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Sócrates quer tudo para todos, mas quem paga?

por Maria Teixeira Alves, em 02.04.11

Sócrates no seu discurso no debate sobre cooperativismo e economia social, veio dizer que ele é tão bom, tão bom que quer a saúde gratuita para todos e as escolas públicas são para todos, numa clara crítica às ideias que defende a direita (o Estado, que é pago por nós, só deve ajudar quem precisa). Mas pergunto ao Senhor Sócrates e quem paga? Como vai pagar a factura do "gratuito" para todos? A saúde gratuita para todos só tem levado a que as pessoas contribuam para o serviço nacional de saúde e tenham de constituir seguros privados. Pagam a dobrar para ter o mesmo serviço de saúde. Eu, por exemplo, para ter acesso a serviços de saúde eficazes tenho de ter um seguro privado e sou obrigada a contribui para a saúde pública. Para ir ao dentista tenho de ter um seguro de saúde, porque o sistema de saúde público não tem medicina dentária. Porque sou eu obrigada a contribuir na totalidade para um sistema de saúde público que não funciona.

Em teoria é muito bonito ter bilhetes baratos para andar de Metro, de Autocarro, de Comboio. Mas para isso estas empresas públicas são sorvedouros das finanças públicas, porque dão prejuízos. O Estado subsidia à custa de pesada dívida pública estes serviços "gratuitos".

Não era melhor estes serviços serem privados e o Estado subsidiar cada um consoante o seu poder de compra. Porque raio é que o passe social custa o mesmo para mim que para o Belmiro de Azevedo?

Taxa moderadora

por João Távora, em 02.04.11

 

 

Do total de 4651 mulheres reincidentes, 340 fizeram dois abortos ao longo de 2010 e 1202 tinham feito outro em 2009. Luís Graça presidente da Sociedade Portuguesa de Ginecologia defende dever existir "uma taxa moderadora para ser paga pelas pessoas" (...) de forma a penalizar as que são negligentes. Estranhos tempos...

 

Do Jornal I

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Basta!

por Rui Crull Tabosa, em 01.04.11

O malogrado Sousa Franco disse, certa vez, que o governo de António Guterres era o pior desde o tempo de D. Maria. Não podia imaginar os governos de José Sócrates…

De facto, quanto aos executivos liderados nos últimos seis anos pelo ainda primeiro-ministro, não será exagerado afirmar que não haverá, porventura, na História de Portugal, Governos que mentiram tanto aos Portugueses, Vasco Gonçalves incluído.

O anterior mentiu despudoradamente, iludindo e convencendo os eleitores de que não havia crise ou que esta estava em vias de ser solucionada.

O actual Governo, então, mente quase todos os dias.

Mentiu no défice de 2009, dizendo que andaria pelos 3%, para, a seguir às eleições, vir a reconhecer que atingiu os 9,3% (défice que, agora, o INE corrigiu para 10%!). Quanto a este ano, o Governo assegurava que o défice seria de 6,8% do PIB, valor que foi, agora, corrigido para 8,6%.

Mente quando sustenta que a oposição não quis negociar o PEC IV, quando é certo que se comprometeu com esse pacote no Conselho Europeu antes de, sequer, o enviar ao parlamento para a dita negociação.

Mente quando diz defender o ‘Estado social’, quando a realidade é que se preparava para congelar todas as pensões a partir dos 187 euros e cortar nas reformas a partir dos 1500 euros, isto para já não referir o fim das deduções fiscais nas despesas das famílias em saúde e educação.

Mente quando quer fazer acreditar que está a reduzir a despesa pública, quando é certo que não deu um passo no sentido de cortar a gordura no Estado, isto é, o despesismo e as mordomias.

Mente quando diz que Portugal não precisa nem recorre a ajuda externa, quando é certo que, só o BCE, já emprestou ao País mais de 60 mil milhões de euros.

Mente ainda quando diz que um governo de gestão não pode recorrer a ajuda financeira da União Europeia, quando esta já fez saber que aceitaria esse pedido caso lhe fosse apresentado e todos os constitucionalistas de nomeada já esclareceram, e bem, que, sendo necessário e indispensável, esse pedido pode ser apresentado por um governo de gestão. Neste âmbito, a entrevista de Teixeira dos Santos, atirando para o Presidente da República uma responsabilidade que, obviamente, apenas cabe ao governo, constituiu uma dos mais baixos exemplos de politiquice de que há memória.

Mente quando garante que está a reavaliar as mega obras públicas (TGV, novo aeroporto, parcerias público-privadas, etc.), quando a verdade é que essas obras vão avançando à socapa, aumentando ainda mais o endividamento nacional.

Mas, mais grave do que todas as mentiras do Governo, é a criminosa evolução da dívida pública que se verifica desde 2005. Em menos de seis anos, a dívida pública passou de cerca de 80 mil milhões de euros para 159,5 mil milhões, no final de 2010 (92,4% do PIB), prevendo-se que, em 2011, atinja os 168,7 mil milhões de euros, ou seja, 97,3% do PIB! Quer isto dizer que, desde que Sócrates é primeiro-ministro, os Portugueses ficaram a dever mais 90 mil milhões de euros ao estrangeiro, ou seja, em média, cada cidadão nacional deve mais 9 mil euros do que quando estes vigaristas se alçaram ao poder.

Muito se tem escrito sobre não valer a pena falar, neste período pré-eleitoral, das culpas pela situação em que Portugal presentemente se encontra. Discordo radicalmente dessas teses desresponsabilizadoras. Sei que convém ao cábula relapso. Mas a verdade é que como pode alguém acreditar nas soluções que, agora, pressurosa e desavergonhadamente, o Partido Socialista nos virá propor, quando é certo que, nos últimos 16 anos, governou mais de 12 e nos atirou para o buraco em que nos encontramos?

Seja como for, daqui a pouco mais de dois meses vamos ver, finalmente, se os Portugueses correm com esta bandidagem que arruinou o País e que, em seis anos, provou ter falhado rotundamente nas ilusões de desenvolvimento e de progresso com que defraudou os eleitores. Ou se, pelo contrário, estes cairão, pela terceira vez, nas tretas e lérias do político mais incompetente, demagogo e irresponsável que alguma vez ocupou, entre nós, as funções de primeiro-ministro.

Dos avisos

por Rui Crull Tabosa, em 01.04.11

Campos e Cunha, antigo ministro das Finanças de José Sócrates:

  • "há várias semanas que o Governo adivinhava o final desta semana e antecipou-se".
  • "o Governo sabia antecipadamente o que iria acontecer às contas de 2010 e quis precipitar a crise antes do descalabro final; assim, negociou e ajustou um conjunto de medidas (vulgo PEC-4) apenas e só com os nossos parceiros europeus. Nesse pacote estava tudo o que o PSD tinha vetado em negociações anteriores (PEC-2 e PEC-3).
  • "estamos a viver um filme de terror em que o drácula culpa a vítima de lhe sugar o sangue. Estamos a viver o malbaratar dos dinheiros públicos durante muitos anos, com especial relevância nos últimos cinco. Estamos a sofrer as consequências da dita política keynesiana de 2009 que teria permitido que a recessão fosse apenas de 2,6%. Muitos defenderam tal irracionalidade, mas também houve quem chamasse a atenção da idiotia de tal abordagem numa pequena economia, sem moeda própria e sem fronteiras económicas".
  • "A situação económico-financeira é de tal descalabro que não pode haver eleições antecipadas sem haver uma crise política, económica e financeira de acordo com vários ministros, começando pelo primeiro. É a constituição e a democracia que está em causa".
  • "tudo isto tem um rosto e um primeiro responsável. Lembrem-se disto no dia do voto e não faltem, nem que seja para votar em branco".

Vida forense

por João-Afonso Machado, em 01.04.11

A pasta de um causídico, momentos antes de uma audiência de julgamento, hoje, no Tribunal Judicial de Setúbal.  A diligência prosseguiu o seu curso normal. Não houve manifestações em contrário...  

Lugar à Arte portuguesa

por João-Afonso Machado, em 01.04.11

Concluiu a licenciatura em Biologia e optou pela Arte. Trabalha já técnicas diversas, do acrílico ao óleo. As exposições da sua pintura vão sendo agendadas... As cores e os seus contrastes estão no cerne da inspiração de Margarida de Saldanha.

Assim Portugal respeite e saiba incentivar os artistas nacionais.

O Marlei

por João-Afonso Machado, em 01.04.11

Nos meados da década de 50 do século passado, Mário Moreira Leite era já o chefe dos mecânicos da oficina de António Sardinha, em V. N. de Gaia. Os seus conhecimentos no ramo provinham, em grande parte, de cursos diversos de especialização realizados no estranjeiro.

Extra-profissão, era um entusiasta do desporto automóvel. A ele se deve a introdução das provas de kart no Porto.

Tudo conjugado, mais a ajuda dos restos mortais de um Opel Olympia Record Caravan acidentado e de algumas peças Vauxhall, tudo conjugado, dizia, eis o Marlei (de Mario Leite) conhecendo a luz do dia. Com uma carroçaria em alumínio, de sua concepção, a pesar 30, numa globalidade  de 500 kg. Velocidade máxima: 160 km/h.

O protótipo não realizaria grande palmarés em pista. E conheceria, depois, uma longa temporada de depósito e teias de aranha.

Viria, porém, a ser recuperado, surgindo, entre outras estrelas, numa exposição do Museu dos Transportes, na Alfândega. Foi aí que conheci o seu criador, já muito velhinho, orgulhosamente babado ante a renovada criação. Em 1997. De então para cá, várias vezes reencontrei o Marlei, em mostras congéneres. Mas nunca mais soube de Mário Moreira Leite...

O discurso da dissolução

por João Távora, em 01.04.11

 

Gostei do discurso de Cavaco Silva ontem à noite: sóbrio, realista, pacificador. As palavras certas proferidas pela pessoa errada, que encontra anticorpos ou indiferença na grande maioria dos portugueses. Esse é o nosso maior drama, na conjuntura trágica a que chegámos, com o País ajoelhado perante a Europa, e a soberania penhorada aos credores por troca com uma ilusão de progresso. A falta que hoje nos faz hoje uma reserva moral, uma simbologia inspiradora, uma Instituição independente, ou uma "ficção" benigna, aglutinadora. Ai Portugal, Portugal! 

Sexta-feira e ainda faltam dois meses

por Corta-fitas, em 01.04.11

Keira Knightley

Com mais tempo eles podem fazer mais!

por João Távora, em 01.04.11

 

 

Em 6 anos de governo socialista a dívida pública aumentou 56,1 mil milhões de euros, passando de 90,7 mil milhões para 159.469,1 milhões de euros. E se em 2004 significava 60% deverá atingir 97,3 por cento em 2011.

 

 

O mundo mudou e Portugal deve mais. A Primavera chegou e Portugal deve mais. As eleições foram marcadas para 5 de Junho, e a outra novidade é que o Estado português fechou 2010 a dever 92% do PIB está a caminho de dever 97,3% do que produz.

 

As medidas de austeridade já não impedem o inevitável. E o inevitável é o pedido de resgate e a vinda do FMI? Para quê? Vão pagar a dívida? Vão fazer com que Portugal desça a dívida para 70% do PIB? Não me parece.

Neste momento só há uma solução: O Estado português tem de renegociar a dívida. Não pode pagar tudo o que deve nos prazos com que se comprometeu. Tem de dizer aos credores, da divida que vence, só pode pagar 80%. O resto pagará depois. Entretanto tem de fazer contenção de gastos e fazer crescer o PIB, se conseguir.  Quem não quer isto? A Alemanha, a França, a Inglaterra e a Espanha. Porque são os bancos destes países, e do nosso também, que têm a dívida pública portuguesa em carteira e se houver um hair-cut têm de registar as perdas nos seus balanços e provavelmente terão de aumentar capitais. Ou acham que a mudança de opinião de Fernando Ulrich em relação à vinda do FMI se deve a quê? Deve-se ao facto de o BPI ser o banco português com mais OT´s em carteira. Até agora Ulrich "não lhe passava pela cabeça que Portugal não cumprisse com os seus compromissos", agora já lhe passa pela cabeça.

 

Sempre soube que a expectativa cria mais danos que a certeza. A expectativa de default está-nos a matar, a certeza de entrar semi-default terá um impacto menor.

 


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