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outra vez patético...

por Vasco Lobo Xavier, em 04.12.12

Esteja ou não senil, o incentivo de Mário Soares à violência contra o Primeiro Ministro democraticamente eleito de Portugal é mais patético do que a carteca da semana passada. Mais do que patético: é triste, é grave, é rasca, é miserável e impróprio de pessoa sã. É melhor pensarmos que Mário Soares está mesmo senil e pronto.

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Top of the pops

por João Távora, em 04.12.12

 

Neste disco da His Master's Voice - Victor, gravado entre 1931 e 1933 podemos ouvir a voz de Fred Astair cantando o refrão do tema "Maybe I Love You Too Much" de Irvin Berlin, pouco antes de se celebrizar como actor e dançarino em glamorosos dramas musicais do tempo em Hollywood se rendia ao prodígio do cinema sonoro.  

 

Mais tralha desta, aqui.

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Freitas do Amaral?

por Maria Teixeira Alves, em 03.12.12

 

Não. É Pedro Reis do AICEP!

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Partido Socratista, de facto

por José Mendonça da Cruz, em 03.12.12

O PS apresentou hoje mais uma conferência de imprensa. Graças à proverbial reverência das direcções de informação televisivas que temos, estavam lá os telejornais todos. Estavam lá para transmitir na íntegra a rábula do costume: primeiro, o insuportável descaramento de um partido que critica o acordo que tornou inevitável, que negociou e que assinou; segundo, chorar lágrimas de crocodilo pelas dificuldades dos portugueses (o PS, como se sabe, põe «as pessoas primeiro», frase indecorosa e insignificante que, no entanto, tem muito trânsito entre idiotas).

A conferência de imprensa socialista tinha, porém, um outro ponto: criticar o governo português por Portugal não ser como a Grécia.

Infelizmente se o PS podia contar, mais uma vez, com a  atenção dos directores de informação, o mesmo PS viu-se perante as inesperadas perguntas de duas jovens jornalistas que insistiram no mesmo: «Como explica que os nossos parceiros internacionais digam que seria pior para Portugal ter as condições que tem a Grécia, que são aquelas que o PS pede?»

O conteúdo útil da conferência ficou por ali mesmo.

(Outra curiosidade é verificar como as posições do PS em Portugal coincidem com a da extrema esquerda francesa, agora que o tão incensado François Hollande se viu perante a realidade e «desiludiu».)

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Dos vícios e das virtudes

por José Luís Nunes Martins, em 03.12.12

Nenhum ato isolado define um homem. A vida humana é feita de um conjunto enorme de momentos, repetições, escolhas, encontros, desencontros e reencontros. Não há atos isolados. A construção da essência de cada um exige um trabalho guerreiro permanente. Vamos sendo o que vamos escolhendo, com alguns momentos mais decisivos que outros, mas sem grandes sobressaltos. É a linha que vamos traçando que nos definirá.

 

Não há ninguém que se torne viciado no que quer que seja sem que tenha atingido um ponto de obstinação. O vício é uma dependência porque, ao fim de uma série de decisões, o viciado abdicou do controlo da construção de si mesmo em favor de um qualquer modelo estranho à sua felicidade. Viciou-se.

 

Não há heróis de um ato só. É-se virtuoso à custa de praticar sucessivamente o bem, multiplicando-o.

 

Não pode nenhum homem julgar, de forma completa, outro. Poder-se-ão julgar os atos mas não as histórias. Julgar é um ato viciado e viciante, que nos retira a capacidade de permanecermos focados na concretização das melhores possibilidades da nossa existência.

 

Nos restantes seres vivos tudo parece ter uma natureza pré-programada, uma definição prévia. A realidade e a dignidade humanas fundam-se no caráter completamente aberto do amanhã. Não somos pré-programados. Decisão após decisão vamo-nos construindo, aparecendo ao mundo e a nós mesmos, tal como fomos capazes de nos ir fazendo, tal como somos, tal como quisemos ser.

 

Será talvez um mistério a razão pela qual há tantos homens que são carrascos e vítimas de si mesmos, condenam-se a um inferno que não carece de outro que não esse seu eu medonho para perpetuar uma pena de infelicidade irrevogável. Por que desejarão o seu próprio mal? Talvez porque há sempre um caminho a fazer e, seguir rumo ao bem, pode ser muito doloroso, um pé para diante de outro, sempre a subir, degraus sempre mais altos que os anteriores... há quem duvide, de si mesmo, de tudo, encolha o ombros e sucumba na ânsia de descansar, escolhendo não escolher, desiste, uma e outra vez, até se dar conta que está no fundo do poço.

 

Da dependência há apenas uma, e uma só, hipótese de resgate: o mesmo eu que caiu, levantar-se. Através de uma longa sequência de decisões árduas pelo bem. Nunca é apenas uma, seria fácil demais; e seria injusto. A felicidade é um prémio não um direito universal. Conquistam-na os que arriscam corajosamente seguir tantas vezes pelo caminho mais duro; aqueles que, apesar das montanhas de dúvidas, encontram forma de fazer forças e com

elas avançam no caminho do bem. 

 

A verdade do Homem, a verdade de cada um de nós, é-nos revelada por nós mesmos através das nossas escolhas. Mas, nunca num ato isolado. Ninguém fica desgraçado por uma desgraça só. Todos caem. Uma e outra vez. Assim como todos acertam, bastantes vezes... o que importa mesmo é o caminho feito de forma livre e responsável. Ou para o céu ou para outro lado qualquer...

 

A maior de todas as virtudes é ser-se uma perfeição construída à custa de uma multiplicidade de passos imperfeitos, erros, quedas e tantos, tantos, recomeços... a Felicidade é o resultado de uma orientação totalmente livre e corajosa para o bem.

 

A vida humana será uma espécie de navegação por entre o previsto e o imprevisto, do sonho puro à realidade crua, cada um de nós está nas suas próprias mãos. Sempre. Porque em cada novo dia tudo está, feliz e infelizmente, em aberto...

 

 

 

(publicado no jornal i - 1 de dezembro de 2012)

 

ilustração de Carlos Ribeiro

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O Anjo do Advento

por João Távora, em 03.12.12

 

Venha o teu anjo abrir de novo estas portas
ao anúncio da vida pura e repentina
que eleva os nossos dias mesmo baços
à altura da promessa

 

Venha o teu anjo restabelecer o alfabeto censurado
ensaiar a dança que os gestos ignoram
Venha apontar o dia límpido, só pelo azul esclarecido
desprender-nos da cinza do desânimo e do sono
guiar-nos para lá das fronteiras

 

Venha o teu anjo nomear o que trazemos
e passa de um dia para outro sempre adiado
Venha redizer o corpo inacabado
Este reticente modo de habitação
ainda à espera do seu nascer verdadeiro

 

P. José Tolentino Mendonça

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Governo sombra não te transformes no Eixo do Mal

por Maria Teixeira Alves, em 03.12.12

Estou a ver o Governo Sombra, com Ricardo Araújo Pereira, Pedro Mexia, João Miguel Tavares e Carlos Vaz Marques, na TVI. E, sem dúvida, que o melhor é José Miguel Tavares (tem sempre razão). Pedro Mexia desilude. Ricardo Araújo Pereira não tem razão, mas tem graça, o que já é alguma coisa.

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Ainda o Dia da Restauração

por Rui Crull Tabosa, em 02.12.12

Começo por esclarecer que amo Portugal acima de tudo. Cresci e fiz-me nesse sentimento e a ele devo o que sou.

Dito isto, comemorei muitos 1ºs. de Dezembro, que começaram por ser festas de Juventude, nos idos de 80, acabando aos poucos por se reduzir a meras cerimónias vazias e sem alma.

Os monárquicos valorizaram sempre o Jantar dos Conjurados, acontecimento que, ao longo dos anos, foi tendo tão pouco de conjura quanto excesso de debutantes. Salva-se, como sempre, a sentida e patriótica Mensagem do Rei.

O País, esse, foi esquecendo por completo, nestas décadas, o alto significado do Dia da Restauração: o povo porque, desnacionalizado, dele guardava apenas a utilidade egoísta de mais um feriado; a elite dominante porque, estrangeirada, era em si mesma incapaz de celebrar o que deixou ou fez que se perdesse: a Independência de Portugal.

A comunicação social, essa, então, dando largas à sua estirpe ideológica, apenas papagueava que na data se comemorava ... o dia mundial contra a Sida…

E estamos conversados.

Mas este ano, não sei se para bater no Governo, foi só ver 'patriotas', até de esquerda, a querer comemorar a restauração (que a deles é com letra pequenina...). O cúmulo do ridículo foi mesmo a aparição de António Costa nas cerimónias, a botar faladura, com inflamados apelos à memória dos Restauradores e ao significado da data. Mais um bocadinho e, não se sabendo quem ele era, dir-se-ia que se tratava do Le Pen português...

Já sobre o inderoroso frete de Ribeiro e Castro ao PS fica com quem o pratica, mas elucida bem sobre a noção de escrúpulo do seu autor.

Por mim, o 1.º de Dezembro é Dia de Trabalho.

Foi assim em 1640, quando a Nação se ergueu contra o domínio estrangeiro, e deve ser assim, se nos queremos outra vez livrar o mais depressa possível da tutela da Troika.

Comemorar a Restauração é pois acção. Não o aproveitar de mais um dia para nada produzir.

Honrar os Restauradores não é fazer discursos vazios ou aproveitar o feriado para fazer compras, dar uma volta ou ficar em casa.

Honrar os Restauradores é trabalhar para que a Independência que eles nos legaram se torne outra vez realidade o quanto antes. E, para isso, todos os dias contam, todos os braços são necessários.

O resto não passa de demagogia e pusilanimidade disfarçadas, algo que, infelizmente, muito abunda nos dias que correm.

Daí o meu voto: que nasça Portugal de novo!

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Dia da Restauração (3)

por João Távora, em 02.12.12



Como acontece todos os anos, a Real Associação de Lisboa participou nas comemorações oficiais do 1º de Dezembro. Ontem, em sua representação, o presidente Nuno Pombo acompanhado pelo Infante D. Afonso, Príncipe da Beira, num acto pleno de simbolismo, depositaram no monumento uma coroa de flores em homenagem aos restauradores da independência nacional.

 

* Foto de Isabel Santiago Henriques

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Dia da Restauração (2)

por João Távora, em 02.12.12


«Estamos a viver mais um 1º de Dezembro, o dia em que se afirmou a vontade de independência nacional e os portugueses disseram “Nós somos livres e o nosso Rei é livre”. Para nós, o 1º de Dezembro aconteceu uma vez e o 1º de Dezembro acontec

erá sempre.»

Excerto da mensagem Mensagem do Chefe da Casa Real portuguesa, Senhor Dom Duarte, Duque de Bragança no 1º de Dezembro de 2012.

Foto Gerardo Santos, Global Notícias (Diário de Notícias 2 de Dezembro 2012)

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O irreal "Estado Social"

por João-Afonso Machado, em 02.12.12

O drama recente de alguém de poucas posses - uma empregada doméstica, precisamente - em quarteis do IPO, o drama, portanto, de quem padece de um cancro e a quem o IPO fez acreditar a doença se encontrava sanada, que voltasse lá passado uns tantos meses, pelo sim, pelo não, mas o tumor, afinal, cresceu entretanto não sei quantos milímetros, a operação afigura-se agora inútil e a desgraçada desespera e bate à porta dos que (crê ela) a conseguem ajudar... porque conhecem pessoalmente médicos de confiança, desses que olham para os pacientes como seres humanos e não como peças de uma lista de espera - toda esta história que, decerto, todos já presenciaram ou mesmo acompanharam em tonalidades as mesmas ou idênticas, leva-nos a pensar no famigerado Estado Social.

A reportagem no DN de hoje sobre vinte portugueses - eclesiásticos e, maioritariamente, leigos - que dedicam a sua vida a ajudar quem de auxilio careça - também trouxe à tona essa tenebrosa arma de arrremesso chamada Estado Social.

O mesmo acontece a cause da campanha do Banco Alimentar este fim-de-semana.

Em suma, porque vivemos apenas um estéril combate de palavras cada vez mais destituidas de sentido. A Esquerda desembaínha a espada pelo Estado Social apenas para acutilar a Direita e encostá-la a uma parede ideológica de onde só sairá viva confessando-se pérfida e neo-liberal. Rendendo-se, assim, totalmente submetida.

E, deste modo, admitindo que o Estado Social é, tão-só, o Estado Socialista. O Estado Seguro do Tozé. O Estado Estatizante da tropa restante. O Estado Clientelar da velha ditadura burocrática.

E, acima do mais, o Estado falido. o tal que Sócrates tentou "revitalizar" encerrando escolas e centros de saúde. Ou seja, sonegando serviços para manter os custos do aparelho. Decerto, razoavelmente como agora também se pretende agir, mas com toda  a autoridade do rótulo "socialista".

Como acima referi, nada disto é real, sofrimento das pessoas à parte; o mais pertence ao mundo virtual das ideologias.

 

 

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1º Domingo do Advento

por João Távora, em 02.12.12



Evangelho segundo São Lucas

 

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas e, na terra, angústia entre as nações, aterradas com o rugido e a agitação do mar. Os homens morrerão de pavor, na expectativa do que vai suceder ao universo, pois as forças celestes serão abaladas. Então, hão-de ver o Filho do homem vir numa nuvem, com grande poder e glória. Quando estas coisas começarem a acontecer, erguei-vos e levantai a cabeça, porque a vossa libertação está próxima. Tende cuidado convosco, não suceda que os vossos corações se tornem pesados pela intemperança, a embriaguez e as preocupações da vida, e esse dia não vos surpreenda subitamente como uma armadilha, pois ele atingirá todos os que habitam a face da terra. Portanto, vigiai e orai em todo o tempo, para que possais livrar-vos de tudo o que vai acontecer e comparecer diante do Filho do homem».


Da Bíblia Sagrada

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Dia da Restauração

por João Távora, em 01.12.12

 

Estive esta tarde nas cerimónias do 1º de Dezembro na Praça dos Restauradores onde pontificavam, entre muitas miniaturas de bandeiras nacionais de diferentes épocas distribuídas aos populares, um significativo número de bandeiras azuis e brancas de monárquicos que quiseram deixar testemunho da sua simpatia por estas comemorações que celebram a Restauração da Independência Nacional e o inicio à dinastia de Bragança no trono de Portugal.
Mais estranho do que a indiferença votada ao tema nos telejornais da noite da RTP e da TVI que perto dos 25 minutos ainda não o tinham noticiado, foi a reportagem da SIC que, em perto de dois minutos de filmagens, a reduziu ao discurso sectário de António Costa e a uns quantos grandes planos das poucas bandeiras verde-rubras presentes no evento. Foi certamente necessária alguma mestria para a realização montar esta peça evitando as bandeiras monárquicas.
Por fim, um desabafo: talvez esta perspectiva míope da realidade justifique como, tirando no futebol, é mais fácil juntar cinco mil marmanjos a cantar "A Internacional" do que quinhentos patriotas o Hino Nacional. Não me devia admirar com a inércia dos portugueses tão pouco dados à participação cívica, mas às vezes isso incomoda-me mesmo. Sentadinhos no sofá, alguém resolverá a vidinha por nós, deixem-se estar.

 

Foto Instagram - Restauradores - 1 Dez. 2012 

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prenúncios novos do velho 'paraíso comunista'

por Rui Crull Tabosa, em 01.12.12

Num tempo difícil, em que tantos se dedicam a questionar todos os sacrifícios que a austeridade em curso torna necessários, é bom ficar a saber que o Partido Comunista defende a nossa saída do Euro.

Importa ter presente, porém, que tal implicaria, desde logo, uma forte desvalorização da nova moeda nacional, seguramente em cerca de 50%. Daí que, mal um governo de esquerda apoiado pelo PCP (que nem teria de o integrar) entrasse em funções, assistitíamos a uma avassaladora fuga de capitais e à corrida aos bancos para levantamento de depósitos, donde resultaria a falência em cadeia das instituições bancárias, cuja situação se agravaria ainda mais pela incapacidade de os seus devedores pagarem os empréstimos contraídos (empresas e particulares, com compra de habitações, etc.). O resultado seria, então, a nacionalização da banca, sem ou com indemnizações residuais, o que faria de Portugal um país pária na ordem internacional.

Depois, os bens e produtos estrangeiros ou com componentes estrangeiras subiriam dramaticamente de preço, inviabilizando a sua aquisição e, portanto, também a sua importação, o que afectaria, aliás, toda a actividade económica nacional dependente de fontes energéticas importadas como é o caso dos combustíveis, que duplicariam ou triplicariam mesmo de preço, assim também se afectando gravemente o sector exportador.

A inflação dispararia, o consumo reduzir-se-ia a níveis de subsistência, os preços teríam de ser tabelados, mas simplesmente os produtos desapareceriam do circuito comercial.

A economia entraria em completo colapso, com falências em massa, falta de crédito, desemprego a níveis absolutamente inimagináveis.

A revolução soviética seria finalmente aplicada a Portugal, ou seja, voltaríamos à idade da pedra, por certo um tempo em que o tovarich Agostinho Lopes se sentiria perfeitamente integrado.

 

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BANCO ALIMENTAR

por Vasco Lobo Xavier, em 01.12.12

Este é fim-de-semana de apoio ao Banco Alimentar, essa relevantíssima instituição que todos deveríamos acarinhar e ajudar. Por isso, mesmo não havendo qualquer necessidade especial em casa, desloquei-me ao supermercado mais próximo, antes que me esquecesse, apenas para contribuir com o que podia para o Banco Alimentar. Espero que muitos mais, que possam, façam o mesmo, e contribuam para que essa Instituição possa continuar a apoiar quem mais tenha necessidades, e espero mesmo que a conhecida generosidade portuguesa faça com que a recolha de alimentos seja das maiores de sempre, uma vez que a necessidade também será das maiores de sempre.

 

Estranhamente, no Expresso de hoje, perguntava-se a Isabel Jonet se as suas palavras na SIC não atrapalhariam este objectivo. É evidente que não e a pergunta está muito mal feita e dirigida: não são as palavras de Jonet que podem empecilhar o resultado mas sim uma campanha de raivosos pavlovianos desprovidos de senso e com dificuldades óbvias de interpretação.

 

Apelo por isso a que todos os que o possam fazer apoiem o Banco Alimentar este fim-de-semana: há muita gente a precisar disso.  

 

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bota-abaixo-assinados de meia-tigela

por Vasco Lobo Xavier, em 01.12.12

 

 

O grupo socialista do costume, com Soares à cabeça, e franjas de outros lados, vem com mais um bota-abaixo-assinado exigindo que Passos Coelho mude de política ou apresente demissão. Segundo o Público (30/11/2012), dizem eles que há «(…) uma contradição nunca antes vista entre o que foi prometido e o que está a ser levado à prática», que se trata de «um embuste».

 

Esta gente não se enxerga: a maior parte das políticas que este pobre Governo tem sido obrigado a seguir foram negociadas e decididas por Sócrates com a troika que nos veio salvar da bancarrota a que nos conduziu o desgoverno desse agora estudantezeco parisiense de luxo.

 

E embuste ou contradição nunca antes vista entre o que foi prometido e o que foi levado à prática fica bem melhor aplicado aos governos de Sócrates, que prometiam mundos e fundos, tapetes de alcatrão, aeroportos e TGV’s, Metro para a Lousã, e na prática a sua grande obra foi levarem Portugal à bancarrota e à perda da soberania. 

 

Deviam mas é ter vergonha!

 

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Mais vale tarde que nunca

por Rui Crull Tabosa, em 01.12.12

"todos aqueles que exerceram funções em Portugal terão tentado fazer melhor ou pior, mas obviamente têm a responsabilidade no facto de nós até hoje não termos sido capazes de ultrapassar os défices tradicionais" afirmou agora António Guterres, primeiro ministro entre 1995 e 2002.

Se Soares, Cavaco e Sócrates, cada um à medida das suas responsabilidades, mostrassem idêntico arrependimento, não só teriam um gesto patriótico e de humildade democrática, como contribuiriam para a pedagogia dos sacrifícios a que 40 anos de regabofe nos obrigam e continuarão a obrigar.

Dito isto, convém não esquecer que só tem direito e credibilidade para criticar aquele que também apresentar propostas concretas que permitam resolver melhor os problemas e desafios que o País enfrenta.

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"Hoje, tal como em 1640, mas devido à irresponsabilidade de alguns governantes da III República, a nossa política depende da vontade de estrangeiros. A população tem dado provas de grande civismo. Por isso, a todos os que se manifestam de forma cívica em favor de um Portugal mais justo e mais independente, quero manifestar o meu apoio."

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Nos antípodas dos "Paulos Campos"

por Maria Teixeira Alves, em 01.12.12
Hoje fui levada para Torres Vedras, para uma conferência da Caixa Geral de Depósitos e por acaso ouvi um Secretário de Estado do Ministério da Economia. Fiquei espantada, um miúdo, e quando começa a falar é brilhante. Num discurso sem hesitações, descreveu todas as medidas que o Ministério do tão criticado Álvaro tinha feito em um ano e meio. Não há duvida que este é o melhor Governo dos tempos mais próximos, antes e depois. A excelência de alguns membros do Governo é praticamente inédita. Não são estrelas mediáticas de gestão, são discretos génios, que estão ali por amor à causa Portugal, a dar o melhor de sua inteligência para corrigir um país no sentido de um rumo, que o país teima em evitar porque não se governa nem se deixa governar.
O Secretário de Estado do Empreendorismo, Competitividade e Inovação Carlos Oliveira, lembrou que Portugal em 2011 exportou 35,5% do seu PIB, é um número record, mas ainda longe da média europeia que é de 42%, mas temos de almejar mais, pois países com dimensão semelhante a Portugal chegam a exportar 60% a 80% do seu PIB.
A dinamização do financiamento à economia é apenas parte de um objectivo último: aumentar a competitividade do país. “Num ano e meio o Governo concretizou reformas económicas estruturais". Falou por exemplo,da revolução no regime de licenciamentos industriais (no sentido da simplificação e da redução de custos), que é essencial para tornar Portugal amigo dos investidores internacionais e assim criar uma dinâmica fundamental para a reindustrialização do país que leve ao aumento das exportações". Depois há ainda a destacar reforma laboral; a nova lei da concorrência; o novo código de insolvências; a reforma das empresas públicas e o seu reequilibro orçamental (em particular no sector dos transportes); o corte nas rendas excessivas nas energias e PPP; a liberalização do sector da energia.

Falou ainda das medidas para combater o desemprego jovem e na necessidade de investimento em investigação e inovação.
Eis o Currículo:
"Carlos Nuno Oliveira nasceu em 1978 e licenciou-se em Engenharia de Sistemas e Informática pela Universidade do Minho. Participou no Programa Avançado de Gestão para Executivos em Telecomunicações e Tecnologias de Informação da Universidade Católica Portuguesa.

Em 2000, fundou a MobiComp, empresa que ganhou reconhecimento nacional e internacional, tendo sido um dos primeiros membros da rede PME Inovadores da Cotec. Venceu o prémio Inovação da Associação Nacional das Empresas de Tecnologias de Informação e Electrónica. Em 2008 a empresa foi adquirida pela Microsoft."

Bem me parecia!

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