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Aplausos para Cavaco Silva

por Maria Teixeira Alves, em 25.04.13

 

Não é possível ser intelectualmente honesto e ao mesmo tempo criticar o discurso do Presidente da República. Cavaco Silva fez um discurso sensato, inteligente e apelou ao consenso político, e olha-se à volta e os opinion makers, os políticos, a oposição, os jornalistas, Pacheco Pereira e António Costa dizem mal do discurso porque é um apoio ao Governo e as pessoas querem é deitar o Governo abaixo, querem lá saber do país, querem é deitar o Governo abaixo, por melhor que seja o Governo querem deitá-lo abaixo, porque não faz os favores que interessam. 

Ao menos valha-nos António Lobo Xavier. O único inteligente, de facto. 

 

Deixo aqui algumas das passagens do discurso do Chefe de Estado do país: 

 

«Significa isto que, depois do Programa de Ajustamento, Portugal, à semelhança de todos os outros países da Zona Euro, continuará sujeito a um acompanhamento rigoroso por parte das autoridades europeias, de modo a garantir o cumprimento das regras de equilíbrio orçamental e de sustentabilidade da dívida pública.

Neste cenário, é uma ilusão pensar que as exigências de rigor orçamental irão desaparecer no fim do Programa de Ajustamento, em meados de 2014».

«Ao dramatismo de várias situações de carência, os Portugueses têm respondido com um exemplar trabalho de entreajuda e com uma extraordinária solidariedade.

Os consensos políticos e sociais alcançados contribuem para vencer os desafios que Portugal enfrenta e também para o modo positivo como os credores e os mercados avaliam a execução do Programa de Assistência Financeira».

«É essencial que, de uma vez por todas, se compreenda que a conflitualidade permanente e a ausência de consensos irão penalizar os próprios agentes políticos mas, acima de tudo, irão afetar gravemente o interesse nacional, agravando a situação dos que não têm emprego ou dos que foram lesados nos seus rendimentos, e comprometendo, por muitos e muitos anos, o futuro das novas gerações.»

 

O discurso completo aqui.

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Roubado

por Maria Teixeira Alves, em 25.04.13

 

P.S. roubado ao António Nogueira Leite no Facebook... shiuuuu!

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Dia da Libedade

por João Távora, em 25.04.13



À pergunta de como instaurar uma nova monarquia em Portugal, Gonçalo Ribeiro Telles Respondeu que para tal bastava chegar à fala com cada um dos portugueses. 

Assim, a Causa Monárquica jamais deveria ser encarada como uma questão binária, de tudo ou nada, dependente de resultados absolutos. Deverá antes ser motivada pela afirmação, porta a porta, alma a alma, dos valores da nação portuguesa verdadeiramente livre reflectida na centenária Instituição Real, reserva moral dum nobre povo com direito a um futuro. Porque se o rei for livre, assim será o seu Povo.

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Mais Liberdade, Mais responsabilidade

por João Távora, em 25.04.13

Sabemos como a Liberdade, o valor mais caro à humanidade, é um bem precário, quando não uma vã miragem. Os filósofos, escritores e cientistas há muito que sentenciaram um prognóstico: a contingência Humana é desde logo uma incontornável limitação aos seus profundos ensejos de realização, cabendo ao domínio do espírito a resolução desse problema. 

Mas se este tema em sentido filosófico é uma questão complexa e subjectiva, a abordagem que hoje aqui faço é duma perspectiva bem mais prosaica e vital: refiro-me àquilo que  uma sociedade evoluída pode e deve fazer pela promoção dos requisitos mais primários da Liberdade. 

Um Estado paternalista que proporciona uma educação deplorável e um ensino inadequado, um país que exibe dramáticos níveis de iliteracia e ausência de pensamento lógico, está longe de promover a autonomia aos seus cidadãos. Não há  verdadeira liberdade sem exigentes critérios de escolha. Mas o mais trágico é quando a jusante, essa pretensa liberdade é definitivamente comprometida pela pobreza e pela miséria dos milhões de portugueses que vivem entre o desemprego e o trabalho indiferenciado. Só se estivermos muito distraídos é que não reparamos que há muitas pessoas que ao fim-de-semana têm que optar entre um café e um maço de tabaco e os bilhetes de transporte para um passeio em família. Demasiados portugueses não têm possibilidade nem apetência para comprar um livro, muito menos têm orçamento para consertar o Magalhães avariado do seu filho. Só se estivermos distraídos é que não reparamos naqueles que vivem a  humilhação de terem de passar ao largo da farmácia ou a mercearia do bairro onde devem uma conta calada. Enfim, é preciso vivermos numa redoma para não nos cruzarmos com pessoas que passam o vexame da impotência em prover a sua família de condições de subsistência razoáveis. 

Para lá dalguns privilegiados funcionários do Estado, em Portugal impera meio país acossado pelo medo que a crise lhe bata à porta, e outra metade que não tem condições económicas dignas. Ou seja, que não é verdadeiramente livre. 

De resto a realidade portuguesa é no mínimo esquizofrénica: esta opressão convive paredes meias com sofisticadas infra-estruturas de alcatrão e betão, e sob a promessa de um moderno aeroporto e linhas de alta velocidade que poucos portugueses terão possibilidades de algum dia usufruir.  E não me venham com acusações de catastrofista ou de profeta apocalíptico: com o vicioso modelo de desenvolvimento escolhido, assistencialista, igualitário e desresponsabilizador, não se vislumbra solução: nos dias que passam a luta dos portugueses é pela sobrevivência individual e como povo, quando deveria ser pela conquista sua da Liberdade. 

 

Texto publicado originalmente em Dezembro de 2009, que integra o livro Liberdade 232, disponível aqui.

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A humildade não é uma virtude

por José Luís Nunes Martins, em 24.04.13

A maior parte das nossas opiniões não resulta de anos de análise racional e objetiva, mas de um processo duradouro em que se presta atenção a tudo o que confirma aquilo em que acredita, ao mesmo tempo que se ignora o que contraria ou desafia aquilo que se opõe às nossas crenças.


Gostamos de escutar e ler o que já sabemos. Como se a novidade fosse desconfortável... As notícias com mais sucesso são as que confirmam suspeitas, uma completa novidade colide com todas as resistências das mentes que assim se limitam, preferindo sempre as velhas novidades.

 

O problema desta desafinação da nossa estrutura lógica é que, assim, não se conhece – por não querer conhecer – outras perspectivas, aplica-se o tempo a aprofundar aquilo em que se crê mais do que a pô-lo à prova de forma séria. Talvez seja o risco de perdermos as crenças (onde julgamos residir a identidade) que nos impede de as testar...

 

Por mais estranha que seja uma teoria, quem quer encontrar provas que a sustentem acaba sempre por encontrá-las, de maneira mais ou menos estranha, num caminho cuja lei é ignorar todas as evidências do contrário.

 

Bastará uma ou duas décadas para que alguém, julgando assim o mundo e a si mesmo, se torne tão confiante na sua análise que nada nem ninguém o poderá desconvencer.

 

Quem busca Verdade deve considerar as provas das posições contrárias à sua.

 

Assumimos a responsabilidade dos nossos sucessos mais do que a dos nossos fracassos... aliás, quando falhamos, consideramos quase sempre toda a conjuntura e qualquer pequeno detalhe estranho à nossa vontade é visto como condicionante determinante... se vencemos um qualquer jogo, tal se deve à excelência das nossas capacidades; mas, se o perdermos, então terá sido por uma conjugação alargada de fatores, onde quase nunca entra a hipótese das nossas capacidades serem, ou terem sido, insuficientes.

 

Quase todos nos julgamos acima da média, não será nada estranho que um quarto da população se julgue como fazendo parte do 1% de topo... também, se perguntarmos individualmente a cada membro de um casal qual a percentagem do seu contributo para as tarefas domésticas, a soma das respostas será, muito provavelmente, muito acima dos 100%...

 

O maior problema deste erro comum é que gera e alimenta otimismos malignos... Podem estes orgulhos afastar-nos de depressões, aliviar-nos tensões, permitirem-nos continuar a viver com alguma confiança, mas, na verdade, tudo isso tem um custo, alto, muito alto: o afastamento e a discórdia. A arrogância precipita a queda.

 

A humildade não é uma virtude, não é sequer uma qualidade. A humildade é a verdade.

 

Trata-se da luz com que podemos ver-nos tal como somos e a que ilumina os caminhos para sermos melhores; a verdade com que podemos ver os outros tal como são, reconhecendo-lhes os seus talentos e as suas necessidades específicas.

 

A humildade é a base do amor. Só se ama com a verdade. Aprender aquilo de que o outro precisa, o que o completa, não é algo natural nem espontâneo, envolve o duro trabalho de nos esquecermos de nós, e das nossas teorias, para nos concentrarmos naqueles outros eus que queremos que sejam felizes.

 

As grandes vidas, as grandes obras, são criações dos que arriscam tudo, dos que têm fé para além do que sabem e do que imaginam... Dos que abdicam do conforto dos seus egoísmos. Homens e mulheres que andam pelo céu e, por vezes também, pelos infernos... ousam esquecer-se de si mesmos, abrir-se e perder-se, dar um passo adiante mesmo quando não há chão, vencem-se a si mesmos; e podem como mais ninguém... o impossível.

 

 

 

(publicado no jornal i - 20 de abril de 2013)

 

ilustração de Carlos Ribeiro

 

 

 

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A Ecologia do Homem

por João Távora, em 24.04.13

PORQUE É NEGATIVA PARA AS CRIANÇAS A ADOPÇÃO POR PARES HOMOSSEXUAIS?!

 

1 – O que deve definir a decisão é o superior interesse das crianças e NÃO o interesse dos adultos que querem adoptar. 

 

2 – Para um adequado desenvolvimento psico-afectivo é necessário e fundamental a identificação com a figura masculina e a feminina, sem as quais esse desenvolvimento fica afectado, levando invariavelmente a processos patológicos da área psicoafectiva.

 

3 – Esta identificação com as figuras do pai e da mãe (masculinas e femininas) existem; na realidade, naqueles que têm pai e mãe e num processo de construção mental, e, em fantasia, na ausência de um ou dos dois progenitores (ex. órfãos).

 

4 – É preferível na ausência de pais (ex. órfãos) esse processo de identificação sexual e de desenvolvimento psico-afectivo ser feito de forma fantasiosa, i.e. imaginando os pais que se perderam ou que nunca se tiveram, em conjunto com a interactividade com pessoas significativas como por exemplo tios, primos, professores e educadores e padrinhos.

 

5 – É, do ponto de vista psicológico e do desenvolvimento, nefasto para as crianças, ao invés de terem o que antes referi, serem inseridas num meio onde só existam figuras exclusivamente masculinas ou femininas, como é o caso dos pares homossexuais.

 

6 – As crianças inseridas dessa forma não conseguem desenvolver de forma adequada processos intrapsíquicos como o complexo de Édipo e outros, criando facilmente espaço para o surgimento de neuroses e psicoses.

 

7 – A confrontação com a vivência familiar com pares homossexuais não permite a identificação com ambas as figuras masculinas e femininas e leva a uma exclusividade de género sexual que impede os processos já referenciados, inibindo também o processo de construção interno dessas figuras que descrevi como processo de fantasia, onde se imaginam o que seria o pai ou a mãe de acordo com um funcionamento masculino e feminino.

 

8 - A opção entre entregar uma criança a uma instituição ou a um casal (por definição um casal é sempre heterossexual, porque é o único que permite a reprodução) deve ser sempre a da adopção pelo casal.

 

9 – A opção entre entregar uma criança a uma instituição ou a um par homossexual deve residir sempre na entrega a uma instituição vocacionada para o efeito, pelas razões já descritas.

 

10 – Esta opção não impede e deve até fomentar o processo de apadrinhamento, podendo a criança passar fins-de-semana e férias com pares homossexuais desde que estes nunca assumam a paternidade. Desta forma a criança pode estabelecer vínculos afectivos saudáveis com os padrinhos mas não é coarctada, impedida de fazer o desenvolvimento intrapsíquico da figura do pai e da mãe que seria inibida se lhe fossem apresentadas duas pessoas do mesmo sexo como sendo dois pais ou duas mães.

 

11 – Permitir que uma criança se desenvolva neste meio é fomentar o desenvolvimento de graves psicopatologias que irão levar a adultos desadequados, frustrados e emocionalmente perturbados, com um processo de identificação sexual mal feito e com uma parte afectiva instável e mal construída.

 

 12 – A co-adopção, a adopção de uma criança filha de um elemento do sexo feminino ou masculino que na ausência do outro progenitor (por morte ou abandono) pretenda que o seu actual parceiro do mesmo sexo seja o adoptante é tão ou mais prejudicial, tendo as causas, consequências e os mesmos efeitos já descritos.

 

Desta forma recomenda-se aos decisores políticos que não subscrevam a co-adopção por pares homossexuais a bem das crianças.

 

Mestre Doutor Abel Matos Santos

Assistente Especialista em Psicologia Clínica do HSM

Sexologista e Mestre em Psicologia da Saúde

Doutorando pela Faculdade de Medicina de Lisboa

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Cenas que se querem do "quotidiano"

por João-Afonso Machado, em 24.04.13

Num restaurante "de topo" da Foz do Douro. Em dia igual aos outros. Muita gente - a "crise" é o que é, nunca mais...

O casal senta-se. Um vem de cachecol (não obstante o benfazejo sol...) e chapéuzinho à Ti Manel. Com penduricalhos. O outro, confesso, não reparei.

Reparei foi nas vozes que se ouviam sobre o rumor das demais mesas. No tom exagerado, afectado, quase provocador. Nas atenções que se queriam sobre os próprios.

Se imperava a discrição, ali mesmo ela foi destronada. Um comentário surgiu pronto, a explicar tudo.

Ele, francês, ele - o outro - português. Falando ora uma, ora outra língua. Os telemóveis infrenes.

Foram bem atendidos. O restaurante, como disse, de primeira, conta com o casal quase diariamente. É o que interessa...

Julgo ter havido muita galhofa. Porque as pessoas são bem-educadas, entre sinais de olhos e meias palavras fez-se a informação e o comentário. Em todas as mesas, constatei. Quero dizer, não houve troça, mas também não houve naturalidade. O mundo é como é, e estas imposições não fazem parte do mundo. O mundo, afinal, não se determina por decreto.

Em França, recentissimamente, viveu-se esse dilema. a maioria dos franceses rejeita o casamento gay (arranjem lá outro modo de definir a relação...) e escandaliza-se com a possibilidade de os casais homossexuais terem filhos. O assunto, no Parlamento, ia sendo discutido em condições extremas...

É a missão da Esquerda, claramente. Impossibilitada de destruir a nossa civilização pela ditadura do proletariado, fá-lo apoiando destruturações deste calibre. Seja qual for o novo modelo de sociedade - eles também não sabem qual será - o tradicional é que não pode ser.

 

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agenda

por Vasco Lobo Xavier, em 24.04.13

25: ida a Vigo buscar gel de banho, sabonetes e caramelos. Não esquecer encher depósito.

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Sem cedências

por João Távora, em 24.04.13


(...) o Estado não é ninguém e os problemas das famílias só podem ser resolvidos por alguém.



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Vários rojões, garrafas e outros projéteis foram lançados nas forças do Batalhão de Choque, que responderam com gás lacrimogêneo (PHILIPPE WOJAZER)


Acabo de ver o parcial pivot da SIC a relatar as manifestações contra a lei anti-natureza (casamento gay) e a lei anti-crianças (adopção de crianças por dois homossexuais) que o idiota do Hollande aprovou em França (que saudades do Sarcozy). São manifestações violentas que revelam a tirania de Hollande (de certeza que quando a direita voltar o poder em França vai revogar esta lei), mas o jornalista da SIC, conivente com a esquerda, chama a uma manifestação de mais de 50 mil pessoas de manifestação da extrema direita. Que lata!

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Ainda bem que me avisam com algum tempo

por Maria Teixeira Alves, em 23.04.13

Notícia do jornal I:

 

Nobel da Física avisa que luz do sol deixa de chegar à Terra dentro de 5.000 milhões de anos

 

P.S. Lido no Facebook

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Swaps, os CFO das empresas públicas e os bancos

por Maria Teixeira Alves, em 23.04.13

Acho que deviam despedir os administradores financeiros das empresas públicas que contrataram swaps estruturados. Porque não é possível que um administrador financeiro não saiba o que estava a contratar. Eu sei que é fácil bater nos bancos e dizer que não deviam comercializar swaps estruturados, que são muito arriscados, dão perdas muito grandes quando correm mal, mas também dão ganhos bons quando corre bem. Eu sei que se estava em anos onde a sofisticação financeira atingiu um pico, hoje sabe-se que exagerada. 

Percebo que se culpem os bancos que impingiram swaps agressivos àqueles empresários ignorantes em matéria de produtos financeiros sofisticados, mas não percebo que se culpem os bancos quando se trata de CFO (Chief Financial Officer) de grandes empresas, como Metro, CP, Carris, etc. Se os administradores financeiros não sabiam o que estavam a assinar o que é que estavam lá a fazer? Vejam se a PT, a EDP; a Jerónimo Martins fizeram contratos desses? Não fizeram porque têm CFO competentes. 

Também não percebo que se culpe todos por igual. Há swaps e swaps. Há swaps tradicionais, normais, que são instrumentos de cobertura de risco e que são sinal de boa gestão. Por exemplo, eu tenho um empréstimo a taxa variável (euribor mais 1) imagine que não quero estar sujeita à flutuação da taxa e quero converter aquele empréstimo num empréstimo de taxa fixa, faz-se um swap e eu em vez de pagar euribor mais 1 pago 4% fixo até ao fim do empréstimo. Ora se a euribor descer (como foi o caso) eu fiz uma má troca, porque hoje estaria a pagar 2% e assim estou a pagar 4%. Do mesmo modo se a euribor subisse muito eu estaria a ganhar porque na taxa variável estaria por exemplo a pagar 5% e assim estou a pagar 4%. Estas perdas ou ganhos potenciais, são meramente potenciais, se deixar correr o swap até à maturidade não tem perda nenhuma real, só a perda de oportunidade por estar a pagar hoje juros acima do mercado. Não é possível renegociar esses empréstimos, porque há um contrato. Isto é um swap de taxa de juro banal (chama-se IRS). Também há swaps cambiais para cobrir o risco das flutuações cambiais. Agora em cima dos swaps foram criadas estruturas, swaps indexados a outras commodities, swaps que davam ganhos de 10% e perdas de 10%, sobre estes swaps agressivos sei pouco. Mas sei que se trata de especulação, é possível que esses swaps tenham sido fixados a taxas de juros baixas, mas depois acima ou abaixo de determinado valor do juros do mercado poderá não pagar ou pagar em dobro ao banco. Não sei muito, mas sei que são estes os swaps especulativos, que são conhecidos por snowballs, os problemáticos para o Estado e que levaram à demissão de dois secretários de Estado. E ao todo esses contratos de swaps agressivos somam mais ou menos um terço de todos os contratos de swaps das empresas públicas. 

Não se pode confundir o trigo com o jóio. Não há que criar desconfianças políticas idiotas. A Maria Luís Albuquerque (então directora financeira da Refer) não fez nenhum contrato destes swaps especulativos, só de swaps normais, daqueles que se faz na boa gestão. Nem o Marcos António Costa. Nem outros que não foram visados pela substituição governamental. Não foi a oposição que detectou estes swaps que estão a trazer perdas potenciais elevadas ao Governo, porque a oposição não tem preparação técnica para tal, foi o IGCP, onde existem pessoas altamente competentes a pedido do Governo. 

Só mais uma nota. Este tipo de produtos financeiros são muito comercializados por bancos e hoje têm sido alvo de muitos problemas legais com os clientes. Tem havido uma guerra à banca por causa dos famosos contratos de swaps agressivos. Reparem no site de um banco que oferece, através da sala de mercados swaps, mas também apregoa os swaps estruturado combinados com opções: "A nossa Sala de Mercados está ainda em condições de estruturar operações que lhe proporcionam maior flexibilidade na gestão do risco, nomeadamente através de combinações de Swaps com Opções". 

 

Eexemplo de como funciona um swap de taxa fixa normal:

 

Como funciona?
(Exemplo prático)

  • Uma empresa investiu €2.000.000 na renovação da sua capacidade produtiva a uma taxa variável por um período de 10 anos.

  • O cliente assume uma taxa de juro fixa junto do Banco e compromete-se a pagar um montante fixo regular associado à taxa acordada durante o período de duração do swap.

  • De acordo com o plano de pagamentos acordado, o Banco compromete-se a devolver ao cliente o montante correspondente ao seu compromisso financeiro inicial (associado à taxa de juro variável).

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Mais Responsabilidade Social

por João Távora, em 23.04.13

 

Uma verba no valor de 71,80€ referente aos anúncios publicados nos últimos meses aqui no Corta-fitas, no Propaganda e no meu blog, acaba de ser transferida para a conta da Associação Vale de Acór, uma IPSS sem fins lucrativos que trabalha desde 1994 na recuperação de toxicodependentes. Esta é uma forma responsável de recompensar todos aqueles que dão vida a estes blogs - colaboradores e leitores. Assim agradecemos a todos, e... não deixem de "clicar" nos anúncios (a remuneração processa-se por clik). Trata-se afinal de uma boa causa!

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Iniquidades

por João Távora, em 22.04.13


As falácias do Tribunal Constitucional (TC) não se esquecem. Faz sentido, sim senhor, falar na "falta de equidade" entre trabalhadores dos sectores privados e a função pública. Mas o sentido da "falta de equidade" não é aquele que foi dado pelos juízes. Porque é que a ADSE tem sido um privilégio da função pública? Ou seja, por que razão a melhor parte do SNS pertence somente a um grupo da população? Por que razão uma parte da população está protegida do desemprego? Por que razão um funcionário público entra no "quadro de excedentes" quando a sua repartição é fechada ou requalificada? Por que razão este funcionário público excedentário tem esta rede inexistente na vida da restante população? (...) 

 

Henrique Raposo a ler aqui

 

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Quando os comentários são notícia

por João Távora, em 22.04.13
Ontem à noite as notícias da Antena 1, para além da vitória do Benfica, eram os comentários de Marcelo Rebelo de Sousa e José Sócrates. Estará assim tão desinteressante a realidade?

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Tapetes de talvez amanhã

por João-Afonso Machado, em 21.04.13

É fraca a amostra este ano. Choveu muito, chorámos (choramos?) demais e a terra ressentiu-se, pouco coloriu ainda.

E, no entanto, sente-se o seu peso, a muita água acumulada, amassando-a numa reserva que ainda dará que falar. Outros dirão, as previsões são péssimas, capazes de pôr Noé em sobrealerta... Pereceremos, nós e a terra, num afogamento de tons, um desperdício insano.

Modos de agir... Ocorrem-me estas ideias depois de, há pouco, ler ter sido a esperança a herança da revolução marxista.

Com o que se demonstra a sobreposição de mundos em que vivemos.

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Domingo

por João Távora, em 21.04.13

Leitura dos Actos dos Apóstolos

Naqueles dias, Paulo e Barnabé seguiram de Perga até Antioquia da Pisídia. A um sábado, entraram na sinagoga e sentaram-se. Terminada a reunião da sinagoga, muitos judeus e prosélitos piedosos seguiram Paulo e Barnabé, que nas suas conversas com eles os exortavam a perseverar na graça de Deus. No sábado seguinte, reuniu-se quase toda a cidade para ouvir a palavra do Senhor. Ao verem a multidão, os judeus encheram-se de inveja e responderam com blasfémias. Corajosamente, Paulo e Barnabé declararam: «Era a vós que devia ser anunciada primeiro a palavra de Deus. Uma vez, porém, que a rejeitais e não vos julgais dignos da vida eterna, voltamo-nos para os gentios, pois assim nos mandou o Senhor: ‘Fiz de ti a luz das nações, para levares a salvação até aos confins da terra’». Ao ouvirem estas palavras, os gentios encheram-se de alegria e glorificavam a palavra do Senhor. Todos os que estavam destinados à vida eterna abraçaram a fé e a palavra do Senhor divulgava-se por toda a região. Mas os judeus, instigando algumas senhoras piedosas mais distintas e os homens principais da cidade, desencadearam uma perseguição contra Paulo e Barnabé e expulsaram-nos do seu território. Estes, sacudindo contra eles o pó dos seus pés, seguiram para Icónio. Entretanto, os discípulos estavam cheios de alegria e do Espírito Santo.


 Da Bíblia Sagrada

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Em Pirescoxe

por João-Afonso Machado, em 20.04.13

Os dias de Pirescoxe acabam de ser relatados na SIC. Há, na perspectiva do entrevistado, pluralismo qb, bem patenteado na amizade que congraça benfiquistas e sportinguistas (e portistas?). Há caracois, bacalhau do excelente e, decerto, um menu alargado de petiscos. E há o cinema: Chove em Santiago parece ser o filme preferido de Jerónimo de Sousa, pelo que revela da luta antifascista, quer dizer, do combate em prol da democracia.

E quase mais nada.

Seria, por isso, de apelar à Secretaria de Estado da Cultura, solicitar-lhe algum apoio ao cine-teatro de Pirescoxe. Talvez se lhe possa fornecer alguns filmes retratando a Hungria e a Checoslováquia nos os Anos 50 e 60 do derradeiro século. O que lá se passou não foi brincadeira, morreu muita gente, crê-se que em nome, justamente da liberdade e do pluralismo. Da democracia, afinal.

Só para que não fiquemos com a desagradável impressão que na terra de Jerónimo de Sousa a Direita não tem direito à vida...

 

 

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Recortes

por João Távora, em 20.04.13

(...) Tenho alguma simpatia pelos nostálgicos de uma “verdade absoluta”; mas temo que a verdade absoluta pertença ao absoluto, ou à nossa enigmática relação com ele, e não tenho tradução fácil nesta vida precária a que Pirandello chamou, há mais de um século, “desregrada”, “sem doutrina nem fé”, perigosa como pensamentos numa ravina. O “relativismo” é uma crise pessoal num ambiente de crise cultural. E se para esta não tenho uma resposta satisfatória, para aquela nem sei bem qual é a pergunta.


Pedro Mexia hoje na Actual (Expresso)

 

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A chave do bom jornalismo

por Maria Teixeira Alves, em 20.04.13

As coisas que se aprendem quando se vê um filme do 007, neste caso o Amanhã nunca morre sobre um magnata dos media: 

«Um editor ensinou-me uma lição importante, a chave para uma grande notícia não é o "quem", ou "o quê", ou o "quando", a chave para uma grande notícia é o "porquê"». 

Um bom jornalista é aquele que explica os factos, não o que os relata simplesmente,  e às vezes é difícil explicar isto a quem se detém no óbvio. A associação de ideias que abre caminho a uma explicação dos factos (o tal porquê) é que distingue o jornalismo genial do jornalismo administrativo.

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