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Opiniões que tornaram Mário Crespo um 'problema' (V)

por Rui Crull Tabosa, em 02.02.10

"Façamos de conta que nada aconteceu no Freeport. Que não houve invulgaridades no processo de licenciamento e que despachos ministeriais a três dias do fim de um governo são coisa normal."

"Nesta fase já não é exagerado falar-se da "deriva totalitária" que Manuela Ferreira Leite detectou. É um dever denunciá-la e lutar contra ela. O regime de Sócrates, incapaz de lidar com as realidades que criou, vai continuar a tentar manipulá-las com as suas "novilínguas" e esmagando todo o "duplipensar" como Orwell descreve no "1984". Está já entre nós a asfixia democrática e a deriva totalitária. Na DREN, na RTP, na ERC, na TVI e noutros sítios."

"O regime já não sente necessidade de ter tacto nas suas práticas censórias. Não se preocupa sequer em assegurar uma margem de recuo nos absurdos que pratica com a sua gestão directa de conteúdos mediáticos. Actua com a brutalidade de qualquer Pavlovitch Beria, Joseff Goebbels ou António Ferro. Se este regime não tem o SNI ou o Secretariado Nacional de Propaganda, criou a ERC e continua com a RTP, dominadas por pessoas capazes de ler os mais subtis desejos do poder e a aplicá-los do modo mais servil."

"A compra da TVI e agora o caso de Marcelo Rebelo de Sousa mostram que afinal Manuela Ferreira tinha toda a razão. Quando a líder do PSD o denunciou, estávamos de facto a viver um processo de "asfixia democrática" com este socialismo que José Sócrates reinventa constantemente. Hoje o garrote apertou-se muito mais. Ridicularizámos Ferreira Leite pelos avisos desconfortáveis e inconvenientes."

Opiniões que tornaram Mário Crespo um 'problema'

por Rui Crull Tabosa, em 02.02.10

"No Partido Socialista há gente seguramente preparada governar e começar a recuperar o clima de confiança e respeito pelos executivos nacionais que Sócrates e Cavaco arruinaram. Substituir Sócrates é já um dever."

Discos da minha vida – 96

por João Távora, em 02.02.10

 

 

Nursery Cryme

Genesis

Charisma - 1971

ou seja, inflacções

por Rui Crull Tabosa, em 01.02.10

 

Estava agora a folhear a Teoria Geral do Estado, de Zippelius, uma edição da Gulbenkian de 1984, que comprei em Março de 1987 por 500$00, ou seja, por € 2,5!

Hoje, a mesma obra está à venda por €19,95, ou seja, por um valor 8 vezes superior. Acontece que um trabalhador que, em 2010, ganha o salário mínimo (€ 475), levava para casa, em 1987, um ordenado de 25.200$00, o equivalente a € 126 na moeda actual.

E assim se conclui que, enquanto o preço desse livro encareceu oito vezes (!) entre 1987 e 2010, no mesmo período o salário mínimo nem sequer se valorizou quatro, ou seja, menos de metade.

Este exercício pode não incidir sobre o cabaz das compras, mas lá que dá que pensar, dá...

Sobre os tempos que passam...

por Rui Crull Tabosa, em 01.02.10

 

                   NEVOEIRO

 

 

Nem rei nem lei, nem paz nem guerra

Define com perfil e ser

Este fulgor baço da terra

Que é Portugal a entristecer -

Brilho sem luz e sem arder,

Como o que o fogo-fátuo encerra.

 

Ninguem sabe que coisa quer.

Ninguem conhece que alma tem,

Nem o que é mal nem o que é bem.

 

(Que ancia distante perto chora?)

 

Tudo é incerto e derradeiro.

Tudo é disperso, nada é inteiro.

Ó Portugal, hoje és nevoeiro...

 

É a Hora!

 

 

              Valete, Frates.

 

(in Mensagem de Fernando Pessoa, exactamente como nel'A se escreveu)

Não, nada contraditório…

por Rui Crull Tabosa, em 01.02.10

José Sócrates: "Decidimos aumentar o nosso défice, não por descontrolo
Teixeira dos Santos: “As previsões falharam redondamente”; “Engano-me sim e admito que o ano de 2009 foi particularmente difícil em termos de previsões e fez com que quem tivesse que apresentar previsões corresse o risco de se enganar, e eu corri esse risco.”
Estes dois são um ‘problema’ que precisa de ser ‘solucionado’, para usar a linguagem do Governo.

calhandrices governamentais

por Rui Crull Tabosa, em 01.02.10

São 20.53 horas e, tanto quanto o zapping permitiu apurar, nem a RTP nem a TVI fizeram qualquer referência à denúncia de Mário Crespo de que José Sócrates o considera um problema que tem de ser solucionado.

Só a SIC se referiu ao caso 53 minutos depois de iniciado o noticiário da noite.

Isto está bonito, está.

A seguir à TVI, parece que falta disciplinar a SIC.

E depois comemoram as liberdades e as repúblicas.... das bananas, suponho... 

 

Em tempo: e a pouca vergonha chegou ao ponto de que nem a RTP nem a TVI noticiaram nos telejornais da noite este último escândalo envolvendo José Sócrates.

O Diário de Notícias ainda resiste...

por Rui Crull Tabosa, em 01.02.10

São exactamente 19.04 horas.

Todos os sites de órgãos de comunicação social destacam a acusação que Mário Crespo faz a José Sócrates, de que este o vê como um 'problema' a precisar de 'solução rápida'.

Todos?

Não, o Diário do Governo, perdão, de 'notícias', continua sem dar notícia do caso...

A bem da Nação

por Rui Crull Tabosa, em 01.02.10

"Acontece que, no domingo à noite, o director do JN o contactou dando-lhe conta das dúvidas que lhe causava o texto que Mário Crespo enviara para publicação no dia seguinte. Basicamente, no entender do director do JN o texto de Mário Crespo não era um simples texto de Opinião..."

"Da conversa entre o director e o colaborador do jornal resultou que este decidiu retirar o texto de publicação e informou que cessava de imediato a sua colaboração com o jornal, o que a Direcção do JN respeita."

 

 

Todos sabemos que Sócrates não convive bem com jornalismo livre e com opiniões divergentes.

Mas isto começa a ser mesmo grave. Hoje, Mário Crespo acusa o Primeiro-Ministro, dois ministros, um dos quais com a tutela da comunicação social, e um "executivo da televisão" (de que canal? da própria SIC?) de o terem referido como «"um problema" que teria de ter uma "solução"»!

Esta gravíssima denúncia parece que seria hoje publicada na actual coluna de opinião daquele jornalista no Jornal de Notícias. Mas, estranhamente ou não, não o foi. Acabou por ser divulgada no site do Instituto Sá Carneiro.

A conversa relatada não é uma conversa de amigos. Não é um caso de violação da privacidade. É, isso sim, a discussão entre três membros do Governo sobre a forma de silenciar um jornalista que é incómodo para esse executivo.

Ao ponto a que Portugal chegou...

Vivos e de boa saúde

por Corta-fitas, em 01.02.10

Não sei quais os critérios, mas nesta tabela de blogues do Twinlgly o Corta-fitas ocupa um honroso 25º lugar na geral e nono entre os portugueses. Um bom incentivo para resistirmos. 

 

Via Origem das Espécies

Discos da minha vida – 95

por João Távora, em 01.02.10

 

 

Animals

Pink Floyd

Harvest - 1977

 

 

O dia em que o diabo andou à solta

por Rui Crull Tabosa, em 01.02.10

Cumprem-se hoje 102 anos sobre a  data do regicídio.
Nesse dia, o Rei D. Carlos e o príncipe D. Luís Filipe foram barbaramente assassinados por dois maltrapilhos, um tal buiça e outro de nome costa.
Os regicidas foram executados ainda no local, o que dificultou o esclarecimento de quem seriam os mandantes desse abominável acto. O certo é que o processo desapareceu depois de a República ter sido proclamada, o que faz suspeitar que no crime tenham estado envolvidos poderosos carbonários republicanos.
Seja como for, o 1.º de Fevereiro será sempre uma data trágica, um dia de luto.
Como bem assevera Veríssimo Serrão, “qualquer que seja o ângulo político por que se encare o regicídio, foi uma página de sangue que não enobrece a história nacional.”
E Ramalho Ortigão definirá mesmo o regicídio como “o acto canibalesco de serem espingardeados como feras à esquina de uma rua de Lisboa” duas pessoas que não mereciam tal destino.
D. Carlos foi um mártir.
Sobre ele escreveu o historiador Fortunato de Almeida: “Não houve monarca tão indignamente abocanhado por difamadores ignaros como o desventurado D. Carlos I (…). Alegre, jovial sem quebra de gravidade régia, bondoso até ao carinho com os seus próprios servidores, tolerante com todos e bem disposto a desculpar faltas de alguém, esmoler e caritativo, apesar das dificuldades económicas que lhe criaram, forte na adversidade e modesto nas circunstâncias felizes, tal foi D. Carlos como homem. Considerado como Rei, em D. Carlos vemos o mais fervoroso amigo da sua pátria e do seu povo…”
E o escritor Fialho de Almeida, embora simpatizante das doutrinas republicanas, descreveu assim o malogrado rei: “superior, inteligente, culto, bravo e mesmo generoso…enjoado da torpitude dos partidos, e tendo pela ideia da pátria um culto inverosimilmente alto e absorvente”…
A 1 de Fevereiro de 1908 o diabo andou à solta. E ainda anda, como se pode ver aqui.

Ficaria pois bem aos actuais governantes honrar a República, condenando sem reservas o assassinato daquele que, afinal, foi um Chefe do Estado Português.

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