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Um reforço para a nova época

por João Távora, em 03.09.10

 

João Afonso Machado é o nova aquisição do Corta-fitas:  colaborador empenhado na Plataforma do Centenário da República é um verdadeiro liberal à moda antiga, monárquico do norte. É um insigne jurista com obra publicada, de história à ficção ou poesia. Um reforço muito promissor.

Atenção: Dia 5 de Outubro - ruído em todo o País*

por Pedro Quartin Graça, em 03.09.10

* A notícia vem no jornal  Público que escreve que na manhã de 5 de Outubro, quando passarem precisamente 100 anos sobre a proclamação da República, centenas de bandas filarmónicas espalhadas por todo o país vão interpretar o hino nacional. O sinal de arranque para a execução em uníssono de A Portuguesa será dado às 10h30 em ponto pela Banda Sinfónica da GNR, na Praça do Município, em Lisboa.

É caso para perguntar o que têm para dizer sobre isto as várias entidades com competência legal para fiscalizar os níveis de ruído em Portugal, a saber a Inspecção-Geral do Ambiente e do Ordenamento do Território, as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional territorialmente competentes, as câmaras municipais e as próprias autoridades policiais... É que pode estar em causa a violação do Regulamento Geral do Ruído – artigo 24º, no seu número 2: "As autoridades policiais podem fixar ao produtor de ruído de vizinhança produzido entre as 7 e as 23 horas um prazo para fazer cessar a incomodidade."

Clarinho como água. Será que alguém se queixa? Aposto que sim.

Uma bonita amizade

por Pedro Quartin Graça, em 03.09.10

Muammar Abu Minyar al-Gaddafi, mais conhecido por Khadafi (como não queremos que vos falte nada, oiçam como se pronuncia em árabe), معمر القذافـي ou Coronel Khadafi ou ainda pelo Guia da Revolução é um dos novos amigos de Portugal e é muito "estimado" aqui no "Corta-Fitas". Tudo pela mão do "nosso" Primeiro Sócrates, um homem capaz de fazer amizades com insuspeitas personagens um pouco por todo o mundo, como bem referiu o Rui num oportuno post recentemente publicado neste mesmo blog.

Terrorismo, atentados? É muito feio recordar essas coisas já que tudo isso faz parte do passado! Os tempos agora são outros e o Governo português não anda a dormir.

Pois bem, Muammar, permitam-me esta pequena intimidade, deu uma seca de 3 horas a José e a Luís que, pacientemente, não tiveram outro remédio senão esperar. Para os compensar, no final surgiu o presente: a honra de o Primeiro - Ministro de Portugal se deslocar para a cerimónia das comemorações da revolução líbia no carro do Guia da Revolução - uma distinção que foi igualmente estendida ao primeiro-ministro sérvio, que também esteve em Tripoli.

De acordo com as notícias, as comemorações, que decorreram pela madrugada dentro num grande hipódromo da capital líbia, abriram com uma longa série de discursos. Todos de elogio exaltante do regime. Como se isso não bastasse, e depois de motos a alta velocidade, de brigadas de cavalaria, de grupos de música beduína e de fogo-de-artifício, Sócrates e a comitiva do Governo português abandonaram o hipódromo já passava das duas da madrugada, num momento em que desfilavam centenas de crianças a gritar vivas "à mãe pátria Líbia".

Foi bonito sim senhor. E depois ainda dizem que o Presidente do Conselho de Ministros não trabalha a favor da Pátria. Invejosos!

Sexta-feira menos elegante

por Corta-fitas, em 03.09.10

Jennifer Lopez

A barbearia

por João Távora, em 03.09.10

 

 

Quando era pequeno, ir à barbearia do bairro era um ritual da minha masculinidade. Nem sempre voluntário, mas periodicamente inevitável, quando a juvenil guedelha hirsuta o exigia. Ao princípio ia com a minha mãe, que me entregava aos cirúrgicos cuidados do barbeiro e logo saía apressada, talvez pouco à-vontade, talvez para fazer outras coisas úteis.

 

Percebo perfeitamente, pois eu também não me sentia bem no território feminino, quando era forçado a acompanhar a minha avó ao cabeleireiro Brito & Brito, na Avenida da Liberdade. Eram momentos de opressão sufocante, com a ideia clara de ser um intruso naquele ambiente de laca e verniz. Aqueles estranhos capacetes espaciais, com circunspectas senhoras debaixo, de dedos em riste, pintados de fresco, e todos aqueles rolos, papelotes e turbantes nas cabeças simplesmente intimidavam-me, deixando-me estarrecido.

O que me lembro do meu barbeiro ali na Rua Almeida e Sousa em Campo de Ourique, era das suas mãos lavadas e relógio dourado no pulso. Sempre de impecável bata branca e de conversa fácil, com os seus dedos duros e frios a endireitarem firmemente a minha cabeça fugidia. Lembro-me das pinceladas de sabão morno e do raspar da navalha afiada na nuca e nas patilhas inexistentes. Era parte dos procedimentos. Lembro-me do fatal calendário de “garagem”, com uma loira bem curvada, do horário e dos diplomas emoldurados. Também sobressaíam, ao lado dos grandes espelhos, umas fotografias a preto-e-branco de garbosas e antiquadas cabeleiras, bem penteadas com Bel Hair ou Restaurador Olex. Fascinavam-me também os pesados cadeirões em ferro pintado, onde me sentava soerguido num caixote “adaptador” para as crianças pequenas. E do estofo de cabedal redondo, que com duas espanadelas se virava do avesso, para assento do cliente seguinte.

Naquele pequeno espaço, os homens comentavam as banalidades da política e do futebol ao som do Rádio Clube, com as tesouras sempre a cortar, a cortar, em golpes ritmados, tchic, tchic, tchic, tchic. Depois, vinha a pergunta redentora: “O cabelinho é para molhar?” Finalmente o sacrifício acabava, era tempo de voltar para as brincadeiras, para casa ou para a praceta, com os cabelos caídos a picar nas costas...

Um dia destes, aburguesado e imprudente com as pressas, descobri perto do escritório um moderníssimo cabeleireiro de homens, cheio de paninhos quentes e inauditas mordomias. Surpreendi-me logo com o pretensioso recepcionista, de modos efeminados, casaco fantasia e gravata Disney, que confirmava a marcação. Sentado na sala de espera, procurei em vão literatura apropriada para me entreter. Só descobri brochuras de produtos capilares milagrosos. Logo uma menina de rabo bamboleante me perguntou se queria arranjar as unhas... Eu, arranjar as unhas?!? Notei as conversas dum cliente com a manicura, talvez um bem sucedido gestor de import-export, que me soou excessivamente íntima: o homem emitia confiantes e bombásticas opiniões sobre política e finanças “de cordel”. Quando, de cabelos lavados, cheguei às mãos da decotada cabeleireira, balbuciei que não queria modernices, o que a deixou visivelmente contrafeita. Uma jovem estagiária veio oferecer uma massagem capilar... e um café. No final, paguei 25 €. Nunca me saiu tão cara uma “bica”.

Duas semanas depois, quando o cabelo mal cortado não assentava mais, decidi visitar o velho e fiel barbeiro aqui de São João do Estoril. Dispus-me a perder uma manhã de sábado a ler a imprensa popular e a cortar o cabelo como deve ser. Ouvindo o Jogo da Mala e o Bola Branca em ondas médias, sem paninhos quentes e embaraçosas mordomias. Um conservador é um conservador.

 

Texto reeditado

A foto do dia

por Pedro Quartin Graça, em 03.09.10

O fascínio pelo líder líbio estampado no rosto do Primeiro - Ministro português Sócrates. Decididamente, a foto do dia.

prioridades socráticas

por Rui Crull Tabosa, em 02.09.10

O desemprego pode rondar os 11%, a economia pode continuar a vegetar, a despesa pública pode estar descontrolada, que, para o Governo, o que está a dar é o simplex transexual. Estamos entregues à bicharada...

"Meus bons amigos"

por Rui Crull Tabosa, em 02.09.10

Há poucos dias, Moammar Khadafi afirmou que o Islão "deve tornar-se a religião de toda a Europa", frase que deu origem a um oportuno post do Pedro.
Poucos dias depois de tão hostil declaração, tomamos conhecimento do vergonhoso beija-mão de José Sócrates ao referido ditador africano.

De facto, José Sócrates, sendo desprovido dos valores do Ocidente, não espanta que conviva bem com ditadores. Autênticos déspotas que, nos países que dominam, atacam as liberdades, violam os direitos humanos e recusam o governo democrático: é assim com o beduíno Khadafi, como o é com o louco Hugo Chávez, o czar Putin ou o selvagem Mugabe.

E fica a dúvida: este comportamento do primeiro-ministro insere-se numa lógica de Realpolitik de um Governo amoral, resulta da sua consabida falta de formação ou é antes um traço de carácter de ditadorzito não assumido?

 

 

O vídeo do dia ou uma casa "amiga do ambiente"!

por Pedro Quartin Graça, em 01.09.10

O arquitecto chinês Gary Chang tem bons motivos para pensar em soluções que utilizem pouco espaço mas com muita, muita eficiência mesmo. Ele mora em Hong Kong, um dos maiores centros urbanos do país mais populoso do mundo. Por ali, a ordem é aproveitar cada mínimo espaço. Por isso mesmo, as casas costumam ser minúsculas. Enquanto morava com a família, Gary vivia num apartamento de apenas duas divisões: os pais ficavam num quarto, as irmãs em outro e ele, no corredor, que também fazia as vezes de sala.

Hoje tudo mudou! Agora vive num apartamento com 24 "divisões"! Revolta? Ostentação? Não. O lar de Gary Chang tem pouco mais de 30m². A sua grande invenção foi fazer paredes móveis que possuem rodinhas e se deslocam por trilhos instalados no tecto. “A casa move-se para mim”, diz Chang. Além de ocupar pouco espaço, a ideia também contribui para o meio ambiente graças aos espelhos instalados no tecto que, não só disfarçam os trilhos e dão a impressão de que o ambiente é maior, como aproveitam melhor a luz natural que entra pela única janela. Um filtro alaranjado nas janelas também intensifica o efeito da luz que vem de fora e torna o local mais acolhedor. “Quase nunca preciso acender as luzes”, conta. A genialidade de Gary Chang foi descoberta pelo programa "World’s Greenest Homes", que, como o nome já diz, vai atrás dos inventores das casas mais verdes do mundo.

E nós, como amigos do ambiente, cá estamos para ajudar a divulgar.

Sobre as boas maneiras

por João Távora, em 01.09.10

 

Faz-me alguma confusão a banalização duma  linguagem violenta e rasteira que prolifera  em cançonetas, filmes e programas de televisão, direccionados à juventude ou a uma certa classe social "alternativa". Basta ver um filme de acção americano para classe média, um qualquer standup rasco, bonecos animados para adolescentes, ou escutar as palavras dum irrelevante recitador de RAP, para sermos agredidos com a mais hostil gíria e descontextualizado insulto a tudo o que mexe.  Um dia destes vi na MTV, num reality show na moda entre os adolescentes, uma rechonchuda cachopa americana vilipendiando ao vivo a sua namorada traída; numa verborreia onde o epíteto “cabra” era o mais carinhoso dos adjectivos. Eram seis da tarde.

As boas maneiras não resolvem tudo, nem sempre contêm a semente de violência ou de auto-destruição que não raro brota na alma humana. Mas o pior é que as palavras e os símbolos nunca são só palavras ou símbolos; estão colados aos seus significados precisos que assim se exaltam. Estranho que a mesma adolescentocracia que tolera e trivializa estas aberrações “culturais”, vem a jusante chorar lágrimas de crocodilo e indignar-se com a violência doméstica, discriminação e outras enfermidades sociais que afinal alguma educação e valores teriam por certo resolvido ou atenuado.

Laranjada

por João Távora, em 01.09.10

 

(Foi ontem) a notícia do dia: Marcelo Rebelo de Sousa aconselha a reeleição de Cavaco Silva «para manter a social-democracia em Belém». O que equivale inevitavelmente a perpetuar, por essas paragens, uma bandeira laranja-rosa. Santa paciência, Sr. Prof. Isto ainda vai sendo um País de homens-homens e mulheres-mulheres... Esperemos que averso a possidoneiras. Tristíssima e reprovável intervenção de um especialista em Direito Público. Lá que ele queira a social-democracia no Governo - acho muito bem. Transpô-la para a Chefia de Estado, é que não. Nem o Estado nem - muito menos - a Nação devem ter cor partidária. Marcelo tem a obrigação de saber isso. E sabe. Mas a República obra amontoados desta natureza. Já em 1910 se vestiu com as cores do Partido Republicano, contra tudo e contra todos. No fundo, devemos-lhe agradecimentos. Foi esclarecedor. Na sua perspectiva, Belém será laranja (ou rosa). Na nossa, deverá ser sempre nacional, ostentando as cores isentas que fizeram a Nacionalidade. O que, obviamente, pressupõe que a Nação mantenha a Realeza, símbolo real da nossa identidade.

 

João Afonso Machado

Danzig

por Rui Crull Tabosa, em 01.09.10

Assim se denomina a cidade alemã do Mar Báltico, cuja posse constituiu o pomo da discórdia que esteve na origem imediata da II Guerra Mundial, iniciada há, precisamente, 71 anos.
Recordo ter certa vez visto, num livro, a reprodução de um jornal francês, contemporâneo desses acontecimentos, no qual se indagava: “vale a pena morrer por Danzig?
Os horrores da guerra deram peremptória resposta negativa a dúvida tão existencial.
Tanto mais que, geopoliticamente, a divisão entre as potências europeias de então abriu caminho ao domínio mundial dos 'irmãos inimigos', de que falava Raymond Aron: os Estados Unidos da América e a Rússia soviética.
Esta canção"In Danzig", composta por Hans Pfitzner, sobre um poema de Joseph von Eichendorff e interpretada por Dietrich Fischer-Dieskau, reflete bem a beleza daquela cidade hanseática cujo destino foi tão sombrio.

A primeira desde a última

por Rui Crull Tabosa, em 01.09.10

Leio na revista Ípsilon uma interessante entrevista ao historiador Filipe Ribeiro de Menezes, autor de uma nova biografia sobre Salazar.
A jornalista Maria José Oliveira garante que «Esperámos 40 anos por este Salazar», «a biografia mais óbvia» que «até 2009 ninguém ousou» (sic) escrever. «Foi preciso esperar por Filipe Ribeiro de Meneses, um jovem historiador nascido um ano antes da morte do ditador, para finalmente ler "Salazar"».
Talvez a jornalista não saiba, mas nos anos 80 do século passado, já lá vão mais de duas décadas, Franco Nogueira escreveu uma notável biografia sobre esse governante, cuja razão de ser não deixou de justificar também do seguinte modo: "E alem do mais, em qualquer caso, haverá de publicar-se uma primeira biografia sobre Salazar: terá a obra o mérito de desbravar caminho a cronistas futuros: e esses outros, mais frios pela passagem do tempo, melhor documentados pela abertura de novas fontes, menos travados pelo melindre, poderão preencher lacunas, sanar omissões, aclarar o que é obscuro, decifrar problemas."  
Já que a jornalista atribui relevância à extensão da obra de Ribeiro de Menezes, destacando as suas “quase 700 páginas”, sempre cumpre recordar-lhe que o “Salazar” de Franco Nogueira compreende 2902 páginas, distribuídas por seis volumes.
Quanto ao mérito desta nova biografia sobre o antigo presidente do conselho, se ainda é cedo para formular um juízo fundamentado, confesso aguardar a sua publicação com elevada expectativa. É que, tal como sucedeu com a recente "História de Portugal", do historiador Rui Ramos, as respostas de Ribeiro de Menezes, agora prestadas à Ípsilon, evidenciam objectividade, rigor e uma adequada compreensão do Estado Novo, em claro contraste com o serôdio e descredibilizado historicismo neo-marxista, que teima em dominar uma certa historiografia oficial, de cunho marcadamente ideológico e de facção, como à saciedade o demonstra o patético programa comemorativo do centenário da República.


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