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O risco político que estão a provocar está a fazer disparar os juros da obrigações do tesouro a 10 anos, no mercado secundário. Isto é, estão a encarecer o financiamento do Estado nos mercados financeiros. A subida das yields das obrigações soberanas portuguesas estão a provocar uma hecatombe na bolsa portuguesa. Os bancos estão a levar uma tareira. 

Tudo graças à instabilidade política que assombra o país, por causa do Senhor Presidente da República que está zangado com o corte este ano da sua pensão, e vai de mandar o Orçamento da República para o Tribunal Constitucional. Graças ao Tribunal Constitucional que também está preocupado com as pensões dos seus juízes e ameaçam paralisar o país, que não pode ser gerido sem orçamento e não se pode financiar sem mercados. O que vai levar a que Portugal seja obrigado a pedir outro resgate à troika e a aumentar as medidas de austeridade. Obrigada PS que está neste momento  na Assembleia da República a discutir uma moção de censura ao Governo que só serve para alimentar a instabilidade política e para tentar provocar a queda do Governo. Para quê? Para irem para o poleiro do poder, para irem para lá fazer o mesmo ou pior, porque como já se viu no Chipre, serve de muito bater o pé à troika. O Chipre também chumbou o resgate por causa de umas taxas aos depósitos, mas depois, sem alternativa, tiveram de aceitar o resgate e agora quem tem mais de 100 mil euros no banco não paga 10% paga 40% que é para aprender. 

 

Para o Senhor Presidente e para os senhores juízes do Tribunal Constitucional tenho ainda a dizer: também o casamento gay é inconstitucional e os senhores não se opuseram e aprovaram-no. 

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Sim, o pesadelo ainda pode virar tragédia.

por João Távora, em 03.04.13

 

A respeito da moção de censura hoje a ser apresentada pelo Partido Socialista, tenho a dizer que me faz uma imensa confusão o tremendo desrespeito que os políticos em geral demonstram para com a realidade, mesmo quando neste caso tenham tido o cuidado de lhe endereçar uma carta a dar palmadinhas nas costas.
Constituindo este governo para mim uma enorme desilusão pela inabilidade política e falta de coragem reformadora demonstradas, está também claro que, no que concerne ao empobrecimento, no actual quadro da união europeia e da moeda única, não há qualquer alternativa. Evidentemente que se poderá sempre mudar “a narrativa” aspecto que como todos sabemos a realidade é absolutamente indiferente. Sim podemos pedir à orquestra que mude o reportório, mas as águas geladas continuarão a subir e fazer vítimas. O pesadelo ainda pode virar tragédia. 

 

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Lançamento de hoje a oito dias

por João Távora, em 02.04.13

 

"Liberdade 232" é uma selecção dos meus comentários, crónicas e memórias num livro com 192 páginas ilustrado com fotografias de Osias Filho, com prefácio de Henrique Raposo. O lançamento do livro, para a qual convido desde já todos os meus seguidores nestas lides dos blogs, terá lugar no próximo dia 9 de Abril no Instituto Amaro da Costa , na Rua do Patrocínio nº 128-A em Campo d'Ourique pelas 18,30 hs. e contará com a apresentação do escritor Francisco José Viegas e do Rev. Padre Pedro Quintela

 

Mais informações estão aqui.

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Sugestões para fãs do Grandola Vila Morena

por Maria Teixeira Alves, em 02.04.13

Mais a sul e a leste de Portugal há quem cante pela crise. Mas contrário do inúteis manifestantes (políticos disfarçados de sociedade civil) portugueses que cantam o Grândola Vila Morena por ódio ao Governo, no Chipre, em Nicósia, ontem à noite realizou-se um mega concerto de solidariedade. As pessoas não pagavam bilhete, mas entregavam comida e bens de primeira necessidade para depois serem distribuidos pelos pobres e desempregados cipriotas. 

É a diferença de atitude que poderá fazer com que até o Chipre recupere da crise antes de nós. 

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Mordaz

por Maria Teixeira Alves, em 01.04.13

 

 

O problema do Miguel Sousa Tavares é ser tão implacável nuns temas mediáticos que quando se cala, vai-se à procura das razões profundas desse silêncio. 

Agora quanto a Ricardo Salgado, a história do esquecimento não foi bem contada, e na verdade não foi um esquecimento. Aderir ao RERT para regularizar dinheiro que estava fora de Portugal não é nenhum crime.

Mas com o MST tem uma língua viperina, que serviu para atacar Jardim Gonçalves, para atacar a ajuda do Estado ao Banif (a meu ver as duas de forma leviana, sem o necessário aprofundamento dos temas) não pode espantar-se de o José Diogo Quintela ter feito esta crónica mordaz....

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Lisboa des-espera

por Vasco M. Rosa, em 01.04.13

Lisboa está tão estragada, que quando passamos por um prédio antigo que foi recuperado, animamo-nos com a ideia de que o exemplo pode ser seguido, antes que as boas construções se esborroem em ruínas. Chegou-se a um ponto de tal colapso, que grandes complexos como conventos ou palácios passam a condomínios de luxo porque o investimento da sua reabilitação se tornou tão alto que fica inacessível a quem quer que seja. Eu prefiro que ruas e sobretudo as praças sejam reabilitadas em conjunto, como espaços públicos acessíveis a todos, e com grandeza e formosura para serem vividas por quem passa...

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- que a vocação veneranda, curvada e obrigada que o salazarismo cultivou no povo não foi de maneira nenhuma aproveitada pelos aparatchiks da nova ordem para cultivarem o mesmo estado invasor e obeso sob pretexto de «apoios«, «subsídios», «intervenções» e «ajudas»;

-que Guterres vale alguma coisa;

- que Soares é um estadista enorme, de uma inultrapassável coerência, autor de enormes benfeitorias para o país sem benfeitoria nenhuma privada sua;

- que Sócrates é um grande político, que não tirou vantagem alguma do Freeport, que a crise internacional o tramou sem que houvesse culpa própria, que é um homem e político bom e saudável para o futuro do debate e do país;

- que o PSD não tem franjas e áreas tão parecidas com as do PS que impossibilitam qualquer mudança, qualquer reforma, qualquer alteração que afecte aventais amigos, corruptos amigos, medíocres amigos, negócios amigos;

- que a comunicação social não está, em geral, na mão da esquerda e que nem muitos nem poucos jornalistas são militantes ou avençados dos seus donos do largo do Rato;

- que este Governo, e, em especial, o seu ministro Relvas, são políticos habilíssimos, como se vê pelo geral corte nas gorduras do Estado, pelo fim brutal posto a abusos de licenciamento e outras vias corruptoras, pela morte de um Estado invasivo e desencorajador e sôfrego, e como se vê, ainda mais particularmente, na reforma das autarquias, na privatização da RTP, e no beneplácito maquiavélico à contratação de troca-tintas pela estação do tal serviço público (que eu acredito que existe e é definível);

- e que hoje não choveu em parte alguma.

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Jorge Miranda, responsável pela actual Constituição da República Portuguesa, defendeu hoje no Fórum da TSF que "o Tribunal Constitucional está vinculado à Constituição e não ao memorando da troika".

 Apetece responder, o Tribunal Constitucional não está vinculado ao memorando da troika, mas o país está. 

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A dureza da fé

por José Luís Nunes Martins, em 01.04.13

Quase sempre se reza num vazio, sem luz e num silêncio próprio de um deserto, onde praticamente nada se vê, ou se deixa ouvir. Esta ausência de resposta acaba por alimentar muitas vezes o temor de que possamos estar, afinal, absolutamente sós.

 

Mas cuidarmos do bem de alguém não implica estarmos onde essa pessoa nos possa ver ou ouvir... Cuidar do maior bem de alguém não passa por lhe falar constantemente.

 

A fé é a certeza convicta do que não se vê – mas é também a base da desconfiança que faz tremer a terra que nos segura os pés. Nunca foi, nem será, uma apólice contra todas as dúvidas, desgostos e sofrimentos.

 

A fé faz com que se sinta, sem sentir, como que... um sopro na face... e com ele se aprende que existem forças que não se veem... outras, mais fortes ainda, nem se sentem. O vento, tal como o amor, não se conhece senão pelo que faz. Nunca ninguém o viu, mas também nunca ninguém o pôs em causa.

 

Só se ama em silêncio. Mesmo quem se pode ver. Ama-se com o que está aquém das palavras. Ama-se com a presença. Ama-se com a vida.

 

Jesus não é o herói de nenhum conto de fadas. Está aqui, mesmo que ninguém O veja. Sempre por perto, mesmo de quem não acredita. Num silêncio onde paira a absoluta certeza de que nos amará até ao fim, ou seja, para sempre.

 

Viveu, morreu e ressuscitou. Mas ressuscitar não é voltar a este mundo, é passar a viver, para sempre, num outro de que este faz parte.




 

(publicado no jornal i - 30 de março de 2013)

 

ilustração de Carlos Ribeiro

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Na feira da Isabelinha

por João-Afonso Machado, em 01.04.13

A barraca tinha os anos todos de uma memória, chapa colorida, as serpentinas onde se suspendiam os prémios. Os taipais e o balcão a que não assomava já a velha bruxa de outrora e o seu rabo de cavalo como piaçá de vassoura - rabugenta, sempre a regatear chumbinhos, no tempo em que os maços de tabaco eram os troféus mais desejados.

Agora não. De saia de napa a comprimir-lhe as fartas nádegas, loira a pincel, sorridente, oferecia a primeira munição. E lá não foi dizendo o preço do tiro. Dediquei-me à extensa panóplia de canivetes, principiei num ponta, a eito. Mas o que caiu logo de início, pendurava-se ao lado daquele a que apontei...

Foi dar um jeitinho na mira e continuar a desenforcar os canivetes, a deixá-los cair da prateleira, desamparados.

- São seis euros, mas fica por cinco...,

propunha a patroa, invectivando ao termo a carreira de tiro.

Não valia, realmente, a pena, esgotar-lhe o stock. Aliás, de fazer corar um fabricante chinês. Assim prosseguimos o passeio. Entre cassetes-piratas e brinquedos luminosos e faiscantes, longe do cheiro de uma - única, que fosse... - peça cerâmica, ali em Viatodos, que não é um bazar paquistanês e pertence ao concelho de Barcelos.

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