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Ai, ai, o 'patrão Estado' vai sentir cá uma falta...

por Rui Crull Tabosa, em 03.11.12

João Proença adere à greve geral de 14 de Novembro

...

por Vasco Lobo Xavier, em 02.11.12

O serviço público da RTP (via Blasfémias/Helena Matos).

Privatizações à socialista

por Maria Teixeira Alves, em 02.11.12

Com a chegada de Sócrates ao poder, nasceu uma nova forma de privatizações, muito original. O Ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, queria ter dinheiro mas não queria prescindir do capital das empresas, então, vai daí, inventou as obrigações convertíveis indexadas às acções. Desta forma os privados punham o dinheiro e no fim do prazos (longos) o Estado tinha a opção de pagar aos subscritores das obrigações ou se não essas obrigações eram convertidas em acções.

Ora aí está o bonito serviço de uma privatização à socialista, feita em 2007, com acções da EDP (António Mexia na altura defendeu esta modalidade porque lhe pareceu bem o Estado garantir que não deixava de ser dona das acções da EDP).

 

Parpública precisa de mais 700 milhões para reembolsar obrigações garantidas por acções da EDP
O Governo aprovou, na última quarta-feira, a conclusão da sétima fase de privatização da EDP, que passará pela venda das acções que ainda estão na posse do Estado. Em causa estão 151.517.000 acções, o que corresponde a 4,144% do capital da eléctrica. Contactada pelo Negócios sobre se o valor que terá de reembolsar aos obrigacionistas já está garantido, fonte oficial da Parpública garante que “honrará todos os compromissos assumidos perante os seus credores, de forma tempestiva, como aliás sempre o fez, não constituindo a emissão da referida emissão obrigacionista qualquer excepção”, não acrescentando mais informação sobre esta operação.

Estas acções ainda estão nas mãos do Estado, através da Parpública, porque foram usadas como garantia num empréstimo obrigacionista da Parpública em 2007, no valor de 1,015 mil milhões de euros. A maturidade deste empréstimo é em Dezembro de 2014, mas ficou previsto que em 2012 havia a possibilidade dos titulares das obrigações poderem receber o reembolso deste empréstimo.

Os obrigacionistas podem decidir também trocar as obrigações por acções da EDP, mas se optarem por esta hipótese só o poderão fazer em 2013. Ainda assim, os investidores deverão aceitar o reembolso uma vez que o valor das acções da EDP não é tão atractivo actualmente como o valor do reembolso.

Assim, no próximo dia 18 de Dezembro os obrigacionistas terão de fazer uma escolha, ou recebem o dinheiro ou permanecem com as obrigações e poderão, no próximo ano trocar por acções da EDP.

Assim, em Dezembro a Parpública terá de pagar o juro correspondente a este empréstimo, no valor global de 32,9 milhões de euros e, caso os obrigacionistas aceitem o reembolso, a Parpública terá de desembolsar também os 1,015 mil milhões de euros.

Se considerarmos o valor actual das acções da EDP, de 2,08 euros, ao vender os cerca de 151 mil títulos detidos, a Parpública vai encaixar 315,15 milhões de euros, o que significa que faltam cerca de 700 milhões de euros para cobrir o valor do reembolso.
 

Uma visão lúcida e nacional

por Rui Crull Tabosa, em 02.11.12

Sexta-feira, ai que aguenta, aguenta

por Corta-fitas, em 02.11.12

Olivia Wilde

Aaaaaaaaaaatchim!

por João Távora, em 02.11.12


Esta bem humorada cançoneta é inédita - Cócegas no nariz, por um tal Grisard: "C' est dans l'nez qu ça me chatouille". Apesar do seu mau estado é uma delícia escutar este cilindro de cera 1903. De resto, porque ao contrário do que sucede nos EUA não encontro qualquer projecto de preservação do património fonográfico francês, venho catalogando e digitalizando os meus cilindros que se aproveitam, pois são extremamente frágeis: a maior parte deles ainda são de cera, os célebres "Cylindres Edison Moulés Sur Or", que degradados pelo tempo estalam na mão quase só pelo contacto físico e muitos estão inaudíveis devido à ferrugem. 

Quadratura do Mal?!

por Maria Teixeira Alves, em 01.11.12

A Quadratura do Círculo está cada vez mais parecida com o Eixo do Mal, o Pacheco Pereira está a convergir para um estilo entre o Pedro Marques Lopes e a Clara Ferreira Alves, e o António Costa é um perfeito Daniel Oliveira. Salva-se o António Lobo Xavier.

A ‘banda gástrica’

por Rui Crull Tabosa, em 01.11.12

Tal como os seres vivos, as nações nascem, crescem e morrem. Quando jovens expandem a sua potência, não raro alargando o seu espaço vital para novas terras e outros continentes. Quando velhas ou enfraquecidas, tornam-se hedonistas e o resultado são amputações e a voragem da fruição de todos os prazeres e vantagens materiais, como se de direitos naturais se tratasse. E morrem, dando lugar a outras.

Isto ensina a Geopolítica.

A força, a dureza de carácter e a resistência são substituídas por fraqueza, pelo relativismo, pela rejeição de responsabilidades na cadeia de gerações de que se é, apenas, um elo.

Há 38 anos Portugal ficou reduzido a 4% do seu território, perdendo as riquezas naturais que lhe poderiam assegurar a viabilidade e a verdadeira independência no concerto das nações. Reduzido às fronteiras do século XIV, quase um Estado exíguo, pareceu depois o regresso à Europa o novo desafio que reinventaria a Nação Portuguesa.

Não soubemos aproveitar a oportunidade.

Ao invés de apostar no desenvolvimento tecnológico, na indústria de ponta e numa agricultura e pescas competitivas, muito devido à falta de visão das nossas elites, às características e ao escasso nível de especialização do nosso povo e ao próprio atraso geral do País, preferimos deixar destruir a economia nacional, ao mesmo tempo que criávamos uma gigantesca  despesa pública e distribuíamos direitos a rodos como se os não tivéssemos um dia de pagar.

E foi assim que, pela terceira vez em menos de 40 anos, entrámos em bancarrota, impedidos de continuar a gastar mais porque já ninguém confiava que o Estado Português pagasse a enorme dívida que contraiu.

Os únicos estrangeiros que aceitaram dar a mão a Portugal – a mal amada troika – exigiram, como condição para nos emprestar o dinheiro de que desesperadamente  precisamos, que o Estado pusesse uma ‘banda gástrica’, isto é, que reduzisse substancialmente o seu peso. E, por muito que custe, a exigência tem sentido, ou não consumisse este Estado gordo e anafado mais de metade da riqueza anualmente produzida no País e muito além dos impostos cobrados.

Claro que 80% dessa despesa se refere a uma panóplia de ‘direitos’ na saúde, na educação e na segurança social, muitos dos quais criados ao longo de décadas por sucessivos governos como forma de comprar o voto dos eleitores. As reformas inflacionadas relativamente à efectiva carreira contributiva, o rendimento mínimo garantido, a gratuitidade de medicamentos para idosos (medida demagogicamente aprovada antes das eleições de 2009 e retirada a seguir ao voto), bem como a gratuitidade do ensino secundário, são expressivos exemplos dessa demagogia que nos arruinou. 

Agora, não cortar na despesa pública é condenar o nosso futuro colectivo e, pior, o das novas gerações. Assume, por isso, especial gravidade a atitude daqueles que recusam discutir ou contribuir para a sustentabilidade do designado Estado social, já que a consequência de tal atitude será o corte de todos ou quase todos os direitos aos nossos filhos.

É certo que, numa primeira fase, o actual Governo optou principalmente por aumentar os impostos ao invés de diminuir estruturalmente as despesas, sendo certo que também as reduziu já em largos milhares de milhões de euros (só na Saúde foram cerca de mil milhões), ao contrário do que alguns pretendem fazer crer. Mas o que sucederia se, logo em 2011, o Governo tivesse proposto uma redefinição séria das funções do Estado? No mínimo caía o Carmo e a Trindade, a julgar pelas reacções ao projecto de revisão constitucional que, há pouco mais de dois anos, uma equipa liderada por Paulo Teixeira Pinto preparou para Passos Coelho.

De resto, é fácil dizer-se que o aumento de impostos falhou. Mas, pergunta-se novamente, que sucederia se esse aumento não ocorresse? Como estaria o País se o défice estivesse nos 10% ou ainda acima? Será que quem nos emprestou dinheiro o teria continuado a fazer? Haja pois um mínimo de seriedade.

A verdade, agora, é que precisamos de reformar estruturalmente o Estado, definir quais são as funções que este deve assegurar, quais as que pode partilhar com a sociedade e quais ainda aquelas que deve simplesmente abandonar.

Não contribuir para este urgente debate nacional é simplesmente trair Portugal. Se de comunistas e bloquistas não tenho dúvidas, será verdadeiramente dramático se o PS continuar a sua deriva populista, irresponsável e de terra queimada. É que é disso que se trata quando se não apresenta qualquer ideia séria para a necessária reforma global do Estado ou o tão propalado crescimento económico.

E não se duvide: ou o Estado gasta menos ou teremos de pagar ainda mais impostos. É que não podemos mais continuar a viver de crédito malsão, como sucedeu nas últimas décadas. A escolha é então simples e dura: ou nos adaptamos ou morreremos.

Dito isto, como compreendo todos quantos se sentem enganados pelos políticos, ainda que culpem erradamente os responsáveis do presente pelos erros dos irresponsáveis do passado…


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