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Avida euri

por José Mendonça da Cruz, em 05.03.12

Este Estado pessoa-de-mal estará sob fogo da comunicação social, que tanto gosta de imaginar-se nas vestes de justiceira libertária? Não, nem pensar.

Perante o domínio e os abusos do fisco, perante a sonegação de direitos, perante o saque e o confisco, a comunicação social está do lado da posição preponderante, e preocupa-se, sobretudo, em saber se «a receita» está dentro das previsões, se «a receita» está aquém da expectativa, em saber se o fisco está bem ou se ainda precisa de mais. A passada semana, um canal televisivo entrevistava um dirigente do sindicato dos funcionários dos impostos, que se queixava de que os contribuintes andam irritados, e exigia mais segurança contra eles. E um semanário regozijava-se, pouco depois, por terem sido descobertos contribuintes que quiseram por capitais a salvo desta voracidade.

Devemos, então, confiar neste governo liberalizante, que anuncia a vontade de criar um estado mais leve e mais ágil? Não, nem pensar.

Foi sob a batuta do hoje ministro da Saúde, Paulo Macedo, que a legislação fiscal retirou garantias aos «sujeitos passivos» e protegeu a avidez do sujeito activo, ganhando aquilo a que os governantes chamam «eficácia», e os contribuintes chamam «abuso».

E esta concepção de Estado esmagador, em que ao cidadão cabe apenas pagar e calar, vai até ter reconfirmação na nova Lei da Concorrência: sob a qual as empresas sujeitas a coimas terão que pagar primeiro, e reclamar só depois (obtendo, eventualmente, a devolução do esbulho - sem juros, é claro). 

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Passivos de Abusos

por José Mendonça da Cruz, em 05.03.12

Nos sempre sinistros «invólucros-mensagens» chegados do fisco às caixas de correio, são as vítimas indentificadas como «sujeitos passivos». É um caso em que a correcta linguagem jurídica está em perfeita sintonia com a linguagem coloquial: os contribuintes são, de facto, os sujeitos passivos de uma onda de legislação excepcional, de um vácuo de garantias, de um tsunami de abusos fiscais a que não podem reagir.

O sujeito passivo A (caso real) vendeu uma casa e comprou, depois, outra. Mas o fisco não levou em conta o reinvestimento, e considerou que o preço da venda foi rendimento líquido. Passou, portanto, a sacar, exigindo mais de 15000 euros. O sujeito A, reclamou, então, em bom tempo, juntando todos os documentos probatórios. Mas as reclamações não têm efeito suspensivo. E o fisco, cujos serviços não tiveram nem paciência nem vagar para analisar a reclamação, insistiu: A deveria, agora, pagar os mais de 15000 euros acrescidos de juros de mora. Em alternativa a prestar garantia bancária com custos gravosos, A pagou o que não deve. E aguarda, agora, que o fisco lhe devolva aquilo a que o fisco não tem direito mas sacou, no prazo que o fisco entenda, e sem juros, evidentemente. Os esquemas de extorsão d`«O Padrinho» não inventariam melhor.

O sujeito passivo B (caso real) viu-se na mesma situação de A, e o fisco penhorou-lhe um terreno. Então, B pagou o que não devia. Examinada,posteriormente a sua reclamação, o fisco devolveu o que cobrara injustificadamente a B, sem juros, claro. Mas, B teve ainda que pagar ao fisco para que o fisco levantasse a penhora sobre o seu terreno. A  realidade fiscal portuguesa  ultrapassa a ficção kafkiana.

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Curtumes vimaranenses

por João-Afonso Machado, em 05.03.12

Não tens cara de ter estragado o que fosse, embora fábrica. Há quantos anos? Pois, já os reunes em décadas. Vividas dentro da cidade sem cuspidelas aos rios. Se és um negócio próspero? Com certeza, não. Somente deste de comer. Aos patrões e aos empregados. E a vida prosseguiu vivendo sem alarmes, apenas dias após dia. Com a tua belíssima expressão, a falires ressuscitastes museu e tudo deu no mesmo. Até porque a marca vimaranense permanecia. Cortumes! Quanto falava deles o genial Camilo! Era o emprego das gentes, sem parentes nem colaterais a queixarem-se dos efeitos. Oxalá sejas viva e dês alimento ainda a quantos te servem.

Só nos deixas uma flecha no coração - a sangrar porque, aparentemente, o bom-senso e o bom-gosto morreram quando nascia o século passado. Tantas regras proclamadas hoje, tantas regras hoje desmascaradas...

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Pensamentos do Dalai Lima

por Jorge Lima, em 05.03.12

Benfica afunda em Porto seguro.

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De braços bem abertos

por José Luís Nunes Martins, em 04.03.12

Todo aquele que habita a solidão sabe que o medo é o oposto da felicidade. O isolamento de quem foge é assustador e pesado. A solidão de quem dá um passo adiante, quando todos os outros ficam quietos, é bela e voa.

 

Ser original, nos dias que correm, não é tarefa fácil. A normalidade exige e atinge picos de afinação incríveis. Até mesmo os sonhos são como que versões autorizadas de um sistema que oferece muitas opções, mas sempre só em circuito fechado. Sair do habitual é uma ousadia que a multidão condena a priori. Os obedientes contribuem para a perpetuação do estado de coisas, vaiando de todas as formas quem desafia sair do caminho.

 

Porque eu não sou como os outros, devo preocupar-me quando estiver a parecer-me com eles.

 

Mas sair da lógica da multidão é desafiar a irracionalidade. A massa é acéfala e rege-se por princípios de estabilidade e força, alimenta-se da renúncia das vontades individuais, num movimento gigante e potente.

 

Quem quer ser feliz deve ser original, sempre, desejar criar o novo, aceitar agarrar a sua vida em vez de esperar pelo que possam trazer as mãos do mundo. É preciso expor-se totalmente e arriscar tudo, porque só quando se compromete tudo se pode alcançar o raro prémio de que quase todos desistem cedo demais. A felicidade.

 

Quando se ama verdadeiramente pouco se teme, por isso se fica mais perto do céu.

 

Os meus braços servem para abraçar e não para me esconder atrás deles. 

 

O sofrimento da solidão tem sentido absoluto quando o peito está descoberto. Só com os braços bem abertos se ama.

 

 

(publicado no jornal i - 3 de março de 2012)

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A herança

por João Távora, em 04.03.12

 

A revolução (francesa) absolve-se, assim, argumentando com uma suposta finalidade teleológica, necessidade inscrita nos mecanismos que regem história, lei que impele os acontecimentos e na qual os revolucionários agem como agentes da história. 

(...) Hoje, é da herança jacobina, mais que da comunista que parte apreciável das esquerdas se revê. O comunismo é demasiado claro, não argumenta. Aplica-se mecanicamente. É uma receita. O jacobinismo, esse, rodeia-se de cuidados de justificação, vitimiza-se para poder matar, cria inimigos para legislar, invoca a liberdade para prender. É uma doutrina. (...) 

Miguel Castelo Branco a ler na integra »»» 

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Salvação nacional

por João-Afonso Machado, em 04.03.12

Título do Público de hoje: «Troika obriga Governo a renegociar apoios à produção eléctrica».

Título do derradeiro O Jogo: «James o Electricista (colombiano saiu do banco para tirar os dragões das trevas)».

Para que se saiba. As exemplares gentes do Norte, empenhadas na salvação pátria, colaboram, compreendem o alcança da intervenção da aliança estrangeira em terras lusas.

Assim no Porto, assim em Braga... O Futuro é do Douro para cima.

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Domingo (2º da Quaresma)

por João Távora, em 04.03.12

A Transfiguração  Ícone Copta

 

A Quaresma é o tempo litúrgico que nos convida a situar a nossa vida cristã no essencial da sua verdade: a de peregrinos do Céu, na humildade da nossa fragilidade e na coragem da nossa fidelidade. Experimentamos já uma realidade que ainda não possuímos completamente. O desejo da plenitude é o motor da nossa fidelidade. Só no Céu viveremos plenamente a Páscoa de Jesus; mas ela é já a realidade decisiva da nossa vida. Em cada Quaresma, que o mesmo é dizer em cada Páscoa, somos chamados a viver com uma fidelidade renovada esta semente de eternidade que foi semeada em nós pelo Espírito de Cristo ressuscitado. É assim que o Santo Padre começa a sua Mensagem: “A Quaresma oferece-nos a oportunidade de refletir mais uma vez sobre o cerne da vida cristã: o amor. Com efeito, este é um tempo propício para renovarmos, com a ajuda da Palavra de Deus e dos Sacramentos, o nosso caminho pessoal e comunitário de fé. Trata-se de um percurso marcado pela oração e pela partilha, pelo silêncio e pelo jejum, com a esperança de viver a alegria pascal”.

 

Mensagem do cardeal-patriarca de Lisboa para a Quaresma 2012 (Introdução).

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O mito da igualdade e a História (2)

por João Távora, em 03.03.12

 

(…) Assim, a partir da segunda metade do século XVII, a dimensão cortesã do serviço doméstico desapareceu, espelhando as mutações ocorridas na própria estrutura da sociedade que diminuíra o peso das relações interpessoais baseadas na lógica de serviço patriarcal para relações quase exclusivamente tipo contratual.
(…) De resto, das folhas de pagamento da família constava, quase sempre, médicos e cirurgiões, para além de enfermeiras. Entre 1800/1 quando o célebre 2º duque ainda era vivo, e 1816, data para a qual se possui recibos avulsos de despesa a família da casa de Lafões reduziu-se apreciavelmente, pois as despesas mensais com a dita diminuíram para pouco mais de metade. Na última data a casa tinha confirmadamente 46 membros da família em sentido restrito, dos quais apenas oito eram mulheres. Mas, em compensação, aumentaram as despesas com a “folha da beneficência” através da qual se pensionavam mensalmente 40 pessoas! Neste caso, mais de ¾ eram mulheres, muitas delas apresentadas como “viúva de”. A casa recorria regularmente aos serviços de “lavandeiras”, “engomadeiras” e “enfermeiras”, para além do “mestre de arpa”, “mestre de cantoria”, do “mestre de dança”, do “mestre de desenho”, e da “mestra de alemão”, pagando ainda o ordenado ao desembargador guião, que era o ser chanceler.
Note-se que nas grandes casas os criados ocupados na cavalariça e carruagem representavam entre 1/3 e ¼ do total. Os criados, mais bem pagos, porém, eram geralmente outros, como o “mestre cozinheiro”, o “guarda-roupa”, ou o “cabeleireiro”. Era a presença destes, mais qualificados que explicava que a maioria dos criados e também das criadas da casa de Abrantes, soubesse escrever o nome.

A partilha de vida entre senhores e criados, era, assim, e também, uma partilha de afectos, feitos de memórias e gratidão reciproca, como muito bem se destaca nos testamentos de alguns criados velhos sem herdeiros que deixavam todos os bens aos seus senhores, e nos dos grandes senhores que raramente esqueciam criados e escravos nos seus legados testamentários. Para os escravos, de resto, muitas vezes o prémio vinha sob a forma de alforria. 

 

In História da Vida Privada em Portugal, “Espaços da Vida Privada - As grandes casas”. A Idade Moderna Coordenação de Nuno Gonçalo Monteiro, Direcção de José Mattoso

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O mito da igualdade e a História (1)

por João Távora, em 03.03.12

 

A vida no interior das residências de reis, bispos, membros da nobreza, era relativamente simples. Só a pouco e pouco, à medida que se foi caminhando para o final da Idade Média, as exigências de conforto passam a ter mais expressão, quer ao nível dos objectos materiais de uso diário quer à multiplicação de dependências e de número de servidores (…)


In História da Vida Privada em Portugal, “Espaços e lugares – o Paço” A Idade Média Coordenação de Bernardo Vasconcelos e Sousa, Direcção de José Mattoso.

 

Nota: Não pretendo fazer julgamentos à história e aos antigos modelos de organização e controlo social (hoje tão eficazes quanto implacáveis): disso se encarregam os marxistas. Com estes textos pretendo o contrário, desmontar leituras simplistas. 

De resto, todos os dias me questiono até que ponto sou livre e a que senhor(es) estou disposto a sujeitar-me.

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(entre amigos)

por Vasco Lobo Xavier, em 03.03.12

 

- Diz que foi fora de jogo...

- Diz que sim...

- Que chatice!...

- Pois é... eu também teria preferido com a mão...

- Era outro gozo...

- Era outro gozo.

- E fora de jogo?

- Fora de jogo também se esteve bem, umas petinguinhas que a ASAE nem sonha que existem, um rodovalho carregado de mar, um Palato Reserva levemente refrescado, correu tudo pelo melhor, até as conferências deles foram do melhor...

- E o binálti do Cardozão?...

- Oh!... nem foi preciso pegar nisso, deixá-los lá, coitaditos, já têm para mais um ano...

- (...)

- (...)

- E lá veio a chuva...

- Pois é, começa a ser tradição...

- ...?!?...

- Vitória na Luz, começo da rega.

 

 

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Coisas da vida

por João Távora, em 03.03.12

3) Quaresma

O cristão convertido é existencialmente insatisfeito, tem sede duma verdade maior. Não é feliz por ter, antes por ser. É feliz numa paz interior, de quem é profundamente livre da alienação, porque sabe ao que vem e quem serve. Porque aprende a amar, a confiar, porque aprende a entregar-se.

O cristão convertido assume o compromisso de viver em Cristo. Na prossecução da felicidade, no cumprimento desse amor, e porque não é egoísta, procura espalhar a preciosa Palavra redentora. Com humildade aos acomodados e distraídos. Com valentia, não temendo os poderosos do mundo, apregoa a Boa-Nova bem alto aos novos fariseus. Despreza a mundana glória fácil, sendo piedoso e complacente com as modernas “devoções”. Porque o cristão convertido acredita no livre-arbítrio de toda a criatura de Deus. Acredita que, enquanto existir espaço e silêncio para a inquietação, enquanto houver um excluído do opulento banquete dos homens, aí encontrará terra fértil para a palavra de Deus. Aí se encontrará Cristo vivo, a felicidade verdadeira e a esperança na ressurreição. Católico confesso, eu tenho esperança numa profunda conversão.

 

Texto reeditado

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Sexta-feira e já chega de austeridade

por Corta-fitas, em 02.03.12

 

 

Bar Refaeli daqui

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A Maçonaria, Poder Legislador

por João-Afonso Machado, em 02.03.12

Muito interessante a entrevista do Dr. António Arnaut no derradeiro Boletim da Ordem dos Advogados (Janeiro de 2012). Desde logo por algum elitismo que transparece das suas palavras; e, depois, por outras contundentes afirmações de que se dá nota: «as grandes reformas jurídico-judiciárias foram feitas pelos maçons».

Isto quando nós, monárquicos, já em tempos de estudantes levantávamos a voz, discordando do Código Penal de 1982, o substituto do congénere diploma de 1886. Chefiava, então, as hostes, o Prof. Figueiredo Dias, à frente de uma incompreensivel fobia contra a justiça retributiva, em favor da prevenção geral e, sobretudo, da prevenção geral. Não ao cárcere era, nesse tempo, a palavra de ordem.

A legislação adjectiva evoluiu também em sentido consentâneo. São tantas as garantias que a Polícia já perdeu a paciência. Para quê as detenções?

O Dr. Arnaut prossegue, na sua entrevista, não infirmando esta constatação- segundo ele, o principal problema da Justiça traduz-se na falta de confiança no "sistema" dos cidadãos, dada a sua morosidade.

Agora mesmo, entrementes, o Dr. Rui Cardoso, Procurador-adjunto da República, refere no Congresso do Ministério Público: «se alguém é roubado vai-se queixar às autoridades e é iniciada uma investigação. Se há corrupção, o Estado não se queixa. E os magistrados não podem ficar à espera que lhes caia na secretária um caso que um jornalista competente desenterrou 4 ou 5 anos depois»...

Em suma, o Dr. Arnaut não percebeu, ou não quis perceber, que a estrutura processual-penal (sobretudo) visou, na sua montagem, o laxismo relativamente aos crimes de negócios público-privados. Onde pontifica, como já ninguém consegue esconder, a Maçonaria. É ler os jornais, apenas.

Nem quis salientar que da confluência entre a política e os negócios morreu a Monarquia. Com os maçons à frente das tropas, muito ciosos da sua curiosa Ética republicana que ainda hoje é tema.

E assim o assassinato do Rei D. Carlos e do Princípe Real passaram impunes. Como, outrossim, o de Sá Carneiro e de Adelino Amaro da Costa. Após o que só se destacaram governantes contemporizadores. Pelo sim, pelo não.

 

 

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Um sonho original.

por Vasco Lobo Xavier, em 02.03.12

Mesmo sabendo que no Estádio da Luz tudo pode acontecer, tudo acontece e tudo tem acontecido, não posso deixar de partilhar tão surpreendente sonho, que vai muito para lá da realidade imaginável.

 

Dormitava eu finalmente sossegado. A cena passava-se no dito estádio em fúria, já perto do fim do jogo, quando entra um fulano desvairado (não, não era o mesmo que, há tempos, no mesmo local, acertou o passo ao bandeirinha), a correr desenfreado pelo relvado, de telemóvel em punho, se dirige apressadamente ao Luisão e lhe diz: "atende, é o Eusébio e quer falar contigo". E o Luisão atende, perante a estupefacção geral.

 

Infelizmente acordei logo ali com uma enorme barrigada de riso e não sei o que aconteceu ao Sr. Malheiro nem sequer qual o resultado do jogo.

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Os investigadores das universidades de Filosofia de Milão e de Melbourne argumentam no artigo 'After-birth abortion: Why should the baby live?' ('Aborto pós-parto: Porque deve o bebé viver?') que um feto e um recém-nascido são dois seres «moralmente equivalentes», na medida em que ambos estão num estádio em que apenas têm o potencial para se tornarem pessoas. Justificam assim que «o aborto pós-parto deveria ser possível em todos os casos em que o aborto o é, e explicitam: «Inclusive quando não há malformações no feto». 

 

Alberto Giubilini e Francesca Minerva, inevstigadores.


Muito resumidamente estas são as principais razões que me movem contra o aborto. A questão é metafisica, no sentido de filosófica: em gestação ou recém-nascido estamos sempre perante um ser único, irrepetível e… indefeso.

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O polémico artigo "Aborto pós-parto: Porque devem os bebés viver?" publicado numa revista científica ligada ao British Medical Journal , da autoria  de Francesca Minerva, formada em Filosofia pela Universidade de Pisa (Itália) com uma dissertação sobre Bioética, que se doutorou há dois anos em Bolonha, uma investigadora associada da Universidade de Oxford, em Inglaterra, e ainda por Alberto Giubilini, vem pôr a nu uma conclusão importante. Para aqueles que vêem na Ciência um substituto de Deus, este artigo deveria demonstrar-lhes que a Ciência, ainda que se baseie na realidade empírica e seja o somatório de pequenas conclusões verdadeiras, não pode explicar o extenso universo da humanidade e bem assim da vida. Para quem não leu, os autores sustentam que matar um bebé nos primeiros dias não é muito diferente de fazer um aborto. A sua polémica tese é a de que o “aborto pós-nascimento” (matar um recém-nascido”) deve ser permitido em todos aqueles casos em que o aborto também é, incluindo nas situações em que o recém-nascido não é portador de deficiência, uma vez que em teoria sentem o mesmo um embrião e um recém-nascido, (isto deveria pôr as pessoas a pensar se o aborto deve ser legal, mas deixemos isso para outro fórum). Ora este artigo é a prova de como a Ciência pode ser profundamente estúpida e não chega para desvendar todo o mistério do Universo e da Vida. Isto não é de somenos importância tendo em conta que é vulgar ter-se uma enorme fé na Ciência, quase como se fosse Deus.

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Que não seja por isso, Senhor Professor:

por João Távora, em 02.03.12

 

 

 

Aqui entre nós, por aí não se perdia grande coisa!

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Assim fiz, José!

por João Távora, em 02.03.12

 

Por estes dias em que o preço tempo está pela hora da morte, sábio foi o conselho amigo dado pelo nosso José Mendonça da Cruz (volta que estás perdoado!) para que eu voltasse a acompanhar a Quadratura do Círculo na SIC Notícias: "gravas o programa e vês depois, saltando as partes do António Costa!". 

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Pensamentos do Dalai Lima

por Jorge Lima, em 02.03.12

Não digam à minha mãe que eu sou Presidente da Câmara, ela pensa que eu sou pianista num bordel da Mouraria.

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