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Domingo

por João Távora, em 26.12.10

Fuga para o Egipto, de Fra Angélico, séc XV.


Evangelho segundo São Mateus 2, 13-15.19-23


Depois de os Magos partirem, o Anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e disse-lhe: «Levanta-te, toma o Menino e sua Mãe e foge para o Egipto e fica lá até que eu te diga, pois Herodes vai procurar o Menino para O matar». José levantou-se de noite, tomou o Menino e sua Mãe e partiu para o Egipto e ficou lá até à morte de Herodes. Assim se cumpriu o que o Senhor anunciara pelo Profeta: «Do Egipto chamei o meu filho». Quando Herodes morreu, o Anjo apareceu em sonhos a José, no Egipto, e disse-lhe: «Levanta-te, toma o Menino e sua Mãe e vai para a terra de Israel, pois aqueles que atentavam contra a vida do Menino já morreram». José levantou-se, tomou o Menino e sua Mãe e voltou para a terra de Israel. Mas, quando ouviu dizer que Arquelau reinava na Judeia, em lugar de seu pai, Herodes, teve receio de ir para lá. E, avisado em sonhos, retirou-se para a região da Galileia e foi morar numa cidade chamada Nazaré. Assim se cumpriu o que fora anunciado pelos Profetas: «Há-de chamar-Se Nazareno».

 

Da Bíblia Sagrada

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Imigrantes

por João-Afonso Machado, em 26.12.10

Fizeram-se à estrada já muito depois da queda do Muro de Berlim. Aliás, oriundos de paragens menos remotas. Entraram pela Galiza e povoaram o Norte e o Centro, eventualmente a paisagem transtagana também.

Foram recebidos na maior alegria. Um esquilo-vermelho enriquece o nosso mundo do dia-a-dia. Da varanda, vejo-os, tardes inteiras, a trepar e a descer a nogueira grande, em estonteante velocidade, parecendo colados ao tronco. Como se lagartixas nas pedras ao sol.

Mas este apanhei-o assim, numa manhã gélida, muito chegado à casa, quase desafiando as garras do gato. Seria fome? Não há para comer nas árvores, não...

Talvez viesse na mira de algumas migalhas de bolo-rei. Ou melhor dos pinhões, dos pedaços de amêndoas e nozes, que a miudagem sempre deixa na borda do prato. Com grande desgosto meu, nem deixou me aproximasse. Além do bolo-rei, ainda partilharia com o esquilo uma pratada de mexidos... 

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Aleluia, é Natal!

por João Távora, em 25.12.10


O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; para aqueles que habitavam nas sombras da morte uma luz começou a brilhar. Multiplicastes a sua alegria, aumentastes o seu contentamento. Rejubilam na vossa presença, como os que se alegram no tempo da colheita, como exultam os que repartem despojos. Vós quebrastes, como no dia de Madiã, o jugo que pesava sobre o povo, o madeiro que ele tinha sobre os ombros e o bastão do opressor. Todo o calçado ruidoso da guerra e toda a veste manchada de sangue serão lançados ao fogo e tornar-se-ão pasto das chamas. Porque um menino nasceu para nós, um filho nos foi dado. Tem o poder sobre os ombros e será chamado «Conselheiro admirável, Deus forte, Pai eterno, Príncipe da paz». O seu poder será engrandecido numa paz sem fim, sobre o trono de David e sobre o seu reino, para o estabelecer e consolidar por meio do direito e da justiça, agora e para sempre. Assim o fará o Senhor do Universo.

 

Do Livro do Profeta Isaías

 

Imagem: Natividade do Duccio de Siena 1308 - 1311 - agradecimento especial ao amigo Luís Barata

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Um Santo Natal para todos

por João-Afonso Machado, em 24.12.10

Esta é uma noite vivida em Família. Não quero, por isso, antes que ela principie, deixar de desejar aos restantes colaboradores do Corta Fitas, aos seus comentadores e leitores - a todos, em geral - um Santo Natal, um inesquecível momento de Paz.

De Paz e em paz connosco mesmo. Porque só haverá Paz no Mundo quando os nossos espíritos encontrarem a paz que merecem e precisam.

O melhor Natal para todos!

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O ódio como maldição

por Rui Crull Tabosa, em 24.12.10

É também por causa de radicalismos destes que Cristo se deixou crucificar. Por nós. Por todos. Até por aqueles que ainda O perseguem.

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Terra queimada

por João Távora, em 24.12.10

 

O deplorável espectáculo a que a disputa política pode chegar, alimentada pela democrática indústria dos media está plasmado no debate de ontem entre dois pretendentes ao mais alto magistério da Nação, Cavaco Silva e Defensor de Moura.

O “facto político”, o sound byte, ou a pura calúnia são hoje um rentável manancial de lucro, produtos de consumo massivo, e como é bom de ver, quanto mais rasteiro e desvairado for, mais vende, mais satisfaz a alarvidade da maralha, ávida duma catarse que a resgate por uns momentos da sua sombria existência. Não há reputação que resista a este circo de monstruosidades ao qual alegremente os actores e intermediários da política aderem ao sabor de conveniências do momento, comprometendo a sustentabilidade de qualquer desígnio de longo prazo.

E desenganem-se os que julgam que obtêm dividendos com esta progressiva degradação: o fenómeno não se fica por uma questão de regime, nenhum sistema ou comunidade organizada resiste a esta perversidade. Assim se joga a liberdade dos nossos filhos por nós desbaratada no confronto com o obscurantismo e a decadência que é o destino duma sociedade em completa descrença e dissolução.

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Mimetismos.

por João-Afonso Machado, em 24.12.10

Guia-as a fome. Mas é o gelido sabor da geada que as suas bocas encontrarão, como se a Natureza, sádicamente, confundisse a sequência das estações e o que mais se espera, em cada uma. São oito da manhã e o rebanho dilui-se na aqui chamada neve. (A que desce do céu tem outro nome: foleca). O sol ainda não reuniu forças para subir acima do arvoredo, nem o termómetro para ultrapassar os 0ºC.

As mãos doem, assim que se escapam dos bolsos. O dia bate os dentes e não articula palavra. Além das cabras e dos chapins, no topo dos ramos despidos, mais ninguém encara o frio. Entrámos no Inverno. Por coincidência na época do lar mais aquecido do mundo: o Presépio!

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Sexta-feira às compras

por Corta-fitas, em 24.12.10

Liz Hurley

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Presidenciais - os debates (VII)

por João-Afonso Machado, em 24.12.10

Grande susto para Cavaco Silva! Em despreocupado passeio no debate público, seguindo o conselho do seu médico de família - uma voltinha após o jantar, para fazer a digestão - eis senão quando Defensor o ataca nas canelas. Sem razões para tal, sem motivos quaisquer, Cavaco sequer o acirrara. Mas não é que antigas questões bancárias, investimentos pessoais, sofisticações financeiras, se vêem, repentinamente, abocanhadas e arrastadas entre rosnadelas ameaçadoras?

Cavaco reagiu com calma, sempre deixando bem clara a sua indignação. Defendeu-se escorreitamente e, sem perder a compostura, foi pondo Defensor no lugar que lhe compete. Que afinal é nenhum!

Bem podia o distinto vianense fazer da sua campanha um manifesto entusiasmado pró-regionalização. Promovendo, por exemplo, o ressurgimento das nossas provincias de sempre, do Minho ao Algarve, tendo por fronteiras o que as diferencia geográficamente, em vez da régua e do esquadro, lapizando no mapa os caprichos dos poderes administrativos.

Assim, escangalhou-se todo. Porque se há algo a que Cavaco é imune são as negociatas. Numa certa e curiosa semelhança com Salazar, que todos sabemos ter morrido pobre, embora sempre contemporizador com os grandes magnatas. Com os grupos económicos, na terminologia da era cavaquista. Austeros em casa, discretos na rua e liberais quanto às vidinhas dos que os rodeiam. Por trás de homens destes, nunca falta uma Maria...

Em suma, outro debate a nada mais levando além do reforço da incontornável ideia - preciso é mudar o regime. 

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Para o ano temos Circuito da Boavista?

por João-Afonso Machado, em 23.12.10

Trata-se de uma das mais recentes polémicas dentro da edilidade portuense. Em termos muito gerais, a Oposição manifesta-se contra este evento, já completamente popularizado. Porquê? - Porque a crise não consente, na sua perspectiva, gastos excessivos, orçamentalmente pouco explicáveis.

Sabemos, no entanto, duas verdades. A primeira é que Rui Rio é um homem de contas certas; a segunda é que a autarquia é, financeiramente, das mais sólidas. Daquelas que pagam, digamos assim.

A favor da realização do Circuito militam duas razões: o interesse em manter bem viva esta marca turística da cidade; e os números - conforme o responsável do pelouro, a um investimento de €700.000,00 corresponde um retorno de 14 M€ (dos quais, 4 resultam da permanência na cidade da caravana da prova WTCC).

Bom, certo, certo é que o Porto enche, o povo aflui à Boavista e à Circunvalação e é um fartar de vender cervejas e febras. Fora o que não se passará nos hoteis - bons ou menos bons - onde se acolhem as muitas centenas de estrangeiros a visitar-nos então.

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Natal e almoços grátis

por João Távora, em 23.12.10

 

 

Temos uma certa tendência a domesticar o Natal. Usamos uma infinidade de palavras bonitas e simpáticas que, às vezes, acabam por esconder a força da sua fragilidade. Falamos vagamente de um espírito de família que se renova mas, tirando as críticas repetidas ao consumismo, parece haver pouco em que o Natal nos ajude a olhar para a cultura na qual vivemos, descobrindo-lhe os enganos e as falácias.


A crítica ao consumismo tem o mérito de nos ajudar a compreender como uma boa parte das farsas que condicionam o modo como olhamos a realidade está associada a teorias económicas. Na sua pretensa objectividade científica, tais teorias dizem-nos que o seu olhar sobre a realidade é neutro. Mas não é. Qualquer teoria económica tem associada a si uma visão concreta do ser humano, uma ética e, ao colocar em prática os seus princípios, ela pode também moldar o ser humano e a sociedade à sua imagem.

A máxima "não há almoços grátis", celebrizada pelo economista Milton Friedman, é um bom exemplo de uma aparentemente inócua regra económica que acaba por afectar, de um modo decisivo, o modo como nos olhamos a nós próprios e o modo como avaliamos a nossa capacidade de nos relacionarmos uns com os outros. Basta pensar em alguns estudos psicológicos que procuram provar o interesse próprio (um certo 'egoísmo') como ponto de partida de toda a acção humana, para compreender como esta forma de olhar a realidade se pode converter num modo cínico de pensar o ser humano. Tal cinismo está muito presente em discursos que falam da impossibilidade do amor gratuito e desinteressado ou da generosidade. Tal cinismo é também revelado nas ideias dos que se dizem descrentes do bem comum e apenas exigem todas as garantias para que cada um procure livremente o seu próprio bem e o possa viver sem condicionalismos. Num mundo assim, ninguém dá nada a ninguém. Ninguém se dá a ninguém. Todos os almoços têm um preço.

Enganos, falácias e farsas são palavras fortes. Mas, se confrontarmos a visão de um mundo sem almoços grátis com aquilo que na tradição cristã nos é revelado pelo Natal, não será difícil entender como aquela visão economicista é pobrezinha e falseia a dignidade do ser humano criado à imagem de Deus. O Mistério da Encarnação (concepção, nascimento de Jesus e a sua vida no meio de nós) é um momento decisivo de uma aventura em que Deus se comunica de um modo pessoal ao ser humano e lhe indica o caminho de uma humanidade vivida em plenitude. Esse caminho abre-nos a possibilidade de um amor desinteressado e gratuito, ensina-nos a mesa como lugar onde a comunidade se constrói e o seu ponto culminante é antecipado por uma refeição onde a vida nos é oferecida de graça. Se não deixarmos que esta economia de Deus transforme pouco a pouco os princípios do nosso agir económico, então o Natal será humana e culturalmente irrelevante e os pendões que orgulhosamente colocamos à janela não passarão de um adorno que rapidamente voltará ao armário das arrumações e de que nos esqueceremos até que no próximo ano voltemos a fingir o Natal.

 

Zé Maria Brito daqui

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Só faltam dois dias!

por João Távora, em 23.12.10

 

Depois de quase três meses de publicidade no canal Panda, três festas de Natal, a sua, a da irmã e outra na paróquia, o meu endiabrado rapazinho de três anos perdeu definitivamente a Fé: ontem á mesa do jantar, perante a minha reincidente ameaça de que não teria presentes no sapatinho se ele não parasse de fazer disparates, mostrando-se incrédulo, despeitado afirmou que "nunca mais é Natal". Ainda tentei explicar-lhe que faltavam três dias, mas ele não sabe o que isso é, só conhece um de cada vez, os de ir à escola e os de ficar em casa.

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Lembranças de Lisboa

por João Távora, em 23.12.10

 

 

Início do Séc. XX - Avenida da Liberdade

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Presidenciais - os debates (VI)

por João-Afonso Machado, em 22.12.10

Foi um combate leal, há que reconhecê-lo. Disputado taco-a-taco. Com um final, adiante-se já, favorável ao espadachim menos gordo e mais novo. Como é natural.

Fernado Nobre esgrimiu como lhe era mais fácil. Desde sempre afastado das lides partidárias, invocou as falências, a pobreza e a fome, o desemprego, a ausência de perspectivas para a juventude, e foi feliz nessa primeira estocada - imputou responsabilidades a toda a clique do Poder político.

A estocada acertou em cheio no alvo.

Manuel Alegre deu a cara. Assumiu as suas responsabilidades, enquanto deputado, homem do aparelho estatal. E não escondeu o seu orgulho por isso. Num hábil golpe de mão, ripostou advertindo sobre o "dever pedagógico e democrático do cuidado com o discurso"... Vale dizer: doeu, mas aguentou.

Logo após, viu-se aflito ante o epíteto, lançado pelo antagonista, de "político profissional". Manteve o sangue-frio, porém. E suportou outros ataques, serenamente, - desde logo a constatação de que "perigosa é a situação social a que chegámos". Sempre sem dar parte de fraco. E ripostando com as ameaças pendentes sobre o SNS. Insuflações de galo, é claro, a que o adversário, muito tranquilo, ripostou apenas - "não vá por aí".

Nesta aflição, pela primeira vez, Alegre náo dispôs de espaço para atacar ao lado, visando Cavaco.

Ao terminar do duelo, o Épico esqueceu a temática do Estado Social e tentou agarrar-se à História e à Cultura, missões presidenciais.

Em arremetida contundente, Nobre, ainda poupadíssimo dos pulmões, e puxando pelas suas medalhas (ou pela sua "experiência de vida"), auto-proclamou-se um árbrito isento e livre e invectivou o eleitorado a não se acomodar, a ousar mudar. Fulminando Alegre com um derradeiro - "Vocês são livres!".

Pois creio que somos. Está tudo em aberto. Alegre caiu com elegância, não se diga o contrário. Mas não chega. Ou melhor: a manter este regime inimigo de Portugal, Nobre hoje marcou pontos. Só isso.

 

 

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Combate de Blogues - a luta continua

por João Távora, em 22.12.10

 

Até ao fim-do-ano a disputa está em aberto, é votar, senhores é votar no Corta-fitas e no Estado Sentido.

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Demasiado conservadores...

por João Távora, em 22.12.10

 

Ontem Graça Franco, num debate sobre o balanço de 2010 na SIC notícias afirmou que uma das causas do descalabro nacional se deve… aos jornalistas que não abrem horizontes para além das agendas estabelecidas, demasiado conservadores, com resistências à novidade. Ouviam impávidos estas palavras Henrique Monteiro, António José Teixeira (que anda pálido e com ar deprimido, coitado)...

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Gente realmente importante

por João-Afonso Machado, em 22.12.10

Têm cara e não têm subterfúgios. Nem medo. São como são e assim se apresentam. Há muito procurava uma oportunidade de fotografar o Manuel do Laço, o mais furioso boavisteiro da galáxia e arredores.

Foi hoje. Infelizmente, na triste data das exéquias de Pôncio Monteiro, outra personalidade de peso na cidade (duriense de Covelinhas, Régua, um dia desceu o rio e deixou-se estar pelo Porto... e pela TV, onde o seu humor, o seu bairrismo, faziam razias, enquanto granjeavam o respeito dos seus opositores: Dias Ferreira não faltou à derradeira homenagem; e, da capital, outros mais, decerto).

Também Manuel do Laço compareceu. Esquecido da arqui-rivalidade entre os dois grandes clubes, o FCP e o Boavista.

Pedi-lhe autorização para o retrato. Era para que jornal?, inquiriu, já muito lidado com estas abordagens. Não, era para um blogue; para a Internet. Pois claro, estivesse à vontade; e ensaiou a pose.

No pino do calor, na mais cortante invernia, Manuel do Laço não tira o laço alvi-negro. Como os seus sapatos de sempre, o côco, o colete, um axadrezado inteiro, da cabeça aos pés.

Há nele agora, talvez, uma expressão triste, espelho do seu Boavista, campeão nacional presentemente vítima do infortúnio. Nada que faça perigar a sua fidelidade. A sua verticalidade. Está ali para lutar pelo que acredita e gosta, pela sua dama de sempre. Manuel do Laço não é um mandador de bocas, nem um treinador de bancada. É um militante do que a sua alma guarda.

Pertence à cidade. Despede-se de um estranho com um caloroso desejo de boas-festas...

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Aborto: uma causa de sucesso

por João Távora, em 22.12.10

Há 53 abortos legais todos os dias em Portugal

 

Parabéns a todos.

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A republicanização do país

por João Távora, em 22.12.10

 

O Estado continuou a ser a principal forma de organizar a influência política. Por exemplo, os empregos de notário, conservador do registo predial e oficial do novo registo civil, criado na sequência da Lei da Separação, eram de livre nomeação do ministro da Justiça, e por sua vez muitos dos auxiliares de livre escolha dos titulares dos cargos. Formaram-se pirâmides de patronos e clientes, com o vértice em Lisboa e a base na província. No congresso do PRP de Braga, em Abril de 1912, a maioria dos inscritos já eram funcionários públicos. (...) Como ser maçon pareceu uma boa credencial a quem procurava posições e benefícios, o número de iniciados nas lojas do Grande Oriente dispararam de 2733 para4341 em 1913.

 

A república para os republicanos, pp 592 por Rui Ramos In História de Portugal, Esfera dos Livros 2009

 

Publicado também aqui

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Presidenciais - os debates (V)

por João-Afonso Machado, em 21.12.10

Cavaco Silva e Francisco Lopes nada debateram. Limitaram-se a cumprir calendário ou, se quiserem, a desempenhar o seu número, à hora ajustada para um espectáculo pobre, monótono, já visto e revisto.

Como seria de esperar, cabia a Lopes o papel, mais agressivo, de interpelar, provocar, o adversário. Este, por seu turno, retorquiu com um quase silêncio de quem nenhuma atenção presta ao gaiato irrequieto e barulhento.

Foi isto. Com Lopes nas eloquentes esferas do impossivel, pregando contra a nossa submissão "à voz dos mercados". Ele, Lopes, uma vez eleito Presidente, logo trataria de puxar as orelhas aos meliantes da alta finança internacional...

(E se a gente votasse Lopes, só para gozar o pratinho, depois?).

Já Cavaco vestiu as roupagens professorais e debitou algumas evidências - para toda a gente menos, talvez, para Lopes. Jurou fidelidade às PME's, repetiu - repetem sempre... - a estafada mentira do presidente de todos os portugueses e, perguntado se era, ou não, favorável à consagração constitucional do princípio da justa causa de despedimento, agiu na sua peculiarissima forma de fugir às dificuldades. Não respondeu - descaradamente, não respondeu. Era matéria dos partidos, da AR, nada sobre que um candidato presidencial se deva pronunciar!

Venham os próximos. Nunca mais é Janeiro. Este show já deu o que tinha a dar.

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