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Imagine Hell

por José Mendonça da Cruz, em 23.12.12

Rostos exsudando teatral bondade, olhos nalgum vazio acima, irmanados no meloso momento, os membros do coro entoam Imagine. É uma cena característica de filmes ou séries sem rasto e de momentos esquecíveis. E é, surpreendentemente, uma cena recorrente em épocas de festividades religiosas, trazida com a intenção de enriquecer esses momentos em que arregimentamos todas as forças da nossa boa vontade. É também, um dos episódios mais paradoxais e confrangedores do que hoje em dia passa por cultura.

É que o que John Lennon retrata em Imagine é um mundo com no heaven, no possessions, living for today, com all the peolpe sharing all the world, ou seja, um mundo sem Deus, sem valores, sem desejo de transcendência, um reino do imediato, da homogeneidade, do tédio, da ausência de culturas e cultura. O Inferno, em resumo. Que isto passe por uma ambição humana superior é tão descomunal quanto a presunçosa palermice do autor.

Instantâneos de Lx

por Luísa Correia, em 23.12.12
(Em Santo Estêvão...)

"Why! who makes much of a miracle?
As to me, I know of nothing else but miracles,
Whether I walk the streets of Manhattan,
Or dart my sight over the roofs of houses toward the sky,
Or wade with naked feet along the beach, just in the edge of the water,
Or stand under trees in the woods,
Or talk by day with any one I love--or sleep in the bed at night with any one I love,
Or sit at table at dinner with my mother,
Or look at strangers opposite me riding in the car,
Or watch honey-bees busy around the hive, of a summer forenoon,
Or animals feeding in the fields,
Or birds--or the wonderfulness of insects in the air,
Or the wonderfulness of the sun-down--or of stars shining so quiet and bright,
Or the exquisite, delicate, thin curve of the new moon in spring;
Or whether I go among those I like best, and that like me best--mechanics, boatmen, farmers,
Or among the savans--or to the soiree--or to the opera,
Or stand a long while looking at the movements of machinery,
Or behold children at their sports,
Or the admirable sight of the perfect old man, or the perfect old woman,
Or the sick in hospitals, or the dead carried to burial,
Or my own eyes and figure in the glass;
These, with the rest, one and all, are to me miracles,
The whole referring--yet each distinct, and in its place.

To me, every hour of the light and dark is a miracle,
Every cubic inch of space is a miracle,
Every square yard of the surface of the earth is spread with the same,
Every foot of the interior swarms with the same;
Every spear of grass--the frames, limbs, organs, of men and women, and all that concerns them,
All these to me are unspeakably perfect miracles.

To me the sea is a continual miracle;
The fishes that swim--the rocks--the motion of the waves--the ships, with men in them,
What stranger miracles are there?"

Walt Whitman

4º Domingo do Advento

por João Távora, em 23.12.12

 

Evangelho segundo São Lucas

 

Naqueles dias, Maria pôs-se a caminho e dirigiu-se apressadamente para a montanha, em direcção a uma cidade de Judá. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino exultou-lhe no seio. Isabel ficou cheia do Espírito Santo e exclamou em alta voz: «Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Donde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor? Na verdade, logo que chegou aos meus ouvidos a voz da tua saudação, o menino exultou de alegria no meu seio. Bem-aventurada aquela que acreditou no cumprimento de tudo quanto lhe foi dito da parte do Senhor».


Da Bíblia Sagrada


Outras cantorias

por João Távora, em 22.12.12

 H-A-S-H, Dat am The World I Love - Arthur Collins 1909

 

Os meus mais de cinquenta anos, muito brio e algum suor permitiram-me gradualmente juntar, além de um sistema estereofónico bastante competente, umas valentes centenas de discos, compactos e vinis, numa criteriosa colecção erigida com gozo e empenho de que me orgulho. É curioso como, através de meios informáticos, tenho-os quase todos convertidos em mp4 ocupando cerca de cinquenta gigabits numa pequena geringonça japonesa, a qual, de modo aleatório, por autor, por faixa, por género ou por álbum, consegue reproduzir integral e interruptamente por mais de uma semana. Chama-se a isto “desmaterialização”, é bom para a “portabilidade” (posso ouvir tudo no carro, por exemplo) e serve de cópia de segurança (não sei bem de quê).
Mas o que ultimamente me seduz, mais do que o som analógico ou a amplificação a válvulas, é a gravação mecânica, que funciona sempre, seja na praia, no campo ou no deserto, sem pilhas nem corrente eléctrica, sem software nem hardware, só com umas voltas à manivela e uma variedade de valsas, marchas e cantorias literalmente do outro mundo. Reconheço que a amplitude das frequências sonoras resulta bastante limitada, mas até isso tem o seu fascínio, quando ganhamos uma perspectiva mais ampla da efémera música popular, devolvendo à  vida a uma gravação com cem anos, por exemplo de Arthur Collins, um popular barítono americano do princípio do século XX, o "rei do Ragtime". Ou nos deliciamos a escutar Fred Astaire, a cantarolar "Maybe I Love You Too Much" de Irvin Berlin em 1931, antes de se celebrizar como actor e dançarino. E afinal de contas, não é deplorável a qualidade sonora debitada pelos modernos computadores portáteis, com que tanta gente se deleita a explorar músicas no Youtube?

Maybe I Love You Too Much - Vocal: Fred Astaire

Excerto da espantosa festa de Holly Golightly (A. Hepburn)... em Breakfast at Tiffany's rodado em 1960 - baseado na notável novela de Truman Capote com o mesmo título.

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O melhor é pensar assim

por João-Afonso Machado, em 22.12.12

... E uma vez condenados a mantermo-nos vivos - uns boateiros, esses Maias... - talvez seja mesmo de fazer um esforço de vontade e de imaginação. O carreiro, diante de nós, afigura-se longo e tortuoso. De muita exigência para as já bem cansadas pernas em que nos transportamos.

Mas pensemos - porque não? -  desde ontem principiaram os dias a crescer. Lentamente, ainda imperceptívelmente. Mas seguramente. Como se acrescentando sempre um pouco mais de luz a esbater a escuridão em que, sem dúvida, todos nos achamos.

Como se, afinal, tivessemos batido no fundo e, daqui em diante, só para melhor, impossivel será descer ainda para pior.

É certo, temos um Estado devorista para alimentar muitos anos mais. E que nos foi surripiando impostos com algum suposto pudor, agora descaradamente perdido, tudo valendo para obrigar o cidadão a pagar colossais dívidas acumuladas.

Mas, por isso mesmo, há-de partir de nós a nossa própria salvação. Contra o desemprego, contra a carestia de vida, contra todas as privações em geral. É claro, sempre com justificada prudência e aquela pontinha de receio de que só os loucos não sentem a picadela. Creio não poder, nesta altura, pensar de outro modo - depois de 25 de advocacia no Porto, resolvi "abrir banca" na Provincia... Se tenho clientes? Não, não tenho, ficaram todos lá na cidade.

Estive aqui muito quentinho à espera que o Mundo acabasse para ver se poupava numas chamadas telefónicas. Mas não. Lá telefonei pontualmente a amigos e amigas a desejar um santo Natal que, tal como o fim do Mundo, é só quando Deus quer, e não quando quiser um homem ou um palerma qualquer com a mania dos Maia. Soube-me bem telefonar. Infelizmente e visto ser sobrevivo, tive que aturar a vil e apagada tristeza da vida política e jornalística portuguesa que ficou também preservada.

Às 13 horas, vi um telejornal da SicNotícias verdadeiramente rasteiro e miserável, todo ele guiado pelo firme propósito de destacar as vociferações de bloco de esquerda e PC sobre a TAP, e tornar a posição do governo absolutamente incompreensível. Os jornalistas lá continuaram a falar de garantias, como se o governo fosse tonto  e Efromovich tivesse faltado com algum papelinho carimbado. E teve grande destaque António José Seguro, a quem (na falta do genuíno desejado dos media, Costa) lá vai recebendo tempo de antena. Seguro veio protagonizar um número que talvez passasse numa audição para o circo (não o do Soleil, não exageremos; alguma coisa mais modesta). É que a posição de Seguro é admiravelmente contorcionista. Vejamos: Seguro é o líder do partido que se obrigou perante União Europeia, FMI e Banco Central Europeu, em acordo negociado e subscrito por ele, Partido Socialista, a privatizar a TAP até fim de 2011 (de 2011, não há gralha). Seguro vem defendendo, porém, que a TAP «é de bandeira», e do coração, e não devia ser privatizada (sem nunca explicar, já se vê, o que se faria de uma empresa aérea com 1,5 mil milhões de dívida e frota envelhecida). Agora, que a TAP não foi privatizada -- porque o Governo foi prudente, e julgou que Efremovich, embora apresentando uma boa proposta em termos técnicos e estratégicos, não demonstrava capacidade financeira para cumprir pontualmente e a tempo as prestações e os  investimentos a que se obrigara -- agora, Seguro vem reclamar num arremedo de voz grossa explicações do Governo por não ter privatizado a TAP, e proclamar que a não privatização da TAP foi «uma derrota», tal e qual como leu no Público de hoje, ou, então, o Público de hoje leu nele.

E eu, que já tinha esquecido que estivera aqui muito quentinho à espera que o Mundo acabasse, voltei a sentir incontidas ânsias por algum meteoro tresmalhado que os parta.

Sexta-feira sem garantias

por Corta-fitas, em 21.12.12

 

Bar Refaeli

Da consciência

por João Távora, em 21.12.12

A ideia protestante de que cada um sabe governar a sua vida por si (pessoas e instituições), à revelia da comunidade e da tradição, resultou no quadro económico que temos agora. É preciso voltar a chamar a tradição - o mesmo é dizer, o catolicismo - para sairmos daqui e encontrarmos um novo caminho.

Zerá que os Baias tinham razão?

por João Távora, em 21.12.12


Esdou cá gom uba tabanha consdipação, que até parece que vai acabar o bundo!

Hoje, o fim do mundo

por João-Afonso Machado, em 21.12.12

Constata-se, o dia parece propício. Esta escuridão, esta morrinha, esta tristeza matinal... Só não sabemos a que hora começa, e por que forma espantosa. O fim do mundo, é claro, agendado para hoje.

Foi tudo tratado um pouco em cima do joelho. Com mudanças é sempre a mesma coisa... Mas ontem lá conversámos todos, a saber dos planos de cada um - o que fazes tu no fim do mundo?

O Diogo garantiu-me que não saía de casa. Já não tem pachorra para confusões. E o Luis vai para Afife: diz que gosta sempre de um primeiro mergulho nas ondas do tsunami terminal.

Já o Toninho escolheu o Gerês. Um cagarola, este Toninho, sempre com o pretexto da natureza e das cabras e garranos, mas agarrado às altitudes onde as águas demorarão a chegar. Ficou-se pelo Antigo Testamento, este Noé nortenho. Bastava-lhe um desviozinho pela banda desenhada, Edgar P. Jacobs, não mais, e perceberia que o cataclismo pode vir da imensidão celestial, sob a forma de bolas de fogo a atingi-lo antes que à gente, com maldade e impiedade (aliás, julgo que neste fim do mundo anda mão do Coronel Olrik) e transformando a Caniçada numa sopa imensa a escaldar, senão mesmo no refúgio de um vulcão clandestino em erupção alvar, pobre Toninho e a sua esturricada familia.

E eu por mim ainda não decidi. O fim do mundo está muito mal organizado, ninguém conhece o programa, não fui informado de horários e tenho um julgamentozinho nos Julgados de Paz. Uma maçada! Se nada acontecer, entretanto, irei até à minha terra. Tenho lá a quem abraçar no momento derradeiro. Vai ser um espectáculo nunca antes presenciado.

Bom fim do mundo para todos!

Instantâneos de Lx

por Luísa Correia, em 21.12.12
(No Rossio...)

"O Universo não é uma ideia minha.
A minha ideia do Universo é que é uma ideia minha.
A noite não anoitece pelos meus olhos,
A minha ideia da noite é que anoitece por meus olhos.
Fora de eu pensar e de haver quaisquer pensamentos
A noite anoitece concretamente
E o fulgor das estrelas existe como se tivesse peso."

Alberto Caeiro

Ainda vamos ver

por Maria Teixeira Alves, em 21.12.12

Ainda vamos ver os que usaram a privatização da TAP para criticar o Governo (ou porque o preço que iria ser pago era baixo, ou porque não era transparente e só apareceu um candidato, ou porque o candidato Efromovich tinha sido promovido por Miguel Relvas) criticar o Governo por ter prometido vender a TAP em 2012 e não ter cumprido a promessa.

TAP - lá vem trapalhada a galope

por José Mendonça da Cruz, em 20.12.12

Está aí a formar-se, passo a passo, mais uma dessas trapalhadas iniciadas na imprecisão terminológica e alimentada pela ignorância que é tão do gosto da comunicação social que temos. Podem ver a formação do equívoco nos noticiários televisivos.

A privatização da TAP não avança porque a Synergy, o grupo do senhor Efremovich, não fez «adequada demonstração de capacidade financeira» para cumprir todas as prestações no prazo e segundo o valor a que a sua proposta o obrigava. Peritos financeiros e jurídicos subscreveram esta opinião. E, assim, a privatização gorou-se.

Mas, pergunta o jornalista, «demonstração de capacidade financeira?! O que é isso?». «Ó pá, é assim como uma garantia bancária», terá dito alguém, infelizmente. E foi quanto bastou, pode começar o fandango: a explicação acima foi dada detida e serenamente pela sólida Maria Luís Albuquerque, secretária de Estado do Tesouro, no jornal das 21 horas da Sic Notícias. Mas, na mesma estação, às 22, Ana Lourenço já não retinha uma sílaba e já voltava às «garantias bancárias». Porreiro, pá. Assim, já Nicolau Santos poude dizer que a privatização de TAP e ANA requereria um amplo debate nacional (de que nunca se lembrou quando Sócrates assinou fazê-las), já, na TVi24, Constança Cunha e Sá pode, mais titubeante e histrionicamente que o PS, dizer que há aqui muita opacidade (as coisas são sempre opacas quando a gente não as compreende) e amanhã já podem vir Moreiras, Adãos e Silvas e Malteses proclamar recuos do Governo.

E a culpa é de quem? Ora, do Governo e da secretária de Estado porque, ao falarem português correcto e ao não facultarem uns exemplozitos para néscios, foram «opacos». Eu diria mesmo mais, foram «herméticos».

...

por Luísa Correia, em 20.12.12

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Livros

por João-Afonso Machado, em 20.12.12

Mensageiros das Estrelas é uma "antologia de contos de ficção ciêntifica e fantástico" da Fronteira do Caos - Editores. Foi recentemente apresentado num colóquio organizado pelo Centro de Estudos Anglísticos da Universiade de Lisboa e divide-se em quatro grandes temas: "Alameda da Universalidade", "A Todo o Vapor", "A República Nunca Existiu! - Parte 2" e "Época de Apocalipses".

Reune contos de 18 autores. Isto se se considerar que a minha prospectiva de Portugal caso El-Rei D. Carlos não fosse assassinado é um conto. Pelo contrário, creio que é o mais preciso enunciado de como tudo fatalmente aconteceria até aos nossos dias nesse Portugal que só não o é porque, para não o ser, foi preciso matar o Rei.

À vossa curiosidade.

 

Mais fumo do meu cigarro

por José Mendonça da Cruz, em 20.12.12

Pronto! A TAP ficará para outra vez. Talvez a ANA. Talvez ainda haja esperança de um dia esperarmos menos de 45 minutos pelas malas à chegada a Lisboa.

                                                                            ***

 

Ainda assim, porque será que todas as privatizações são «opacas», todos os cortes são ora «cegos, ora «arbitrários», todas as despesas sumptuárias são «peanuts» e todas as poupanças são «retrocessos civilizacionais»?

 

                                                                             ***

Volto à sã prática: hoje gravo a Quadratura do Círculo e faço fast forward em tudo o que não for António Lobo Xavier. Já chega da cassete de Costa e da sopa de ressabiamento e comunismo serôdio que anda a toldar o discernimento de PP. E é a segunda vez que não sinto ponta de entusiasmo por ter hoje um programa de debate que costumava ser tão bom.

 

                                                                              ***

 

Compreendo tão bem os noticiários televisivos que dizem agora que o inquérito parlamentar sobre a RTP está cheio de «declarações contraditórias»... É que é precisamente agora que está a ficar claro, clarinho, que Nuno Santos meteu a pata na poça grande, depois tentou calar os factos, e que não havia remédio senão proceder a um virtuoso saneamento profissional.

 

                                                                              ***

 

E lembrem-me lá que agora passou-se-me: a RTP é para privatizar só a 1 ou só a 2 ou só o resto? Ou é para concessionar a 1? Ou é só para partilhar o capital? Da 1? da 2? De todas? Amanhã ou só depois? E as Antenas 1, 2 e 3 são diferentes porquê? Fica tudo na mesma? Ahhh... 

Antes que o mundo acabasse

por Maria Teixeira Alves, em 20.12.12

António Nogueira Leite demite-se da Caixa Geral de Depósitos

Cantinho de escárnio e maldizer

por Luísa Correia, em 19.12.12

Já li algumas biografias de Churchill e todas elas me souberam a pouco; ou seja, o percurso do biografado nem sempre terá correspondido às expectativas que o seu nome, a sua reputação e algumas das suas palavras ditas e escritas tinham criado em mim. O programa televisivo que vi ontem sobre o seu comportamento para com uma Polónia aliada e agredida é a gota que me leva a esvaziar aqui o copo da latente decepção.
Churchill foi, tanto quanto posso ajuizar, um homem corajoso, um excelente soldado, e um homem perspicaz, bom analista de personalidades. Mas, à semelhança do que tenho visto suceder a gestores e estadistas britânicos, di-lo-ia estratega medíocre, fraco planeador, e intransigente, implacável mesmo, no que considerava, de forma mais impulsiva do que racional, ser a melhor defesa dos interesses do seu país, com prejuízo, se necessário, dos sentidos de equilíbrio, de honra e de humanidade. O fracasso dos Dardanelos, a traição dos polacos e o bombardeamento de Dresden ensombram-lhe o retrato, não havendo sucessos pessoais estrondosos que o iluminem - a guerra, convenhamos, foi ganha pelos americanos! É certo que lá vejo - e é um gentil retoque fotográfico - um casamento feliz de seis ou sete décadas. Defendido, este sim, com a apuradíssima visão estratégica que lhe faltou na política, à custa de longas ausências e férias separadas: é que cônjuges que mal se encontram, podem esquecer que existem... mas lá cansar, não cansam.

Deus é bom

por João Távora, em 19.12.12

Is God Good? from Prayson Daniel on Vimeo.




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