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Restauração da Independência

por João Távora, em 01.12.11

 

 

Ao contrário dos maçons que por já por aí uivam e acirrados rosnam salivando ódio com a ameaça da extinção do 5 de Outubro, o modo conformado com que a Igreja concede na eliminação de duas importantes festas religiosas, coincide com a maneira polida característica das forças mais tradicionalistas, que também se resignam com o fim do feriado da Restauração da Independência. De facto o mundo não acabará por isso, mas o fenómeno encerra em si um terrível simbolismo: quem é que por estes dias quer saber verdadeiramente dessa coisa extravagante chamada soberania, ou ainda desse capricho da “independência”?

 

 

De resto, ontem à noite, quase setecentos portugueses entre os quais muitos jovens juntaram-se no Centro Cultural de Belém numa evocação aos heróis que há 371 anos instauraram a “Dinastia Portuguesa” da Casa de Bragança em torno do Chefe da Casa Real Portuguesa. Com a habitual leitura da mensagem de S.A.R. tratou-se duma sóbria manifestação de sentido pátrio e solidariedade olimpicamente ignorada pelos média, demasiado ocupados  com o exercício de bajulação ao decrépito regime encarnado por Mário Soares que promovia uma vernissage na sala ao lado com o lançamento do seu livro.
Porreiro pá!

 

Congresso nos Arcos de Valdevez

por João-Afonso Machado, em 01.12.11

Decorre entre amanhã e domingo (2 a 4 de Dezembro) o III Congresso Internacional «Casa Nobre - um Património Para o Futuro», na vila dos Arcos de Valdevez.

Serão dezenas de intervenções a cargo de um leque amplissimo de académicos e estudiosos portuguêses, galegos e brasileiros. Foi-me solicitada participasse na mesa redonda prevista para a noite de sexta-feira, juntamente com João de Abreu e Lima, Manuel de Novaes Cabral e Augusto Ferreira do Amaral. Lá estarei, pois.

Antecipando eventuais mal-entendidos, recorde-se ainda que as casas antigas espalhadas pelo País fora - particularmente no Minho - representam não apenas uma propriedade (dos seus legítimos donos) mas também um espólio que enriquece todas as regiões onde se inserem. Disso mesmo, felizmente, se aperceberam as populações vizinhas, as primeiras a zelar pela manutenção, pelo prestígio das casas (ditas "solares"), tantas vezes as páginas principais das monografias locais.

Permita-se-me, pois, um pouco de publicidade abusiva e manhosa: o livro cuja capa encima este post é de minha autoria. V. Ex.cias decerto não levarão a mal...

 

 

(...) Portugal atravessa uma das maiores crises da sua longa vida. Crise que, disfarçada por enganosas facilidades, foi silenciosamente avançando assumindo hoje consequências dolorosas para as pessoas, famílias e empresas.

A soberania de Portugal está gravemente ameaçada. A História, na crueza dos seus factos, revela-nos que, sempre que o País ficou enfraquecido, aumentou a vulnerabilidade à perda da sua Independência. (...)

 

(...) A dúvida que hoje se coloca não é a de que País vamos deixar aos nossos filhos mas sim que filhos devemos deixar ao nosso País. (...)
Perante a herança que as próximas gerações vão receber, é nosso dever, no mínimo, contribuir para lhes facultar as melhores ferramentas para o seu futuro e o de Portugal: educando-os e formando-os com respeito pelos princípios da honra, da responsabilidade e do amor à Pátria.

 

Ler na integra aqui

Serões à lareira

por José Mendonça da Cruz, em 01.12.11

A entrevista de Soares a Constança Cunha e Sá com que a TVi resolveu fazer, ontem, anti-programação contra a entrevista do primeiro-ministro, na Sic, foi (gravada e ouvida depois das coisas importantes) um belo serão de cavaqueira. Soares tem a idade e a experiência para nos levar em passeio pela História, adornada com deliciosos episódios vividos, inéditas histórias da História. Felizmente, a entrevista foi, sobretudo, de memórias. Porque, quando Soares fala sobre o presente, fica claro que nem lhe pertence, nem o entende já. Os clamores contra «os mercados», «os especuladores», «o dinheiro», e, antes, contra a globalização, contra os «neoliberais» que varreram os socialistas da Europa (Soares acha sempre que a derrota dos socialistas se deve a factores exógenos), e as exortações a gloriosos regressos socialistas (a que Soares chama «os valores», «a qualidade», e «a ideologia») foram uma comovente declaração de amor ao passado - mesmo sendo este enganado e enganoso.

Também se sente uma inconfessada admiração por Cunhal ter sido comunista até ao fim, ou Bertrand Russell não se ter convertido nem no leito de morte.

Sr. Primeiro-Ministro: Enerve-se!!!

por José Mendonça da Cruz, em 01.12.11

 

 

Um jovem cavaleiro teve um dia uma oportunidade na praça de touros de Caldas da Rainha. Levou-a a sério e começou a realizar uma lide extremamente homogénea, extremamente aplicada, extremamente regular. Tanto, que passados minutos, não só não se ouviam palmas, como quase se ouviam bocejos. Até que alguém decidiu gritar a plenos pulmões um desabafo: «Eh, pá, enerva-te!»

 

Que a gargalhada tenha sido geral e tonitruante mostrou como o anseio era unânime.

É o que apetece gritar a Passos Coelho.

Sem pôr de lado que agradecemos o contraste com um governo anterior onde abundava o nervo e faltava por inteiro a seriedade; sem pôr de lado que se vivem tempos perigosos; sem pôr de lado que Passos Coelho dispõe de um capital que não quererá despediçar espadeirando contra adversários menores - sem pôr de lado nada disso, apetece gritar-lhe que se enerve. Ou, como dizia Morais Sarmento acerca da entrevista do primeiro-ministro à Sic, ontem, a entrevista foi serena, boa, e técnica, mas já é tempo de também ser política, ter emoção e política. Apetece - e parece que vai sendo tempo - ouvir Passos Coelho pôr de forma mais acesa o PS perante as responsabilidades que tenta enjeitar todos os dias. Apetece - e é mais que tempo - ouvir Passos Coelho mostrar mais acaloradamente como este PS que alucina «almofadas» é igual ao PS que só tinha optimismo e propaganda quando a crise já ia funda. Apetece - e já urge, até como medida preventiva - fazer combate político a forças minoritárias, cujos credos foram chumbados pelo eleitorado, e que agora metem a cabeça de fora sob disfarce, por exemplo, sindicalista. Apetece ver um pouco de entusiasmo na defesa de que este caminho é duro, mas que é este (e onde nos trouxeram os outros).


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