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Lie to me

por João Távora, em 26.08.10

 

Não me deixo de surpreender com o arrojo sedutor e a persuasiva sofisticação com que são esgalhadas as modernas séries televisivas de investigação criminal da Fox e da AXN, por exemplo as populares, "CSI", "Lie to me" ou "Bones": é tudo gente gira, elegante e charmosa, sempre trajada com as roupas mais sexys, cobrindo ou desvendando corpos e curvas esculturais de jovens ou enxutos quarentões, com personalidades enigmáticas e irresistíveis. A regra é que as suas complexas vidas privadas extravasam para o emprego e do emprego para a cama, entre colegas e uns copos num bar trendy ao som de glamour rock. O mais acirrado galanteio e a marmelada acontecem com um cadáver em decomposição em fundo deitado na bancada, ou com o vilão apanhado em pleno interrogatório. Neste fascinante mundo só se vislumbram idílicas vistas aéreas da cidade no crepúsculo ou madrugada, com fantásticas cores e brilhantes neons, e a as cenas decorrem dentro de requintados edifícios fashion, luminosos espaços assépticos cheios de design e a mais moderna tecnologia, com zumbidos agudos e luzinhas a piscar. Assim se entende a sedução que as profissões de polícia e detective exercem sobre a juventude, na descoberta de vocações e carreiras profissionais, e de caminho numa vida gira e emocionante a valer. Até um dia irem à esquadra mais próxima participar o roubo duma carteira.

 

O futuro é inevitável...

por Duarte Calvão, em 26.08.10

Vejo Marcelo Rebelo de Sousa na TVI e dizer o que se deve fazer quanto aos incêndios, ao ensino, à justiça., à economia e penso que ele, se tivesse querido, tinha fortes possibilidades de hoje ser primeiro-ministro. Em vez de falar, estava a fazer. Penso depois no discurso do Pontal, do palavreado inútil que se seguiu da parte do PS e do PSD. Se tivesse querido, Passos Coelho poderia hoje ser primeiro-ministro, aproveitando a onda que levou à sua eleição para líder do PSD, não aceitando o engodo do “interesse nacional” que o PS usou para em poucos meses mudar o discurso que levou à reeleição há um ano, sem pagar os custos políticos.
Agora, parece que a actual direcção do PSD percebeu que isso do “interesse nacional” pode ser usado em qualquer altura e quer ir para o poder antes que Passos Coelho perca de vez o estado de graça e caia mais nas sondagens. Agora é tarde, ninguém está a ver Cavaco dissolver o parlamento nos próximos 15 dias. Vamos esperar mais um anito.
Até lá, o PSD tem que fingir que precisou deste tempo para reflectir sobre as soluções para os grandes problemas nacionais. No entanto, na época em que estavam na oposição interna, os actuais dirigentes mostravam com sobranceria que sabiam exactamente o que tinha que ser feito... A revisão constitucional servia para essa grande “reflexão”, mas saiu mal. Fazer política com telefonemas para os jornalistas amigos pode servir para destruir, mas dificilmente serve para apresentar propostas sérias, como deveria ser o caso da revisão constitucional. Entretanto, é preciso ir entretendo as “bases” ansiosas por voltar ao poder. No Pontal, só a boa imprensa conseguiu ver mais do que anónimos arregimentados pelo aparelho, que nem sequer se entusiasmaram com o líder vindo de Massamá, como explicitou Mendes Bota, e não de um condomínio fechado, e do grupo de meia-dúzia de fiéis da actual direcção, ornamentado pelo ex-líder Luís Filipe Menezes.
Como é possível que o PSD, onde continua a existir gente de grande qualidade, assista a isto sem reagir, sem sequer surgirem alternativas internas, apenas com uma ou outra voz “desalinhada”, como Morais Sarmento ou Pacheco Pereira, ou com as análises inconsequentes do Prof. Marcelo? A resposta talvez me tenha sido dada por uma amiga de esquerda que me dizia há poucos dias que pela primeira vez  na vida ia votar no PSD, tão farta está dos actuais governantes. Lembrei-me então do discurso de um “jovem” laranja da minha antiga secção, por sinal a mesma de Passos Coelho, que assegurava que “o futuro é inevitável”…

Teorias gerais da sociedade

por João Távora, em 25.08.10

 

É hoje difícil encontrar alguém que não afirme saber, de um saber sem dúvida, o que o Estado deve (ou não deve) fazer, o que deve (ou não deve) regular, que igualdades deve (ou não deve) promover, que fins deve (ou não deve) perseguir, e por aí adiante. (...) Na cabeça de um político, uma teoria geral, tornada ficção útil, é quase sempre meio caminho andado para a catástrofe.

 

Paulo Tunhas jornal i

Paridade duplamente musculada

por Duarte Calvão, em 25.08.10

Arnold Schwarzenegger (à direita), fotografado por Annie Leibovitz

Como lhes der mais prazer...

por Rui Crull Tabosa, em 24.08.10

An die Musik

por Rui Crull Tabosa, em 23.08.10

Um belo hino de Franz Shubert à arte da Música, inspirado num poema de Franz von Schober, numa interpretação de 1949, pelo baixo-barítono Hans Hotter, acompanhado ao piano por Gerald Moore.

 

Du holde Kunst, in wieviel grauen Stunden,
Wo mich des Lebens wilder Kreis umstrickt,
Hast du mein Herz zu warmer Lieb' entzunden,
Hast mich in eine beßre Welt entrückt!

Oft hat ein Seufzer, deiner Harf' entflossen,
Ein süßer, heiliger Akkord von dir
Den Himmel beßrer Zeiten mir erschlossen,
Du holde Kunst, ich danke dir dafür!

inglês )

carroças desgovernadas

por Rui Crull Tabosa, em 23.08.10

Sócrates, antes das eleições de 2009: a eliminação dos benefícios [ou, mais correctamente, das deduções] fiscais [em saúde e educação] e dos PPR “conduziria a um aumento brutal da carga fiscal sobre a classe média”.

Correia de Campos, depois das eleições de 2009: as deduções fiscais em saúde são uma “das nossas maiores injustiças fiscais”.

É caso para dizer vote primeiro pague depois...

Top of the pops

por João Távora, em 23.08.10

Blinded by the Light - Manfred Mann

Os canalhas de serviço

por Rui Crull Tabosa, em 23.08.10

José Sócrates atacou violentamente o PSD em Mangualde, chegando ao ponto de lançar a atoarda de que “nós não trocamos o Serviço Nacional de Saúde, nem o sistema público de Educação, nem a liberalização dos despedimentos por nenhum apoio”.

Como se o principal partido da oposição fosse contra o Serviço Nacional de Saúde, quisesse acabar com o sistema público de educação ou pretendesse liberalizar os despedimentos…

É claro que qualquer pessoa medianamente informada e com um mínimo de boa fé percebe que Sócrates fez um dos seus habituais embustes, tentando encostar o PSD a posições políticas que, ele sabe bem, este nunca defendeu.

O PSD, através de Paula Teixeira da Cruz, rejeitou as acusações falsas e fantasiosas do ainda líder socialista, lembrando que o mesmo parece viver no ‘país das maravilhas’, quando a dura realidade é que, entre nós, existem perto de 700 mil desempregados (mais 300 mil do que em 2005...) e o Governo, ao contrário daquilo a que se comprometeu, não está a conseguir controlar a despesa pública, agravando assim ainda mais o endividamento nacional, o mesmo é dizer, a pobreza das gerações futuras.

Agora, os anónimos cães de fila do ‘chefe máximo’ – que, ao que parece, não fizeram férias – resolveram acusar Teixeira da Cruz de ser a “trauliteira de serviço” do PSD, fazendo-lhe um ataque pessoal digno da canalhada que frequenta a enxerga corporativa.

Acusar quem se defende de ser “trauliteiro” é obra, para mais quando tal acusação provém de um partido onde pontifica uma criatura como Santos Silva, o ‘malhador-mor’, o tal que destila a sua incivilidade democrática com frases deste jaez, que é sempre pedagógico recordar: “Eu cá gosto é de malhar na direita e gosto de malhar com especial prazer nesses sujeitos e sujeitas que se situam de facto à direita do PS”!

Haja paciência...

Evasões

por Luísa Correia, em 22.08.10

(Na livraria mais pequenina de Lisboa...)

Domingo

por João Távora, em 22.08.10

Evangelho segundo São Lucas 13, 22-30


Naquele tempo, Jesus dirigia-Se para Jerusalém e ensinava nas cidades e aldeias por onde passava. Alguém Lhe perguntou: «Senhor, são poucos os que se salvam?». Ele respondeu: «Esforçai-vos por entrar pela porta estreita, porque Eu vos digo que muitos tentarão entrar sem o conseguir. Uma vez que o dono da casa se levante e feche a porta, vós ficareis fora e batereis à porta, dizendo: ‘Abre-nos, senhor’; mas ele responder-vos-á: ‘Não sei donde sois’. Então começareis a dizer: ‘Comemos e bebemos contigo e tu ensinaste nas nossas praças’. Mas ele responderá: ‘Repito que não sei donde sois. Afastai-vos de mim, todos os que praticais a iniquidade’. Aí haverá choro e ranger de dentes, quando virdes no reino de Deus Abraão, Isaac e Jacob e todos os Profetas, e vós a serdes postos fora. Hão-de vir do Oriente e do Ocidente, do Norte e do Sul, e sentar-se-ão à mesa no reino de Deus. Há últimos que serão dos primeiros e primeiros que serão dos últimos».

 

Da Bíblia sagrada

Post-it

por Luísa Correia, em 21.08.10

Não compreendo - nem isso me preocupa particularmente - o problema disciplinar que atormenta, por estes dias, a vida do nosso seleccionador nacional (contra quem nada tenho, afora uma vaga desconfiança no sorriso artificial… e artificioso). Mas também não compreendo – e isso, sim, já me preocupa – que ainda haja quem acredite na viabilidade (e no sucesso!) do seu trabalho futuro no treino da selecção: ele, treinador, mostrando-se actualmente um homem acossado, desautorizado, verrinoso; ela, selecção, não podendo ser indiferente à pública depreciação do seu «mister». Não sei como se comportará a equipa das quinas nas próximas lides. Mas a aferir pelos efeitos das lideranças no «crescimento» dos povos, e em especial do povo português, diria que tudo aponta para uma grande depressão… a acrescentar a tantas outras.

Top of the pops

por João Távora, em 21.08.10

 

 

Teach your children - Crosby Stills & Nash

Violência doméstica

por João Távora, em 21.08.10

 

Sobre a injusta preocupação do Filipe Nunes Vicente a respeito do papel da Igreja Católica na praga da violência doméstica, ressalta-me um grave equivoco: é o de pensar que “estar no terreno” significa fazer simpósios, reuniões, sessões de esclarecimento. Para lá da intervenção social da Igreja com lares, comunidades e outras obras, tenho para mim que o problema, mais do que civilizacional ou legal, é existencial, um plano privilegiado para a actuação da fé. Não descurando a importância do debate sobre estas e outras chagas sociais, neste caso, tenho muitas reservas sobre a eficácia da “propaganda” (contra mim falo, é a minha profissão). Por exemplo, tirando os debates motivados pelos referendos, não tenho notícia que o tema do aborto tenha alguma vez sido assunto privilegiado nas homilias, ou especialmente referenciado pela hierarquia. Acontece que religião interfere a montante, coisa que a Igreja faz há dois mil anos: o apelo a um caminho de santidade, de conversão a Cristo, e que é a última razão de existirmos. Em todas as paróquias, de todos os púlpitos, confessionários; em todas as orações, o apelo é sempre o mesmo e só ganha materialidade com uma prática e consciência profunda: a conversão. Trata-se de um difícil caminho, diferente de pessoa para pessoa, para a liberdade; o milagre do camelo trespassar o buraco da agulha: não pode ser discurso, mas vivência. Tivesse o Filipe vontade e eu ilustrava estas palavras com algumas pistas: comunidades, paróquias, e verdadeiros Santos anónimos, cujo trabalho é verdadeiramente orgânico, ultrapassando em muito a esfera do “terreno”. A bondade é algo bem mais difícil de realizar do que recomendar aos outros, por isso a luta contra a violência doméstica só resulta eficaz se for travada dentro do coração das pessoas. E isso pode significar um longo e duro processo de descoberta do Amor.

Sexta-feira sem escola

por Corta-fitas, em 20.08.10

Raquel Zimmermann

 

Post-it

por Luísa Correia, em 19.08.10

A integração da unidade pediátrica de excelência, que é o Hospital da Estefânia, no projectado Hospital de Todos os Santos, que se adivinha gigantesco, labiríntico e mal gerido – porque o Estado é um mau gestor e tanto pior quanto maior a «empresa» gerida;… o encerramento, por esse país fora, de setecentas escolas, segundo critérios cegos às realidades locais;… a atribuição, no âmbito do programa formativo Novas Oportunidades, de diplomas a plagiários da Internet… Os sinais vão-se acumulando do angustiante desinvestimento do país nas gerações vindouras, ou na saúde e na educação das suas crianças e jovens. Muito mais do que por motivos da nossa pobreza actual, sinto-me parte de uma nação condenada quando dou conta desta lenta, consistente e substancial destruição do que são os alicerces de qualquer futuro.

Emissora Nacional: 75 anos de rádio difusão

por João Távora, em 19.08.10

 

Assumindo que a difusão radiofónica foi um acontecimento que alterou de forma assinalável o quotidiano português, seria da mais elementar justeza uma condigna efeméride quando se celebram as suas bodas de diamante. De facto foi há 75 anos, a 1 de Agosto de 1935 que a Emissora Nacional iniciou as suas emissões regulares: sob direcção de Henrique Galvão, Manuel Bívar e Pires Cardoso nomeados pelo então ministro das Obras Públicas e Comunicações, Duarte Pacheco, a profissionalização da telefonia em Portugal iniciava o seu percurso.

Acontece que, para grande contrariedade da intelligentzia estabelecida, a História da rádio pública perpassa a gloriosa revolução dos cravos e a estética desde então implantada, criando indisfarçáveis embaraços aos virtuosos celebrantes. Acredito que esta revisitação produza um certo efeito de "espelho" e assuste-os: hoje como então a “emissora nacional” reflecte o regime que a promove e sustenta.

É condicionada por essa ambiguidade e numa lógica facciosa que a Antena 1 marca o acontecimento com uma rubrica quotidiana em prime time intitulada “27.000 Dias de Rádio” sob a direcção de José Nuno Martins. O programa possui a ingrata tarefa de rememorar acontecimentos, programas e personalidades, nem sempre bem vistas pela "situação". O problema é que a História jamais deveria ser objecto de jornalistas que tendem a confundi-la com um instrumento de propaganda das suas crenças, preconceitos e tabus. Isso não é serviço público, é a perversão da sacrossanta democracia de que eles se afirmam exclusivos guardiões. Suspeito que muitos o fazem conscientes do seu desmesurado poder, confundindo o seu nobre ofício com a pretensão a "educadores do povo", sem para tal possuírem habilitações ou tenham sido sufragados. Nos anúncios ao programa "27.000 Dias de Rádio" que escutei, justificavam-se repetidamente afirmando que “recordação não é saudade”. De resto, afirmar que Salazar estava “passado”, chamar "arenga" a um seu discurso neste programa de 12 de Agosto, é um dos múltiplos exemplos dos levianos julgamentos históricos emitidos, e que ocasionalmente abrangem a própria instituição e seus antigos colegas de profissão. Irónico será quando daqui a cinquenta ou cem anos, outros julguem esta geração e os agentes deste pútrido regime, o seu trabalho, vícios de forma e de conteúdo, as suas superstições e enviesamentos culturais. Uma incontornável armadilha para os que pretendem fazer da História uma arma de arremesso político, interpretá-la numa perspectiva instrumental e maniqueísta.

Top of the pops

por João Távora, em 19.08.10

 

Thunder On The Mountain - Bob Dylan

O jogo viciado

por João Távora, em 19.08.10

 

(...) No referendo ao aborto percebeu-se claramente que a maioria das redacções estava a favor do ''sim'' e que no referendo à regionalização a maioria estava a favor do ''não''. Por muito que se tentasse equilibrar isso com os artigos de opinião, quando chegava à altura das reportagens e à forma de apresentá-las, qualquer exagero da campanha de um lado ou de outro eram vistas de forma diferente. Radicalismos de um lado eram desculpados e de outro eram atacados e colocados em parangonas, ou glosados em cartoons. O erro está em achar-se que os jornalistas são completamente objectivos. Se se reconhecer que o jornalista não é completamente objectivo, conseguem encontrar-se formas de compensar essa subjectividade da profissão. É importante encontrar esses equilíbrio dentro das próprias redacções.

 

José Manuel Fernandes em entrevista ao jornal i

Sei que não vou agradar a todos os que me derem a honra de ler estas linhas – espero, ainda assim, agradar a alguns – mas tenho, realmente, a declarar que não discordo da nova lei que ordena a redução do teor de sal no pão. Já não discordei da lei do tabaco, nem vou, decerto, discordar de nenhuma lei que nos defenda à mesa, na estrada, no espaço público… Porquê? Por duas razões fundamentais. A primeira, que tem a ver com o recurso a diplomas com força coerciva, assenta na minha impressão de que nós, portugueses, somos mais receptivos ao império de uma lei do que à persuasão de uma campanha. E muito especialmente se estão em causa assuntos de profilaxia, relativamente aos quais a nossa fraca motivação cívica nos torna tendencialmente indiferentes e relaxados. A segunda, que tem a ver com o tipo das medidas propostas, assenta na minha experiência do que são as condições da nossa perspectivada longevidade. Confesso que quando oiço dizer que o século vinte acrescentou três ou quatro decénios à esperança de vida do homem ocidental, fico sem saber se ria, se chore. São mais três ou quatro decénios, é verdade! Um número não desprezível. Mas que qualidade terão eles, sustentados na corrida a médicos e a hospitais, em doses pesadas de medicamentos e em exames ou tratamentos frequentemente incómodos, intrusivos e dolorosos? Que qualidade terão, perpassados pelo pavor das sequelas do envelhecimento, da tensão alta, da veia entupida, da coluna torta ou da perda de faculdades essenciais? Fala-se, agora, que a próxima geração verá os filhos morrer antes dos pais, e aponta-se o dedo à obesidade infantil. Mas o dedo deveria apontar-se ao descuido geral a que é votada a prevenção para a saúde física e mental desde as mais tenras idades. Não podemos esperar ser jovens e vigorosos aos cem anos, se não tivermos criado bons hábitos aos dez - sendo que os hábitos são uma segunda natureza, não geram sensações de desconforto ou privação. Não ignoro, naturalmente, que ainda sofremos os caprichos da genética. Mas já não tenho a menor dúvida de que o ditado «Pela boca morre o peixe» faz, por estes dias, um sentido assustador.




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