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MEO - O comando não é meu...

por Pedro Quartin Graça, em 01.05.10

Escrevo com a autoridade de quem é um utilizador do serviço em causa. Falo do MEO, um produto da Portugal Telecom a que, cá por casa, aderimos após cuidadoso estudo. Utilizo-o em casa praticamente desde o seu surgimento. O que mais me aborrece, para não utilizar um termo mais forte, é pagar por algo que não funciona bem. É o caso do MEO. Nos primeiros tempos, e após repetidas visitas dos técnicos, as coisas melhoravam pontualmente. A imagem da TV já não parava, a Internet também não. Depois veio a promessa: com o MEO Fibra tudo seria diferente. Incrédulo, mas por pressão familiar, lá se anuiu a instalar a tal fibra. Pura ilusão! Se antes não funcionava, agora ainda é pior, com a agravante de que se paga mais. A TV continua a parar e, 4-5 vezes por dia, fico sem Internet. Sem dúvida um excelente serviço! Mas a irritação final chegou quando descobri que o serviço de apoio ao cliente, anteriormente gratuito, tem agora um número...PAGO! Ou seja, se se queixa por estar com um problema técnico no seu sistema e liga para o MEO, em concreto o número 707 22 30 30, o cliente está a pagar €0,12 euros por minuto. Como uma chamada para resolver este tipo de problemas não demora, em média, menos de 20 minutos, é fazer as contas. Para que serve então não pagar as chamadas para números fixos se o MEO se "vinga" forte e feio quando alguém liga para o Apoio ao Cliente? Uma verdadeiro escândalo na arte de "ir ao bolso" do incauto contribuinte...

Decididamente, também aqui o comando não é "meo"...

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CTT - Quem te viu e quem te vê...

por Pedro Quartin Graça, em 01.05.10

Dos meus velhos tempos de radioamador guardo, para além de gratas recordações do "éter" e dos milhares de contactos efectuados para todo o mundo, o fantástico trabalho que era desenvolvido pelo mais precioso "auxiliar" dos amantes deste popular hobby: os correios. Cheguei a receber mais de 5000 QSL´s, ou seja, postais confirmativos de contactos via rádio, por semana. Caso houve em que uma carta remetida de Itália, que guardo religiosamente, apenas com o meu nome nela inscrita "Pedro ...." e "Lisbona - España (!!!)", me chegou às mãos... 2 dias depois. Era mesmo para mim e os correios não falharam. Era a época em que uma carta chegava com frequência no próprio dia em que era remetida, uma altura em que não havia controle de qualidade, mas em que os CTT se dedicavam à sua verdadeira missão: serem Correios. E os Correios de Portugal eram, sem margem para quaisquer dúvidas, dos melhores do mundo. Daí para cá tudo mudou. E para pior, claro está. Hoje os Correios são uma sombra do passado. Uma carta "normal", que antes da fase da "qualidade" e... do aumento dos preços, chegava no dia a seguir à sua expedição, demora, em média, 4-5 dias (!); uma carta em "correio azul", com sorte, chega 2-3 dias depois e apenas se for no Continente... Até mesmo um registo não é garantido que chegue antes de 2 dias. Como tudo mudou... Em vésperas de uma anunciada mas desastrosa privatização (desde quando é que é desejável privatizar os correios, com todos os riscos que isso implica para a segurança do Estado?), os CTT bateram no fundo. No condomínio em que moro, por falta de carteiros, o saco da correspondência chega às 11 horas da manhã e fica depositado (!!!) na portaria até...às 16 horas, altura em que o único carteiro regressa da sua "volta" e à pressa (e mal - são tantos os enganos!) distribui a correspondência.... E se alguém foi ultimamente a uma estação de correios, então o choque é grande. As estações transformaram-se em lojas, em autênticas drogarias, onde só falta serem vendidos... produtos de limpeza doméstica. De resto, tudo lá se vende. Entramos e não acreditamos naquilo que os nossos olhos observam... Em nome do progresso e do negócio, os Correios de Portugal afastaram-se do seu "core business", como agora se diz, e banalizaram-se. Vendem de tudo e tratam de tudo, mas fazem-no mal.

Como foi possível, em tão pouco tempo, destruir algo que sempre funcionou bem em Portugal? É o custo do "progresso", dirão uns.

Para mim, decididamente, este " progresso" não me diz nada...

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O pirata

por Pedro Quartin Graça, em 01.05.10

“O facto de alguém estar a produzir música e essa música ser distribuída por todo o mundo de graça aumenta o valor do produto e [o produtor] consegue valor de uma forma diferente”.

Estas as declarações de Mariano Gago que incendiaram o meio das indústrias culturais e artísticas. Apesar dos desmentidos do Ministro, condenando “naturalmente toda a pirataria, que retira aos produtores e autores a capacidade de prosseguirem a sua capacidade de criação”, a verdade é que as palavras saídas da boca de Gago perturbaram o meio que, definitivamente, o rotulou como "O Pirata"...

Mais uma dor de cabeça para Sócrates, agora vinda de quem menos esperava...

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A bancarrota

por Pedro Quartin Graça, em 01.05.10

(José Sócrates) "pode ser lembrado como aquele primeiro-ministro que estava no governo quando o país entrou em bancarrota. Esta é uma das mais graves crises dos últimos 100 anos."

 

Rui Ramos, historiador, em entrevista ao i.

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