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o cábula

por Rui Crull Tabosa, em 28.01.10

Em Outubro de 2008, já em plena crise, o anterior Governo previa um défice de 2,2% do PIB para 2009. Até às eleições legislativas teimou que o défice não ultrapassaria esse ano os 5,9% do PIB. No princípio desta semana, o ministro das Finanças estimava o défice de 2009 em 8,7% do PIB. Mas dias depois corrigiu o seu valor para 9,3% do PIB. Perante este descalabro, o ministro tem agora o desplante de dizer que está surpreendido com o valor do défice!

Esta surpresa ministerial é tanto mais reveladora do desnorte e incompetência que tomaram conta dos governos sócráticos quanto é certo que o novo ministro da Agricultura acusou o orçamento de estar errado ao não prever quase 850 milhões de euros para o sector de que é responsável.

Perante estes clamorosos erros, Teixeira dos Santos tem ainda o descaramento de pedir que lhe dêem o benefício da dúvida!

Considerando que são cada vez mais os receios de que, por um lado, os números do défice estejam a ser artificialmente empolados e, por outro, se estejam a multiplicar as práticas de desorçamentação, ou muito me engano ou Teixeira dos Santos começa a reunir todos os requisitos políticos para ser o sucessor de Vitor Constâncio.

É que Sócrates, se não 'guterrar' já este ano, vai precisar, como nunca, de um Banco de Portugal subserviente, que não levante ondas e, acima de tudo, que não ponha em causa a verdade das contas públicas que o PS foi apresentando desde 2005. 

E, bem vistas as coisas, haverá situação mais engraçada do que um futuro Governador Teixeira fiscalizar as contas do pretérito ministro dos Santos?

Àqueles que, por simples pudor, considerem inverosimil esta possibilidade, basta lembrar que também a ninguém decente pareceu possível a limpeza que a TVI sofreu a escasso mês das últimas eleições...

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Sensibilidades e bom senso

por João Távora, em 28.01.10

 

 

Sem intenção de desvalorizar uma séria discussão sobre o confronto entre as tecnologias de informação e a vigilância electrónica com os limites da privacidade dos indivíduos, parece-me algo exagerado o alerta hoje emitido pela Comissão Nacional de Protecção de Dados (e quem não tem direito uma bela comissão?) a propósito do Dia Europeu da Protecção de Dados que é hoje. 

Por mim não vejo no que possa comprometer um pacato cidadão ser casualmente captado por uma câmara de vigilância num local em que tal se justifique como medida de prevenção ao crime. Também não reconheço que os dispositivos de pagamento electrónico de portagens e parques de estacionamento constituam por si qualquer perigo para o condutor: ele terá sempre a opção de utilizar dinheiro vivo, que como é sabido não deixa rasto, ou até pode escolher circular por estradas secundárias. A mesma regra se aplica aos cartões Multibanco ou de Crédito: no fundo quem se sentir ameaçado pelos estratos mensais na sua caixa do correio tem sempre a opção de fazer compras com dinheiro.

De resto quando abro a minha página da Amazon anoto com agrado que eles, graças a uma bem gerida base de dados, apresentam uma “montra” à minha medida e sabem do que eu gosto, o que por vezes me poupa uns bons minutos de pesquisa. 

Sobre a tão propalada questão dos scanners dos aeroportos: garantida a inexistência de significativos riscos para a saúde, acredito que eles constituem uma solução eficaz para um embarque mais cómodo e escorreito e um voo sem desagradáveis surpresas que pudessem ter sido evitadas.  Presumo que aqueles que reclamam constituir esta tecnologia "uma inadmissível invasão da privacidade do passageiro" devem viajar pouco ou nunca. Certamente nunca passaram o vexame de ser apalpados e despidos, percorrer intermináveis bichas com os sapatos, cintos e malas abertas na mão, seja em Londres, Frankfurt ou Lisboa. A mim, com este ar de terrorista façanhudo que me caracteriza, aconteceu-me já mais do que uma vez em Londres ser conduzido nesses preparos indignos para um gabinete fechado para assistir impotente a uma minuciosa análise do meu computador. Enfim, deixemo-nos de falsos puritanismos e venha de lá o bendito scanner que eu trabalho no alto duma torre das Amoreiras e vejo os aviões ameaçadores a cada minuto de frente para a minha janela. Finalmente, este parece-me mais um daqueles temas fracturantes, cuja infindável e aborrecida discussão será facilmente ultrapassada e resolvida pelos factos que como sempre superam os argumentos... com bom senso.

 

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 Que no próximo Domingo se comemora. 

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OE 2010 - muito spin e mais um prego no caixão

por José Mendonça da Cruz, em 28.01.10

Aos observadores internacionais levou menos de um dia para concluir o que era evidente: que o Orçamento do Estado 2010 é um documento pouco crível e que não cura dos nossos problemas, antes os agrava.

O OE também não enganou economistas, empresários, banqueiros ou a generalidade das pessoas minimamente informadas (também não enganou Ricardo Salgado, mas Ricardo Salgado e o grupo Espírito Santo terãooutras razões para gostarem do que leram).

O pálido e atabalhoado spin de Teixeira Santos não convence nem instâncias internacionais nem nacionais. Seguir-se-á o aceso e divisório spin de Sócrates (pelo «social», contra os bancos, etc). Conseguirão continuar a convencer os 36% de votantes que, misteriosamente, escolheram aprofundar a crise?

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Belmiro de Azevedo diz que Cavaco "é um ditador"

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Cumprindo-se a tradição, a Real Associação de Lisboa manda celebrar Missa no próximo dia 1 de Fevereiro (2.ª feira), pelas 19h00, na Igreja de Nossa Senhora da Encarnação, ao Chiado, em Lisboa, sufragando as Almas do Rei Dom Carlos e do Príncipe Real Dom Luís Filipe e recordando e homenageando o Seu sacrifício ao serviço da Pátria.
Presente!

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Discos da minha vida – 93

por João Távora, em 27.01.10

 

 

Wish You Were Here

Pink Floyd

Harvest - 1975

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Do preconceito à realidade

por João Távora, em 27.01.10

Não conheço o género, não sei a quem se dirige ou a quem se refere o António Leite Matos neste seu azedo trecho "à João Gonçalves" (enganou-me bem!). Confesso que não costumo encontrar ninguém de “perna cruzada” nas igrejas que frequento, a não ser algum dos meus filhos uns segundos antes de levar um safanão para se por em ordem e com atenção. 

De resto pergunto-me se, para embirrarmos uns com os outros, já não bastam as escolhas e convicções políticas mais ou menos profundas com que acicatamos uns aos outros. Nesse contexto qual será a importância real dos tiques e vernizes com que costumamos revestir a nossa precária condição?

Tempos perigosos houve neste país de revolucionários, em que era prudente disfarçar um nome sonante e era precavida uma pose “vulgar”. Hoje não é tanto assim, mas em vez disso vigora uma incómoda tendência de uniformização estética, simplista e segmentada por idades ou "públicos alvos". Esse igualitarismo que serve as oligarquias,  de pouco serve as pessoas: a desconcertante diversidade, a história, a complexidade esconde-se no interior do individuo e jamais deveria constituir uma ameaça para ninguém. Isto, caríssimo António é o que descobrimos para lá dos livros e dos gabinetes, para além das nossas convenientes muralhas e complexos sociais. De resto já o disse aqui uma vez: parece-me que os preconceitos só nos impedem de ver mais longe, de sermos mais livres. A verdadeira erudição nunca é preconceituosa. 

 

Nota: também não percebo o que faz uma fotografia de Sofia Loren de vestido de festa a ilustrar o post (o que confirma que o problema só pode ser meu).

 

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Paridade em dose dupla

por Duarte Calvão, em 27.01.10

 

Cary Grant, à direita, quando vivia com Randolph Scott, à esquerda.

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O fogo da presunção

por José Mendonça da Cruz, em 27.01.10

O Orçamento do Estado para 2010 inscreve alguns módicos aumentos de prestações sociais, que o governo socialista sem dúvida aproveitará para se reclamar solidário, social, generoso e atento.

Presidindo os socialistas ao empobrecimento de Portugal há 15 anos quase ininterruptos, estas proclamações de solidariedade e desvelo social sugerem-me sempre o governante da história que, instituindo a tortura pela fogueira, se gabava de investir muito em unidades de queimados.

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O candidato da reacção

por João Távora, em 27.01.10

 (...) A mistura que este patrício de esquerda (Manuel Alegre) pressupõe, entre a esquerda radical e a direita tradicionalista, nada tem de contra-natura. É mesmo a mais natural de todas, ao juntar todos aqueles que resistiram sempre contra a possibilidade de as massas acederem à prosperidade ou ao poder sem a intermediação dos seus superiores sociais (à direita) ou intelectuais (à esquerda). Têm um inimigo em comum: a modernidade, assente na democracia representativa e na economia de mercado. É esta comunhão na rejeição que explica o fascínio da esquerda de 1960 pela figura do aristocrata arruinado (veja-se o Barranco de Cegos de Alves Redol ou o Delfim de Cardoso Pires). (...)

 

Rui Ramos no Clube Das Repúblicas Mortas

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Pesadelo II - 3 artiguinhos

por José Mendonça da Cruz, em 27.01.10

Da proposta de lei do Orçamento do estado 2010:

 

 Artigo 65.º Financiamento do Orçamento do Estado 1 - Para fazer face às necessidades de financiamento decorrentes da execução do Orçamento do Estado, incluindo os serviços e fundos dotados de autonomia administrativa e financeira, fica o Governo autorizado, nos termos da alínea h) do artigo 161.º da Constituição e do artigo 67.º da presente lei, a aumentar o endividamento líquido global directo, até ao montante máximo de € 17 414 000 000.

 

Artigo 69.º Dívida flutuante 2- Para satisfação de necessidades transitórias de tesouraria e maior flexibilidade de gestão da emissão de dívida pública fundada, fica o Governo autorizado a emitir dívida flutuante, ficando o montante acumulado de emissões vivas em cada momento sujeito ao limite máximo de € 25 000 000 000.

 

Artigo 73.º Financiamento 3 - Excepcionalmente, para fazer face às necessidades de financiamento, tendo em vista o reforço da estabilidade financeira e da disponibilização de liquidez nos mercados financeiros, fica o Governo autorizado, nos termos da alínea h) do artigo 161.º da Constituição e do artigo 67.º, a aumentar o endividamento líquido global directo até ao montante de € 9 146 200 000, o qual acresce ao montante máximo referido no artigo 65.º.

 

 

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Pesadelo I - o monstro da estupidez

por José Mendonça da Cruz, em 27.01.10

 

Acordo com suores frios depois de sonhar que

- um monstro nos levou todo o dinheiro que ganhamos, eu, e os meus vizinhos, e os amigos, e os conhecidos, e os desconhecidos, e os particulares, e os bancos, e as empresas;

- e que o gastou a fazer castelos, e palácios e torres para nos dar emprego;

- e que quando ficámos desempregados nos pediu as nossas economias para nos dar subsídios e apoios e comida;

-  e que pediu em nosso nome dinheiro emprestado lá fora para fazer mais castelos, e torres e palácios e nos tirar do desemprego;

- e que quando ficou tudo pronto, e nós desempregados e mais pobres do que antes, o monstro agitou a varinha mágica e soprou: «Só eu é que te protejo.»

Acordei em pânico quando eu e uma maioria já sucumbíamos à maldição, quase a acreditar que a solução era o monstro.

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Alegria de pobre dura pouco

por Duarte Calvão, em 27.01.10

Uma pessoa vai jantar fora e chega a casa lá para as onze e meia, liga a televisão e vê o Teixeira dos Santos a dizer que o orçamento prevê a redução do défice num ponto percentual. Fiquei razoavelmente satisfeito, afinal baixando para os 7% já não falta tudo para os 3% de 2013. De repente, aparece a legenda: défice de 2009 foi de 9,3%. Ou seja, mais um ponto percentual do que a última previsão do Governo, datada, salvo erro, de Novembro. Logo, em 2010 ficamos na mesma perante a UE e os credores, a não ser que as agências já estivessem a par da nabice socialista em fazer previsões a um mês de distância. Quando é que esta gente se vai embora?

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primeiras páginas divertidas

por Rui Crull Tabosa, em 27.01.10

GOVERNO AUMENTA RECEITA DO IRS (Correio da Manhã)

FAMÍLIAS VÃO PAGAR MENOS IRS (Diário do Governo)
 

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Funcionários Públicos, a vanguarda do proletariado

por José Mendonça da Cruz, em 27.01.10

 

Vencimentos congelados para os funcionários públicos durante o ano de 2010, diz o ministro Teixeira Santos na apresentação do Orçamento do Estado. 

Os milhões de Portugueses dependentes do Estado (funcionários, desempregados, pensionistas, seus familiares não activos, empregados de empresas que trabalham exclusivamente para o Estado, etc.) que se julgavam por isso a salvo já ficam a saber: o desastre da gestão socialista começou a chegar a eles; o desperdício e o descontrolo das contas não são coisas abstractas, atingem-nos nas nossas vidas.

Uns vencimentos congelados, e depois uns subsídios limitados, e depois umas pensões subtraídas ou atribuídas mais tardiamente, e depois uns contratos ajustados directamente com cada vez menos empresas e mais «próximas». E depois, o agravamento de impostos. Porque o governo socialista quer dinheiro, quer mais dinheiro, mais dinheiro ainda para nos salvar com aeroportos, autoestradas, pontes e comboios, com que diz beneficiar o país que vai enterrando.

Benvindos, senhores e senhoras do funcionalismo público. Sois a vanguarda da falência e em breve tereis numerosa companhia.

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Angola é nossa

por Duarte Calvão, em 27.01.10

Não sei quais as razões porque vamos emprestar 140 milhões de euros a Angola em 2010, mas não deixa de ser curioso que a notícia surja no mesmo dia em que Teixeira dos Santos diz que os 80 milhões para a Madeira vão pôr em causa as  nossas finanças públicas.

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Piadas fáceis

por Rui Crull Tabosa, em 26.01.10

"Eu trabalho 24 horas por dia e à noite também, quando é necessário..." (Teixeira dos Santos, SICNotícias).

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Abrantes & Magalhães - Obras Públicas, Lda.

por Rui Crull Tabosa, em 26.01.10

Escrevi aqui já várias vezes sobre o gosto que os Governos socialistas nutrem pelo ajuste directo na adjudicação de obras públicas e na aquisição de bens e serviços pelo Estado.
Recebi então os insultos habituais da dupla de anónimos de serviço.
Mas tenho de reconhecer que, na altura, não imaginava sequer que, segundo o Observatório das Obras Públicas, o Governo e as câmaras escolheram o ajuste directo em 97,5% dos contratos celebrados desde Junho de 2009 (num universo de 10.220 contratos, foram celebrados 9965 ajustes directos…).

Dito de outro modo, em cada 40 contratos que o Estado celebra, 39 são ajustes directos!
Isto não é um regime excepcional. É a regra de um sistema que distorce a sã concorrência entre empresas, que põe seriamente em risco a transparência na realização da despesa pública e convida, objectivamente, à proliferação da corrupção nas adjudicações públicas.
Será que esta realidade, que envolve muitos milhares de milhões de euros saídos da esfera pública por ajuste directo, não interessa às autoridades judiciais?
 

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boas respostas recebidas por mail

por Rui Crull Tabosa, em 26.01.10

Uma jornalista perguntou a um coronel do BOPE (polícia de elite do Rio de Janeiro) se seria capaz de perdoar os traficantes que derrubaram o helicóptero da PM, matando 3 policias.

A resposta foi rápida: "Eu creio que a tarefa de perdoá-los cabe sempre a Deus. A nossa tarefa é, simplesmente, a de promover esse encontro..."

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