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O estatelanço

por José Aguiar, em 06.07.09

No acto de separação das águas – quem é candidato a deputado não é candidato autárquico e vice-versa – Manuela Ferreira Leite capitaliza de várias formas. A primeira, e mais óbvia, junto dos eleitores e da opinião pública. Quando os políticos são olhados com desconfiança pelo eleitorado, nomeadamente, por poderem optar entre cargos e regalias consoante o aperto do fato, esta medida “ética” e de higienização política transpira seriedade. A segunda, menos óbvia, é o tempo que não se perde com guerras intestinas e processos de erosão interna em ano de crucial importância eleitoral. Tirando Oeiras, e parece que mais uma mão cheia de Câmaras onde ainda faltam definir nomes, há, neste momento, menos 300 candidatos a Presidente de Câmara – alguns dos quais com muito peso partidário, e político – a fazerem barulho e a pressionar para entrar nas listas.

 

Ao reduzir o leque de opções, delineando regras com tempo, Manuela Ferreira Leite tem vindo a poder conduzir o processo de elaboração das listas de forma muito mais tranquila. Depois, a composição do Parlamento: ao não haver debandada para as Câmaras, é expectável que sejam os efectivamente eleitos, e não os seus suplentes, a sentarem-se no hemiciclo. “Ser” deputado em vez de “estar” deputado é importante para reduzir o “entra-e-sai”, as suspensões e também as renúncias que sempre vão acontecendo. Potencialmente, a taxa de abandono será menor, mesmo admitindo que alguns possam vir a assumir funções governativas. Um grupo de deputados homogéneo no tempo e estável na sua composição é importante, venha a ser-se Governo ou a liderar a Oposição.

 

Aquilo que foi uma opção estratégica de fundo de Manuela Ferreira Leite, anunciada em tempo certo, é agora uma opção táctica de José Sócrates. No copy paste da operação, contudo, vê-se bem onde está a seriedade e o mero eleitoralismo. O PS melhor teria feito em agarrar-se ao argumento legal (a lei não proíbe as candidaturas simultâneas), apregoando-o, e conduzir o processo como sempre até aqui fez. Não ficaria diminuído eleitoralmente por causa disso. Ou isso, ou desafiava o PSD a apresentar uma proposta legislativa que transformasse a intenção em obrigação, aumentando a parada, atirando ao PSD o ónus de ter que ir a jogo. Em vez de correr a olhar para a frente, o PS olhou em demasia para o lado e, querendo copiar um bom princípio pelas más razões, levou um valente empurrão das críticas internas e paf: estatelou-se na berma.

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Postal blogosférico

por Tiago Moreira Ramalho, em 06.07.09

O A Arte da Fuga faz cinco anos.

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Fica tudo na mesma

por Tiago Moreira Ramalho, em 06.07.09

Começo a dar razão ao Pedro Arroja - acho que já escrevi isto antes e temo ter de ainda escrever mais vezes - no que diz respeito ao debate em Portugal. Pois eu escrevi este post, sustentando e fundamentando a minha opinião com aquilo que é mais elementar - as competências do Presidente da República - e, na resposta, a Sofia Loureiro dos Santos simplesmente desdenha o facto de eu ter utilizado a Constituição e ainda insinua que eu manipulo, não ligando peva ao argumento.

Parecemos todos aqueles macaquinhos com os olhos, a boca e os ouvidos tapados. É preferível criar um caso onde ele não existe - e ainda bem que não sou o único a pensar assim - a não ter caso algum para escrever. Enfim, deixe lá Sofia, não volto a incomodar com esta coisa feia da discordância.

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Nas (minhas) colunas

por Tiago Moreira Ramalho, em 05.07.09

 

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Nem é parecido

por Tiago Moreira Ramalho, em 05.07.09

Se há uns tempos concordei com este tipo de análise, agora, após uma maior reflexão, percebi que é completamente errada.

Claro que quando um mesmo indivíduo se candidata a dois actos, principalmente quando tão próximos, mas mesmo que não estivessem, está a desrespeitar o povo que o elege: afinal, ele está em listas em cargos «elegíveis» e acaba por sacar o tacho à conta das outras figuras que pertencem à mesma lista. E, mais que isso, graças ao simbolozinho da lista.

Outra coisa completamente distinta, caro Tomás, e, já agora, Ana Gomes, é um indivíduo candidatar-se a um acto eleitoral e depois ser convidado a integrar um governo. Os deputados à Assembleia da República são muitas vezes convidados. O próprio Primeiro-Ministro vem da Assembleia da República, não cumprindo o seu mandato para deputado.

Lamento, apenas, que duas oportunistas, que o são e não temo a palavra, tentem criar em todos os casos um caso para tentar limpar a sua imagem. Tentem cobrir os outros com mantos de culpa para que a sua culpa seja menor. Pois que parem com a lamúria, que os dois casos não são nem parecidos.

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Brigas de gaiatos

por Tiago Moreira Ramalho, em 05.07.09

O novo Relações Públicas do Partido Socialista, de sua graça João Tiago Silveira, diz que o PSD não tem coragem de se assumir como partido liberal. Isto tem muito que se lhe diga.

Em primeiro lugar, uma nota para a estratégia. É absolutamente delicioso ouvir no Parlamento a bancada socialista cheia de esquerda e estado social na boca. Claro que o Partido Socialista tem a virtude de defender o Estado Social, por oposição à malfadada oposição que é neoliberal (eles pronunciam este «al» num tom quase próximo do canto lírico). É curioso que não haja nenhum deputado do PSD que tenha dois dedos de testa para confrontar o PS com estas afirmações. Era muito fácil desmontar a manha:

- Então diga lá, dr. Alberto Martins, porque é que é errado per se defender um estado mínimo, que só actue quando é estritamente necessário e que não domine a sociedade como está a acontecer na actualidade?

E o dr. Alberto Martins esfregava as mãos e começava a falar do tempo. De lugares comuns estamos cheios.

Mas a questão essencial nem é essa. A questão essencial é que o PSD não é um partido liberal - quem me dera que houvesse algum em Portugal. O PSD tem dois ou três tipos que se dizem liberais, tem uns cinco ou seis que se afirmam democratas-cristãos e de resto são tipicamente social-democratas, numa linha muito próxima à da social-democracia europeia. Têm diferenças, por exemplo, no tipo de aposta de investimento público. Mas ambos defendem o investimento público. Têm diferenças quanto à gestão do SNS, mas nenhum o renega.

É tão, mas tão pobre colocar-se o debate neste tipo de brincadeira com as palavras: tu és neoliberal!, tu és estalinista!. Faz lembrar os gaiatos nas creches a gritar para o outro: cheiras a chulé, e o outro responde, o teu pai mete o cú na chaminé.

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Concordo plenamente

por Tiago Moreira Ramalho, em 04.07.09

Filipe, o problema é quando se mistura tudo. Uma coisa é o governo da Região Autónoma da Madeira, nomeado, também ele, pelo Presidente da República. Outra, completamente diferente, são os deputados. Em relação ao primeiro, também acho que o Chefe de Estado deveria ter algo a dizer - não só este, mas também todos os anteriores: todos, sem excepção, tiveram medo.

Eu não sei em que é que o Filipe queria ter votado, mas votou para escolher um Presidente da República com funções muito bem descritas na Constituição. A isso não há volta a dar. Um órgão de soberania, a bem da democracia, não pode decidir ir além daquilo que lhe compete sem mais nem menos.

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As instituições

por Tiago Moreira Ramalho, em 04.07.09

Por muito indignada que a Fernanda Câncio possa estar, a verdade é que isto é um completo e total disparate. É pena ter de o dizer de forma tão directa, que até gosto de mimar, para dar reconforto, aqueles que não conseguem perceber do que estão a falar.

Fernanda, a questão é muito simples e vou tentar explicar de forma a que não haja dúvidas.

Segundo a Constituição da República Portuguesa, é da competência do Presidente da República a nomeação do governo (Primeiro Ministro e Ministros, sob proposta daquele). Se cabe ao Presidente da República nomeá-los, será certamente fácil de compreender que quando um deles mete o pé na argola é perfeitamente justificável uma declaração pública.

Já os deputados, e aproveito já para dizer que todos os episódios que enuncia foram vergonhosos, são eleitos directamente pelo povo e não respondem perante ninguém a não ser perante o próprio povo. Os deputados madeirendes e o deputado José Eduardo Martins apenas respondem perante quem os elegeu e seria gravíssimo que o Chefe de Estado se pronunciasse sobre o comportamento de um qualquer deputado ou grupo parlamentar - a não ser que houvesse justificação para dissolução da AR.

Eu sei que tudo isto é muito chato, mas as instituições democráticas portuguesas funcionam assim e um texto como o seu ou como aqueles para que faz ligações, nomeadamente, este, este, este e este são apenas prova provada de desconhecimento ou, em caso de conhecimento, de manipulação da mais grosseira.

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Maria João, Maria João

por Tiago Moreira Ramalho, em 04.07.09

Odeio colocar os debates em termos de esquerda e direita, mas como no debate blogosférico se aprecia tanto as duas palavrinhas tão vazias, quanto o próprio debate, as mais das vezes, cá vai. Acho absolutamente delicioso ver, ou melhor, ler uma certa esquerda indignadíssima com a traição à pátria de Maria João Pires. Acho fabuloso, principalmente depois da instrumentalização da saída de Saramago. Se acaso o governo contra o qual Maria João Pires se insurge fosse de uma outra cor, de uma qualquer outra cor, será que assistiríamos ao mesmo? Just asking...

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Duplas candidaturas

por Tiago Moreira Ramalho, em 04.07.09

Hoje de manhã a RTP conseguiu, provavelmente em menos de uma hora, e a cadência certamente igual depois de ter mudado de canal, passar duas vezes a mesma notícia: o PS não vai admitir duplas candidaturas nos próximos dois actos. O curioso é que a notícia não é fundamentada com uma declaração, um depoimento, um papelito que seja. A notícia, magnífica, resume-se às palavras da pivot acompanhadas pelas imagens do grandioso, e so USA, congresso do Partido Socialista, música Vangelis e tal. Pois eu acho curiosa a hipocrisia. É que para duas autarquias, curiosamente a de maior dimensão e a da segunda capital, vão estar candidatas que foram eleitas para o Parlamento Europeu há menos de um mês. E acho ainda mais curioso que não se tenha dado igual importância à mesma opção, tomada por um outro partido há bastante tempo e que, ao contrário desta, foi realmente cumprida. Cada vez aprecio mais os critérios da estação de televisão que ajudo a pagar.

 

P.S.: Já agora, este texto foi uma parvoíce. As duas situações não se comparam.

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 Em Portugal, o importante não é ser Ministro, é ter sido.

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Honduras

por Luís Naves, em 03.07.09

Um leitor pede que alguém do Corta-Fitas se pronuncie sobre a situação nas Honduras. Aqui segue a minha opinião: Trata-se de um golpe ilegal e o presidente Zelaya deverá recuperar o poder o mais depressa possível. Isso, obviamente, não será uma licença para o chefe de Estado legítimo desrespeitar a Constituição no futuro. Enfim, o golpe deve ser travado e a legalidade reposta: isso é essencial. Esperemos que se consiga fazer sem mais violência.

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O Pinho não estava bem da pinha.

por Nilton, em 03.07.09

 

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'O Gesto'

por Filipa Martins, em 03.07.09
El ministro Manuel Pinho

El ministro Manuel Pinho

El ministro Manuel Pinho hace el signo de los cuernos en el Parlamento.- AFP - 03-07-2009

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Resultado Sin interésPoco interesanteDe interésMuy interesanteImprescindible 7 votos
 
No El País, Pinho tem nota positiva, quase nas cinco estrelas.
 

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Tristeza

por Tiago Moreira Ramalho, em 03.07.09

Ontem à noite, no Corredor do Poder na RTP, Marcos Perestrello, o qual prefiro não adjectivar, que ainda levo um processo, conseguiu fazer rir todo um auditório. O nervosismozinho do candidato ao município de Oeiras, a tentar mandar para os deputados a culpa daquilo que o já, e ainda bem, demitido Manuel Pinho fez foi impressionante. Segundo o sr. Perestrello, tudo aquilo ficou a dever-se às manhas e truques que os deputados sabem e aplicam no debate. Manuel Pinho foi um inocente no meio daquele antro de manhosos que o queriam ver afundar-se na sua falta de jeito para a política - lembram-se?

Enfim, é extraordinário como, mesmo depois de Alberto Martins, Jaime Gama e o próprio José Sócrates terem admitido que aquilo tinha sido indesculpável, e terem tido discursos bem mais fortes que os da oposição, vêm estes acólitos irritantes com estas teorias, estas sim manhosas, para tentar embonecar a realidade. Uns tristes.

 

P.S.: Na blogosfera também há muito disto. Ora vejamos, o inefável Miguel Abrantes, que gosta tanto de publicar fotografias da Manuela Ferreira Leite, fetiche certamente, não escreveu uma linha sobre o que aconteceu. Imagino se fosse outro! O André Salgado, por seu turno, faz um exercício semelhante ao do Marcos Perestrello, atirando para a oposição acusações de oportunismo. Meus senhores, aqui não há partidos, aqui há uma ofensa à Assembleia da República por um ministro e o que aconteceu teve de acontecer. Quem tenta desculpar Manuel Pinho pela sua cor partidária, não sabe o que significa a democracia.

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Tudo isto é fado

por Luís Naves, em 03.07.09

Talvez seja já a época dos pepinos ou a silly season ou lá o que é. Mas há sinais de esquizofrenia no ar: Um ministro que com um gesto diaboliza um deputado; um clube centenário que tenta o ginasticado duplo mortal e avança com a eleição ilegal, que será impugnada (e a linguagem, senhores, a linguagem maravilhosa destas garotadas).

Nunca vejo programas sobre futebol, mas no outro dia fiquei fascinado a ver um e foi como se tivesse concluído quatro divertidas cadeiras da faculdade de direito.

Mas eles não estavam todos endividados e falidos, tal como nós? Então de onde vem o milagre da multiplicação dos golos? Quem paga os craques?

A vida política também tem uma crescente atmosfera lúdica. Em breve, iremos a banhos e depois votamos, rumo à banhada final.

Como é que alguém dizia? Os clubes de futebol e os governos em fim de vida são fractais da sociedade portuguesa em fragmentação. E, enfim, confirmam a teoria do caos.

Portugal continuará a sobreviver, claro. Suponho... Tudo isto é fado, dizem...

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E Pluribus Unum

por Tiago Moreira Ramalho, em 03.07.09

Eu sei que num blogue de sportinguistas isto é quase blasfémia, mas nasceu o E Pluribus Unum, o novo blogue sobre o Benfica que promete, com gente de todas as correntes - sim, há correntes - e onde participa o André Couto, fiel camarada na luta anti-monárquica.

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Lado A, Lado B

por José Aguiar, em 01.07.09

"Recentemente, a BBC fez com que um adolescente de 13 anos usasse durante alguns dias o primeiro modelo do Walkman em vez do habitual iPod. Foram precisos três dias para que o jovem descobrisse que a cassete tinha dois lados".

 

Dos dois Walkmans (ou Walkmen?) que tive, um ainda o guardo e funciona. É um velhinho sony sports, daqueles amarelos. 

 

João Tiago Silveira parece ter mostrado um lado B na cassete da verdade.

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