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publicado aqui. resta-me dizer que fiquei extenuado após tão longo título, bem à pedro, com minúscula, bem à f.. aproveito para dizer que acabei há pouco de ler o livro, que tem uma assinatura e uma data, nada mais, e que fiquei desiludido. fez-me pensar, com saudade, nos velhos tempos. falasse-nos o senhor, e esta seria a sua palavra. ámen.

As crónicas da nós

por Tiago Moreira Ramalho, em 01.11.09

As crónicas da nós são do que melhor se escreve em Portugal. Comprei todas as nós que saíram até hoje – exceptuando a número 15, que infelizmente não consegui porque andava longe e já não a arranjei mais – e em todos os números reforço esta minha convicção. Enfastiado pelas croniquetas previsíveis dos comentadores possíveis, refugio-me, consolado, num bonito ensaio do Miguel Esteves Cardoso sobre o ciúme, num extraordinário texto do Maradona sobre a preguiça ou num outro, sublime, do Rogério Casanova sobre o atrevimento. Há outros cronistas, mais ou menos regulares, mas quando estes aparecem, o meu sábado é uma festa. Normalmente não ligo ao resto da revistinha. Não é que seja má. Apenas não me desperta interesse. As crónicas valem por tudo. É pena que o trivial tenha tão pouca cobertura por cá. E calhando assim nem é mau, que posso ler tudo sem grande custo de oportunidade. Congrats.

O coice do dia

por João Villalobos, em 01.11.09

«Marcelo, elite; Passos Coelho, popular? É? Então, levem-nos a ambos ao mercado de Benfica, façam-nos entrar por portas opostas e ouçam de que lado vem o banzé».

Ferreira Fernandes, no DN

Discos da minha vida – 54

por João Távora, em 01.11.09

 

 

Concerto Warsóvia - Addinsell

Piano Concerto No. 2  Rachmaninov

Cristina Ortiz ao piano 

Royal Philharmonic Orchestra 

Dirigida por Moshe Atzmon

DECCA - 1986

Ode ao nabo

por António Figueira, em 01.11.09

Quando, esta manhã, eu estava a cortar, rasgar, despedaçar – porém com amor – as hortaliças compradas ontem na praça, com vista a fabricar a sopa que há-de servir de base ao regime que há-de tornar-me esbelto & saudável, achei nas minhas mãos um nabo, um singelo nabinho roxo e branco, que fez luz no meu espírito. Ele não há criança que goste de nabo; é para evitar que ela tenha de comê-lo, em casa da madrinha, que se lhe ensina a fórmula, entre todas ridícula, do “não aprecio”; mais: aos maljeitosos e desengonçados, chamam os infantes “nabos” – o que, por juntar o insulto à injúria, dá bem a medida do desprezo infantil pelo nobre vegetal. E no entanto… no entanto, também não conheço paladar adulto, maduro, educado, que não “aprecie” nabo – ou seja, no rude português que deve ser o nosso, não goste de nabo. O amor do nabo é pois um privilégio da idade, a nossa vingança sobre o triunfalismo vital das criancinhas ignaras. Não nos iludamos: seres para a morte que somos, todos preferiríamos lá no fundo estar no lugar delas, com as avenidas da vida abertas pela frente, do que pensar que o bolo estava bom, mas já comemos dele mais de metade, ou de dois terços, ou de três quartos…; agora o que só nós podemos ter e elas não, é a compreensão fina e superior do encanto do nabo, cozido, estufado, enfim, amado, por todas as pessoas de bom gosto.

 

(publicado também aqui).

Domingo (Dia de Todos os Santos)

por João Távora, em 01.11.09

 

Evangelho segundo São Mateus 5, 1-12

 

Naquele tempo, ao ver as multidões, Jesus subiu ao monte e sentou-Se. Rodearam-n’O os discípulos e Ele começou a ensiná-los, dizendo:


«Bem-aventurados os pobres em espírito,

porque deles é o reino dos Céus.

Bem-aventurados os humildes,

porque possuirão a terra.

Bem-aventurados os que choram,

porque serão consolados.

Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça,

porque serão saciados.

Bem-aventurados os misericordiosos,

porque alcançarão misericórdia.

Bem-aventurados os puros de coração,

porque verão a Deus.

Bem-aventurados os que promovem a paz,

porque serão chamados filhos de Deus.

Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça,

porque deles é o reino dos Céus.

Bem-aventurados sereis, quando, por minha causa,

vos insultarem, vos perseguirem

e, mentindo, disserem todo o mal contra vós.

Alegrai-vos e exultai,

porque é grande nos Céus a vossa recompensa»

 

Da Bíblia Sagrada

 

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