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Ironias

por Francisco Mota Ferreira, em 27.03.12

Antigamente, fugia-se para Paris para escapar à repressão do regime. Hoje, pelos vistos, há quem escolha a capital francesa para ver se não é preso pelas maroscas que fez por cá...

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Pensamentos do Dalai Lima

por Jorge Lima, em 27.03.12

Benfica e Porto abaixo de Braga.

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Vícios

por Maria Teixeira Alves, em 27.03.12


 

Nem é só o facto de ser um ex-ministro do pior Governo de Portugal desde que me lembro. Nem é o facto de ser uma pessoa que não é da Caixa Geral de Depósitos, e como tal não a poder representar em nenhum board. Nem é sequer o facto de ter sido Ministro com a tutela da CGD, enquanto o actual chairman da CGD era presidente executivo da mesma. Nem é o facto de ser um político e um professor de Finanças, pouco conhecedor do mercado de telecomunicações e de se preparar para ir para uma empresa privada.

É o absurdo do presidente não executivo da CGD (Fernando Faria de Oliveira) se preparar para pôr um político, ex-ministro das Finanças que a tutelou, um homem que não tem carreira nas telecomunicações, em representação do banco do Estado na administração da Portugal Telecom, quando tem indicações claras da troika para vender, o mais depressa possível, as participações em empresas fora do sector bancário, como é o caso desta participação de 6,23 por cento na PT.

“A Caixa Geral de Depósitos vai ser um banco estritamente centrado no negócio bancário", já o disse o Presidente executivo da CGD (José de Matos). Mas para Faria de Oliveira o mundo não mudou, continua a ser como dantes.  Faria de Oliveira continua a não resistir à tentação de ser arquitecto das estruturas accionistas das empresas privadas e de pôr a CGD ao serviço da definição de administrações de empresas. Ora em nome do centro de decisão nacional, ora em nome da competência profissional dos administradores. Como se a CGD fosse Deus e Faria de Oliveira o seu profeta. Mesmo quando essa política de estratega na defesa dos centros de decisão nacional arrastou o banco do Estado para os prejuízos que teve no ano passado.

Não sei se é ingenuidade ou vaidade o que move Faria de Oliveira. Um misto das duas coisas?

Vem isto propósito das declarações de Faria de Oliveira ao Negócios: O presidente não executivo da CGD que propôs o nome de Fernando Teixeira dos Santos para integrar a lista como administrador não executivo da Portugal Telecom, em representação da Caixa, por considerar que "constituiria uma mais-valia de relevo para a PT". E pergunto eu: o que tem Faria de Oliveira a ver com isso, isto é, com a PT?

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Da degeneração do Ocidente

por Rui Crull Tabosa, em 27.03.12

Parece que um grupelho de anormais pretende a retirada da "Divina Comédia" dos currículos escolares por considerarem essa referência da literatura ocidental "racista, antissemita e islamofóbica".

Curioso é os grunhos se terem esquecido que Dante encontrava nos círculos do Inferno também as almas dos não baptizados, dos sensuais, dos gulosos, dos avarentos e dos pródigos, dos iracundos (que, não sabendo eles o que são, são o que eles são...), dos herejes e incrédulos, dos violentos contra o próximo, contra si e contra Deus, dos sedutores, aduladores, simoníacos, adivinhos, fraudulentos (referência premonitória ao 'menino de oiro'...), hipócritas, ladrões (outra...), maus conselheiros, fundadores de seitas e falsários (mais outra...), dos traidores (também lhe servia...), e por aí fora.

Seja como for, no que me diz respeito ganharam: vou agora ler aquela Obra, entre nós traduzida por Vasco Graça Moura, numa edição da Quetzal, que um Amigo tempos atrás me ofereceu.

Aproveito para deixar o 1.º movimento da Sinfonia "Dante", de Franz Liszt - O Inferno - notável composição do romantismo novecentista que os polícias do politicamente correcto seguramente também não alcançarão:

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Uma nota apenas sobre o congresso do PSD.

por Francisco Mota Ferreira, em 26.03.12

Passos Coelho é uma enorme mais-valia para o Partido que dirige.

 

No enorme deserto de ideias e de discurso esgotado que se ouviu de muitos sociais-democratas este fim-de-semana, o conclave laranja valeu pelas intervenções do seu líder. Passos Coelho sabe do que fala, é credível e "cresceu" muito politicamente desde que assumiu funções de Primeiro-Ministro. Em tempos de incerteza que vivemos, é bom saber que a liderança de Governo está bem entregue.

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Recortes

por João Távora, em 26.03.12

 

Hoje sai uma brincadeira da minha autoria no Jornal i. Lá voltarei na Sexta-feira Santa para uma crónica sobre a Fé nos nossos dias e a celebração da Páscoa. 

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Crónica do desassossego

por José Luís Nunes Martins, em 26.03.12

O homem é do tamanho do sofrimento que for capaz de suportar por amor. Quando assim é, a chama da esperança que lhe ilumina os sonhos não pode ser apagada por inverno algum. Quanto maior o sofrimento maior será o interior de quem o experimenta, mais espaço passando a haver para acolher a alegria pura dos dias que estão para vir.

 

A solidão da dor aperfeiçoa o indivíduo na medida em que lhe permite aprofundar-se a partir dessa ferida que à superfície o faz gritar.

 

O sofrimento robustece o esqueleto e mantém o espírito humano erguido. Algumas vezes, resulta das nossas escolhas, não necessariamente das más, pois, frequentemente, é o caminho do bem que tem o preço mais elevado. Outras vezes, resulta de escolha alheia. Outras ainda, de escolhas nenhumas. Em qualquer dos casos é a prova da humildade.

 

As lágrimas da solidão, que sempre acompanham quem sofre, podem ser sinal de esperança. Como se um grito sofrido quisesse relembrar ao mundo que é possível ser-se melhor.

 

Por amor, não se sofre em vão. Se amar é dar-se, também pela dor aperfeiçoamos o que somos. As mágoas vão cavando cada vez mais fundo e engrandecendo um interior que a luz do amor encherá de graça. A dor é a tela onde o amor se pinta.

 

As dores parecem sempre eternas. O tempo magoa. Mas só as lágrimas de quem ama têm sentido, caindo sempre em busca das raízes da fé que dá a salvação.

 

(publicado no jornal i - 24 de março de 2012)

 

outra magnífica ilustração do meu amigo Carlos Ribeiro

 

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Das "Memórias de um Átomo"

por João-Afonso Machado, em 26.03.12

«Meu estimadíssimo Amigo:

Venho agora da Feira Agrícola de Braga, triste, descoroçoado, vazio. Quase só trazendo na Ideia um duende vagamente britânico com prosápias de mestre em energias renováveis. Veja o meu caro Amigo a que ponto chegámos de desportugalidade!

E não me parece tenha sido por distracção minha. Corri a Feira de ponta a ponta. Nada topei de surpresa, ressalvando a circunstância de ter perdido o coração num qualquer pavilhão termal de Orense, creio que nas profundezas lacustres de um olhar azulíssimo. Lá tornei duas ou três vezes, mas esse azulíssimo lacustre e galego foi como se não me olhasse mais. De modo que já me vejo a caminho de Orense, em busca das minhas pupilas, ainda assim peças preciosas no meu quotidiano. Conhece o excelente Amigo algum paradero onde com paciência, cirurgia e precisão eu consiga realizar tão delicada operação?

O mais foram estrangeirismos. Mesmo essa pretensa ciência do duende... Então e o nosso Sousa Veloso, o nosso Casqueiro, até o nosso Arlindo Cunha, se nos predispusermos a praticar exactamente o contrário do que ele doutrinava?

É certo, havia o gado nacional. Mas muito dividido por restaurants, um para o maronês, outro para o arouquês, outro para o minhoto... E sempre com um gaúcho de avental e faca assassina à porta, clamando pelas gentes... Fugi!

Nem sei que mais lhe diga. Nas trupes dos bombos predomina agora o elemento feminino... O meu intransigente Amigo, mai-lo seu cepticismo, bradará aos céus, imaginando Braga avassalada por tremenda mitologia florestal... Não seja assim. O Progresso merece o nosso abraço. Não caro Amigo: suportando os bombos, o nosso honrado sangue suevo, loiro, trigueiro, saudavelmente trigueiríssimo. E muito composto em juventude fresquínha, a deixar-nos na máxima consternação por não ter sido assim quando ainda nos arrogávamos desse qualitativo etário.

O resto era fogo-de-vista insonoro. A começar pela infernal parafernália de alfaias agrícolas, coloridas como nem os zulus nem os vátuas iriam tão longe. Um atentado à Estética, uma inutilidade neste Minho onde o cereal há-de dourar ao sol, há-de ser debulhado, há-de ser tragado por turistas gulosos e endinheirados.

Perdoar-me-à o meu avidamente curioso Amigo esta escassez de informação. Sigo em viagem. Ainda apanharei o rápido da noite. Vou a Paris, à Exposição Universal. Aí espero descobrir um galo de Barcelos e uma N. S. de Fátima para oferecer ao bom Padre Serafim, desconsoladíssimo como Ele anda com a Pátria e os dias que a Pátria aguarda sem reacção. Que lhe sirvam à sua preclara fé de bom português, bom patriota.

Por isso me despeço, meu Amigo, a correr,

sempre atento, sempre seu admirador,

J.da Ega»

 

(Com cuja devida autorização, que muito agradeço, transcrevo esta missiva).

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Pensamentos do Dalai Lima

por Jorge Lima, em 26.03.12

«Ainda não perdemos a esperança de perder o campeonato.» – Vítor Pereira

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Velhos são os trapos

por João Távora, em 25.03.12

 

Há livros que nasceram velhos, uns quantos que não têm idade, e aquele terceiro género que são os que nos fazem velhos. Motivado pela entrevista de ontem de Pedro Mexia a Miguel Esteves Cardoso na Revista do Expresso fui à estante repescar o meu exemplar d’ A Causa das Coisas de 1987 para o emprestar ao meu enteado. Fiquei chocado com o que a crueldade do tempo fizera a tanta contemporaneidade: para lá do pó e das páginas queimadas por mais de vinte e cinco outonos, até a capa da autoria de Jorge Colombo denuncia as minhas rugas e cabelos brancos.
Nessa onda de revivalismo não resisti a aventurar-me por outros recantos das minhas estantes. Folheei uma encardida edição do princípio dos anos 70 do Principezinho de Saint Exupery que escondia uma comovente dedicatória do meu pai. Mesmo ao lado de A Condição Humana de André Malraux e de O Inverno do Nosso Descontentamento de John Steinbeck que foram percurso da minha diáspora existencial. Mas isso são já outras viagens para as quais nunca desisti de seduzir a minha prole, num desafio à inquietação da dúvida que convida à procura da Verdade.

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Têm medo, têm muito medo

por José Mendonça da Cruz, em 25.03.12

Notem como vários comentadores, alegados jornalistas e membros do antigo governo se mostram incomodados e receiam a perspectiva de que o governo Sócrates e a forma como arruinou o país venham a ser pomenorizadamente escrutinados. Reconhecerão esse incómodo e esse medo nas afirmações de que «não é oportuno», «os juízos fazem-se em eleições», «é uma campanha», «é a justicialização da política». Segundo se depreende, participam nessa inoportunidade, nesse juízo, nessa campanha, o Tribunal de Contas, os revisores oficiais de contas, os juízes, o governo, os cidadãos, alguns jornais, os factos, a realidade e a vida.

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Uma das formas mais comuns que a comunicação social socialista tem de apresentar como irrelevante qualquer notícia do actual governo é juntar a essa notícia um parágrafo final dizendo que há outra coisa qualquer que o governo não disse. A tal coisa «que ele não disse» pode ser até descabida, despropositada, essa omissão pode até ser mentira. Não interessa. O que interessa é deixar a ideia de que o governo não faz o seu trabalho ou só o faz com graves lacunas.

Podemos praticar com alguns exemplos.

Há dias, o primeiro-ministro anunciou que o projecto do TGV era um projecto arrumado, e o ministro da Economia voltou a anunciar que será feita uma linha rápida (não de alta velocidade) para transporte de mercadorias entre Sines e a Europa. Pois o Público de ontem logo descobriu na última página que aquilo de que o governo não falou foi de como é que se faz essa linha e que a Espanha não se comprometeu com ela. Pouco interessa que Álvaro Santos Pereira já tenha descrito várias vezes o projecto, que tenha tido encontros sobre ele com o governo espanhol e esteja mandatado para isso, e que a ministra dos transportes de Espanha tenha concordado que a bitola seja a europeia. O que interessa é que o Público diz que ele não falou disso, e pronto.

Ontem, após o discurso de abertura de Passos Coelho, no Congresso do PSD, Teresa de Sousa gabou o empenho europeu do primeiro-ministro, mas logo acrescentou que pena é que não se ouça uma palavra nem se veja um gesto de aposta na nossa opção atlântica. Pouco interessa que evidências recentes e repetidas desmintam ululantemente Teresa de Sousa (acaso se farão através do Pacífico os investimentos portugueses no Brasil, os investimentos brasileiros em Portugal, as crescentes relações económicas com Angola, as visitas oficiais?). O que interessa é que Teresa de Sousa diz que não há Atlântico.

Ontem ainda, na TVi - e vejam como o zelo pró-socialista pode ser engraçado - Constança Cunha e Sá dizia o exacto contrário de Teresa de Sousa, e encrespava-se (está, hoje em dia, permanentemente encrespada) porque ao primeiro-ministro Passos Coelho não se tinha ouvido uma palavra sobre a Europa. Não são vapores de distracção. É mesmo como a cartilha manda. É verdade que, minutos depois, Constança disse que o Congresso também não tratara do país, do desemprego, da economia, dos problemas, dos portugueses. Mas para isso já tem a desculpa da hora tardia.

E, há pouco, Pedro Adão e Silva, que passa por comentador na SicNotícias, acusou Passos Coelho de não ter dito nem falado de tantas coisas que me passa de momento quais essas coisas foram. Mas Adão e Silva é conhecido por ser um dos participantes da redacção do programa do governo Sócrates. Ele, ao menos, sabe-se de onde vem, não está escondido com o rabo de fora.  

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Domingo (5º da Quaresma)

por João Távora, em 25.03.12

 

Evangelho segundo São João 12, 20-33

 

Naquele tempo, alguns gregos que tinham vindo a Jerusalém para adorar nos dias da festa, foram ter com Filipe, de Betsaida da Galileia, e fizeram-lhe este pedido: «Senhor, nós queríamos ver Jesus». Filipe foi dizê-lo a André; e então André e Filipe foram dizê-lo a Jesus. Jesus respondeu-lhes: «Chegou a hora em que o Filho do homem vai ser glorificado. Em verdade, em verdade vos digo: Se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica só; mas se morrer, dará muito fruto. Quem ama a sua vida, perdê-la-á, e quem despreza a sua vida neste mundo conservá-la-á para a vida eterna. Se alguém Me quiser servir, que Me siga, e onde Eu estiver, ali estará também o meu servo. E se alguém Me servir, meu Pai o honrará. Agora a minha alma está perturbada. E que hei-de dizer? Pai, salva-Me desta hora? Mas por causa disto é que Eu cheguei a esta hora. Pai, glorifica o teu nome». Veio então do Céu uma voz que dizia: «Já O glorifiquei e tornarei a glorificá-l’O». A multidão que estava presente e ouvira dizia ter sido um trovão. Outros afirmavam: «Foi um Anjo que Lhe falou». Disse Jesus: «Não foi por minha causa que esta voz se fez ouvir; foi por vossa causa. Chegou a hora em que este mundo vai ser julgado. Chegou a hora em que vai ser expulso o príncipe deste mundo. E quando Eu for elevado da terra, atrairei todos a Mim». Falava deste modo, para indicar de que morte ia morrer.

 

Da Bíblia Sagrada 

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O problema do PS com os ventos que mudam

por José Mendonça da Cruz, em 24.03.12

«Neste momento, a maioria dos analistas diz que Portugal não vai reestruturar a sua dívida, como o fez a Grécia, e que vai precisar de um novo empréstimo que vai ser concedido sem problemas. São cada vez menos os que dizem que será necessário reestruturar a dívida. Mas começa a surgir no pólo oposto quem diga que Portugal nem vai precisar de um segundo empréstimo. As profecias sobre Portugal estão a mudar. E a prova disso é, mais do que as análises, o dinheiro que está a ser investido em dívida pública que já não poderá ser paga com este empréstimo da troika. O custo do ajustamento pode mesmo ser mais baixo do que se esperava.»

Isto escreveu ontem Helena Garrido, directora-adjunta do Jornal de Negócios, um dos poucos sobreviventes dos orgãos de informação (de informação mesmo) portugueses (que são todos da área da informação económica).

E este é, exactamente, o problema do PS.

Quem queira rever brevemente as afirmações de Sócrates durante o debate com Manuela Ferreira Leite para as legislativas de 2009 confirmará que o PS, através de Seguro, não se afastou um milímetro do credo com que nos trouxe à ruína: não há dinheiro, mas aparece sempre (agora chamam-lhe «as pessoas estão primeiro»); o investimento público (a que agora chamam «estratégia de crescimento») é a alavanca do progresso; e quem alerta para a bancarrota que está no fim das suas teorias é derrotista, pessimista ou velho do Restelo (agora dizem que é «insensível social»).

Mas, para além dos seus slogans pueris (os slogans do PS lembram-me sempre aquelas misses que dizem que se mandassem faziam a paz mundial e matavam a fome às criancinhas), o problema do PS é aquele que Helena Garrido enuncia: a probabilidade crescente de que a seriedade com que este governo aplica austeridade e reformas produza bom efeito.

Quando produzir, o PS dirá (como Seguro já disse hoje que haveria de acontecer) que o governo aderiu às suas propostas. O que o escusará de constatar a distância enorme percorrida até hoje, em 9 meses apenas, desde a altura em que, por exemplo, o Financial Times escrevia que «you can`t have a monetary union with the likes of M. Sócrates» («Não se pode ter uma união monetária com gente da laia do Sr. Sócrates») ou a revista The Economist classificava Teixeira dos Santos como o pior ministro das Finanças da Europa.

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"Fé e Ética"

por João-Afonso Machado, em 24.03.12

O anfiteatro da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) foi pequeno para acolher as centenas de pessoas que participaram hoje em mais uma edição do encontro «Fé e Ética» realizado sob iniciativa dos Padres Jesuitas.

Além de intervenções de caracter mais genérico, a cargo de D. Manuel Clemente, Bispo do Porto, do jornalista José Manuel Fernandes, da maestra Joana Carneiro, do advogado António Pinto Leite, do médico Rui Marques e do Padre Vasco Pinto de Magalhães, SJ, realizaram-se diversos paineis incidindo nos temas "Familia", "Religião", "Trabalho", "Universidade", "Ciência", "Economia", "Arte" e "Politica".

A assistência era maioritáriamente constituida por universitarios da Academia do Porto. O tema para este ano propunha um reflexão sobre a verdade e sobre a sua dimensão naquelas mencionadas áreas do quotidiano.

A fechar o encontro, um espectáculo proporcionado pela "orquestra de sinos" da Igreja Baptista desta cidade.

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De antologia

por João Távora, em 24.03.12

Para abrir o apetite aqui vos deixo um excerto da entrevista de Pedro Mexia a Miguel Esteves Cardoso hoje publicada na Revista do Expresso. 

 

(…) Pedro Mexia - Ao mesmo tempo que há essa dimensão quotidiana, também há um lado mais ideológico: a fundação Atlântica, o prefácio a um livro de Teixeira de Pascoaes e a monarquia. O prefácio ao livro de Pascoaes sobre Portugal é uma verdadeira carta de amor.

 

Miguel Esteves Cardoso – Portugal é um país especial, os portugueses são especiais. Há aqui qualquer coisa de muito bom, qualquer coisa que merecia ser acarinhada e guardada, a nossa maneira de ser, a nossa boa educação. (…) Já desisti há muito tempo de lutar pelos princípios. Fiz a minha tentativa, as pessoas têm o direito quando são novas, fazem jornais, fazem uma tentativa de editora, tentam mudar a cultura do país, mas a partir dos trinta, trinta e tal, pronto. Tinha princípios, como restaurar a monarquia, tinha sonhos políticos para Portugal, mas abandonei-os completamente.

 

Pedro Mexia – Parece haver uma ligação entre esse amor por Portugal e o ideário monárquico.

 

Miguel Esteves Cardoso – Há. A República é uma coisa terrivelmente francesa, mal contada, imposta.

 

Pedro Mexia – Como chegou à monarquia?

 

Miguel Esteves Cardoso –  Eu nunca cheguei foi à República. Comecei pelo D. Afonso Henriques e fui por aí adiante. Eles é que fizeram a alteração, não fui eu.

 

Pedro Mexia – Mas do ponto de vista das convicções pessoais…

 

Miguel Esteves Cardoso – Conhece o D. Duarte? Uma coisa se nota, quando se fala com ele, é a maneira como se preocupa, mesmo, com toda a gente, com tudo o que faz parte de Portugal. Não há nenhuma noção de sectarismo. É uma pessoa obrigada a uma responsabilidade, recebeu esse legado e tem de tomar conta, saber as coisas. Isso é muito impressionante, não é para glória dele, é uma continuação.

 

Expresso Revista 24 de Março 2012

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o comunismo: de ímpia tirania a 'sonho irrealizável'

por Rui Crull Tabosa, em 24.03.12

Quem leia este título do Expresso online, "Bento XVI critica marxismo antes de visita a Cuba", quase ficaria com a ideia de que o Papa teria renovado a doutrina da Igreja contra a heresia comunista.

Mas não: o Sumo Pontífice resolveu afirmar que a ideologia marxista está "ultrapassada". Com dificuldade em aceitar tal inversão das posições do Vaticano, procurei contextualizar melhor a referida expressão, acabando por me render à evidência de que, para o actual Papa, afinal, o comunismo parece ter sido uma utopia, um sonho irrealizável, uma ideologia que, "como foi projetada não responde mais à realidade".

Como se alguma vez essa sanguinária doutrina, responsável por bem mais de cem milhões de mortos, tivesse alguma vez respondido à realidade...

Longe vão, de facto, os tempos em que a Doutrina Católica sustentava, com clareza e sem tibiezas, que "o comunismo despoja o homem da sua liberdade, princípio espiritual da sua conduta moral; anula toda a dignidade da pessoa humana e todo o freio moral contra o assalto dos instintos cegos. Não reconhece ao indivíduo, frente à colectividade, nenhum direito natural da pessoa humana, por ser esta na teoria comunista simples roda da engrenagem do sistema. Nas relações dos homens entre si sustenta o princípio da absoluta igualdade, negando toda a hierarquia e autoridade estabelecida por Deus, incluindo a dos pais" (Pio XI, in Encíclica Divini Redemporis, 1937).

A quem parecer, nestes tempos anódinos e politicamente correctos, excessivo o texto transcrito, bastará recordar que, só entre 1917 e 1935, os sovietes executaram 28 bispos e outros eclesiásticos russos de elevada categoria, bem como 6778 sacerdotes cristãos, calculando-se que, no mesmo período, tenham morrido mais de 42 mil padres em campos de trabalhos forçados no paraíso comunista.

Quase tenho saudades de quando Churchill, o Premier britânico, dizia que "O bolchevismo não é uma política; é uma doença! Não é um credo, é uma peste!"

Enfim, mudam-se os tempos, mudam-se as verdades...

(em epígrafe, a inconveniente imagem de comunistas pilhando um convento russo)

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Compreendemos muito bem que uma porção grande dos jornalistas e dos orgãos de comunicação social pendem fortemente para a esquerda e sofrem por o governo não ser o deles. Daí resultam surpreendentes notícias que não são notícias (todas as que favoreçam os socialistas), e ainda mais surpreendentes omissões (de tudo o que possa favorecer o governo).

Às vezes, porém, é só incompetência e estupidez. Como hoje, no Congresso do PSD.

Hoje, por volta das 13 horas, Pedro Passos Coelho subiu à tribuna para revelar ao Congresso que tinha feito uma asneira de contornos monumentais: tinha acabado de votar uma proposta segundo a qual os orgãos nacionais já não seriam eleitos em Congresso (tinham, portanto, votado que aquele Congresso, ali, não podia eleger ninguém) e que esses orgãos só podiam ser eleitos em directas. «Entretanto, não podemos ficar no limbo», sem orgãos, alertava Passos Coelho para o enorme disparate.

Tudo isto se passou perante as câmaras a transmitir em directo.

Seria esse, portanto, o tema dos jornais? Não. Como se nada se passasse, porque o guião que os jornalistas tinham é mais importante que a realidade mais gritante, passaram ao guião velho de que as suas cabecinhas dispunham: que Marcello, ontem, e tal ...  que Marques Mendes etc.... que o discurso de Passos Coelho ontem não sei quê...

Extraordinária distracção. Rara incompetência. Ou pura estupidez. 

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Já não bastam os alunos que têm que o suportar?!

por José Mendonça da Cruz, em 24.03.12

Fiquei, agora, com um arranhão de dúvida na conta de alta credibilidade em que tinha Vítor Gaspar. Teixeira dos Santos, o ministro das Finanças da bancarrota, para administrador não executivo nomeado pela Caixa Geral de Depósitos para a Portugal Telecom???!!!

Fiquei, agora, confortado com as decisões finais que resultam de conselho de ministros -- que chumbou a ideia -- e com o facto de o governo ser de coligação, pois o CDS foi muito contra muito vocalmente.

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Quem nos livra destes comentadores políticos?

por Maria Teixeira Alves, em 24.03.12

Estava en passant a ver o congresso do PSD e, de repente, eis que surge na minha televisão um tal de Pedro Adão e Silva. Tinha ar de quem ia dizer qualquer coisa sensata, e zás, sai-lhe uma imbecilidade. Diz qualquer coisa como "o primeiro-ministro não tem estratégia para o país, e veio dizer que queria fazer mudanças estruturais no país, o que é uma coisa muito perigosa..."

I beg your pardon?! Fazer mudanças estruturais no país é uma coisa muito perigosa?! Também dobrar o Cabo da Boa Esperança era perigoso, e no entanto...

Ainda teve o topete de tentar encontrar contradições nos discursos dos políticos (inventar contradições nos discursos é uma desonestidade intelectual tão banal) quando o próprio, naquela "infantil" análise, entra em contradições. Ora diz que o PM não tem estratégia para o país e logo de seguida critica que se queiram fazer mudanças estruturais no país.

Aquele comentador político não tem uma ideia. Maravilhosa estupidez!

Meu Deus, quem nos livra desta falta de sabedoria que infestou o país?

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Corta-fitas

Inaugurações, implosões, panegíricos e vitupérios.

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