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Discos da minha vida – 10

por João Távora, em 26.08.09

Live Rust

Neil Young & Crazy Horse

Reprise 1978

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Adivinhem quem veio do jantar (1)

por João Villalobos, em 26.08.09

Regressado depois de uma despedida à francesa do "Jantar da Liberdade" na York House. Podem ver um pouco do que se passou aqui. A descrição mais detalhada fica para amanhã, porque estou cansadito de tanta animação. Mas comprovo desde já que o nosso João Távora foi a estrela da noite e o Tomáz Mello Breyner um anfitrião cinco estrelas. E desvendo que foi servido  Bacalhau à Darth Vader, tendo  o Rodrigo Moita de Deus saído de lá com uma bandeira nova e os jovens de Cascais idem aspas mas mais pequeninas. Nuno Ramos de Almeida teve direito a discurso e lugar na mesa de honra, prevendo-se severas sanções disciplinares por parte da rapaziada do Cinco Dias ou, no mínimo, a exigência da devolução da Grande Comenda da Ordem de Lenine.  Amanhã conto mais, se prometerem que não fazem como o Távora e me chamam "marimbista". 

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Cada um com a sua vida

por Filipa Martins, em 25.08.09

Ao devolver à Assembleia a nova lei das uniões de facto, Cavaco Silva fez uma espécie de inversão do ónus da prova. O que Cavaco nos diz é que, não equiparando ‘uniões de facto’ a ‘casamentos’, está-se a dar mais liberdade aos cidadãos, uma vez que quem opta por não se casar não quer ter as mesmas responsabilidades/direitos daqueles que se casam. Percebo o argumento, mas temo que as verdadeiras razões deste veto tenham mais que ver com um pensamento conservador, burguês e católico – próprio do século XIX – que punha a esposa no pedestal/altar e a amante na cama. Portanto, temo que a hipocrisia impere. Ainda mais, se olharmos para as estatísticas, percebemos que o fenómeno do casamento é mais masculino. Os filhos são apontados como explicação (ver edição de hoje do I), já que as mulheres com filhos de relações anteriores tendem a ser excluídas de um novo casamento, enquanto os homens voltam mais frequentemente a casar. É de recordar que Cavaco alegou a protecção das mulheres – como elemento mais fraco - para colocar reticências na aprovação da nova lei do divórcio. As mulheres em união de facto não lhe merecem a mesma preocupação? Enfim, em última instância, não poderia estar mais de acordo neste tema com o advogado Adolfo Mesquita Nunes: ‘Em vez de passarem horas a discutir a vida dos outros, os deputados devem limitar-se a abrir conformação dos termos destes contratos à vontade dos casais, de igual ou diferente sexo’ (para ler também no I).   

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A direita que merecemos

por João Távora, em 25.08.09

Com a incomparável clarividência de Jaime Nogueira Pinto, em poucas linhas está aqui tudo  o que eu venho defendendo sobre a direita em Portugal.

 

 

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Discos da minha vida – 9

por João Távora, em 25.08.09

 

Caetano Veloso

Cores, Nomes

1982 - Polygram

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Deitar os foguetes e apanhar as canas

por João Távora, em 24.08.09

Não entendo a razão "da festa" da senhora ministra: num país atrasado como o nosso, com os níveis de iliteracia que se lhe reconhecem, em que a função formadora e educativa do ensino público é a última das suas prioridades, segurar a todo o custo os alunos dentro do sistema só contribui para avolumar o seu descrédito. 

Sei bem por experiência em que género de actividades se ocupa grande parte dos alunos “difíceis” que frequentam programas especiais “de retenção”. Sei bem como a escola pública que não premeia o mérito, se pode tornar num eficaz veiculo promotor da irreverência gratuita e da irresponsabilidade. Por mim garanto-vos que farei tudo, mas tudo o que puder, para adiar tanto quanto me for possível a experiência do ensino oficial aos meus miúdos mais pequenos. 

 

Também publicado aqui

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And the winner is...

por Pedro Correia, em 24.08.09

 

ANTÓNIO JOSÉ SEGURO foi considerado o melhor deputado do ano legislativo que agora termina na votação que decorreu de sexta-feira a domingo aqui no Corta-Fitas e também no Delito de Opinião.

Houve 45 votos, distribuídos desta forma:
António José Seguro (PS) 18
Paulo Rangel (PSD) 12
Nuno Melo (CDS) 9
Francisco Louçã (BE) 4
Foi igualmente proposto o nome do deputado comunista Honório Novo, que não teve nenhum voto.
 
Curiosamente, no Corta-Fitas Rangel foi o mais votado. Os votos aqui distribuiram-se desta maneira:
Paulo Rangel 8
António José Seguro 7
Nuno Melo 5
Francisco Louçã 2
 
Já no Delito de Opinião a votação foi a seguinte:
António José Seguro 11
Paulo Rangel 4
Nuno Melo 4
Francisco Louçã 2
Decidi contar também os dois votos do Rui Costa Pinto, no seu blogue Mais Actual – um em Seguro, outro em Rangel.
 
Razões para a escolha do parlamentar socialista?
Eis algumas, anotadas nas caixas de comentários dos dois blogues:
Pelo sinal que deu aos cidadãos que na politica devemos seguir a nossa consciência em vez dos carneirismos politicos que os partidos estimulam, logo pela credibilização dos deputados como representantes do povo e não dos interesses sectarios dos partidos, o meu voto vai para António José Seguro.”
“Por ter votado contra a lei do milhão de euros em dinheiro vivo para o financiamento partidário.”
AJS destacou-se porque foi capaz de assumir a sua voz própria, num dado momento, contra tudo e contra todos.”
“Numa bancada com 121 almas, foi das poucas que pensou pela própria cabeça.”
A transparência que deve existir no Estado e no exercicio de funções públicas fazem de AJS uma referência a reter no panorama político do país.”

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Um postalinho da Europa Central (V)

por Luís Naves, em 23.08.09

 

Reflexões sobre o regime

A zanga inofensiva que vai aqui um pouco mais abaixo sobre a questão do regime português é mais um sinal de uma doença nítida: Portugal vive num impasse político, numa fase de paralisia que levará talvez à continuação do nosso declínio. Dita assim, com esta brutalidade e a um mês de eleições legislativas, a frase parece ter uma deficiência qualquer: a avaliar pela violência das posições dos defensores dos dois maiores partidos, podíamos concluir que se preparam grandes mudanças em Portugal. O facto é que todos nós sabemos intimamente que nada de fundamental vai acontecer a 27 de Setembro. Quando tiramos a espuma dos insultos, fica a sensação amarga de águas vazias. A campanha mais violenta de que há memória ainda não conseguiu discutir um único tema sério.

 

A crise a leste

Aqui, na Hungria, onde passei três semanas de férias, a crise económica, social e política é muito pior do que a nossa. Este país está a ser governado pelo FMI e o descredibilizado governo socialista vegeta numa não-existência, à espera de eleições, que serão provavelmente em Abril. Há problemas com a vizinha Eslováquia, veja-se o lamentável episódio da recente humilhação do presidente húngaro, proibido de atravessar a fronteira para visitar étnicos húngaros; existe por isso uma atitude muito cínica dos cidadãos em relação à Europa; há o aumento do desemprego; o descalabro da moeda, que chegou a perder um terço do valor; é também visível certa dissolução dos tecidos sociais, divórcios inesperados, essas coisas. Enfim, para explicar tudo isto teria de falar da transição, recuar a Trianon (o pior tratado da história) mencionar a questão das fronteiras, da forma como alguns países usam a chantagem europeia nas suas relações com os vizinhos. É o peso da História da Europa Central que nós, portugueses, não compreendemos bem. Felizmente.

 

O reflexo no espelho

Como tudo é difícil de explicar, faço analogias. A discussão mais abaixo entre o Tiago, o Duarte e o João tem um tema curioso, mas contém um problema de linguagem. Os monárquicos acreditam na restauração da monarquia, enquanto os restantes observadores nem sequer se consideram republicanos, pois não vislumbram a hipótese ou necessidade da mudança do regime.

No fundo, para uma maioria, a discussão não faz sentido. A História não anda para trás, como demonstra esta região da Europa. Aqui, anular Trianon ou reconstruir a monarquia austro-húngara seria uma tragédia igual à de 1918-20, algo de inimaginável. Ninguém com juízo deseja refazer fronteiras, a não ser a franja de lunáticos que o afirma e que talvez seja muito menos lunática do que parece à primeira vista: as reportagens que têm sido publicadas sobre a Hungria mostram um colorido grupo de extrema-direita chamado Jobbik (tem duplo sentido, significa direita e melhor) que conseguiu 15% dos votos nas europeias, mas cuja origem é duvidosa. O jobbik defende a ideia da Grande Hungria (quase três vezes maior do que a actual). Isto exige uma digressão breve: convém não esquecer que os regimes comunistas foram mestres na elaboração de jogos de espelhos em que não se sabia qual a imagem real e qual a fictícia. As realidades múltiplas ainda hoje se mostram. O que parece ser um grupo radical revisionista pode muito ser um produto fabricado para tirar a maioria à verdadeira direita.

Na Europa Central, a política tem de ser lida ao contrário: a esquerda é formada por pós-comunistas e descendentes, que querem manter privilégios conseguidos em 50 anos de benesses do antigo regime. Como esta gente entrou na internacional socialista é, para mim, um mistério. Neste momento, estão desacreditados, à beira de uma catástrofe eleitoral semelhante à da esquerda polaca e o jogo da sobrevivência implica o recurso a medidas extremas (e os efeitos de Trianon são ideais para estas provocações). Na imprensa externa surge a narrativa simplificada segundo a qual as direitas húngaras são todas iguais e querem igualmente rever a história. Na realidade, os conservadores não revisionistas aparecem nas sondagens com maioria constitucional e os radicais ameaçam transformar essa maioria em apenas absoluta. É isto que está em causa, o tigre de papel.

 

Naufrágio

Oito anos de socialistas deixaram este país fora do euro e na zona de maior perigo durante uma tempestade financeira em que os bancos que criaram o naufrágio são os primeiros a abandonar o barco em luxuosos salva-vidas. A Hungria, que era em 2000 o país em melhor posição entre todos os de leste, vive agora uma crise terrível, após anos em que o governo serviu interesses particulares e apenas estes. Só que os efeitos da crise são tão dramáticos que implicam mudanças a sério. A direita reformista vai afastar do poder os pós-comunistas, que embora mantenham influência económica ficarão fora das verdadeiras decisões. Imaginem assim: em Portugal, em 1974, o antigo regime sobreviveu sob a forma de um partido pós-união nacional. O PS e o PSD, quando governaram, tiveram grandes limitações porque o aparelho de estado estava controlado pela gente da continuidade. A verdadeira ruptura chega agora: ao fim de duas décadas, após oito anos de mentiras e disparates, esta união nacional vai estilhaçar-se; a coligação PS-PSD irá para o poder e, mais tarde, talvez este bloco central se divida em dois. É mais ou menos isto que está a acontecer na Hungria.

 

O caso português

Perante esta mudança séria, e em comparação, o actual sistema partidário português tem um grave problema de imobilidade. Os elitistas acusam o povo de não valer nada e de ser o culpado do marasmo; os populistas dizem que é a elite que não vale nada e que é esta que nos condena à inércia. O facto é que os partidos não conseguem renovar-se ou sequer escolher para as lideranças os melhores quadros. Para mais, estão controlados por donos de votos, caciques que fazem eleger este ou aquele e que afastam das eleições os políticos que podiam ameaçar a prazo o seu poder. A situação torna-se ainda mais grave na medida em que os pequenos partidos se dedicam a parcelas do eleitorado, aos seus nichos de interesse, mantendo o essencial do discurso numa realidade limitada. As hesitações do bloco de esquerda entre ideias liberais e marxistas são um exemplo notável desta tendência; na Alemanha, por exemplo, o homólogo do BE, Os Verdes, abandonou há dez anos a retórica da esquerda marxista. Já nem falo nos comunistas portugueses: quando aqui tento explicar o que diz o PCP deparo com a incredulidade (mas eles não sabem o que é o comunismo fez?). O espantoso é que os dirigentes do PCP viram e viveram o comunismo real, quando estiveram no exílio.

 

Última observação

Desculpem os leitores este post longo e confuso, mas já não tenho tempo para escrever sobre uma vila na fronteira húngaro-romena e de como as pessoas começaram a emigrar graças à liberdade de circulação que a Europa trouxe e de como essa liberdade pode pacificar conflitos antigos. Queria falar de um músico que ouvi e que foi um dos heróis da canção de protesto no anterior regime; essas músicas eram diferentes das portuguesas, cheias de humor, do pequeno refrão pouco claro, do jogo de palavras irónico. Queria falar dos cavalos do imperador José II e dos desesperos de um poeta chamado József Attila. São eles que no final ficam, os poetas, e as sombras que descobrem na alma humana.

Infelizmente, a prosa já se alongou e fica para outro dia. Para os meus amigos de blogue, uma derradeira observação: a Hungria é um país forçado por tratado a ter um regime republicano, mas que no coração continua monárquico. Enfim, uma nação monárquica sem rei ou dinastia. E, mesmo assim, ninguém aqui discute o regime. O importante continua a ser a pátria. Quando tudo precisa de mudar, não faz sentido discutir a forma da história voltar para trás. Só um país paralisado, como Portugal, pensa em soluções que no passado não funcionaram. A mudança de regime não muda em nada o nosso problema político central: vivemos na discussão estéril, na falta de ideias, na alternância mole e na repetição eterna de falsas soluções. E, apesar das gritarias, parecemos condenados a uma existência apática. Isto é que nos devia preocupar.

   

 

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Nas colunas

por João Villalobos, em 23.08.09

Isto será a favor ou contra a Monarquia? Não entendo pevide do que ele diz...

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Discos da minha vida – 8

por João Távora, em 23.08.09

 

 

Concertos de Brandenburgo

Johann Sebastian Bach 

Herbert von Karajan

Deutsche Grammophon 

 

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Os nossos pobres republicanos

por Duarte Calvão, em 23.08.09

Será que os republicanos, como o Tiago Moreira Ramalho, não têm ninguém melhor para citar do que o republicano Salazar? Essa caracterização, "os nossos pobres monárquicos", a ter sido realmente dada, foi num contexto muito pouco recomendável de alguém que combatia por meios anti-democráticos quem lhe poderia fazer frente e instaurar em Portugal um regime democrático, como uma monarquia constitucional, tal como acontecia em vários países europeus e veio depois a acontecer em Espanha. Os nossos pobres republicanos continuam a orgulhar-se de um regime que, cem anos passados, ajudou a colocar Portugal entre os mais atrasados da Europa. Tal como Salazar se orgulhava do seu regime de atraso e intolerância. E é melhor que não se preocupem tanto com as entrevistas de D. Duarte de Bragança, cuja família sentiu bem de perto as perseguições do regime republicano salazarista, mas sim com um País que a cada dia que passa vai aumentando o seu atraso económico e cívico em relação às monarquias europeias.

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Domingo

por João Távora, em 23.08.09

Epístola do apóstolo São Paulo aos Efésios

 

Irmãos: Sede submissos uns aos outros no temor de Cristo. As mulheres submetam-se aos maridos como ao Senhor, porque o marido é a cabeça da mulher, como Cristo é a cabeça da Igreja, seu Corpo, do qual é o Salvador. Ora, como a Igreja se submete a Cristo, assim também as mulheres se devem submeter em tudo aos maridos. Maridos, amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e Se entregou por ela. Ele quis santificá-la, purificando-a no baptismo da água pela palavra da vida, para a apresentar a Si mesmo como Igreja cheia de glória, sem mancha nem ruga, nem coisa alguma semelhante, mas santa e imaculada. Assim devem os maridos amar as suas mulheres, como os seus corpos. Quem ama a sua mulher ama-se a si mesmo. Ninguém, de facto, odiou jamais o seu corpo, antes o alimenta e lhe presta cuidados, como Cristo à Igreja; porque nós somos membros do seu Corpo. Por isso, o homem deixará pai e mãe, para se unir à sua mulher, e serão dois numa só carne. É grande este mistério, digo-o em relação a Cristo e à Igreja.

 

Da Bíblia Sagrada

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Quem diz é quem é

por Tiago Moreira Ramalho, em 23.08.09

E a seguir à entrevista do sr. Duarte Pio vêm duas crónicas que não julgaria tão más. Sendo óbvio que o Daniel Oliveira tem, nesta matéria, mais razão que o Rodrigo Moita de Deus – vou buscar o sabre – há que dizer que ambas as crónicas caem no típico ataque ao adversário tão usual nesta matéria. Para o Daniel Oliveira, os monárquicos são todos meninos-bem que querem umas herdades no Alentejo. Para o Rodrigo Moita de Deus, os republicanos são todos uns invejosos plebeus anti-monárquicos com tamanha falta de inteligência que nem são verdadeiros apologistas da «doutrina republicana». Poupem-nos os preconceitos, se fazem favor.

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«Os nossos pobres monárquicos»

por Tiago Moreira Ramalho, em 23.08.09

Era assim que, segundo se diz, que pessoalmente nunca ouvi, Salazar se referia aos apoiantes da causa monárquica portugueses. Eu não iria tão longe, mas que o nosso putativo herdeiro do trono é um pobre de espírito, lá isso é.

Vejamos esta entrevista que deu ao jornal i. O Paulo Pinto Mascarenhas consegue escrever – nem sei se se riu – que o personagem é «sensato». Pois eu não podia discordar mais. O sr. Duarte Pio, que aqui os dons ficam à porta, teve o descaramento de dizer publicamente que as escutas não interessam porque ele não teria nada a esconder. Isto assim nem sabe a nada. Vou mesmo citar: «Não me importo nada que me escutem. Nada tenho a esconder. E também deve ser esse o caso do Presidente da República». E o personagem vai mais longe. Quando lhe perguntam se acha normal que o Palácio de Belém esteja a ser escutado, este senhor que ainda alimenta o sonho de se sentar num trono sem coroa – que já nem isso podem usar – responde com um confrangedor «Depende de quem faça as escutas», porque se for um «serviço de segurança bom e eficiente», não faz mal. Mas o senhor não se fica por aqui: defende o simples nacionalismo numa tirada digna de registo: «Não faz sentido estarmos a pagar impostos para sustentar indústrias noutros países». Por fim, diz que vota nas eleições autárquicas, mas que nas legislativas já não. A diferença, para o senhor, é que nas primeiras não faz mal ser parcial, mas nas segundas já faz. Ele lá saberá.
Definitivamente, um aluado que bem podia poupar-se ao ridículo.

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Deputado do ano: o melhor dos cinco

por Pedro Correia, em 23.08.09

 

Prossegue ainda hoje o desafio que lancei desde sexta-feira aos colegas de blogue e aos leitores para escolherem o melhor deputado deste ano legislativo que agora termina a partir dos cinco nomes que seleccionei - um por cada partido parlamentar:

 

 António José Seguro (PS)

Francisco Louçã (BE)

Honório Novo (PCP)

Nuno Melo (CDS)

Paulo Rangel (PSD) 

 

Lembro também que poderão votar duas vezes. Aqui e no Delito de Opinião. Amanhã anuncio o vencedor.

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Uma notícia má e outra boa

por João Távora, em 23.08.09

A má notícia é que a rapaziada do Sporting continua sem dar conta de si: um amargo de boca. A boa notícia é que está esgotada a lotação para o Grande Jantar da Liberdade da próxima terça feira: o acontecimento promete ser um sucesso. 

 

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A má influência de Usain Bolt

por Duarte Calvão, em 23.08.09

Já tudo se disse sobre o extraordinário Usain Bolt e sobre a "descontracção" com que vai batendo recorde atrás de recorde. No entanto, aquilo que no jamaicano é natural e simpático, com as suas brincadeiras e ditos para as câmaras de televisão que o filmam antes das corridas, tende a tornar-se uma praga, como já se viu nestes campeonatos de Berlim. Agora, não há atleta, por obscuro que seja, que antes das provas não nos brinde com umas momices, deitando a língua de fora, fazendo gestos com os dedos, dando uns passinhos de dança, rindo nervosamente, como se conseguir imitar a "descontracção" de Bolt fosse conseguir imitar os seus recordes. Uma palhaçada triste. Será que ninguém (os seus treinadores, por exemplo) lhes explica a triste figura que fazem?

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Nas colunas

por João Villalobos, em 22.08.09

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Deputado do ano: o melhor dos cinco

por Pedro Correia, em 22.08.09

 

Mantenho o desafio aos colegas de blogue e leitores para escolherem o melhor deputado deste ano legislativo que agora termina a partir dos cinco nomes que seleccionei:

 

António José Seguro (PS)

Francisco Louçã (BE)

Honório Novo (PCP)

Nuno Melo (CDS)

Paulo Rangel (PSD) 

 

Lembro também que poderão votar duas vezes. Aqui e no Delito de Opinião. Segunda-feira anuncio o vencedor.

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Blogues para quê?

por António Figueira, em 22.08.09

Politicamente falando, e em termos muito imediatos (eleitorais), o exercício dos blogues é largamente supérfluo: no essencial, prégam para os já convertidos. Nem o "Jamais" consegue fazer esquecer as dificuldades do PSD como alternativa, nem muito menos o "Simplex" consegue afirmar o PS como hegemónico à esquerda ("o grande partido da esquerda democrática portuguesa") - que é aquilo que, eleitoralmente falando, realmente lixa o PS. Mas embora largamente supérfluo, o exercício dos blogues políticos (e não apenas partidários) também não é totalmente inútil, na medida em que confirma e engrossa tendências em vias de consolidação na opinião pública: o PS estreitando-se no socratismo, a direita para a qual uma eventual vitória eleitoral será uma espécie de enriquecimento sem causa, a esquerda que se confronta com as consequências do sectarismo de diversos dos seus componentes (a impotência). Esta frente do debate político está longe de ser central, mas ainda bem que existe.

 

PS Post publicado também aqui.

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