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Interpelação ao Ministério da Justiça (a segunda)

por João-Afonso Machado, em 28.06.12

Agora, quando o telefone toca, ninguém atende. Já nem aquela voz sumida mas simpática, desculpando-se imenso por ter ordens para não passar a chamada.. Não, o silêncio tornou-se absoluto no Instituto da gestão financeira do Ministério da Justiça.

Sabe-se porquê, começa-se a perceber com quem lidamos. Muito resumidamente - não há dinheiro para pagar as nomeações oficiosas de advogados; e não há cara nem carácter para reconhecer isso mesmo e pedir desculpas e apelar à paciência e à compreensão dos credores: os profissionais do foro que continuam a ser convocados e a trabalhar graciosamente.

Sem esquecer os gravíssimos contornos da crise, ainda assim, não parece seja modo de tratar os interessados. E não custará concluir este mutismo forçado resulte de ordens superiores. Da Senhora Ministra.

Daí o apelo: é com o Senhor Bastonário que a Senhora Ministra - caso escape à "remodelação" - tem o resto da legislatura para picardias que nada dizem aos advogados.

Estes querem apenas trabalhar e receber o que lhes é devido: sejam os honorários, seja uma explicação. Levar com a porta na cara é que não.

Por isso, direccione a Senhora Ministra o seu semblante, mais casmurro do que duro, mais mal-humorado do que decidido, sobremaneira e recorrentemente desagradável, para outros alvos, outros putativos adversários. Antes que os advogados em tal se transformem, realmente.

E não é só por si, Senhora Ministra - caso escape à remodelação. Tudo está como era. Atente, ao menos, no Governo e no Portugal em que afirma acreditar.

CATCH 22 (VIIII)

por FNV, em 28.06.12

- Antipatriota: Então afinal vai tirar os apoios às grávidas?

- Pepê Vespa: Sou uma pessoa muito  simples.

- Antipatriota: Mas isso não era anti-social?

- Pepê Vespa: É preciso um novo paradigma.

- Antipatriota: O CDS-PP agora é gay?

- Pepê Vespa: Viva  a alegria.

- Antipatriota: E a família tradicional,  a maternidade e assim?

- Pepê Vespa: Quem tem filhos tem cadilhos.

Casa onde não há pão todos ralham e ninguém tem razão

por Maria Teixeira Alves, em 28.06.12

A olhar para esta notícia, enche-me de esperança a União Europeia:

 

David Cameron quer a "City" fora de união bancária europeia

 

Um não quer a city de Londres sob alçada de um supervisor bancário europeu; o outro (a Alemanha) não quer a mutualização da dívida (as eurobonds) e não quer que sejam usados os mecanismos europeus para regular o preço das obrigações soberanas (existem instrumentos no Fundo Europeu de Estabilidade Financeira que prevêem intervenções no mercado primário, onde os soberanos emitem dívida, e secundário onde a dívida é negociada entre investidores, e o mesmo acontece com o Mecanismo Europeu de Estabilidade),

Uns (Alemanha) querem uma união económica e monetária reforçada, assente num mercado financeiro e num quadro orçamental integrados, outros querem um intervenção rápida para estancar a escalada de juros de Espanha e Itália. Bem, assim a União Europeia vai longe!

Contemplando o fundo

por Zélia Pinheiro, em 28.06.12

Seria inevitável que os jornais fossem afectados pela crise? Ou será que a crise até podia fazer com que as pessoas sentissem maior necessidade de informação? De todo o modo, uma quebra de mais de 10% nas vendas dos jornais diários, já de si baixíssimas, dá que pensar, e não só, mas também, sobre as estratégias das empresas de comunicação social portuguesas.

Crónicas de Vida (13)

por João Távora, em 28.06.12

 

A guerra dos sexos não é a luta de classes, é garantia e perpetuação da incontornável e fascinante atracção dos opostos.

»»» A Guerra dos Sexos «««


Chapeau

por FNV, em 28.06.12

"Num país de limitada história é dificil encontrar temas para fazer filmes".

Não é verdade. Já temos tantos filmes sobre Afonso Henriques, as Guerras Liberais, Camilo, a PIDE, a chegada do Gama a Calecute, Pascoaes etc.

3 biografias

por FNV, em 28.06.12

A do Dillinger português, ( mais ) uma de Savimbi e a de Otelo, por Paulo Moura.

A primeira , é verdade, não é apresentada como uma biografia. Ainda bem, porque não é. Confusa, sistema de saltos cronológicos,  deprimente  a lengalenga da sociedade criminógena que produz os Vitorinos deste mundo. O osso do livro é uma historieta de faca e alguidar daquelas que todas as semanas aparecem no Correio da Manhã. Está, no entanto, bem escrito.

A segunda também não se qualifica. Emídio Fernando faz uma resenha de recortes de jornais: artigos, notícias, reportagens de fundo. Savimbi não é retratado, excepto para quem nunca tenha lido nada sobre o Mais Velho. A melhor parte ainda é a história do movimento  nos tempos da operação Madeira ( pré -74).

A de Otelo é outra louça. A imbecilidade nacional-mediática deu importância à página inicial, que descreve os hábitos de higiene de Otelo ( por isso escolhi aquele link) , mas o livro merece análise.  Em primeiro lugar, cumpre o essencial: retrata o  homem. É certo que Moura repete  à  exaustão que Otelo é o puro, o bom, o ingénuo, mas isso é um risco que se corre quando se lê  uma biografia. Nem todos podem ser Tácito a descrever a vida de Agrícola ou Gilbert a de Churchill.

Quando acabei de ler o trabalho de Paulo Moura,  compreendi que faz uma análise melhor do 25 de Abril do que o Alvorada em Abril, de Otelo himself. A página tantas, estão Otelo e Vasco Lourenço a mudar um pneu e lembram-se de fazer um golpe. Excelente. Também se percebe, apesar da matriz soixante-huitard, revolucionária, esquerdista, pró-Palestina e essa coisa toda de Paulo Moura ( basta  passar os olhos pelas suas crónicas do Público) , que Otelo esteve, pelo menos, envolvidíssimo com as FP-25. Ligar isto com a bonomia de Otelo ( indiscutível)  só é possível para quem tenha experiência clínica: ele há uma linha fina entre o narcisismo e a violência.

Pensamentos do Dalai Lima

por Jorge Lima, em 28.06.12

Não há Espanha que nos trave, só a trave.

Muito mais Dalai no Blog do Dalai Lima

CATCH 22 (VII)

por FNV, em 28.06.12

- Teixeira: Vamos fechar tribunais no interior.

- Blogger Livre: Yes! Por uma justiça mais justa.

- Teixeira: O interior é  inocente.

- Blogger Livre: E exterior.

- Teixeira: Claro. Sem tribunais não há culpados.

- Blogger Livre:  Nem inocentes.

- Teixeira: Sobretudo esses, sempre  a atrapalhar.

Empreende-me, vai...

por FNV, em 27.06.12

Amigo Sérgio, tens toda  a razão. E não é só o  Seufert.  Se procurares bem,  encontras grandes cromos na coligação. Andam por aí a pedir empreendedorismo, mas  a  única coisa que até agora fizeram   de empreendedor não se pode dizer porque é feio.

Força Portugal!

por João Távora, em 27.06.12

A nossa Causa é Portugal. E hoje, neste Euro 2012, a nossa Causa é também a nossa Selecção.

Crónicas de Vida (12)

por João Távora, em 27.06.12

 

As boas maneiras são a preponderância da civilização... de um frágil verniz que evitará que os convivas se aleijem disputando selvaticamente ao último croquete.

»»» Crónica da boa educação «««


CATCH 22 (VII)

por FNV, em 27.06.12

- Camisa Branca: Este árbitro não me convém.

- Jonalista  Patriota: Pode ser imparcial.

- Camisa Branca: Não me admirava nada. Rafeiro  dum raio.

- Jornalista Patriota: A Pátria não recebe de traidores!

- Camisa Branca: Acho que é ao contrário.

- Jornalista Patriota: A Pátria recebe de traidores!

- Camisa Branca: Deixa lá isso e vai massajar os rapazes.

No osso

por FNV, em 27.06.12

 Tenho a ligeira impressão de que o Henrique Raposo  está, por estes  dias, a levar pauladas ( também) por causa de textos  como este:

 E quase dá raiva, a mistura  de teóricos juristas com profissionais da alcatifa.

Como o artigo não referia os cromos  da Checoslováquia, os gatinhos  foram afiar as unhas noutro lado.

 

Pensamentos do Dalai Lima

por Jorge Lima, em 27.06.12

Platini apto a alinhar pela Espanha.

Muito mais Dalai no Blog do Dalai Lima

Relatório

por FNV, em 26.06.12

Primeiras impressões do relatório anual do UNODC ( o blogue pouco é visitado, mas já não pára).

As mil e uma pontes

por João-Afonso Machado, em 26.06.12

Há três ou quatro dias vou estando atento. A ocasião era de estalo: o sacrossanto S. João, a proximidade das "Autárquicas". Luis Filipe Meneses ordenou a primeira carga da cavalaria. O "castelo" da municipalidade do Porto é o seu objectivo.

Meios: nada mais - crisis, what crisis? - do que a construção de três pontes (uma pedonal) e um túnel entre o Porto e Gaia. Administrativamente falando: é da fusão entre as duas cidades que se trata. Uma joia do seu ideário que larga no ar, qual balões, uma treta.

A muitos terá passado despercebido o rastilho. O JN encarregou-se de o bufar até hoje, não deixando a mecha apagar.

Evidentemente, não há suporte económico que justifique o programa. Financeiramente, então...

Aproveitei a oportunidade para ir falando com as gentes aqui do bairro. Por unanimidade - Porto é Porto, Gaia e Gaia. Parágrafo.

E reflectindo um pouco sobre o tema, sempre se dirá, não é um decreto que apaga diferenças provenientes do início da Nacionalidade. Tão menos o decuplicar das pontes. Com que cidade futura está Meneses a sonhar? Porto-barra-Gaia? Porto-traço-Gaia? Portogaia? Gaiaporto? Porto - só? Vilanovenses encolhidos?

O tema terá continuação. Para já, se Meneses quer maximizar as potencialidades turísticas do conjunto, promova o fecho do trânsito automóvel no tabuleiro de baixo da Ponte D. Luis. E, de caminho, tire de lá o rótulo «Ponte Luis I». Primeiro porque só houve um monarca assim chamado; depois porque os nossos Reis nunca perderam o tratamento de "D.".

Arriscaria ainda, a terminar: não é promovendo o festejo elitista que a ideia se pega às populações. Arquitectos de nomeada, artistas de todas as artes, políticos oposicionistas, representam-se apenas - e muito bem - a eles próprios. Daí aos votos...

Ou talvez nada mais seja senão um passeio de Meneses a Barda... - perdão, a Budapeste.

A hipocrisa Reagan da war on drugs

por FNV, em 26.06.12

No sítio do costume.

Debate, onde estás?

por Vasco M. Rosa, em 26.06.12

Sob o título «O património cultural, a Cinemateca e a Lei do Cinema», José Manuel Costa publicou no sábado, no jornal Público, p. 55, um importante texto sobre a sustentabilidade da conservação e actualização tecnológica do nosso património fílmico — é um assunto que a todos deveria preocupar, e muito, pela relevância do tema e pela importância das decisões que brevemente serão tomadas.

JMC fala mesmo de encruzilhada histórica da conversão ao digital.
Eu sei que um jornal, qualquer jornal, desvaloriza umas coisas e sobrevaloriza outras, e assim será ad eternum. Por mim, este assunto estaria na página 3.




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