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Tristezas e confirmações

por José Mendonça da Cruz, em 26.11.11

               

A RTP transmitiu, ontem, no programa Palcos, os momentos superiores da gravação do disco de duetos de Tony Benett. É um privilégio ainda termos este cantor activo aos 85 anos (que isso se deva muito ao seu filho produtor musical é parte encantadora da história). Mas, além da voz poderosamente musical do imortal crooner, tivemos a ocasião - então, rara; hoje, única - de o ouvir cantar com Amy Winehouse. Tony Benett já dissera uma vez, comovido, que Winehouse cantara «exactamente como deve ser». Ontem, ao ouvi-los cantar Body and Soul compreendemos porquê. Este é um dueto em que as vozes têm vida própria, alma, acariciam as frases, permanecem a vibrar em fundo para além da palavra, emocionam, afagam, interpretam. É triste e comovente sermos tão dolorosamente lembrados de que o sentimento e a força vocal de Amy Winehouse já não são deste mundo. Chocantemente, deliciosamente, ao dueto com a inglesa seguiu-se um dueto de Benett com lady Gaga, The Lady is a Tramp. Brava e reveladora escolha: os distraídos que julgam que uma fama mundial pode afirmar-se só com excentricidade e guarda-roupa terão ficado abismados com a qualidade vocal e interpretativa da americana, ousada, expressiva, divertida, fiel à canção.

Só momentos destes, em que a qualidade e a emoção nos deixam à beira das lágrimas, prometem fazer-me arrepender, um dia, de já não pagar contas abusivas por um serviço público de televisão.

Mais logo, o grande derby nacional

por João Távora, em 26.11.11

 

Gostar de futebol a sério é viver a vertigem dum derby. É assumir uma apaixonada rivalidade. É agigantar as expectativas e atirar os foguetes todos, mesmo antes da festa. Desdenhar os rivais, arranjar lenha para nos queimar. É a desonestidade intelectual com antecipado perdão. É um jogo perigoso para uma eufórica glória... ou apenas uma efémera desilusão. Uma amável e salutar criancice.

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Recortes

por João Távora, em 26.11.11

 

(...) No século xxi, numa sociedade desenvolvida e num Estado de direito democrático, estas aberrações (piquetes de greve) devem, pura e simplesmente, ser extintas e fortemente reprimidas. E como estão inscritas na lei importa que o governo e a maioria que o suporta não tenham medo de tabus, dogmas e outros complexos de esquerda na hora de acabar com este atentado à liberdade. Se tiverem coragem para pôr as mãos nessa massa viscosa, talvez encontrem pelo caminho outras pérolas que devem ser rapidamente removidas para o caixote do lixo. As crises não têm só aspectos negativos. Às vezes também servem para drenar e secar muitos pântanos.

 

António Ribeiro Ferreira, hoje no jornal i

Diz-me quem elogias, dir-te-ei o que és...

por Rui Crull Tabosa, em 25.11.11

Mário Soares, sobre o cabecilha da organização terrorista FP's 25/4, responsável por 13 assassinatos, 66 atentados à bomba e 99 assaltos a bancos e viaturas de transporte de valores: Otelo tem "um coração muito bom"...

Que o sangue das vítimas caia sobre ambos, é o meu sincero desejo.

 

A indignação é hoje!

por Vasco M. Rosa, em 25.11.11

 

Depois do lixo televisivo que consistiu na «reportagem» da manifestação (vulgo propaganda) indignada nas escadaria do parlamento, ontem — que deu em provocações, empurrões e uma dose cavalar de demagogia e falso entretenimento político, e como se não bastasse ocupar boa parte da programação televisiva nessa inutilidade que deveria ser comprimida a quatro linhas de rodapé, atendendo ao muito maior mundo em que vivemos, que devemos conhecer e avaliar — é uma pena que ninguém reporte na imprensa ou na televisão que ainda esta tarde, pelas 17h, quando eu ali passei, pelas calçadas se visse o lixo deixado pelos furiosos, até pedaços de cartazes, e na base das escadaria se visse claramente as duas extensas manchas de sangue geradas nos confrontos.

Câmara e assembleia da república unidas, um dia depois da greve dita geral, no desleixo e na complacência, para não dizer mesmo, na indignidade diante do sangue humano, cuja privacidade, digamos assim, haveria de ser defendida. Mas não!!

Meia hora depois, Mário Soares viajava no carro que lhe pagamos numa faixa Bus a caminho do Marquês. Ah, ele pode tudo!

 

 

A troica vai gostar de saber que não estamos assim tão mal de guito.

 

Instado pela minha filha na lufa-lufa do fim do jantar, brado ameaçador: ”José Maria ajuda a mana a levantar a mesa!” A resposta é firme e desconcertante: “Oh pai, não pócho! Estou a brincar!!!”

25 de Novembro

por Jorge Lima, em 25.11.11

Soares livrou-nos do PC, e depois foi o que se viu.

Eanes livrou-nos do CR, e depois foi o que se viu.

Será que não merecemos melhores líderes?

Ou será que somos nós que não os sabemos escolher?

 

A Quadratura da Greve

por José Mendonça da Cruz, em 25.11.11

Foi muito interessante a ideia de Carlos Andrade de juntar, ontem, na Quadratura do Círculo, os sindicalistas João Pacheco Silva, Manuel Proença e José Carvalho Pereira. Esteve presente também António Lobo Xavier, que, nos poucos minutos que lhe sobraram, conseguiu recordar alguns pontos de vista dos 85% de pessoas que subscrevem o programa de austeridade e garantem que os nossos credores continuam a financiar mais de 60% das nossas necessidades.

Quiz

por Rui Crull Tabosa, em 24.11.11

 

 

Queira o caro leitor ter a bondade de escolher a solução correcta:

Frase do Presidente da República: "Eu nunca critico o Governo, o Governo é que me critica a mim"

Resposta do Primeiro-Ministro: "Se fosse feita uma lista das críticas que o Senhor Presidente tem feito ao Governo, ela seria gigantesca, muito maior do que a lista das críticas do Governo ao Presidente da República".

 

A - Cavaco Silva e Pedro Passos Coelho;

B - Mário Soares e Cavaco Silva.

 

* De um brilhante comentário lido no facebook

 

As intenções de voto no PSD cresceram 4 pontos percentuais entre os meses de Outubro e de Novembro, depois do Parlamento começar a discutir o mais duro Orçamento do Estado de que há memória. Diário Económico

 

Pela fresca deixados os pequenos nas suas escolas aqui no Estoril, a minha mulher voltou à pressa para casa a terminar um trabalho de tradução urgente para uma conhecida farmacêutica enquanto eu dirigi-me para o meu escritório em Cascais. Na vila o comércio está em pleno, ao cimo da minha rua, constato que a EDP está aberta e à frente quatro funcionários da câmara trabalham numa vala aberta no passeio. Apesar da minha perspectiva parcial, suspeito que, tirando os militantes sindicais e alguns funcionários bafejados com "empregos" vitalícios, com mais ou menos dificuldade a vida continua. Apesar do boicote.

Joaninha voa, voa...

por João Távora, em 24.11.11

 

 

A Joaninha Amaral Dias tem tanto de bonita como de politicamente frívola. Ornamenta muito bem tanto uma mesa quanto um manifesto ou um "novo paradigma". João Gonçalves, Lapidar.

Hoje trabalhamos todos (no escritório)

por João-Afonso Machado, em 24.11.11

Foram as notícias, logo de manhã: piquetes grevistas tentando impedir à força a requisição dos transportes mínimos, os cocktail molotov em três Serviços de Finanças lisboetas... A greve é um direito, não é uma imposição inter partes. Alanquei para o trabalho onde verifiquei que a minha secretária também não ia em conversa fiada.

De resto, o fenómeno repete-se: as manifestações grevistas pertencem essencialmente aos trabalhadores do sector público, esses que agora se vêem mais atingidos pela crise nacional. Maus hábitos! No privado, já há muito todos perceberam que sem empenhamento não há resultados. Que vivem, precisamente, desses resultados.

Depois Mário Soares... Um episódio confrangedor de uma família que porta consigo um ancião incontinente. Uma maçada! Inexplicavelmente com repercusão na Imprensa.

E, é claro, o estado do País. Mas, afinal, a greve geral leva-nos aonde? Em nome de que deusa os sindicatos nos sacrificam assim? Os desgraçados dos seus filiados terão consciência da consequência dos seus actos? Para que serve o exemplo grego?

A Demagogia esquerdina impera ainda. Essa a realidade. Mas, contrariamente a tantos Velhos do Restelo, acredito que o Governo seja suficientemente persuasivo. Porque a alternativa é eterna: o fim de Portugal e a discussão entre os que eram bons e os que são maus.

Sobressiste a demagogia. Persistem erros crassos do Passado. Talvez se aviste uma luz ao fundo do tunel.

Eu prefiro apostar. Não exactamente em meu nome, plantador de couves.

 

"Greve geral" e "empresas públicas"

por Zélia Pinheiro, em 24.11.11

O conceito de "greve geral" é uma degeneração da ideia de greve. A greve faz sentido se for particular e por motivos económicos, ligados à realidade de cada empresa, e não geral e politicamente motivada. Mas a "empresa" pública sustentada não por lucros mas por impostos e avais do Estado - e são os trabalhadores dessas "empresas" que fazem esta greve, é bom recordar - também é uma degeneração do conceito de empresa.


Só falta decidirmos de que lado do espelho é que queremos estar.

 

Apesar de bastante comum, o mais perigoso defeito dum político é a egolatria. É o que acontece com Mário Soares. Apesar dele por estes dias  gozar dum estatuto de quase inimputabilidade, é difícil atender ao seu “manifesto”, um arrazoado de moralismo oportunista cujo objectivo, para além de embaraçar a direcção do seu partido, não é mais do que boicotar a recuperação nacional, chamando a si as luzes da ribalta. Para aqueles que por qualquer razão não têm memória, convém relembrar que, quando entre 1983 e 1985 Soares liderou o chamado Governo do Bloco Central, Portugal estava à beira de uma ruptura financeira, o que implicou uma forte intervenção do FMI. Para fazermos uma ideia, inflação chegou a rondar os 30%, com uma recessão na ordem dos -1,5% em 1984. As medidas tomadas pelo governo penalizaram largos sectores da população, provocando uma grande agitação política. A incidência de uma taxa de inflação acima dos 25% durante três anos em que os aumentos médios salariais não chegavam aos 10%, funcionando como um imposto encapotado sobre o consumo, resultou então um corte significativamente mais dramático nos rendimentos da população do que o verificado nas actuais circunstâncias. 

E a verdade é que apesar dos elogios do FMI a Mário Soares,  então, as reformas na administração pública foram adiadas para as calendas e as estruturas e corporações herdadas do antigo regime continuaram intactas, absorvendo os parcos recursos económicos. Nessa época, quando os mecanismos de protecção social eram bem mais insipientes do que os de hoje, tivemos em Portugal uma autêntica onda de pobreza e indignação generalizada, com o país devidamente "incentivado" a protestar na rua, já para não falar dum significativo aumento da emigração, sobretudo para a Suíça.
Se o mais perigoso defeito na política é a egolatria, o mais perigoso defeito dum povo é a falta de memória. Mário Soares, uma vez mais, perdeu uma oportunidade de estar calado.

Vou trabalhar (Depois dou)

por José Mendonça da Cruz, em 24.11.11

Saudações às senhoras e senhores do sector público que hoje vão fazer a sua greve sectorial para tentarem parar o país e reivindicarem mais impostos meus para pagar a manutenção dos seus défices. Asseguro-lhes que trabalharei para que o estado deles possa, daqui a pouco, tirar-me mais dinheiro com que pagar o buraco. Tenham um bom dia e um futuro a condizer!

Greve? não, obrigado!

por Rui Crull Tabosa, em 24.11.11

Amanhã ficaremos a saber se os Portugueses perceberam finalmente o buraco em que nos meteram décadas de despesismo, de irresponsabilidade, de ineficiência, enfim, de amanhãs que cantam, ou se, pelo contrário, continuaremos individualistas, egoístas, vesgos e incapazes de fazer algo pelas gerações futuras.

Os tempos que vivemos são de guerra. Marciais. Decisivos.

Tempos de união, de trabalho e de sacrifício a prol do comum.

Se não substituirmos uma cultura de direitos pelo estilo do dever, se não reestruturarmos e reduzirmos o peso do Estado, se não encolhermos as administrações públicas, se não cortarmos na despesa e nos desperdícios públicos, se não aguentarmos a pé firme o embate do ajustamento do nosso nível de vida às possibilidades do País, ainda que vivendo com menos ou mesmo empobrecendo, comprometeremos definitivamente o nosso futuro colectivo e hipotecaremos qualquer possibilidade de crescimento económico sustentável.

Ou nos adaptamos aos novos desafios ou morreremos. O mundo não terá pena de nós. Ninguém pode pensar que é insubstituível ou que os seus direitos são intocáveis.

Amanhã veremos se nos anima uma vontade ultrapassar a crise, fazendo das fraquezas forças, ou se preferimos continuar a atirar as culpas para os outros, a carpir mágoas e a ignorar a terrível realidade que se nos imporá caso continuemos a fingir que a vida não pode existir sem nós.

Amanhã, dia de greve, é dia de Trabalho!

«Um Novo Rumo» e várias velhas preocupações

por José Mendonça da Cruz, em 23.11.11

Quem é que assim se mobiliza, quem se acalora, quem assina este mumificado «Rumo»?

O primeiro signatário é Soares, de quem não devemos esperar que se reconcilie com a importância que já não tem.

O segundo signatário é Isabel Moreira, que, durante Sócrates, veio repetidamente à boca de cena, na personagem de «constitucionalista», para defender o governo e a obra de então;  que se destacou por tatuar num braço a data da legalização do casamento homossexual; e que, hoje, no lugar de deputada que os seus esforços lhe valeram, continua a defender tudo o que Sócrates fez.

Assina a seguir Joana Amaral Dias, ex-bloquista, aqui no papel de grata ex-mandatária de Soares para a juventude.

Mais Vítor Ramalho, enferrujado marxista, a quem seguramente se devem as mais agrestes cominações dos «mercados» e do «capital».

Mais Pedro Adão e Silva, umas vezes «politólogo», outras, autor de programas de governo socialistas, socialista da facção moderna (porque faz surf), a quem o alinhamento com Soares deve parecer de bom augúrio para a ambição.

Mais Vasco Vieira de Almeida, talvez em nome dos idos de Macau. Mais Mário Ruivo e Pedro Delgado Alves, que tanto faz.

Assina também, e destoa, Medeiros Ferreira, que costuma dar atenção às coisas, é inteligente, e antes não se calou. Assina sem se compreender porquê. Os outros, compreende-se bem.



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