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'Estes Portugueses são loucos!!!...'

por Rui Crull Tabosa, em 29.04.11

Parece que Paulo Portas resolveu agora assumir a sua candidatura a primeiro-ministro, pretendendo, assim, suplantar eleitoralmente o PSD e o PS, partidos que oscilam entre um milhão e meio e dois milhões de eleitores cada.

Agora só falta mesmo o beato Louçã ou o operário Jerónimo alçarem-se a idêntico desígnio para a troika, a Europa, o FMI, os finlandeses e os psiquiatras em geral ficarem a perceber, sem margem para dúvidas, que a malta cá do burgo ensandeceu de vez e merece bem que lhe ponham nas mãos uns cem mil milhõezitos de euros.

Isto está bonito, está...

(na imagem, a nave dos loucos, daqui)

 

Sexta-feira (antecipada) nos jugulares

por Rui Crull Tabosa, em 28.04.11

No blog da esquerda chic, Ana Matos Pires, brincando, suponho, com o 'dão', acaba a comparar as mulheres que têm filhos a "vacas parideiras".

E, ainda que mal pergunte, Ana, as que os não têm, serão para si leiteiras?

Brincar com o fogo…

por Rui Crull Tabosa, em 28.04.11

Depois de a União Europeia ter obrigado as autoridades portuguesas a corrigir o défice do ano passado para 9,1%, lê-se e não se acredita nesta gravíssima frase no Embuste Eleitoral do Partido Socialista: “Tendo em conta a base comparável, isto é, o mesmo universo das administrações públicas considerado para a determinação do défice de 2009, o défice de 2010 foi de 6,8% do PIB, isto é, menos 2,7 pontos percentuais do que no ano anterior.”

Estando Portugal na bancarrota, com o Estado sem dinheiro já a partir do próximo mês de Maio, ver que o PS continua a insistir na tese de um défice falso e fantasioso, é o pior sinal que se pode dar à Europa e ao estrangeiro, que confiam cada vez menos neste Governo e reconhecem cada vez menos credibilidade às contas portuguesas. O PS está literalmente a gozar com quem nos vai (irá ainda?) emprestar uns cem mil milhões de euros, mais de 50% da actual dívida pública.

Os finlandeses, então, deverão adorar ver mais este exercício de descaramento do Partido Socialista tuga, que nem assume o buraco para que atirou as nossas contas públicas. Por este andar, ainda vamos acabar em incumprimento…

Decididamente, o PS anda a brincar com coisas muito, mas mesmo muito sérias.

Acreditando que Teixeira dos Santos ainda pudesse ter algum escrúpulo, não admira que tenha sido eliminado...

A afronta

por João Távora, em 28.04.11

Cá no burgo as excitações e rivalidades da bola já não se limitam aos duelos domésticos entre Sporting Benfica e Porto. Fruto da implacável globalização, por estes dias tivemos meio país empolgado com os sucessivos recontros entre o Real de Madrid e o Barcelona. O assunto é capa de jornais, tema de crónicas e análises, de discussão no café e conversa de rua. Ontem à noite num conhecido Centro Comercial, magotes de pessoas nas esplanadas dos restaurantes e em frente às montras das lojas de electrodomésticos seguiam o desafio entre os rivais espanhóis. Jamais os Filipes almejaram a tanto, e até eu tenho opinião sobre o fenómeno:  é verdade que o Barcelona tem o melhor futebol que alguma vez foi visto, é uma máquina de precisão de passes e toques de bola, que vem em vagas sucessivas de ataques articulados, com dois e três jogadores a chegar quase à pequena área adversária num desdém total pelos adversários que desesperam impotentes de olhos trocados. Mesmo antes da expulsão de Pepe (estava-se mesmo a ver no que ia dar tanto voluntarismo) o jogo parecia de 11 contra 9, que essa é a maneira do Barcelona estar em campo, mesmo quando perde por feitiçaria ou obra do diabo. O Barça é a prova de que não é só com dinheiro que se constrói uma equipa de futebol. Que a perfeição é quase possível…  mas é uma afronta e dá cabo do negócio. 

Alberto João, o sublevado

por João-Afonso Machado, em 28.04.11

Prevê a Constituição da República as Regiões Autónomas sejam ouvidas em casos relevantes e de interesse nacional. Como ocorrerá, certamente, nas averiguações que a Troka vai levando a cabo, não obstante o aparente desprezo (até à data) votado à Madeira e aos Açores.

Do Funchal, por isso, chegou já o recado, a promessa: sem prévia audição, o Governo Regional não cumprirá algumas das medidas preconizadas pelo FMI.

Ontem mesmo telefonei a uns amigos de sempre, madeirenses de berço e lar. A pedir-lhes abrigo, por uma temporada, assim Alberto João bata o pé e faça recuar o invasor. Porque tenciono abrir banca por lá. De carpinteiro, é claro.

O nosso futuro albanês - IV

por José Mendonça da Cruz, em 27.04.11

 

            Da onda de artigos e reportagens na imprensa estrangeira, ficou sobretudo a palavra usada pelo Financial Times. Ignorando que freak significa naquele contexto, singular, toda a comunicação social traduziu freak por monstro e freak economics por economia monstruosa. Teria bastado, aliás, que um dos orgãos tivesse traduzido mal por «monstro», para que que todos fossem seguramente atrás. Seja como for, a comunicação social ficou muito zangada com os estrangeiros.

O Diário de Notícias, agora propriedade do governo (o senhor Oliveira entregara-o em troca da pasta das Obras Públicas) ouviu Santos Silva, o idoso mas sempre sagaz presidente da Assembleia da República, e citou-o acusando «esses pasquins de salivarem» com «as desgraças que inventam para desviarem a atenção das suas próprias pústulas». Todos os blogs autorizados bateram palmas e acharam muita graça.

A TSF - agora a emitir do Largo do Rato, das antigas instalações do PS, gratuitamente cedidas depois de os socialistas modernizarem os Jerónimos e se mudarem para lá, para perto do Governo, que ocupava o também remodelado Centro Governamental de Belém - dedicou-se a mobilizar uma manifestação de desagravo, prometendo 7 milhões de euros-república a quem enviasse o melhor slogan de protesto. O prémio foi atribuído a um sobrinho neto do saudoso Guterres, que remeteu a frase: «Monstro de virtudes contra aleivosias capitalistas». Era uma clara citação do acutilante Santos Silva, mas, ainda assim, o perito de comunicação, um novato da Juventude Pré-escolar Socialista, achou precários o ritmo e a sonoridade. O presidente da TSF chamou-lhe, porém, a atenção para as glórias do apelido.

Já a RTP, que agora dividia as instalações com a sede da Fundação Armando Vara, calou o assunto, embora tenha emitido uma série de 12 reportagens intituladas «O Lixo dos Neo-Liberais», passada inteiramente em prisões e morgues de Inglaterra, França, Polónia, República Checa, Espanha, Alemanha, Irlanda, Holanda, Bélgica, Itália, Estónia e Croácia.

Expresso e Sic, numa iniciativa conjunta, publicaram, respectivamente, uma reportagem intitulada «Um Dia Com ... » e uma entrevista com manchete na primeira página, com o senhor Presidente da República, José Sócrates. Na reportagem, feita na sua casa na Fortaleza do Guincho, Sócrates era citado dizendo (era a manchete do Expresso): «Os países da vanguarda sempre são caluniados». E lá dentro: «Somos um monstro, sim, de coragem e determinação.» Na entrevista, bastante à margem do tema do dia, Sócrates dava a «cacha» que combinara com o laço do velho Nicolau Santos: vamos fundir EDP e PT, na nova Electricidade Telefónica. O suplemento do jornal considerou isto uma revolução económica. A revista publicava um interessantíssimo artigo sobre a nova aquisição da Fundação Berardo, exposta sob uma cúpula instalada no centro da Praça do Comércio: a cadeira de rodas do defunto Fidel Castro. No 1º Caderno, com remissão da última página, estavam os dados da última sondagem dos herdeiros do senhor Oliveira e Costa: «99,97% dos Portugueses estão felizes ou muito felizes.» 

O nosso futuro albanês - III

por José Mendonça da Cruz, em 27.04.11

 

O Financial Times foi mais grave, mais cínico, e mais céptico. Num artigo intitulado Backward Portugal`s Freak Economics, depois de falar com Medeiros, da economia, com o ministro das finanças, Rui Pedro Soares, e com o primeiro-ministro, Francisco Assis, o artigo insistia na deslocalização das empresas mais emblemáticas (citava a Sonae, Soares dos Santos e Amorim, entre outras), na preocupante migração de população jovem empresarial ou trabalhadora (nos últimos 3 anos, 14733 micro-empresas tecnológicas tinham-se mudado para a conservadora Espanha, e, com o êxodo de cerca de 1 milhão de jovens, a média etária nacional subira 5 pontos). Rui Soares regozijava-se com o claro aumento das remessas de emigrantes, com efeito muito positivo na balança de pagamentos. Já Assis manifestava alguma preocupação com a sustentabilidade delas, depois de morrerem os parentes dos emigrados que enviavam remessas. Mas, num tom determinado e optimista, o primeiro-ministro não deixava de sublinhar os efeitos reanimadores esperados da construção da 7ª auto-estrada Lisboa-Porto, do terminal de traineiras de Leixões - adjudicado à antiga empresa do saudoso Jorge Coelho (RIP) e em sua memória -, e dos 4 aerodromos em construção junto à fronteira espanhola. E, mais entusiasmado, anunciou ainda, para breve, a revisão da lei do arrendamento, que iria possibilitar, nas suas palavras, «fazer das cidades portuguesas o destino preferencial do investimento imobiliário global».

Em termos sociais, o FT - depois de ser levado a visitar 3 escolas secundárias, onde a ministra da educação, Sónia Fertuzinhos, lhe sublinhou que, no 9º ano, todos os alunos eram proficientes na tabuada dos dois, e 4 hospitais onde, segundo informação do ministro da saúde, Candal Jr., os utentes obtinham atendimento inteiramente gratuito após espera de 6 anos -, exprimia algumas dúvidas sobre a sustentabilidade do último reduto do Estado Social no Mundo. Admitia, porém, que o salário mínimo de 13 milhões de escudos-república e as pensões de 7 milhões homónimos poderiam acalentar ilusões, o que era, rematava desagradavelmente, o «único factor de consolação possível». Com subterrânea ironia, o jornalista ainda se espantava por alguns socialistas mais fanáticos chamarem à nova moeda «euros-república».

Como os outros jornais e revistas, o FT abordava também o esqueleto fundamental da economia portuguesa: as remessas de emigrantes, as toalhas, as sandálias de couro, Palmela, o BES, as obras públicas, e a venda dos monumentos públicos mais isolados e acessíveis por ar para centros internacionais de congressos. António Costa, presidente da recentemente criada Administração e Coordenação Geral das Empresas Públicas, Intervencionadas e Afins seria citado dizendo: «O facto de a carteira desta Administração e Coordenação a que presido representar 93% das decisões e iniciativas empresariais em Portugal, infelizmente nem todas nacionalizadas e nossas, diz bem do nível económico a que foi levado o povo português.»

O nosso futuro albanês - II

por José Mendonça da Cruz, em 27.04.11

 

BBC e Economist traziam de Portugal uma visão mais centrada no estado do sistema financeiro e do tecido económico.

Recordavam como, desde que fora expulso do Euro, Portugal já desvalorizara a sua moeda (o novo «Escudo da República») dezoito vezes. Examinavam, depois, o processo de consolidação da banca, como o BPI encerrara, como Santander, BBVA, Barclays, Lloyds e Deutsche tinham fechado escritórios e delegações portuguesas, como o BCP se fundira com a Caixa, por decisão do presidente desta, Paulo Penedos, com acordo do Governo, e como o BES mantinha, hoje, o grosso da sua actividade sediada em Nova Iorque e Berna. Apesar do habitual rigor anglo-saxónico, escapara à BBC e ao Economist que o BPI não fechara realmente: tinha agora sede em Luanda e substancial volume de negócios nas suas filiais de private banking em capitais europeias. O esquecimento daquela instituição angolana acabou por ser providencial: os jornalistas não referiram também que a Fundação Isabel dos Santos distribuia diariamente, nas suas instalações de Porto, Lisboa e Faro, 4 milhões de sopas aos pobres. Já o BES era justamente apontado como um dos raros casos de sucesso. Embora referindo o que isso dizia do estado da economia, o Economist tomava nota de alguns bons negócios residuais do grupo em Portugal , que justificavam a manutenção de uma filial na Avenida da Liberdade - nomeadamente, a propriedade e gestão do novo aeroporto privatizado de Alcochete, verdadeira placa giratória Europa/Brasil, com alguns poucos voos com destino final em ALCX, para os alojamentos de luxo da Comporta. Fernando Pinto, o presidente honorário, falava dos planos de investimento para repintar a fachada do terminal único, já um pouco manchada. A ministra da economia, Inês Medeiros, lembrava como essa pintura, que se estenderia por 4 meses, abriria 11 novos postos de trabalho. E a ministra do trabalho, Fernanda Câncio, lembrava que também no Norte, se criariam empregos com a repintura do Estádio Saudoso Pinto da Costa, nacionalizado. A revista dedicava também uma caixa à curiosidade do centro de caça grossa de Monfortinho, uma área de 5000 ha aramada, que alguns Europeus visitavam para caçar leões, antílopes e búfalos. Embora um pouco trocista do aspecto das nossas notas - as mais pequenas, de 1 milhão de escudos-república, com os bustos enlaçados de Soares e do senhor Afonso Costa - o articulista não deixava de referir que a passagem para a nova moeda não deixara de ter efeitos positivos nalgumas exportações portuguesas, nomeadamente, sandálias de couro e toalhas. Em Palmela, por razões correlativas, a Volkswagen considerava que tinha agora uma pérola produtiva - e a vizinha Sines transformara-se numa baratíssima colónia balnear para excursões cubanas, húngaras e venezuelanas.

O nosso futuro albanês - I

por José Mendonça da Cruz, em 27.04.11

 

Dentro de 20 anos, os Portugueses começarão a descobrir que Portugal é tido, nas esferas de poder europeias e na imprensa internacional, como a nova Albânia da Europa. Foi o Correio da Manhã que trouxe as primeiras referências, mas, quando New York Times, BBC, Economist e Financial Times publicaram artigos com a mesma ideia, os jornais, rádios e televisões portuguesas decidiram glosá-la. O New York Times veio pelo lado turístico: num artigo do suplemento de Domingo, inscrevia Lisboa, Porto e todo o Algarve como «encantadoras, embora um pouco arruinadas, sobrevivências de um tempo passado». O NY contava os seus passeios na baixa pombalina, entre lojas internacionais fechadas entremeadas de boutiques chinesas e cafés, gabava os eléctricos e a ausência de trânsito automóvel na capital, a consequente qualidade do ar, e, depois de referir de passagem a sua aventura para entrar na cidade - cujo túnel, no principal acesso e saída, fechara por falta de manutenção e risco de derrocada - trazia, em caixa, excertos da conversa com o presidente da câmara, o socialista Sousa Pinto, que anunciava uma remodelação muito económica de toda a Avenida Gago Coutinho, a fim de nela criar lares para os visitantes do Programa Erasmo. Sousa Pinto recebeu o jornalista na nova sede ambulatória da Câmara, o palácio da Ajuda, que ele mandara remodelar por 300 biliões de escudos da república (a nova moeda), e onde se instalara provisoriamente, como forma de reanimar o Parque de Monsanto e a zona ribeirinha.O corpo do artigo já comentara brevemente as condições de vida no vizinho Bairro Almeida Santos, o aglomerado económico que fora construído nos terrenos do antigo aeroporto, classificando-as de mínimas, embora com várias ilhas de insalubridade. O repórter inscrevia também uma lista de alguns restaurantes mais típicos, onde ainda era possível degustar os famosos pratos locais de enguias e entremeada. E citava, a terminar, as palavras de Sousa Pinto recomendando a luz e o sol de Lisboa.  

O Vira (este homem tem cá uma lata)

por Maria Teixeira Alves, em 27.04.11

Meninas vamos ao Vira, ó ai, que o Vira é coisa boa.

 

Eis o nosso Vira:

 

2011-03-19

«Sócrates recusa governar com ajuda do FMI

O primeiro-ministro e líder do PS, José Sócrates, revelou, este sábado, que não está disponível para governar o país com a ajuda do Fundo Monetário Internacional (FMI) e reafirmou que Portugal não precisa de ajuda externa.»

 

Terça, 15 Março 2011 17:40   

«Sócrates recusa ajuda externa e coloca crise nas mãos do PSD

A crise política fez-se ontem à hora do jantar. Depois de ter convocado um Conselho de Ministros extraordinário para analisar os resultados da cimeira europeia, José Sócrates atacou a irresponsabilidade do PSD por inviabilizar as novas medidas de austeridades. "Ou resolvemos os nossos problemas ou outros os resolverão", dramatizou o primeiro-ministro numa comunicação ao país à hora dos telejornais. Por "outros" refere-se à ajuda externa, ao fundo de estabilização europeu.»

 

06 ABR 11 às 20:43

«Sócrates confirma pedido de ajuda externa à Comissão Europeia

"Fizemo-lo nos termos que têm em conta a situação política nacional e as limitações constitucionais do Governo como Governo de gestão", acrescentou José Sócrates. Numa declaração, o chefe do Governo, que indicou que esta decisão foi comunicada ao Presidente da República, explicou que a "rejeição do PEC IV agravou de forma dramática a situação financeira do país". »

 

27 de Abril de 2011

«Seria preferível pedir ajuda depois das eleições»

 José Sócrates preferia que o pedido de ajuda externa fosse feito e negociado com um governo totalmente legitimado e saído de eleições. Em entrevista à TVI, o Primeiro-Ministro cessante afirmou que tentou adiar ao máximo a intervenção do FMI para que acontecesse apenas depois de 5 de Junho».

 P.S. Não só Sócrates admite que Portugal teria inevitavelmente de pedir ajuda ao FMI, como ainda admite que preferia que esse pedido fosse já feito pelo novo Governo saído das eleições (assim talvez se safasse do ónus da culpa). Pelo caminho preparou um PEC IV nas costas do Presidente da República e dos partidos da oposição, para que estes pudessem chumbá-lo e assim ele pode transferir a culpa da rendição ao FMI para o PSD e restantes partidos da oposição. Agora vem confessar que queria que fosse um novo Governo a entregar o país ao FMI. Cobardia, alicerçada em calculismo e esquemas de manipulação.

José Sócrates, o grande comunicador:

por João Távora, em 27.04.11

 

Não era preciso ajuda externa, mas de facto tínhamos uma dívida atrasada para pagar e o PEC IV resolvia tudo mas afinal não, porque a ajuda externa devia ser pedida por um governo em plenas funções.

 

Daqui

Quando era fácil montar uma equipa...

por João Távora, em 27.04.11

Equipa do Sporting em bonecos para recortar e montar sobre cartão (segunda década do século XX).

 

Do aqruivo de Marina Tavares Dias

'aquele que não tem vergonha é senhor do mundo'

por Rui Crull Tabosa, em 27.04.11

Ouvimos ontem Olli Rehn, comissário europeu para os Assuntos Monetários e Económicos, afirmar que, "Se queremos evitar a bancarrota de Portugal, precisamos de uma decisão unânime, de que o fundo europeu de resgate pode ser usado para salvar Portugal".

Se queremos evitar a bancarrota de Portugal...

Como é possível termos chegado a este ponto?

Como é possível haver ainda eleitores que não abriram os olhos?

Como é possível votar-se num partido que, perante este descalabro em que nos encontramos, à beira da mais completa ruina financeira e económica, tem ainda à frente um sujeito que, em Novembro do ano passado, dizia que "Portugal não tem qualquer problema no seu sistema financeiro", estavam já os juros da dívida soberana acima dos tais 'insustentáveis' 7%?

Como é possível alguém acreditar na conversa sonsa e melosa de Sócrates, agora jurando vontade de diálogo, quando todos sabemos que essa é sempre a sua táctica eleitoral para enganar os papalvos?

Já ninguém se lembra dos ataques repetidos e violentos que Sócrates fez ao seu principal adversário no último Congresso do PS, ocorrido há apenas quinze dias?

Como é possível ver 'comentadores' desfilarem nas televisões elogiando a desenvolta desfaçatez do sujeito, em vez de sublinhar as evidentes contradições do seu discurso e da sua acção?

Tudo isto só é possível por serem os portugueses um povo crédulo e desinformado à mercê de um refinado mentiroso sem vergonha nem escrúpulos.

O camarada Jerónimo

por João-Afonso Machado, em 27.04.11

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, é merecedor do respeito devido a quem acredita falar não mais do que a verdade; e de admiração pela sua persistência, pelo espírito de cruzada ao serviço da sua causa, uma após outra derrota eleitoral até à vitória final.

Mas Jerónimo de Sousa suscita também, presentemente, a maior preocupação. Pela sua ortodoxia, pela rigidez com que encara o momento nacional. Isso ficou claro na sua entrevista televisiva de ontem à noite. 

A seu ver ("a nosso ver", assim principiava sempre Cunhal...) a vinda do FMI, do BCE e da CE traduz apenas uma ilegitima intervenção "estrangeira", atentatória da nossa soberania e determinada por uns tantos "banqueiros". Aliás, os culpados da crise, para si, são, manifestamente, os sucessivos Governos e o "sector financeiro". Ponto final.

E, assim patrióticamente, rejeita de modo liminal qualquer acordo envolvendo as "massas trabalhadoras" em qualquer plano de austeridade. Como quem ainda diz - os ricos que paguem a crise.

A solução estará para Jerónimo na "renegociação da dívida". O que seja isso, ele não sabe explicar, passando rápidamente do seu apego às fronteiras lusas para um internacionalismo preconizante da "convergência dos países assaltados pelos especuladores".

Em suma, parece evidente que os resultados eleitorais próximos não afligirão Jerónimo. A "luta de classes" existe, afirmou. E no processo histórico da construção do socialismo, o PCP continua a querer estar na vanguarda. De megafone em punho, na rua. Outra vez contra a burguesia.

E os ventos já sopram, e muito mais hão-de soprar, à feição do seu discurso. Nada augurando de bom, porque as convulsões sociais não são própriamente a melhor terapia anti-bancarrota.

 

 

separados à nascença (*)

por Rui Crull Tabosa, em 26.04.11

(*) sem ofensa para o primata, que não é foleiro e até tem um ar mais inteligente...

 

Desfaçatez

por Rui Crull Tabosa, em 26.04.11

Ouve-se e não se acredita: Sócrates dizer que iria pedir ajuda externa depois de eleições e não antes. Passaria concerteza toda a campanha a dizer que não ia pedir ajuda, acusando até, malevolamente, o seu principal adversário de a pretender, bem sabendo que a iria pedir logo a seguir às eleições.

Quer dizer, preparava-se para mentir uma vez mais aos Portugueses!

Um nojo.

nitroglicerina socialista

por Rui Crull Tabosa, em 26.04.11

Perante o descalabro das contas públicas e a descoberta de cada vez mais esqueletos no armário do Estado socialista, começam agora a surgir notícias com um impacto social absolutamente aterrador.

Admitir que "até final do processo de consolidação orçamental e do programa ajuda externa, os funcionários públicos vão passar a receber o 13º e o 14º mês através de títulos do Tesouro, como certificados de aforro", é rebentar com os orçamentos de centenas de milhares de famílias, que aguardam por esses meses para pagar os encargos escolares dos filhos, as despesas com o seguro e a oficina do carro, ou certas responsabilidades com a casa comum. O Governo desmentiu a notícia. Portanto deve ser verdadeira.

Ora, compelir os funcionários públicos a, durante 3 a 5 anos sucessivos, emprestar os seus subsídios de férias e de Natal ao Estado, independentemente da desigualdade insuportável que esse esbulho comporta relativamente aos demais trabalhadores portugueses - numa clara violação do princípio constitucional da igualdade - equivale já a verdadeira nitroglicerina social. As famílias não vão aguentar mais esta violência.

Nesta medida, ouvir os dirigentes socialistas falar de 'Estado Social' tornou-se verdadeiramente obsceno.

tanta mentira....

por Rui Crull Tabosa, em 26.04.11

"...o Governo conta que o saldo orçamental fique quatro décimas abaixo dos 7,3% previstos."

José Sócrates e Teixeira dos Santos vão utilizar o valor do défice de 2010 para contrariar a percepção de risco associada às contas públicas.

"...os cálculos que circulam em São Bento indicam que os 2,8 mil milhões de euros de receita extraordinária com o fundo de pensões da PT terão conseguido levar o défice para 6,9%."

"O défice mais baixo do que o previsto será um trunfo de peso para o Executivo, num momento particularmente crítico."

"...apesar de ter sido feita uma emissão em Bilhetes do Tesouro de mil milhões com juros mais baixos do que a anterior, no mercado secundário os juros a 10 anos continuaram acima de 7%."

(notícia de 19 de Fevereiro de 2011, que tinha por título "Contas públicas: Défice orçamental de 2010 fica em 6,9%"...)

 

O estado a que Portugal chegou...

por Rui Crull Tabosa, em 25.04.11

"A farmácia do Hospital dos Capuchos (Lisboa) está a exigir a estes doentes o pagamento do medicamento Tenofovir, um antivírico necessário para tratamento da infecção crónica pelo vírus da hepatite B (VHB). Este medicamento custa a cada doente 362,52 euros por mês"

baladeiro foleiro

por Rui Crull Tabosa, em 25.04.11

 




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