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Festival Arco Atlântico 2012

por João-Afonso Machado, em 26.07.12

Decorre, creio que com assinalável regularidade, nas Astúrias (Gijón) e nele tem presença a generalidade dos países com janela para o Atlântico.

É quase uma semana comemorativa da Arte, dos jogos, dos comeres e beberes, sem suma, da Cultura e das tradições populares.

Este ano, o convite foi endereçado a Portugal. De cá partimos a Manuela Cavaco, fadista, e os seus músicos, Miguel  Monteiro e Pedro Marques; o Daniel Gouveia, editor e, também ele, um estudioso (com obra publicada) e cantador do fado; e a Ana Vidal, o José Pedro Katzenstein e eu, a apresentarmos os nossos livros mais recentes.

Acresce o programa de gastronomia e artesanato português, patente no Campo Valdez durante todo o certame.

Do muito mais que se poderia dizer, fica apenas uma nota: a boa disposição e a inexcedível hospitalidade dos asturienses. Para eles, a verdadeira Espanha - a única jamais conquistada pelos islamitas - é ali. A ideia é bonita, menos pelo que transporta do Passado do que por quanto projecta no Futuro.

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Pensamentos do Dalai Lima

por Jorge Lima, em 26.07.12

Os grandes só em última instância são condenados em última instância.

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O destino de todos os jornais e revistas?

por Maria Teixeira Alves, em 25.07.12

Newsweek vai passar a ser apenas revista digital


Capas da revista Newsweek

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... "Se há assunto que diz respeito a toda a população portuguesa é este, mas está de fora da agenda de todos os partidos, todos estranhamente a actuar como músicos do Titanic."


Ana Sá Lopes, no no jornal i sobre a desintegração do €uro.

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Crónicas de Vida (23)

por João Távora, em 25.07.12

 

É irónico como nesta sociedade que venera o corpo e as aparências não haja parábola mais eficaz sobre as virtudes do mérito e do prazer diferido do que a da forma física. Tal como na escola só se aprende com estudo e empenho, tal como a riqueza só é criada com esforço e trabalho, a partir duma certa idade, a forma física depende fatalmente da austeridade alimentar e de muito, muito, exercício físico.

»»» Uma parábola na estação tola «««


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Cavaco e Ferreira Leite com subsídios retidos

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Pensamentos do Dalai Lima

por Jorge Lima, em 25.07.12

A manif gay foi muito concorrida. As bichas estendiam-se ao longo do quarteirão.

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Vítor Damas

por João Távora, em 24.07.12

Vítor Damas, um dos melhores guarda-redes portugueses de sempre, nasceu a 8 de Outubro de 1947 em Lisboa e morreu prematuramente aos 55 anos, em Setembro de 2003. Este mítico jogador, senhor de inaudita elegância dentro e fora dos relvados, fez nada mais nada menos do que 444 jogos oficiais em dezanove épocas ao serviço do seu clube do coração. A sua ascensão à titularidade no primeiro escalão do futebol leonino coincide com a minha tomada de consciência “sportinguista”. Acresce que um guarda-redes destaca-se no campo não só porque se equipa de cor diferente, mas porque assume o solitário papel idiossincrático dum homérico contrapoder – cabe-lhe a missão de se transcender de corpo inteiro, incluindo as mãos, na obstrução do maior objectivo dum jogo que se joga com os pés: o golo. Assim se entende como ele é por natureza um cromo tão difícil, definição que encaixa como luvas no mítico guardião leonino.

Talvez seja por isso que, na perspectiva de uma criança, não só o ponta-de-lança mas também o guarda-redes, adquiram tanta importância num jogo ainda difícil de interpretar: tratam-se afinal do primeiro e último reduto do exército no campo de batalha. Nesse sentido, tomar consciência do futebol com protagonistas como Yazalde e Vítor Damas foi um privilégio que sustentou o meu sportinguismo. Nas brincadeiras, “ser o Damas” era o privilégio de ser a antítese de Eusébio, o incontestável ídolo da época, que quando um dia lhe perguntaram qual a sua melhor memória do velhinho estádio de Alvalade, em vez de se referir aos seus golos ou vitórias, aludiu-se a uma extraordinária defesa do Damas ocorrida em 9 de Novembro de 1969 que então ocasionou a vitória ao Sporting por 1-0. Por estas e por outras é que Carlos Pinhão, histórico jornalista de A Bola, descreveu em manchete o mítico guarda-redes leonino como “o Eusébio do Sporting”. Foi sem dúvida um dos melhores guarda redes portugueses de sempre.

De facto, Vítor Damas distinguia-se entre os postes pela garra, intuição, agilidade e elegância. Mas fora dos relvados diferenciava-se por uma erudição na época invulgar no meio: sabia exprimir-se como poucos colegas, e a determinada altura manteve até uma crónica regular no jornal do Sporting - um traço que para mim fazia toda diferença. 

Dizem que Damas era irreverente e que tinha "mau perder", que entre os postes era capaz do melhor e do pior de um jogo para o outro. Mas acontece que era um líder da equipa e que do coração sangrava verde e branco até  a última gota. Uma qualidade rara nestes tempos: foi desde menino que orgulhosamente envergou e dignificou a camisola verde e branca, pela qual toda a vida se bateu e com a qual morreu tornando-se um verdadeiro ídolo para várias gerações. Assim, decidiu viver para sempre. Quantos contratos milionários isso não vale, Rui Patrício?

 

 

Publicado originalmente aqui

 

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Pensamentos do Dalai Lima

por Jorge Lima, em 24.07.12

 

Dalila ficou sem sanção.

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A importância da Filosofia

por Maria Teixeira Alves, em 24.07.12

Andava eu à procura de uma definição de silogismo, quando me deparei com os sofistas de que me lembrava do tempo em que estudei Platão. "Os sofistas consideravam que o uso da palavra, tendo em vista convencer e seduzir os ouvintes, era mais eficaz do que o conteúdo do próprio discurso. Para além disto, e que ainda piora mais a relação entre os filósofos e os sofistas, é que estes últimos, ao contrário dos primeiros, acreditavam na relatividade da verdade. Desde então, o termo sofista – que originariamente significava sábio, passa a estar associado ao falso saber. O sofista é aquele que detém uma sabedoria aparente, que faz uso do raciocínio falacioso".

Ó intemporalidade!

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Pausa

por FNV, em 24.07.12

Dois meses de Corta-Fitas, balancete, praia aos miúdos, um blogo-projecto teórico para alinhavar e um literário para arrancar.

Fiquem bem  e até já.

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Nova Gente

por FNV, em 23.07.12

Havia uma revista com esse nome, não havia?

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É Ferrostal ninguém leva a mal

por FNV, em 23.07.12

Ao contrário do Freeport,  aqui houve condenação, na Alemanha,  por luvas pagas em processos de  venda  de submarinos  a Portugal ( e à Grécia).

Registo a ausência de clangor,  no PS, no PSD e no CDS. Não há certezas sobre corruptos, não há perguntas sobre " onde está o dinheiro" etc.

Muito conveniente.

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Top of the pops

por João Távora, em 23.07.12

Mother of Violence, um dos mais estranhos e belos temas de Gabriel, aqui num registo gravado ao vivo.

 

(...)

Fear, fear -- she's the mother of violence
don't make any sense to watch the way she breed
Fear, she's the mother of violence
making me tense to watch the way she feed
The only way you know she's there
Is the subtle flavour in the air
Getting hard to breathe
hard to believe in anything at all
but fear 

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Para que serve uma boa "narrativa"?

por João Távora, em 23.07.12

 

Em editorial, o Diário de Notícias de hoje congratula-se com a promessa de Seguro de "um PS com os dois pés na oposição" em nome do “contraste” e da “clareza política”. Eu sei que a coisa não beneficia a ilusão da "alternância" democrática, mas eu preferia uma oposição com os dois pés na realidade, que é sempre implacável para com qualquer “narrativa”. Uma boa "narrativa", diga-se a mais fantástica invenção dos spin doctors, pode alimentar notícias e manchetes, mas não alimenta ou dá emprego aos portugueses.

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O Houdini

por FNV, em 23.07.12

A partir de Paris, Sócrates continua aumentar a dívida pública portuguesa.

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...como irão os vendedores de gelados na praia ou da queijadinha de Sintra na bancada do estádio passar factura?

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Do Califado Europeu (III)

por FNV, em 23.07.12

Não devem ter visto na televisão, também não foi como se uma mulher  muçulmana tivesse sido impedida de mergulhar  vestida numa piscina francesa. E bem sei que cinco judeus com o sebo limpo algures no Leste  europeu é para o lado que o outro lado europeu, o ocidental, historicamente, dorme melhor: what's new pussycat?

Ainda assim, note-se que estes meninos  já o fazem, e com alegria no trabalho, num país da União Europeia.

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Pensamentos do Dalai Lima

por Jorge Lima, em 23.07.12

As beatas, defenestrava-as todas. Só não o faço por causa dos incêndios florestais.

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Do infinito valor da esperança

por José Luís Nunes Martins, em 23.07.12

Só quem acredita no quase impossível sabe viver. A existência humana quando autêntica paira no intervalo estreito entre a fé e o desgosto, sempre com poucas certezas e muitas dúvidas.

 

A esperança resulta de um acordo entre o pensar e o sentir. Um equilíbrio harmonioso entre a pureza da emoção pura e a lógica da certeza.

É a suave esperança de quem acredita num eu melhor, e num mundo mais belo, que insufla a vida... Não são os repentes dos que, de súbito, querem fazer tudo; nem os impulsos tão brutos, quanto efémeros, dos que sem paciência ou prudência querem que o mundo se ajoelhe para lhes agradar.

 

O desconforto das dúvidas vai solidificando os desesperos que impelem às pressas, que adiam sempre o que se espera.

 

As boas esperanças são abraçadas pela tristeza. Há lágrimas que caem celebrando a existência de uma sensibilidade, frágil, mas suficientemente forte para seguir em frente, apesar de tudo. Os olhos que choram são os mesmos que sorriem. Há tempo para sentir tudo e só quem desconhece por completo a essência da vida quer erradicar a tristeza do seu íntimo, como se ela não fosse a alma e a luz da alegria mais verdadeira.

 

Qualquer espera dói. Porque se experimenta a falta do que não está, e porque por vezes se percebe que depois de se ter alcançado o que se espera haverá perda, entrando-se num estado onde a recordação do bom provocará angústia. Dessa forma, ainda antes de alcançado o objectivo, já se consegue pressentir a inquietação de ter perdido o que ainda nem sequer chegou. Mas há sempre futuro. Sempre. Mesmo quando não há esperança, há futuro...

A esperança ilumina com luz tranquila. Esbatendo as sombras no interior de quem sabe que há muito mundo que não depende da sua vontade. É preciso ser capaz de viver na esperança mais do que chamá-la a viver dentro de nós. As obras necessárias à construção das esperanças devem ser feitas pelo esforço de quem nelas vive.

 

As esperanças, quanto mais profundas são, mais suaves e fortes se tornam. Estas delicadas formas de ser são certezas, porque contêm em si a garantia absoluta do que prometem. São pedaços ínfimos do futuro ainda por vir. Não são agitações de superfície.

 

Há muitas ilusões, fraudes e fantasias. Saber distingui-las das esperanças é um dos pilares da sabedoria. Ter esperança é bem mais fácil do que acreditar nela, porque quem acredita verdadeiramente aposta a vida – e a morte – sabendo que nada faz sentido sem uma entrega completa. Esperando, mesmo contra todas as probabilidades.

 

Pobre é aquele que nunca esperou por nada, muito mais até do que quem, na esperança, passou todo o seu tempo à espera.

 

Mas também há esperanças que morrem, lentamente, da forma mais agonizante possível. Arrastando demoradamente para as trevas os que nelas vivem. É tragédia, inferno, mágoa lenta... até ao mais completo vazio. E enquanto não se revelar uma nova, cabe ao homem suportar uma existência praticamente sem sentido, porque se há coisa pela qual não se consegue esperar é pela esperança.

 

O homem vive privado dos bens que ardentemente deseja e que julga merecer. Esta tensão confiante, pela expectativa e pelo esforço, acabará de uma de duas formas: ou pela chegada do que esperamos ou pela partida do que nos fazia esperar.

 

A existência da esperança é, em si, um dom. Cabe, pois, a cada homem por de lado o orgulho e encher-se de humildade a fim de ser digno de a habitar.

 

Cada esperança abre horizontes infinitos e possibilidades imprevistas. O futuro é absolutamente aberto. Sempre. Construído pelas mãos dos que o sabem esperar.

 

 

(publicado no jornal i - 21 de julho de 2012)

ilustração de Carlos Ribeiro

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