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Gente realmente importante

por João-Afonso Machado, em 03.03.11

Durante uns tempos a Boavista perdeu-lhe o rasto. Onde se terá metido o Henrique, durante esses meses em que os cruzamentos e entroncamentos da zona se viram desprovidas de uma das suas mais famosas estátuas?

Agora voltou. Corri a fotografá-lo, deixando-lhe umas moeditas para os lápis. O desenho é, também, um outro seu métier. Enfim, o chamado "vai a todas". Sempre a aguentar-se, com um pouco de imaginação, paciência e rigidez muscular.

"Estatuar" custa muito. Era mesmo um conhecido e eficaz método de tortura, antes de ser adaptado a razoável meio de subsistência. (Pelo menos, enquanto o Estado não decidir tributá-lo).

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Sátira à portuguesa

por Maria Teixeira Alves, em 03.03.11

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Lembranças de Lisboa

por João Távora, em 03.03.11

 

Lisboa 1907 – Soalheira Av. Rainha D. Amélia, posteriormente renomeada Almirante Reis.

 

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Disfunções

por João-Afonso Machado, em 03.03.11

A vida corria-lhe mal. Algo não funcionava... E não faltava quem o aconselhasse - fosse ao médico, tratasse-se, para tudo há remédio.

Até que um dia se resolveu. Quer dizer: caladamente, a Mulher foi ao Centro de Saúde e convenceu a médica a convocá-lo. E ele lá se fez ao caminho:

- Amanhã vou à doutora...

- Finalmente!

A consulta sequer foi demorada. Sim, de facto, sentia dificuldades, não conseguia governar a coisa, era uma maçada... Enfim, não dava conta do recado. E a Mulher parecia sempre a cobrar-lhe a espera... Já não sabia como justificar-se mais. Ela não ia cá em cantigas.

- É preciso moderação nesses hábitos, caro senhor. Moderação, ouviu? Austeridade. E trabalho!

Regressou cabisbaixo. A família - pensava para si - nem precisa de ajuda financeira. Bem pode solucionar os seus problemas sozinha. Mas essa história da austeridade e do trabalho... Quem vai em tal conversa, ainda?

O mal não era dele, era do sistema.

- Isto é uma crise sistémica!,

explicou à Mulher, no regresso. Estava tudo bem, mas sozinho nada podia fazer. Precisava da ajuda dos que o rodeavam e...

- Ai precisas de ajuda, homem do diabo! Seu frouxo!

- Maria!

- Qual Maria, qual carapuça! Eu falo ali com o vizinho Hermano, que ele dá-te a ajuda. Ora agora, na minha idade!

- Falho-te com algo, Maria?

- Falhas-me com o mais elementar, Zé!

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Crucificá-lO de novo

por Rui Crull Tabosa, em 03.03.11
E havendo Jesus concluído todas estas palavras, disse aos seus discípulos:

Sabeis que daqui a dois dias é a páscoa; e o Filho do homem será entregue para ser crucificado.

Então os principais sacerdotes e os anciãos do povo se reuniram no pátio da casa do sumo sacerdote, o qual se chamava Caifás;

e deliberaram como prender Jesus à traição, e o matar.

Mas diziam: Não durante a festa, para que não haja tumulto entre o povo

(Versículos do 26º capítulo do livro de Mateus da Bíblia)

Lucas )

 O que é a Verdade?

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Deduções lógicas?

por Maria Teixeira Alves, em 02.03.11

Olhando para os post anteriores deste blog sou levada a concluir que, neste país e com este governo, é mais fácil mudar de sexo do que pôr a banca a pagar mais impostos.

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transimplex à portuguesa

por Rui Crull Tabosa, em 02.03.11

Antecipando, providencialmente, a aposentação do médico que, ao que parece, era o único especialista do SNS a fazer operações de mudança de sexo, em boa hora a esquerda tuga confirmou a lei que permite fazer a "mudança de sexo no registo civil" sem mudar de sexo ... na vida real.

Embora o médico em questão não levasse mais que "seis euros por hora", valor que, convenhamos, suponho que nem um eunuco desesperado aceitaria, esta lei sempre permitirá ao SNS poupar nos especialistas do bisturi e, desse modo, contribuir para o não aumento da despesa pública...

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Freitas do Amaral: de surpresa em surpresa

por João-Afonso Machado, em 02.03.11

 

O "Caso Camarate"! Uma das vergonhas que jamais deixará de ensombrar a Justiça portuguesa. E a nossa História, também, porque nada mais se debate agora, senão - o que essa pobre História há-de, em verdade, guardar.

Freitas do Amaral, à data o número dois do Governo AD, foi ontem chamado a depor perante a IX (!!!) Comissão de Inquérito. E - com antecipadas desculpas se incorro em erro - disse (finalmente) coisas novas que nós, velhos, já todos sabiamos.

Nas suas palavras, o móbil do crime estaria nas contas do Fundo de Defesa Militar do Ultramar. Trocando por miúdos: em negociatas de armamento.

O alvejado era o então Ministro da Defesa, Adelino Amaro da Costa. (Seu amigo e seu mentor político...).

Desmemoriado, não conseguiu recordar uma reunião sua com Kissinger, nessa época...

Arguto, sugeriu fosse ouvido o Gen. Eanes - sempre era, nessa data, o PR e o CEMFA...

Castigador, apontou o dedo à investigação criminal, na sua optica, auto-limitada, apenas preocupada na defesa da (sua) honra.

 

Admitamos que tudo isto faz sentido: sempre fica a pergunta - porquê só agora tanto empenho?

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Durou meia hora, o choradinho

por João Távora, em 02.03.11

A coisa parece não ter corrido nada bem: na curta audiência concedida pela chanceler alemã ao presidente do conselho português, este teve a oportunidade de pedir compreensão e apoio, tendo-lhe sido exigido mais trabalho, mais consolidação orçamental.

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Aonde é que ele pára?

por Maria Teixeira Alves, em 02.03.11

Alguém se lembra do novo imposto que o Estado anunciou que ia aplicar à banca?

 

Depois da aprovação do Orçamento de Estado para 2011 eis o que diziam as notícias: a partir de dia 1 de Janeiro, a banca vai passar a pagar um novo imposto que incide sobre o seu passivo, ou seja, sobre a dívida da instituição.
Estamos em Março, todos os agentes económicos já estão a pagar o reforço da carga fiscal e o novo imposto à banca (uma taxa entre 0,01% e 0,05% sobre a dívida contraída dos bancos com sede em Portugal) ainda nem sequer está delineada.

 

Claro que, ao contrário, a Alemanha acaba de aprovar esta tarde os termos de um decreto-lei que estabelece as taxas que todos os bancos terão de pagar para financiar um fundo comum que será mobilizado para prevenir o colapso de entidades financeiras "cruciais", evitando que a factura volte a recair na íntegra sobre os contribuintes. A taxa oscilará entre 0,02% e 0,04% e variará em função do valor do passivo. Ora aí está aquilo a que se chama eficiência.

 

 

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Lembrete

por João Távora, em 02.03.11

 

Logo à Noite Pedro Lomba e Miguel Morgado estarão no primeiro Jantar Debate "Conversas Reais" a debater o Semi-presiedencialismo à portuguesa no Restaurante Maritaca na Av. 24 de Julho. Eu lá estarei.

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Colóquio sobre Fialho de Almeida

por João-Afonso Machado, em 02.03.11

Realiza-se no próximo dia 4, às 17.30, no Palácio da Independência (Largo de S. Domingos, em Lisboa), organizado pela Sociedade Histórica da Independência de Portugal, um colóquio sobre José Valentim Fialho de Almeida.

Embora não muito divulgado, um dos melhores escritores nacionais. Com um curioso percurso político que o levou do republicanismo à adesão ao franquismo. Em 1911, porventura olhando à sua volta, desgostosíssimo com o País que era o seu, morreu. Suicidou-se, tudo o leva a crer.

Modera o debate o jornalista Octávio dos Santos e são intervenientes a Prof. Doutora Isabel Pinto Mateus, o Doutor Ricardo Revez e o Mestre Duarte Drumond Braga. 

O espírito e a graça de Fialho vão bem espelhados neste seu texto, extraído de "Os Gatos":

 

"CARICATURA DA VALENTIA ALFACINHA

Na noite em que explodiram as primeiras rebeliões como o tratado, um homem depois de tomar o chá com a família, pôs os dois sobrolhos carrancudos, levantou a gola do casaco, e preparou-se a sair para as barricadas. Sobressalto da esposa, que branca de morte lhe perguntou, da cancela, o que ele ia fazer.

- O que vou fazer? Juntar-me aos meus irmãos: a pátria agoniza: saberei morrer, se for mister.

Ela suplicou pela Virgem, que suba e não exponha o repouso dos seus filhos: o que ainda mais o aziume, o amor marvótico do bravo. Mas já na rua, mirando os ares nublados:

- Cuidas então que isto pode ficar assim? Com mil demónios, nunca! Ouves? Manda-me cá abaixo o guarda-chuva.

Este valente bem podia chamar-se o povo de Lisboa".

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"A Tripoli!"

por Rui Crull Tabosa, em 01.03.11

Tem dias em que a tibieza ocidental perante o genocídio em curso na Líbia lembra (passem as diferenças óbvias e a presumível acusação de nostalgia colonialista...) a conquista daquela "terra encantada" pela bandeira tricolor, como esta esplêndida canção de 1911 - faz agora 100 anos -, garridamente celebrava...

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A política não é parva

por João Távora, em 01.03.11

 

Muito bem vai a jornalista Isabel Stilwell quando desafia a geração “à rasca” ou “que parva que sou”, a deixar-se de vitimismos e dar expressão à sua revolta arregaçando as mangas e imiscuindo-se na política. Isso mesmo, na Po-li-ti-ca: ganhava a democracia, ganhava Portugal, ganhavamos todos. Pode parecer muito pouco, mas é incomensurável o privilégio de se ter uma voz que conta sem abolir a dos outros (e vice-versa). Sendo este um objectivo difícil, cumpre aos organismos políticos existentes, através dos nossos representantes, a delicada gestão desses equilíbrios. A quem lhe desgostar os partidos que temos, há que mudá-los e renová-los por dentro ou criar novos – é uma batalha cansativa, com reuniões, votos e desgostos, assembleias e congressos, mas a alternativa garantidamente é bem pior. De resto, facilmente se adivinha como é um mundo sem política, pondo os olhos no Líbano, no Iémen, no Egipto e na maior parte das repúblicas africanas. Estes tempos mais difíceis que se aproximam, apelam à acção, mas convém não perder o norte, e definitivamente não armar em parvo. 

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Animadoras perspectivas

por João-Afonso Machado, em 01.03.11

Segundo dados recentes os estabelecimentos comerciais estão a fechar em Portugal à razão de 50 (!!!) por dia. Do Natal para cá, sobretudo, a hecatombe tem sido irrefreável.

De tudo resulta uma perda de cerca de 40 mil postos de trabalho, contabilizados apenas entre os assalariados. Vale dizer, haverá ainda que ponderar os proprietários das lojinhas, infelizmente - também eles - carecidos de alimento e de outros recursos vitais.

Não nos debrucemos, sequer, sobre a tristeza das localidades - das muitas ruas, de todos conhecidas, povoadas quase só por "Encerrados"...

Vamos antes a uns quaisquer chineses comprar o fato-de-treino com que depois gozaremos momentos de extase nas grandes superfícies. Naquele salutar jeito socrático de praticar desporto nas manhãs de domingo.

E não percamos tempo. O nosso parte amanhã para a Alemanha donde - oxalá me engane - não regressará com entusiasmantes notícias...

 

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O ministro alemão da Defesa, Karl-Theodor zu Guttenberg, anunciou a sua demissão na sequência do escândalo de plágio da sua tese.

 

E se fosse cá?

 

Se fosse cá, o Primeiro Ministro estaria a lamentar-se de uma cabala contra ele. Acusaria a oposição de golpes baixos. Teria logo os grandes advogados a dar entrevistas a dizer que Sócrates é o Primeiro-ministro mais perseguido pela imprensa. A maioria dos gestores estaria a pôr panos quentes no tema. Sócrates continuaria a governar. Os assessores estariam a almoçar com os directores dos jornais e o assunto morria na praia.

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Imaginemo-nos assim...

por João-Afonso Machado, em 01.03.11

A Comunicação Social delicia-se agora com o "caso Rui Pedro" - o rapazito de Lousada desaparecido em 1998, com 11 anos de idade, e nunca mais visto.

Na sequência de um prolongadíssimo inquérito - aberto, encerrado, reaberto... - surgiu, entretanto, uma história escabrosa e a incontornável certeza dos investigadores. Uma acusação à vista, direccionada para um homem então de 21 anos, hoje camionista de longo curso, casado, respeitável (?!)

E o Rui Pedro? Festejou ele os seus 24? Como? Aonde?

Correu mais de uma década. Em todos o tempo deixou as suas marcas. Qual a aparência, hoje, do Rui Pedro?

A dos seus familiares é a de uns sobreviventes. A cada hora, minuto e segundo em que se arrastaram as suas vidas desde o fatídico dia do eclipse da criança. Incapazes de abandonar a esperança - e a dúvida também.

Não é um caso inédito. Por toda a parte, bem pode passar à porta de cada um de nós...

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