piores do que as doenças. Até nós, neste cantinho de gente ingénua e crédula, já o sabíamos há séculos:
"Doutor, até do hospital
Te sacode enfermo bando.
Qual será disto a causal?
É porque, em tu receitando,
Qualquer doença é mortal".
(Bocage)

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Sensibilidade social (a genuína)

por José Mendonça da Cruz, em 23.05.13

Com agradecimentos a Charlie Kaufman, realizador e autor da letra, e a Philip Seymour Hoffman, que nos apresentou

 

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O futuro das nossas crianças...

por Luísa Correia, em 22.05.13
Não resisto a acrescentar à de Maria outras visões sobre o "estranho" futuro que aguarda as nossas crianças...

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Já há cartoons e tudo

por Maria Teixeira Alves, em 22.05.13

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Resposta ao artigo do Tiago Mesquita no Expresso

por Maria Teixeira Alves, em 22.05.13

Publico aqui o post scriptum, que anexei ao artigo da polémica, para responder ao artigo de Tiago Mesquita que escreve um artigo de opinião no site do Expresso, em que resumindo diz quem é contra a adopção (co-adopção, ai) por homossexuais é estúpido e ignorante e quem é a favor é inteligente, ao nível do Einstein, e moderno (whatever that means):

Depois de ler este artigo revoltado no site do Expresso, escrito por um miúdo, tenho de acrescentar este post scriptum. Não vou cair na tontice de chamar estúpido e ignorante em cada parágrafo como ele faz (típico de discursos imaturos de pessoas mais ofendidas que racionais - talvez porque para além da palavra "moderno" poucos argumentos existam para justificar que uma criança seja dada (dar para a adopção, para não virem com mais disparates à volta da palavra dar) a dois homens ou duas mulheres em vez de um pai e uma mãe). E diz a certa altura (a única frase em que não revela ódio) que "Consigo perceber a preocupação, quando genuína, em relação ao bem-estar das crianças". Pois é Tiago, e quem te garante que o bem-estar da criança é ter dois pais ou duas mães? Perguntaste a alguma das crianças que está por exemplo na Casa Aboim Ascensão, se é isso que querem? Se querem ser filhos do Sérgio e do Paulo? Não, não perguntaste. Então porque achas que é isso que as crianças querem? Perguntaste aos portugueses se é isso que querem? Não, não perguntaste. 

O Tiago cita um padre, o Nuno da Câmara Pereira e cita-me a mim, como exemplos que tenta ridicularizar, mas esquece-se que como penso eu pensa a maioria da população e se não tem medo, então promova um referendo. Há muito mais gente e gente brilhante (não com a inteligência de cinco tostões deste miúdo) que defendem precisamente o mesmo que eu. 

Enquanto estas criaturas acharem que a adopção é um mercado para fornecer filhos a adultos que querem ter os filhos que a natureza não permite, não estão a pensar nas crianças. Um bébé precisa de uma mãe, o que chumba logo a ideia de serem dois pais. O conceito e pai e mãe refere-se ao macho e à fêmea que procriaram, não é um conceito inventado pelo homem, como o é a homoparentalidade (a palavra nem existe no dicionário do corrector)

As crianças adoptadas não podem ser diferentes das outras, e as outras têm um pai e uma mãe. Ás crianças abandonadas têm de lhe ser dado um família substituta, ou então é melhor não saírem da instituição (ali também têm amor, e se nalguns casos não é assim fechem-se essas). Nunca dois pais ou duas mães. Gostava de perguntar ao Tiago se gostava de ser filho do Lícinio e do Renato?

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