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Comemorar a dita?

por Rui Crull Tabosa, em 29.09.10

Agora que ficámos a conhecer a factura do despesismo socialista, é bom recordar que, ainda há um ano - já em plena crise -, José Sócrates resolveu torrar 10 milhões de euros dos contribuintes com as celebrações da república. Só o desenho do site custou perto de cem mil euros e, é claro, foi adjudicado por ajuste directo.

É fartar vilanagem...

 

 

Com a verdade os enganou...

por Rui Crull Tabosa, em 29.09.10

Execução orçamental

por José Mendonça da Cruz, em 29.09.10

Com sinceros e instantes pedidos de desculpa por este censurável momento auto-complacente, recordo o que aqui escrevi em Janeiro deste ano sobre o Orçamento do Estado: «Os milhões de Portugueses dependentes do Estado (funcionários, desempregados, pensionistas, seus familiares não activos, empregados de empresas que trabalham exclusivamente para o Estado, etc.) que se julgavam, por isso, a salvo já ficam a saber: o desastre da gestão socialista começou a chegar a eles; o desperdício e o descontrolo das contas não são coisas abstractas, atingem-nos nas nossas vidas (...) Porque o governo socialista quer dinheiro, quer mais dinheiro, mais dinheiro ainda, para nos salvar com aeroportos, autoestradas, pontes e comboios, com que diz beneficiar o país que vai enterrando. Benvindos, senhores e senhoras do funcionalismo público. Sois a vanguarda da falência e em breve tereis numerosa companhia.»

Uns são julgados, outros riem...

por Pedro Quartin Graça, em 29.09.10

Noutros países os (ir)responsáveis são punidos. É o caso da Islândia onde o ex-primeiro-ministro islandês vai ser julgado por causa da crise, conforme noticia a TSF. Na verdade, o parlamento islandês decidiu julgar, num tribunal especial, Geir Haarde, que liderava o executivo quando o país entrou em falência, em 2008. A decisão de julgar Geir Haarde foi aprovada pelo parlamento e vem no seguimento de uma recomendação emitida pela comissão oficial que investigou o colapso bancário e financeiro da Islândia. Geir Haarde é acusado de ter permitido uma expansão desenfreada do sector bancário islandês sem qualquer controlo estatal, com consequências fatais para a economia do país. Outros três ministros do executivo da altura, para além do ex-governador do banco central, o chefe da bolsa e dezenas de líderes da banca podem vir, nas próximas semanas, a juntarem-se à lista de personalidades acusadas de participação na ruína financeira de um dos países mais ricos do mundo. A decisão de julgar o antigo primeiro-ministro constitui um forte sinal para a classe política islandesa de que a imunidade política pouco vale quando o interesse nacional está em jogo.

É pena que em Portugal a culpa morra sempre solteira...

No tempo do meu Avô, a política não tinha prestígio, mas havia respeito pelos políticos. Não, evidentemente, pela política que faziam, mas porque eram pessoas tidas de valor, com carreiras construídas, com assinalável mérito, nas universidades, nos tribunais ou nas empresas, pessoas cujo currículo, pontuado de obra no terreno da vida comum, permitia reconhecer qualidades que as destacavam do vulgo e que o vulgo apreciava. No tempo do meu Avô, um ministro era um Senhor Ministro. E os seus filhos e netos orgulhavam-se dele. Agora, neste meu tempo, a situação inverteu-se com a tomada de consciência de que o busílis não é a política, mas quem a faz. Não é o poder que corrompe os homens, porque os há, ou houve, que o exercem, ou exerceram, de forma desinteressada e praticamente impoluta. São os homens que corrompem o poder. E a política perfila-se, hoje, aos olhos de quem a vê com o olhar rapace do deve e do haver, como o melhor trampolim para a prosperidade material, contanto que se saiba escolher uma força partidária viável e se obtenha o apoio de uma ou outra dessas organizações secretas e tentaculares que, por meios ínvios, vão abrindo caminho à progressão dos seus ajuramentados, sejam eles um santo ou um larápio, um catedrático ou um licenciado ao Domingo. Neste meu tempo, os políticos não merecem o menor respeito, porque a classe passou a integrar e confundir, entre uns raros virtuosos, toda a gama de cadastrados morais que pululam na sociedade. Neste meu tempo, um ministro é apenas um ministro, e o seu «m» muitíssimo minúsculo, porque não há gravata de seda nem farpela de bom alfaiate que disfarce o vazio dos seus discursos, a má fé das suas promessas e a perniciosa superficialidade dos seus actos. Razão por que me surpreende que ainda haja quem, na conjuntura, aceite assumir a condição sem nenhum receio. É que, se o vulgo apenas o despreza, a História não deixará de lhe triturar o nome.

intrigas transformistas

por Rui Crull Tabosa, em 29.09.10

Os jugulares andam confusos da cabeça. Pensam que o voluntariado e o associativismo se resumem à ILGA ("intervenção Lésbica, Gay, Bissexual e Transgénero") e à Rede ex-Aequo ("associação de jovens lésbicas, gays, bissexuais, transgéneros e simpatizantes").

Sabem, também há outros voluntariados e outros associativismos um pouco mais relevantes do que aqueles que tanto apreciam. Há voluntariados e associativismos que se empenham mais na área do apoio social, ajudando pessoas desfavorecidas ou fragilizadas, quer se trate de jovens, pensionistas, idosos ou outros.

É que há mais vida para além das causas fracturantes e politicamente correctas. Principalmente num momento tão difícil como aquele que os Portugueses vivem, agora que finalmente vão ser obrigados a pagar a factura da irresponsabilidade e da incompetência do Governo e do Partido Socialista.

OBVIAMENTE, DEMITA-SE!

por Rui Crull Tabosa, em 29.09.10

Sobre o Povo Português

por Pedro Quartin Graça, em 29.09.10

"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, - reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta (...)”

 

Guerra Junqueiro, 1896

As "Novas Oportunidades" chegaram a Mafra...

por Pedro Quartin Graça, em 29.09.10

Incompetência total

por Pedro Quartin Graça, em 29.09.10

As medidas foram anunciadas hoje e penalizam, uma vez mais, e de forma drástica milhões de portugueses. Os responsáveis têm um nome: O PS e em especial o Primeiro - Ministro José Sócrates. Mas as responsabilidades pela actual situação também devem ser atribuídas àquele que hoje aparece como promotor e incentivador da paz podre em que Portugal se tem visto enredado nos últimos anos e, agora de novo, como mentor da aprovação de um orçamento que revela a total incompetência do poder socialista que tem "governado" Portugal. Quiçá mesmo pelo pesado peso que tem na consciência, fruto da total incapacidade política que tem revelado como Presidente da República. Falo evidentemente de Cavaco Silva.

Sócrates e Cavaco são, aliás, as duas faces da mesma moeda. Má moeda por sinal. Ambos merecem o mesmo destino: a despedida. Quanto mais depressa saírem, mais rapidamente Portugal sairá também do pântano em que se encontra imerso. É uma questão de higiene mental. Agora cabe aos Portugueses decidir.

Uma frase profunda

por Pedro Quartin Graça, em 29.09.10

Há frases que, cada dia que se passa neste País à beira-mar plantado e debaixo do regime socrático, são mais verdadeiras. É o caso.

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imposto transformista

por Rui Crull Tabosa, em 29.09.10

Enquanto aguardamos que o Governo anuncie mais um apertar do cinto, é sempre útil ver que a crise não chega aos amig@s coloridos do PS.

Com efeito, ficámos hoje a saber que os nossos impostos, além de engordarem o Estado, também servem para o Governo sustentar a ILGA, associação activista que, só no primeiro semestre deste ano, recebeu a módica quantia de seis mil euros (diário da república, 29.09.2010, págs. 48647-8). Deve ser a gayvença...

Venham mais impostos, que a malta paga...

Memórias do Oeste

por João-Afonso Machado, em 29.09.10

Conheci as Berlengas em 1978. O forte era, então, uma ruína e o faroleiro o senhor absoluto da água doce no ilhéu - severamente racionada, distribuida somente para beber e cozinhar.

Acampámos uma semana e - que remédio! - todos os dias mergulhávamos ensaboados. Como toda a gente. Repetidamente cacei coelhos à mão, mas havia sempre quem se compadecesse... e lá não variavamos nós das salsichas e daquele arroz acimentado, quase fatal.

Entre os casotos dos pescadores iluminava-se um café (ou algo vagamente semelhante) onde, na véspera do regresso, pedi uma coca-cola e perdi 40$00! Vim para o Norte à boleia, o dia inteiro com um pão recesso e uma caneca de leite tragados manhã cedo. A gaivota que eu apanhara nas falésias e trazia na mochila, para oferecer ao Pai, não resistiu - era já cadáver, a meio da viagem.

Correram mais de trinta anos e eu espreito esses tempos com saudade. Arriscamos, nos de agora, a não passsar menos privações. E tanto parece, às vezes, perder o sentido!

Enfim, vai dando para desfrutar uns ocasos magníficos, aqui, no Cabo Carvoeiro. E saborear um jantarinho como deve ser, no Nau dos Corvos, de costas voltadas à amaldiçoada coca-cola...

(O pargo estava excelentemente grelhado. Não achou, Filipa?).

 

Bad english...

por Pedro Quartin Graça, em 29.09.10

Obrigado ao 31 da Sarrafada

Pérolas da República - III - É fazer a conta

por Pedro Quartin Graça, em 29.09.10

E nada mais do que isso.

Uma proposta errada politicamente e totalmente ilegal do ponto de vista jurídico levou a que a Assembleia Municipal de Lisboa, por proposta do MPT - Partido da Terra, deliberasse ontem recusar a proposta do Vereador José Sá Fernandes para outsourcing da manutenção dos espaços verdes de Monsanto. Afinal para que servem os 2000 trabalhadores da Câmara adstritos aos espaços verdes?

Confira tudo aqui.

E os hermafroditas, pá?

por Rui Crull Tabosa, em 28.09.10

Amanhã, por propostas do (des)Governo e do Berloque d'Esquerda, o Parlamento vai discutir o simplex da mudança de sexo.
Mais um temazito fraturante para mostrar à evidência que este País governado por doidos.
De facto, quando Portugal sobe para o pouco invejável 6.º lugar do top dos países com as dívidas mais arriscadas do Mundo (à frente da Roménia...), colocando-nos cada vez mais perto do risco de bancarrota, a prioridade da esquerda indígena é facilitar aos homens terem nome de mulher e às mulheres terem nome de homem.
Se tudo isto não fosse patético, quase apetecia perguntar por qual razão o casal Sócrates-Louçã, tão modernaço que é, depois de lutar pelos direitos dos homossexuais e, agora, pelos dos transsexuais, discrimina ainda os pobres hermafroditas, que talvez gostassem de poder ter, simultaneamente, nome masculino e feminino…
(na imagem, dois peixes-palhaço. Sob certas condições mudam naturalmente de sexo, o que assenta, na perfeição, aos autores de tão bizarras iniciativas paralamentares).

Quiz

por Rui Crull Tabosa, em 28.09.10

Pequeno-Almoço com Sócrates” é um livro ou uma iniciativa de campanha eleitoral?

 

Alegres patetices

por Rui Crull Tabosa, em 28.09.10

Manuel Alegre anda desesperado.
Sem currículo ou obra feita para se alçar à chefia do Estado, abandonado pelo frio calculismo político de Sócrates, apunhalado pelo velho ami Soares, desesperado pela vantagem de Cavaco Silva nas sondagens, parece uma barata tonta.
Polui o País com outdoors lapalissianos – ‘Justiça e Solidariedade’, quem as não reclama? –, critica o Presidente se este recebe os partidos políticos, como antes o criticou por se imiscuir em agendas partidárias.
Indo um pouco mais longe, também acusou Cavaco de interferir nas competências do Governo quando aquele simplesmente alertou para a necessidade de se ponderarem as obras públicas previstas face ao actual quadro financeiro nacional. E o mesmo fez quando o Presidente avisou que a situação do País é "insustentável". A propósito, o candidato quase-quase manterá ainda as mesmas opiniões sobre os mega-investimentos e a gravidade da crise ou simplesmente não interessa que o que importa é mesmo alegrar a malta?
Enfim, já diziam os Antigos que os Deuses enlouquecem aqueles que querem perder...

Charadas jornalísticas

por João-Afonso Machado, em 28.09.10

Em rápida passagem de olhos pelo mais recente Boletim da Ordem dos Advogados, descubro esta citação de Henrique Monteiro (in Expresso de 14.08.2010): «Há uma nova corrente na sociedade portuguesa que começou a atacar a política, mas que já chega à justiça. Essa corrente baseia-se na seguinte e fácil asserção: a culpa é da comunicação social».

Mesmo desconhecendo o contexto em que se situa a afirmação, não pude deixar de... embasbacar!

Então, «uma nova corrente da sociedade portuguesa»? Um movimento, um programa, uma marcha reivindicativa? Aonde é, onde está, lá irei engrossar o seu caudal...

Também «já chega à justiça»? Ou não reclamará, antes, que a Justiça chegue, finalmente, a algum lugar justo? Não, sempre me vou mantendo nessa força em movimento - que se espera acelerado...

E uma corrente nascida da «asserção: a culpa é da comunicação social»? Mas porquê?

Certo é que a sociedade portuguesa vai abrindo os olhos perante a prática política e a administração da justiça. O que assombra (ou tranquiliza) a consciência da Comunicação Social? Pôr a descoberto os desmandos do quotidiano? Ou ser conivente com eles?

Temerão os jornais e a televisão o julgamento da opinião pública? Na pública praça para onde eles próprios conduziram as gentes?

 




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