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Estupidez ou militância

por José Mendonça da Cruz, em 26.09.12

Ontem, o ministro da Educação, Nuno Crato, inaugurou algures um novo agrupamento escolar, e respondeu a perguntas sobre o ensino e os professores.

À sua chegada 5 manifestantes (5 realmente, 5 apenas) assobiaram e apuparam. Logo, a abertura da notícia do jornal das 20 h da Sic era que o ministro da educação foi vaiado.

Informação? Informação, não.

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Excelentes perspectivas...

por João-Afonso Machado, em 26.09.12

Segundo os jornais, a reunião da Concertação Social foi «pacífica». O que quererá dizer, apenas, não houve insultos nem estalada. É natural, vistas as coisas do lado do nosso proverbial optimismo: somos, por natureza, bonacheirões e utopistas.

Como João Proença, risonhamente: «A UGT não apresentou nenhuma proposta alternativa à subida da TSU para os trabalhadores, por considerar que cabe ao Governo encontrar uma solução». A modos de quem diz - moam vocês a cabeça enquanto nós vamos ali almoçar e já vimos.

E como o kamarada Arménio Carlos, por seu turno, visto que "só de punho erguido a canção fará sentido": «A CGTP propõe um imposto adicional de 10% sobre dividendos, que resultaria em receitas de 1665 milhões de euros, em alternativa ao aumento da TSU». Isto declarado já de alvião na mão, a caminho dos dividendos e do petróleo de Alcobaça.

De maneira que "pacificação" é o que mais provavelmente nos aguarda nos próximos dias.

 

 

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Para lembrar o que foi o Governo socialista

por Maria Teixeira Alves, em 25.09.12

A Polícia Judiciária efectuou hoje buscas nas casas dos antigos ministros das Obras Públicas, Mário Lino e António Mendonça, e do ex-secretário de Estado Paulo Campos, confirmou à Lusa fonte judicial.

 

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"Easy to do justice. Very hard to do right"

por Zélia Pinheiro, em 25.09.12

Sei que a genialidade de David Mamet como argumentista não oferece muita discussão desde O Veredicto (1982) e Wag the Dog (1997), a brilhante sátira sobre os bastidores das campanhas presidenciais americanas com Robert de Niro e Dustin Hoffman.

Só agora me deparei porém com o Mamet realizador, na adaptação ao cinema de The Winslow Boy, a peça de teatro sobre um processo judicial que abalou Inglaterra nas vésperas da primeira grande guerra, amplamente mediatizado na época através dos meios então ao dispor. 

Na origem do caso esteve a expulsão de Ronnie Winslow, um cadete da academia naval de Osborne, por alegado roubo de um vale postal no valor de cinco xelins. A peça conta a saga de um banqueiro reformado que decide empreender a defesa do filho nos tribunais,  acreditando nos seus protestos de inocência. Mamet parte da peça de Terence Rattigan e transforma-a num filme com o seu trademark enredo complexo mas preciso como um relógio suíço, e só posso resumir este The Winslow Boy como magistral. 

Nigel Hawthorne é Arthur Winslow, o pai que obsessiva e quase insensatamente empenha todos os seus recursos, materiais e físicos, para provar a inocência do filho. 

Depois de conseguir interessar pelo caso Sir Robert Morton (Jeremy Northam), o mais famoso advogado do tempo, Arthur Winslow inicia uma penosa escalada processual com o apoio e o sacrifício de toda a família. O irmão mais velho de Ronnie é forçado a abandonar dos estudos em Oxford e a irmã, Catherine, gasta o dote no pagamento dos honorários do barrister e vê o noivado cancelado porque a publicidade à volta do caso Winslow não é compatível com um casamento adequado.

Driblando todos os clichés, este é um filme sobre um processo judicial que não é um "filme de tribunal" nem tem uma única cena passada na sala de audiências.  Mamet pretende contar, mais do que a história de uma batalha na justiça, a da luta pelo bem. Quando finalmente vence o último recurso que lhe irá dar a vitória, num dos grandes diálogos do filme, o advogado  explica que o importante não é que tenha sido feita justiça, mas que tenha sido feito o que estava certo: "Easy to do justice. Very hard to do right". 

Em subplot, Mamet conta ainda a história da sedução entre Catherine, uma sufragista empenhada em causas sociais, e Sir Robert Morton, deputado do partido conservador, ostensivamente céptico em relação aos direitos das mulheres. Uma lovestory feita de olhares e subentendidos onde pontuam diálogos como este, que termina o filme: 

Sir Robert Morton: Oh, you still pursue your feminist activities? 

Catherine Winslow: Oh yes. 

Sir Robert Morton: Pity. It's a lost cause. 

Catherine Winslow: Oh, do you really think so, Sir Robert? How little you know about women. Good-bye. I doubt that we shall meet again. 

Sir Robert Morton: Oh, do you really think so, Miss Winslow? How little you know about men.

Um final à altura de um filme superlativo.

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outras vigílias...

por Vasco Lobo Xavier, em 24.09.12

Humilhados pelo resultado, adeptos do Benfica cercam e tentam vandalizar a sede da claque da Briosa. 

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"O Benfica foi avisado"?!?...

por Vasco Lobo Xavier, em 24.09.12

 

 

Quem, como, quando, porquê e onde. Se por uma vez quer ser levado a sério, seria conveniente que este dirigente benfiquista esclarecesse estas questões tão básicas que os jornalistas de A Bola parecem ter esquecido.

 

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...

por Vasco Lobo Xavier, em 24.09.12

BRIOSA!

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curiosidades...

por Vasco Lobo Xavier, em 24.09.12

As manifestações, agora, chamam-se vigílias. Não importa que terminem com os arruaceiros e zaragateiros do costume, atirando pedras, garrafas e vernáculo do pior. Os repórteres chamam-lhes vigílias. Perante semelhantes repórteres, há que estar vigilante.

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À picaretada

por João-Afonso Machado, em 24.09.12

A destruição pura e simples (com pedras e picaretas, ou semelhante ferramenta) de umas tantas "montras" da CGD e do Montepio, há duas noites, foi obra do mesmo grupo de vandalos. Esta a primeira e a mais óbvia conclusão a que a Policia chegou.

As restantes parecem igualmente fáceis de alcançar, sendo, no entanto, muito mais preocupantes. Desde logo:

- Houve premeditação. Logo, um propósito e a expectativa de repetição.

- Haverá, decorrentemente, uma estratégia. A multidão na rua, conseguiram já enfurecê-la. Resta agora diabolizar e indicar-lhe alvos e instrumentos para os escavacar. Tanto valem bancos como supermercados ou automóveis a arder.

Nada a que não tenhamos multiplicamente assistido por esse mundo fora. A Esquerda é, no seu discurso e no seu procedimento, sempre monocórdica. E o seu trunfo e o seu objectivo nunca deixaram de ser a excitação e o descontrolo das "massas". Para quê? - Ora, para cumprimento do seu religioso preceito destrutivo da sociedade dita "burguesa". Outrora mais linearmente realizável através da "ditadura do proletariado"...

E agora por via do domínio da "rua". Isto é, de uma "rua" absolutamente descontrolada e incontrolável, dessa forma ululante impondo "regras" na situação política. No terrivel momento do caos. Ou do fim.

Até lá, talvez em vez de berrar "Abaixos!" e «Morras!", o que resta de bom-senso mais útil e prudentemente poderia procurar (e descobrir) governantes dignos desse nome. Tentando saltar do sofrível para o suficiente, ao menos. E evitando qualquer contributo para uma nota claramente negativa que sempre vem contemplar alunos nervosos e em pânico. Porque perdem estes em eficácia e, sobretudo, perdemos nós todos em futuro.

 

 

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Responsabilidade civil

por Vasco M. Rosa, em 24.09.12

Na rua onde estou — Rua Francisco Manuel de Melo, em Lisboa —, um tapete de alcatrão foi colocado há cerca de um mês, até mais. Precisava, foi feito, é bom, para isso se pagam impostos, Emel, etc, etc!

No entanto, a verdade é que nunca vieram repintar as zebras pedestrais (deveria ser feito no próprio dia ou noite!!), nesta zona tão movimentada, onde circulam milhares de automóveis e peões por dia.

A quem exigir que saiba trabalhar ou, simplesmente, que saiba organizar o trabalho dos outros — sem criar riscos para ninguém?

Porque, na minha opinião, em caso de atropelamento alguém terá de assumir responsabilidade civil pela incúria...




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Para além da fé e da esperança

por José Luís Nunes Martins, em 24.09.12


A fé é mais do que acreditar em Deus e a esperança muito mais do que esperar sentado que os sonhos se concretizem. Fé e esperança implicam mudanças na vida, exigem que nos levantemos do conforto e corramos rumo a algo maior do que aquilo que conseguimos compreender.
 
Acreditar não é uma atitude passiva de esperar que o mundo se alinhe para nos satisfazer, mas sim uma vontade ativa de criar o que se espera. De erguer com as próprias mãos aquilo em que se tem fé.

O Homem tende naturalmente para os bens futuros, incertos, mas cuja ocorrência depende, na maior parte dos casos de uma disposição determinada e de uma série de ações concretas. A expectativa é a base do esforço que luta pelo bem.


Esperamos porque acreditamos ou acreditamos porque esperamos? Não tem sentido. Esperança e fé são indissociáveis. Não existem como realidades distintas. Contêm elementos irracionais, mas ninguém acredita no que não espera, nem espera por aquilo em que não acredita. Cremos porque queremos e queremos porque cremos.

O Amor promete e garante uma vida que há de ser vivida, mas também que, ao longo do percurso até lá, cada passo seja apreciado mas sofrido... o sofrimento faz parte da prova do Amor. Até que ponto se acredita? Se espera? Se segue adiante sem chão por debaixo dos pés? Dói. Muito. Mas valerá mais que todas e cada uma das penas.

Eis a essência da eternidade: a inesgotabilidade do Amor. Há sempre (mais) Amor, ao ponto do tempo ser vencido e ultrapassado.

A vida valiosa existe para além do visível. Talvez por isso a esperança seja desesperante e a fé angustiante, afinal o Amor precisa de ser cego às coisas que passam... Porque o Amor é vida, no seu sentido último... aquela força que luta contra o que existe, para dar mais cor e luz ao mundo, que faz a semente brotar da terra, a árvore crescer, o animal procurar sempre forma de sobreviver, essa mesma força que leva o homem a sonhar ser tão grande quanto infinito é aquilo que espera e em que acredita. O que ama.

O Amor estende-se ao futuro. Por isso é esperança. Não há Amor sem amanhã. Nem amanhã sem Amor. Esperar é próprio do Amor. Sempre. Para além do desespero. Apesar da maior de todas as dores, o Amor confia, espera e acredita. O Amor é Amor, e só nele tudo fará sentido.

Fé e esperança implicam a existência de razões para além daquelas que a humana inteligência consegue abarcar. Afinal, a verdade pode repousar naquilo que hoje parece não fazer sentido algum. Eis a maior das belezas: uma luz, que ainda escondida, há de iluminar a mais tremenda das escuridões.

A humildade é a chave que abre os sonhos ao mundo, na medida em que só uma consciência que compreenda que não há nada que dependa só da vontade de quem espera pode lançar-se no desígnio de fazer na terra um céu.

É na fragilidade do momento presente, face à felicidade que se entrevê num futuro incerto e vertiginosamente livre, que o homem estabelece o claro sentido da sua fé, da sua esperança: Ajoelhando-se diante dos sonhos e amando com todo o seu ser, apesar dos pesadelos.

Talvez esperança e fé sejam apenas formas mais concretas do Amor andar neste mundo.

Sem Amor a existência é um buraco negro, vazia de luz, contraditória e privada do essencial: a eternidade.

O contrário da felicidade é o medo. Caminhar rumo à incerteza do amanhã implica um abandono confiante que, contra todo o desespero, ama o que não conhece e para ele caminha por entre infernos. Uma vontade simples e infinita de ser feliz. A fé. A esperança. O Amor.

 



(publicado no jornal i - 22 de setembro de 2012)

ilustração de Carlos Ribeiro

 

 

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A mais bela bandeira do mundo

por João Távora, em 24.09.12
(...)

E o cortejo passou…

Entontecida pelo turbilhão das massas que se dispersavam em redemoinhos doidos, sentia uma intraduzível e inexplicável tristeza. Milhares e milhares de bandeiras revestiam por completo as fachadas das casas. Em vão procurei uma bandeira de cores feias, que no entanto devia ter o seu lugar entre tantas que se cruzavam. Bandeira de cores feias? Que importam as cores? É a bandeira portuguesa, que nos campos da Flandres serviu de manto a muitos corpos de heróis. Estrangulada por uma das que me vexava murmurei: — França ingrata! Sempre o forte!… Mas como que sonhando, aos meus olhos que se perturbavam de repente, desenrolada em todo o seu pano, suspensa nas janelas dum grande edifício bancário uma grande bandeira linda. Sim! Era bem aquela: (...) Ler mais, aqui»»» 

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Pobres diabos de todo o país, uni-vos!

por José Mendonça da Cruz, em 23.09.12

Todos os pobres diabos de Portugal cansados do vil anonimato têm agora uma receita para «aparecer na televisão»: basta irem apupar um ministro.

Não é preciso serem muitos, parece que 5 ou 6 chegam para que as televisões não só noticiem, como façam da presença dos infelizes a abertura da notícia.

Hoje, por exemplo, a notícia não foi que Miguel Macedo inaugurou um quartel de bombeiros algures. Não. A notícia foi que um grupo de populares apupou o ministro. Eram 10, um número rasteiro, mas não tão rasteiro como o nível de jornalismo que por aí vai, guiado não pelo brio de informar, mas antes pela atenção basbaque a tudo o que se agite ou faça ruído.

 

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Marcelo não larga a remodelação

por Maria Teixeira Alves, em 23.09.12

Passei de relance na TVI e lá estava o Marcelo Rebelo de Sousa, mais uma vez, a apelar à remodelação governamental. Mas que insistência tão chata, não desarma. Diz ele que as pessoas querem a remodelação. Não sei de que pessoas fala, eu por exemplo não quero.

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Domingo

por João Távora, em 23.09.12

Evangelho segundo São Marcos

 

Naquele tempo, Jesus e os seus discípulos caminhavam através da Galileia. Jesus não queria que ninguém o soubesse, porque ensinava os discípulos, dizendo-lhes: «O Filho do homem vai ser entregue às mãos dos homens, que vão matá-l’O; mas Ele, três dias depois de morto, ressuscitará». Os discípulos não compreendiam aquelas palavras e tinham medo de O interrogar. Quando chegaram a Cafarnaum e já estavam em casa, Jesus perguntou-lhes: «Que discutíeis no caminho?». Eles ficaram calados, porque tinham discutido uns com os outros sobre qual deles era o maior. Então, Jesus sentou-Se, chamou os Doze e disse-lhes: «Quem quiser ser o primeiro será o último de todos e o servo de todos». E, tomando uma criança, colocou-a no meio deles, abraçou-a e disse-lhes: «Quem receber uma destas crianças em meu nome é a Mim que recebe; e quem Me receber não Me recebe a Mim, mas Àquele que Me enviou».


Da Bíblia Sagrada

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Os dias do fim

por João Távora, em 22.09.12




Uma coisa são as críticas - duras, indignadas, veementes - ao Governo. Outra é arrasar por igual todos os políticos, defender o fim das instituições democráticas e menosprezar os mecanismos constitucionais. Confundir tudo numa amálgama de impropérios onde só falta pedir um "pulso forte" para "endireitar o País" é meio caminho andado para desembocarmos numa situação muito pior do que a actual.

 

Pedro Correia no Forte Apache

 

Imagem roubada ao Eurico de Barros

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Prazeres da vida

por João Távora, em 22.09.12

 

Resulta particularmente agradável aos sentidos ouvir o tema "Lotus Flower" dos Radiohead, do seu último álbum em versão analógica, composto por dois maxi-singles de 45 rpm em vinil transparente de 180 gr, com uma qualidade de impressão absolutamente admirável: com a agulha ortofon OM 5E do meu gira-discos a deslizar vibrante e quente, o resultado é um espectro musical tão dinâmico como o digital e encorpado e sólido como só a realidade o pode ser. De olhos fechados quase que posso afirmar que Thom Yorke e companheiros estão à minha frente vivinhos a tocar.
Mesmo reconhecendo a virtude ao cd ou mp3 da impossibilidade de degradação do conteúdo, tenho para mim que uma boa impressão em vinil é sempre superior a qualquer codificação digital por menor que seja a compressão, por mais disfarçados que sejam os espaços vazios. Além disso, ao contrário do que acontece com o CD, dependendo do edição ou ano de lançamento, o valor de um vinil vai aumentando progressivamente face à procura dos coleccionadores. Por exemplo, segundo um estudo da Popsike, o Álbum Branco dos Beatles (de 1968) chega hoje a atingir 24 mil euros o exemplar.
Quando apareceu o disco compacto, o meu pai refreou o meu entusiasmo afirmando que esta fórmula desumanizava a gravação. De facto, acontece que com o "analógico" as vozes e a música estão mesmo lá entranhadas na cera, no acetato ou no vinil. Sei bem disso porque fiz a experiência quando era pequeno: um dia encostei ao disco a rodar no pick-up a minha unha que espantosamente zunia reproduzindo pelo meu corpo o som da gravação.    

 

Foto: Edisom Home Phonograph Model A de 1901 - Aplicação de efeitos Instagram 

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Reformados, pensionistas, precários?

por João-Afonso Machado, em 22.09.12

Estão na primeira fila destas pacíficas vigílias em que voam garrafas e chovem pedras sobre a Policia. E estoiram e fumegam petardos junto às barreiras que caiem empurradas pelos ditos reformados-pensionistas-precários.

Aparentam estes todos a mesma pobreza: calvos, parcos de palavras não insultuosas, roupagem de luto, corpo atleticamente revelador de fome e privações.

Vêmo-los manietados pelos agentes do CI, decerto em impiedosa resposta a qualquer dramático pedido de pão.

Estão em todas. Sempre na primeira fila. A não deixarem esquecer os sinistros skinheads, os Pidás que pululam por aí, os ginásios mal afamados.

Agitadores profissionais, dirão os mais reaccionários, esses que também olham para as vigílias do Porto e de Braga ou de Bragança. E, no fundo, sabem muito bem distinguir o povo realmente carenciado do vulgar arruaceiro urbano.

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Ontem...

por João Távora, em 22.09.12

 

...foi um regalo para as televisões: uma minoria ruidosa foi fazer distúrbios e gritar democráticos impropérios para o Palácio de Belém. Para o espectáculo bastavam 20. Entende-se: o negócio delas é esse, seja com incêndios de Verão, maremotos ou A Casa dos Segredos.

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Separar águas

por Rui Crull Tabosa, em 21.09.12

Percebo bem o justo descontentamento de muitos concidadãos que se sentem enganados por quase 40 anos de promessas não cumpridas, feitas por políticos demagogos que criminosamente prejudicaram o povo e levaram o País à falência.

Sei do legítimo e compreensível desespero das famílias que vivem dificuldades, que perderam empregos e casas, que foram despojadas do bem estar que conseguiram com o seu trabalho e ao qual estavam habituadas.

Mas os culpados têm rosto e são os que arruinaram Portugal e criaram dívidas absolutamente insustentáveis e não aqueles que têm a dura tarefa de recuperar o País, de reduzir os gastos públicos e de pagar dívidas acumuladas em gerações..

Agora, já é absolutamente intolerável ouvir os miseráveis insultos de uma canalha extremista que, salivando pela anarquia e sonhando com os excessos do poder popular, tenta cavalgar os justos protestos da população. Gritar, como ouvi, "Passos, cab..., pede a demissão" é, além de anti-democrático, o mais evidente sinal desse aproveitamento.

Não confundo pois essa choldra rasta e rasca com quem se manifesta ordeira e legitimamente. Se os primeiros são puro lixo social, os segundos têm muita razão de queixa e só é pena estarem a ser utilizados para a descredibilização interna e externa do País.

Mas se o presente é como é, importa que se perceba que Portugal não somos apenas os vivos. São também os que nos precederam e aqueles que nos sucederão. E é por respeito àqueles e em nome destes que se nos exige a fibra do heroísmo; não a cobardia do egoísmo. Afinal, é isso que distingue os Homens dos indivíduos.

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Corta-fitas

Inaugurações, implosões, panegíricos e vitupérios.

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