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Oportunidade

por Vasco M. Rosa, em 26.09.11

 

A crónica de ontem de Vasco Pulido Valente no Público merece especial atenção, que ainda não teve e é pena. Porque podia ser a chispa para uma reavaliação histórica de toda uma geração, a dele — sendo que ele, como poucos outros, entre os quais Victor Cunha Rego, um pouco mais velho, ou José Cutileiro, idem, mas os dois de especial valor, ainda por reconhecer, como habitualmente sucede, viram entrar em cena e fazer o espectáculo toda uma trupe de gente sem cuidado nem estofo para dirigirem o país que vinha duma tutela antiga e estabelecida para as vantagens do liberalismo democrático.

Se essa história política dos independentes não for feita, se uma avaliação ainda que melancólica dos erros do passado recente for preterida, mais dificilmente saberemos julgar o nosso desenho, o nosso caminho. e se não mudá-lo ao menos perceber porquê. Espero que VPV possa fazer essa história cultural e política, tão distinta da qye moveu Bénard da Costa a dado momento. Bénard quis ser do poder e foi um poder, até nepótico. Valente não.

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O bisonte europeu

por João-Afonso Machado, em 26.09.11

Andavam por aí, em manadas, há coisa de 10.000 anos. A Humanidade, na sua sempre complicada relação com a Natureza, foi empurrando os bisontes Europa acima, acabando por os encurralar em algumas florestas da Polónia. Declarados em risco de extinção conseguiu-se a protecção adequada e a sua proliferação e expansão. De tal maneira que tornaram a Avintes, agora em cativeiro no Parque Biológico.

O bicho parecia manso. Bovinamente manso dos olhos e dos gestos, ruminando com a pachorra de uma vaca leiteira. Acreditei nele, estendi a mão a visar o seu focinho.

A sua transfiguração foi obra de uma instante. Aquela massa imensa sacudiu, abalou, quase destruiu a manjedoura. Senti-me preso no seu olhar gelado e ameaçador. Não fora a cerca, estaria absolutamente à sua mercê. Sem um mugido, a cabeça imensa meneando, a expressão dura e sempre fixa, diziam tudo o que se pode temer na vida: o medo que a própria besta sentia, a sua desconfiança e a sua raiva, a fúria de quem desconhece a liberdade e a única garantia que dali poderá chegar - a imprevisibilidade do animal selvagem.

 

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Até morrer Sporting allez!

por João Távora, em 26.09.11

 

São os prodígios da bola: da depressão à euforia bastaram duas semanas. Faltam outras tantas para confirmar que o Sporting está mesmo de volta: o verde é a cor de esperança para contrariar a crise, e suspeito que sportinguistas irão começar a brotar das pedras da calçada, uns quantos para animar as bancadas do estádio… e o negócio.

 

Imagem daqui

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Blogues em revista

por João Távora, em 26.09.11

 

Da política e o mais que seja importante: novos tribunos destinguem-se no Senatus. A acompanhar de perto.

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Regresso às origens

por Francisco Mota Ferreira, em 26.09.11

Este fim-de-semana estive no Alentejo para a colheita de milho. Na semana anterior tinha estado nas vindimas. Em dois fins-de-semana distintos, estive em contacto com a terra, com as gentes, num regresso às origens que nós, malta da cidade, falamos sempre com alguma distância e tantas vezes com desconhecimento.

Em qualquer um dos casos, percebi algumas coisas. Apreendi que há toda uma gente que há muito deixou de confiar no Estado e nas ajudas que este supostamente dá. Compreendi que décadas de inércia do poder político - que, a troco de dinheiros de Bruxelas para construir auto-estradas vazias, vendeu a nossa agricultura e as nossas pescas - levaram os agricultores a confiarem mais em si próprios e no apoio que podem dar entre os seus do que a acreditar que o Estado irá algum dia fazer alguma coisa por eles, que não seja pedir-lhes mais impostos ou delapidar o pouco que às vezes têm.

Percebi também que o clima pode ser às vezes lixado e uma semana de muito calor, de muito frio ou de muita chuva, pode por em causa todo um ano de trabalho. Pode fazer a diferença entre perder muito dinheiro, não ganhar nenhum ou obter um magro lucro.

Aprendi igualmente que, apesar de todos os meios técnicos ao dispor, trabalhar na agricultura é difícil. Muito difícil. E ganhei o maior respeito por todos os que não desistem e por todos os jovens que trocam o bulício da cidade por uma actividade muito aliciante mas a maior parte das vezes ingrata.

Por último, dizer que gostei das experiências que me foram proporcionadas. Fernando Pessoa um dia disse que “há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos”. Este fim-de-semana, com as gentes do Alentejo, senti muito isso. Entregues a si próprios, aos poucos aprendem a lidar com o que têm. Fazem outros caminhos, dentro dos mesmos lugares. E é isso que lhes permite, cada vez mais, sobreviver.

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Mad world

por Maria Teixeira Alves, em 26.09.11

 

Ao ouvir as notícias, apercebi-me que as corridas de toiros passaram a ser proibidas na Catalunha. É um mundo estranho este. Há uma grande "caridade" pelos animais, e uma enorme falta de amor ao próximo. Eu percebo que seja mais fácil a caridade, não pressupõe a igualdade. 

E agora que a Catalunha pôs fim à festa brava, vão os catalães pôr fim aos aviários onde os frangos vivem em condições precárias? Vão os catalães acabar com a matança do porco? Vão os catalães proibir o consumo de carne e peixe? E de vegetais? Porque não, também são seres vivos. As flores morrem quando são colhidas.

 

Estranho mundo este!

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Desconsolo

por José Mendonça da Cruz, em 25.09.11

Enquanto distraidamente via desfilar os apontamentos de reportagem típicos da insuportável «antevisão do jogo» Porto-Benfica, na 6ª feira, enquanto as câmaras percorriam as bancadas já com bastante gente, eu ia-me interrogando sobre que levaria os jornalistas a escolherem como entrevistados sempre os grunhos, os alarves, os boçais em vez daquelas famílias ali, aqueles casais, aquelas crianças, aquela gente bem vestida, com ar civilizado e disposição de festa, como aquela miúda de 8 ou 10 anos, bonita, queridinha, sorridente, que a câmara agora focava.

Mas como a gente se engana ...

Foi então que entraram em campo, para exercícios de aquecimento, alguns jogadores do Benfica. E a câmara agora em grande plano sobre a miudinha bonita de 8 ou 10 anos, permitiu compreender distintamente o que ela gritava: «Fi-lhos-da-pu-ta-fi-lhos-da-pu-ta-fi-lhos-da-puta.»

Pobre criança, pobres pais, e pobre Porto.

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Um partido perigoso

por Rui Crull Tabosa, em 25.09.11

Há pouco mais de cem dias, pusemos termo a um dos mais negros períodos da nossa História recente.

Um período caracterizado pela sublimação da arte da propaganda ao Estado-rosa (quem não se lembra das sumptuárias festanças nas inaugurações das famigeradas SCUT?), pelo descontrolo das contas públicas (uma dívida de 83 mil milhões de euros acumulada nos governos de Sócrates) e pelo rebaixamento dos valores cívicos, éticos e morais (afinal, o exemplo vem de cima…).

Derrotado nas últimas eleições, poderia o PS libertar-se dessa sinistra herança socratista, mostrando ao País que os tempos do despesismo já lá vão. Mas não, António José Seguro, figura simpática, embora pouco liderante, como o comprovou o seu continuado silêncio durante estes anos, continua a preferir a demagogia como forma de luta política.

No princípio de Julho dizia, porventura inspirado no inenarrável Jorge Sampaio, que "Há mais política para além do memorando da troika".

Agora, embora incapaz de reconhecer publicamente os evidentes erros da gestão socialista nos últimos anos, veio declarar-se contra o estabelecimento de limites ao endividamento e ao défice na Constituição, quando todos sabemos que essa é uma condição indispensável para a credibilidade das políticas orçamentais dos Estados na zona Euro e mesmo para uma eventual criação dos Eurobonds, tão defendidos pelo mesmo Seguro no último Congresso socialista.

Esta displicente visão sobre a necessidade de Portugal ter finanças sãs apenas revela que o PS não aprendeu com o passado e não merece confiança no futuro.

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Parque Biológico de Gaia

por João-Afonso Machado, em 25.09.11

Nessa tarde calma de sábado, os alfaiates resolveram reunir em convenção, como acontece a todas as horas e minutos, todos os dias. Foi em Avintes, algures no percurso de 3 kms do Parque Biológico. Nessa estranha confluência dos tempos e dos espaços e dos mundos, desde as cabras anãs até aos ressuscitados bisontes europeus. Com paragem na quintinha que nos vai no coração, na sua horta, nos seus milheiras, na azenha ou nos lagares.

Eu leria um livro inteiro, escutando o animado diálogo siliencioso dos alfaiates. Sentado num banco, sempre atento ao seu ar circunspecto e corporativo. Ou então junto ao lago dos anatídeos, a aguardar o voo de qualquer pato-real, preso às cores dos zarros, dos trombeteiros, dos arrábios.

Atravessámos pinhais, carvalhais e o sonho de exóticas borboletas. Longuissíma viagem, o Febros um dia será rio e vida outra vez. Nas mãos, à chegada o aroma remoto da planta de caril.

Vão lá e tragam também tão grande viagem na alma e nos sentidos.

 

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Domingo

por João Távora, em 25.09.11

Evangelho segundo São Mateus


Naquele tempo, disse Jesus aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos do povo: «Que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Foi ter com o primeiro e disse-lhe: ‘Filho, vai hoje trabalhar na vinha’. Mas ele respondeu-lhe: ‘Não quero’. Depois, porém, arrependeu-se e foi. O homem dirigiu-se ao segundo filho e falou-lhe do mesmo modo. Ele respondeu: ‘Eu vou, Senhor’. Mas de facto não foi. Qual dos dois fez a vontade ao pai?». Eles responderam-Lhe: «O primeiro». Jesus disse-lhes: «Em verdade vos digo: Os publicanos e as mulheres de má vida irão diante de vós para o reino de Deus. João Baptista veio até vós, ensinando-vos o caminho da justiça, e não acreditastes nele; mas os publicanos e as mulheres de má vida acreditaram. E vós, que bem o vistes, não vos arrependestes, acreditando nele».
Palavra da salvação.

 

Da Bíblia Sagrada

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A Europa, do mito à realidade

por João Távora, em 24.09.11

 

Quem vem assistindo nas últimas décadas à controversa e sinuosa construção europeia tem que reconhecer que a súbita reivindicação, perante a crise das dívidas soberanas, de implementação imediata de mecanismos de compensação financeira federais é no mínimo ingénua. Durante a bonança "as coisas" até funcionaram. Compreende-se: a ruína é um fenómeno epidémico... e a compaixão, ao contrário, uma qualidade tão nobre quanto rara. 
A União Europeia, com as suas virtudes e defeitos, construída a partir do telhado e da propaganda de Bruxelas à revelia dos seus ignaros e mal-agradecidos indígenas, não passa ainda dum prodigioso wishful thinking. Ou seja, é intrinsecamente antidemocrática. Cobrar esse fado aos seus actuais líderes parece-me no mínimo injusto. E depois, a “desilusão”, é por natureza problema que cabe aos iludidos resolver… adequando as suas expectativas à insofismável realidade. Ou então, para ser resolvido à maneira “soviética”, uma tentação que até se entende, vinda de quem vem. 

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Tributo a Jim Henson

por João Távora, em 24.09.11

 

Jim Henson faria hoje 75 anos. Uma obra a rondar a genialidade.

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Riquezas de ferro

por João Távora, em 24.09.11

A felicidade não é uma estação de chegada, é uma forma de viajar... A ler José Luís Nunes Martins aqui no jornal I de hoje

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Legislando de má-fé.

por João-Afonso Machado, em 24.09.11

Assim não vamos lá. Isto de reformar por reformar dá sempre em nada e alguma esperança subsistia de que o novo Governo - se mais não fosse, observando experiências passadas - revelasse maior realismo, menos demagogia. Mas não, pelo que se constata.

A questão tem a ver com a actuação do Ministério da Justiça. Concretamente com a anunciada inovação legislativa - punitiva dos advogados e pretensamente mais exigente no domínio da litigância de má-fé. Isto é - conferindo poderes aos magistrados para multar os causídicos (em valores cifrados entre os 200 e os 10.000 euros!) vislumbrando da parte destes qualquer propósito dilatório, falseante ou abusivo.

Refira-se que a condenação dos profissionais do foro por litigância de má-fé estava já prevista na lei processual civil, restringida às questões puramente de Direito.

Doravante, um advogado, contactado para intentar determinada acção, terá de pensar não apenas nos interesses do cliente mas também nos seus. Estará a arriscar demais? Será que a versão do constituinte é credível? O que dirá o juiz?

E o consulente, confrontado com a sua hesitação, procurará provávelmente advogado mais afoito... Encontrá-lo-á, porventura, a preços inflaccionados pelo risco assumido...

Depois competirá ao julgador avaliar. Na certeza de que se optar pela dissuasora medida da multa por litigância de má-fé... aí vêm o inconformismo e os recursos a sobrecarregar os tribunais, esvaziando de sentido o propalado objectivo da novidade - desentusiasmar a beligerância, aliviar o serviço da Justiça.

Em suma e boa verdade: a caça à multa também já chegou à barra. O Estado inventa cada uma, para se financiar!

 

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É vê-los e aprender com eles

por João-Afonso Machado, em 24.09.11

O mundo é deles, não tenhamos nós qualquer pretensão de propriedade. Vivem sem pedir licença, desconhecem barreiras, passeiam descontraidos entre muros e telhados. E dormem a sesta, gozosamente, seja no sofá, seja no capot aquecido pelo sol, ou ainda não esfriado do motor, no automóvel estacionado mais a jeito.

Uma espreguiçadela, a boca aberta, um olhar ausente - e, de um pulo só, o pardalito distraido bem cravado entre os seus dentes. O sono invencivel, aquela moleza, eram apenas uma miragem.

Cortejados pelas viúvas idosas, sapateando sonsamente a miudagem maçadora que os quer no colo, são uma lição de vida. Como eles, a alma ronrona de paz e a liberdade é felina.

 

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Os tolos ainda mandam na UE

por Francisco Mota Ferreira, em 23.09.11

A UE está numa encruzilhada. Criada para assegurar a paz no Velho Continente e garantir que a Alemanha não tinha mais instintos belicistas e que a França perdoava ao seu inimigo de sempre, os dois países juntaram-se para, com outros e através da economia, dotar a(lguma) Europa de melhores condições.

A ideia dos pais fundadores da União era válida e legítima. Os anos foram passando, novos países aderiram e a construção do caminho europeu foi seguindo passos cada vez mais lógicos, mas sempre em comum. E existiram alguns entraves no caminho, o que também foi natural.

O problema da Europa foi que nunca se assumiu, desde início, como um projecto que só poderia ter um caminho: o do federalismo. As forças militares europeias, em conjunto, sempre foram despicientes e contaram para muito pouco no esforço global que era pedido, por exemplo, pela NATO – alguém ainda se lembra para que serve a UEO? E actualmente os países, ao nível militar, contribuem para as missões de paz a seu bel-prazer e com estratégias próprias.

Ao nível diplomático, então, é bom nem falar. O reconhecimento dos países da ex-Jugoslávia foi arbitrário, a questão do Kosovo uma palhaçada e, para nos situarmos mais no presente, ainda nos vamos rir da forma como a UE, no seu conjunto, vai lidar com a Palestina sem hostilizar Israel.

Pelo meio, decidiu-se a livre circulação de pessoas e bens, Schengen, a introdução do euro e o aprofundamento das competências do Parlamento Europeu e da Comissão Europeia. E o Sr. PESC. E o tratado de Lisboa. E, como se sabe, muitas destas decisões já não foram feitas com o acordo de todos.

Em resumo, pagamos agora a audácia e ambição de alguns. A Europa alargou-se e não soube crescer de forma sustentada. E apareceu a crise. E com a crise os fantasmas do nacionalismo, a crítica mordaz aos PIIGS, o não pagamos para a Grécia, para a Irlanda, para Portugal e para quem mais vier a seguir.

Estamos num momento de decisão, onde tudo parece valer. Os profetas da desgraça vaticinam o fim da União Europeia (os EUA e a China iriam amar…), a saída do euro, o fim do princípio de solidariedade entre os Estados-membros e o cada um por si.

É, por isso, fundamental que os responsáveis políticos europeus da actualidade percebam que caminhos podem ser seguidos. Ou há coragem política para uma solução federal – e aqui nem todos os actuais Estados membros irão aceitar – ou assobia-se para o lado e tenta manter-se tudo na mesma.

Apesar de todos os sinais de alerta, infelizmente, pelo que se tem assistido nos últimos anos, ainda não é o tempo do regresso dos bravos e audazes, mas sim dos tolos. E, como dizia Winston Churchill, “a maior lição da vida é a de que, às vezes, até os tolos têm razão”. Teme-se o pior, portanto.

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Blogues em revista

por João Távora, em 23.09.11

 

No outro dia esqueci-me de vos dizer que o Paulo Pinto Mascarenhas está de volta a solo, no seu ABC do PPM. Boas notícias portanto.

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Sexta-feira e chegámos à Madeira

por Corta-fitas, em 23.09.11

Sofia Vergara

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A sinistra farsa

por João Távora, em 23.09.11

É curioso verificar a complacência saciada da opinião publicada perante o corte de ratting da agência  Moodys à Madeira. É a mesma bovina bonomia que pactuou com o endividamento público que hoje atinge cerca de 160 mil milhões de euros, extasiada com promessas de mais aeroportos, TGVs, auto-estradas, estádios, piscinas, bibliotecas, hospitais, metros, casas de música e de coches, shoppings e condomínios, enquanto o país debandava para o litoral para comprar telemóveis e ténis "de marca". O facto é que a “cidade” que construímos, embalados na ilusão de ilimitados recursos é absolutamente insustentável. A realidade da Madeira de Alberto João Jardim, a económica e a política, tem a virtude de constituir uma benévola parábola, um generoso espelho da nossa sinistra farsa. 

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Bento XVI aplaudido em Berlim

por Maria Teixeira Alves, em 22.09.11

O Papa Bento XVI na sua homilia no Estádio Olímpico de Berlim   lembrou a parábola da videira: “na parábola da videira, Jesus não diz: Vós sois a videira, mas sim: Eu sou a videira, vós os ramos (Jo 15, 5). Isto significa: Assim como os ramos estão ligados à videira, assim também vós pertenceis a Mim! Mas, pertencendo a Mim, pertenceis também uns aos outros”. “E, neste pertencer um ao outro e pertencer a Ele, não se trata de qualquer relação ideal, imaginária, simbólica, mas é – apetece-me quase dizer – um pertencer a Jesus Cristo em sentido biológico, plenamente vital".

 

No Bundestag (parlamento) aproveitou para alertar aos deputados alemães contra as leis contrárias à liberdade e a dignidade humanas, pedindo aos europeus que voltem às fontes de sua cultura que são "Jerusalém, Atenas e Roma".

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