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Emoções básicas (62)

por Luís Naves, em 27.07.09

 

 

Ideologia e cultura

Este post de Palmira F. Silva, em Simplex e Jugular, pega num dos mitos mais interessantes da “esquerda” portuguesa: segundo essa ideia, a direita não é apenas ignorante, mas também anti-intelectual, demagoga e populista.

A autora, obviamente, nem se apercebe da arrogância intelectual do seu texto ou do desprezo que lança sobre os adversários. Aparentemente, estas são reflexões sobre um livro de Sinclair Lewis, Babbitt, e um segundo romance do mesmo autor (que desconheço) mas o objectivo do texto está nas últimas linhas: a vitória do PSD nas legislativas seria equivalente a uma espécie de fascismo ou ao triunfo da classe média analfabeta, gananciosa e sem horizontes. Estaríamos a escolher entre um partido descerebrado, de gente inculta, e outro que nos trará brilhantes políticas do pensamento.

Não vale a pena gastar muitas palavras a comentar esta curiosa concepção de democracia. Para mim, isto é elitismo disfarçado. É dizer que os intelectuais é que sabem e que o povo se deixa manipular com facilidade. Palmira F. Silva esquece o contexto da época de Lewis, onde as lutas ideológicas eram mais intensas e o realismo social fazia sentido. No nosso tempo a cultura não serve ideologias. É interessante verificar que quando se deu o choque ideológico entre fascismo, comunismo e democracia liberal, com os dois últimos a derrotarem o primeiro, cada beligerante reivindicava para si a superioridade e a pureza. Mas agora as ideologias esbateram-se e a cultura está fragmentada. Convivem milhares de espécies e nenhuma domina. Muitas vivem em nichos quase invisíveis. Não me parece que haja cultura de esquerda ou de direita ou que um dos lados da política local possa reivindicar superioridade. Aliás, o que trouxe de novo este mandato? Alguma coisa melhorou no património, na ópera, nos teatros, nos museus, no cinema, nas artes plásticas ou na literatura? Ao lermos esta autora, até parece que sim, que houve notáveis mudanças.

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A Oeste nada de novo

por João Villalobos, em 27.07.09

«Os partidos tomaram de assalto a blogosfera» (não encontro o link) e «os bloggers forçaram a sua entrada na opinião publicada». Entre o título do artigo de abertura do DN por Filipa Ambrósio de Sousa e o editorial não assinado, eis duas afirmações que importa esclarecer.

Em primeiro lugar, a criação de blogues de cariz político não é uma novidade. Eles sempre existiram e, se hoje ganham mais relevância, isso apenas decorre do natural amadurecimento da blogocoisa, do processo de aprendizagem da comunicação política sobre esta e outras novas ferramentas (como o Facebook ou o Twitter) e, também da incapacidade da comunicação social em discutir ideias e conteúdos, para além do soundbyte e da sua própria agenda. Relevância essa acrescida, aliás, pelo comportamento dos próprios meios de comunicação.

Os bloggers não «forçaram a sua entrada». Foram os media tradicionais que começaram por desconfiar primeiro da informação circulante nos blogues, para depois começarem por aproveitar algumas das notícias sem muitas vezes mencionar a fonte até, finalmente, passarem não só a colocá-los muitas vezes no centro das mesmas notícias como ainda integrarem convidados para espaços de opinião mais ou menos nobre, de forma graciosa ou paga. No fundo, a imprensa escrita foi (e vai) entendendo que os blogues podiam ser uma fonte preciosa e uma mais-valia para os seus conteúdos, em lugar de os encarar como inimigos às portas e ladrões de audiências.   

A blogocoisa não é um cenário de «guerra». É um território com zonas mais ou menos selvagens, anónimas ou perfeitamente identificadas, com agenda transparente, obscura ou nenhuma de todo. Existem rivalidades e amizades, amores e ódios. Como entre a comunicação social, aliás. Nada de novo, portanto. Apenas um reflexo do que somos, todos nós. 

 

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O melhor dos mundos assim-assim

por António Figueira, em 26.07.09
Quando era miúdo, eu detestava os chamados “semi-frios”: extremistazinho desde pequenino, eu gostava era de gelados mesmo, desses que fazem doer os dentes. Hoje, incomodam-me as “semi-finais” (um termo à atenção do Pedro Correia) que fazem as vezes das meias-finais de antigamente (muito antigamente, quando o Benfica até conseguia chegar a uma ou outra sem a ajuda do Lucílio e sem acabar jogos à pedrada). Mas eu devo resignar-me ao semi-mundo em que vivo: e perante vós confessar que o que me preocupa mesmo, nos difíceis tempos que correm, é a praga dos semi-cultos. Definição: semi-culto é todo aquele que sabe um pouco mais que um ignorante mas muito menos do que uma pessoa culta, e é infinitamente mais perigoso do que o primeiro, pois ao contrário dele, que sabe que nada sabe (e habitualmente condimenta a sua ignorância com outros dotes), o semi-culto julga que tudo sabe quando não sabe - sendo o resultado disso, infalivelmente, a recipe for disaster. Os exames por fax, os diplomas pela net e toda a vasta nebulosa das chamadas “novas oportunidades” são demasiado caricaturais para merecerem o tempo que possamos perder com eles: le danger est ailleurs. Em primeiro lugar, na televisão, reino por excelência dos semi-cultos: há que evitá-la (e alguns blogs também: a regra deve ser que uma palavra vale mais que mil imagens). Depois, nas revistas: é preciso lembrar ao semi-culto que leu na "Vanity Fair" um artigo sobre, lets say, Nabokov, e julga por isso que já leu todo o Nabokov e toda a crítica de Nabokov, que não leu coisa nenhuma, e que se quer opinar sobre Nabokov tem de fazer o trabalho de casa primeiro. Enfim, nos best-sellers: urge evitar a facilidade e procurar o que é difícil, o que parece custar – porque só isso recompensa mesmo. Porque se nos conformamos com o que é fácil, o melhor a que podemos aspirar é ao melhor dos mundos assim-assim.

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Jamais

por Tiago Moreira Ramalho, em 25.07.09

Os meus textos no Jamais:

 

1. Por que estou aqui

2. O poder pelo poder

3. Os caminhos da Educação - Uma Introdução

4. Os caminhos da Educação (2) - O Estatuto do Aluno (Parte 1)

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Um dia tramado

por Tiago Moreira Ramalho, em 25.07.09

 

Ainda não tinha escrito sobre a despedida de Manuel Alegre da Assembleia da República porque ainda não tinha tomado noção do circo que tudo aquilo foi.
Ora, vamos tentar narrar os acontecimentos. Manuel Alegre tem um discurso preparadinho, vai para o púlpito e, terminada a tarefa, Louçã salta da cadeira e começam os aplausos, acompanhado por Vera Jardim e Alberto Martins. Com isto, José Lello, um senhor, escreve uma coisa curiosa no Twitter. A seguir veio Matilde Sousa Franco fazer o mesmo que Manuel Alegre e metade da sala saiu, deixando-a quase desamparada.
Findas as formalidades, passou-se ao trabalho de analisar as milhentas petições pendentes. Uma delas, que eu nem conhecia, pedia a suspensão da Lei do Aborto. Na discussão desta petição em particular, Helena Terra, deputada do Partido Socialista, propôs algo aos colegas deputados. Foi assim: «Queria deixar à reflexão desta câmara se petições como esta devem ser apresentadas nesta casa». Toda a gente percebe o que a senhora está a dizer. Gritemos democracia, enquanto ela não nos vier pedir contas. Helena Terra deu o perfeito exemplo do que é a forma como algumas pessoas estão na política. Desprezar deste modo uma opinião partilhada por um conjunto de cidadãos livres e propor que estes, e outros porventura, sejam silenciados para sempre é precisamente aquilo que todos deveríamos condenar. Dos moralistas do costume, nem uma palavra.

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Civitas Dei

por José Aguiar, em 24.07.09

Conheço os Padres Mário Rui e João Seabra. Com o primeiro tive oportunidade de trabalhar recentemente num projecto que engrandeceu Lisboa e Portugal. O segundo, há já mais algum tempo e num registo mais, diria, espiritual. O cónego Armando Duarte acho que conheço, ao de leve, mas não associo, assim de repente, a cara ao nome. Confesso, por isso, que isto me surpreendeu, e muito. É evidente que podem, e devem, ter opinião. Mas sabendo que as suas opiniões contam, para muita gente, a avaliação do que dizem e do como dizem, deveria, humildemente o digo, ter sido mais ponderada e muito mais reflectida.

 

Espero que as declarações de voto dos párocos de Lisboa parem por aqui, porque Igrejas classificadas, ou a precisar de obras, também as há fora da Baixa (há freguesia/paróquia de Lisboa que não as tenha?) e porque se a coisa se torna “num tema”… enfim, perdem os lisboetas, perde a Igreja e perde a Cidade.

 

Já chega a política nacional para discutirmos non-issues, não precisamos que isso aconteça em Lisboa. E eu, que me preocupo com a Igreja, espero que a Igreja se preocupe com outras coisas.

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E agora um bocadinho de cultura

por Luís Naves, em 24.07.09

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O argumentário

por Tiago Moreira Ramalho, em 24.07.09

Este vídeo, de um programa que nunca tinha ouvido falar (e provavelmente a esmagadora maioria dos portugueses também não) demonstra de forma sublime o argumentário favorável à Interrupção Voluntária da Gravidez. Eu sei que se revestem naquela capa de «estamos só a brincar», mas tudo isto é ilustrativo do rasteiro debate que houve (tanto de um lado como de outro, diga-se). Aqui está tudo: «votei sim porque sim», «quem vota não são os tipos da Lapa», «quem votou não foram os senhores católicos», as mulheres a votar não «tinham bigode e eram desdentadas à frente». É por isto que me envergonho do estado desta terra. O progressismo tarado destes tipos tem todo que ver com estilo. É fash votar sim, é moderno, a gente quer é modernismo. Enfim, uns tristes.

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Leituras: Jamais e Simplex

por José Aguiar, em 24.07.09

Maria João Marques elenca aqui, uma pequena parcela do que deveria ter sido o trabalho do PSD durante este último ano e pouco. Criar um repositório, inteligível e sectorial, das propostas de Manuela Ferreira Leite. O PSD viveu, nos últimos anos, tempos conturbados. Desde o estertor de Marques Mendes, passando pela liderança de Luís Filipe Menezes, até à disputadíssima eleição de MFL, foram muitas as críticas ao Governo, ainda mais as alternativas apresentadas e as propostas anunciadas.

 

Compreendo que, MFL, querendo reinar, para além de “rasgar” tudo o que cheire a PS, também tenha “rasgado” algumas das meritórias propostas dos seus antecedentes (harmonização fiscal progressiva com Espanha de LFM, p.e.). Não compreendo, no entanto, como é que quem tem responsabilidades ao nível da comunicação do partido, insista em tornar num exercício de infinda paciência, algo que deveria ser simples que é o de informar adequadamente que posições tem o PSD sobre que matérias. Volto a dizer o que disse há uns tempos atrás: “se o eleitorado se comportar como em 2005, a pouco mais de um mês das eleições terá já decido o seu voto, antes até de se entrar propriamente em campanha. Não sei como será Agosto e se alguém a banhos decidirá alguma coisa, mas Julho será o mês em que os portugueses farão a sua escolha. Setembro confirmá-la-á”.

 

É incompreensível que não se consiga ter uma ideia estruturada do que o PSD quer para o país, além do óbvio, que é não querer o PS e o Eng.º Sócrates a governar. Maria João, agradece-se a atitude militante de, por áreas, ir compilando aquilo que o PSD, incompreensível e teimosamente, esconde do eleitorado. Fica o desafio e o antecipado reconhecimento da prestação de um enorme serviço público.

 

Aqui, Eduardo Pitta, pretende a subversão total e completa da natureza da eleição parlamentar que Alegre tão bem definiu ontem (por uma vez, há que citar Alegre e leiam, por favor, a resposta imputada a Mário Soares quando lhe perguntaram quem seria Primeiro-Ministro, que vale a pena). O que há que fazer é um back to basics, e não o querer a institucionalização definitiva de uma eleição nominal para o cargo de PM. Não há vantagens de serem dados “passos em frente” e definir equipas de governo. Em limite, estamos a discutir pessoas e não políticas, estilos e não conteúdos. É uma visão que além de simplex, é simplista.  

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Coisa gira

por Luís Naves, em 24.07.09

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Sexta-feira brasileira

por João Villalobos, em 24.07.09

Ana Carolina Reston in her modelling heyday.

Ana Carolina Reston

 

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Navegações

por Luís Naves, em 24.07.09

Vou armar-me em Pacheco Pereira e analisar os dois blogues institucionais criados para defender a política do Governo (Simplex) e para defender as ideias do maior partido da oposição, (Jamais).

As duas iniciativas reuniram gente estimável, incluindo desta casa, mas há posts suficientes para podermos dizer que se trata de rotundos fracassos. Os dois blogues antecipam o tom agressivo que irá ter esta campanha das legislativas, com distorções de factos, exageros histéricos e tiradas panfletárias.

Querem exemplos?

Lendo este post de Maria João Marques, até parece que o PSD já ganhou as eleições.

Este outro, da mesma autora, é incompreensível, de fugir: o que impede a senhora referida de participar nas listas do PS? Trata-se de uma artista trabalhadora, conhecida. Que raio de crítica é esta? Será por ser mulher e bonita? 

Vendo este post de João Coisas, que é suposto ter graça, teme-se o pior sobre o debate de políticas que tirem este país do buraco.

E este post, de João Galamba, suscita-me um comentário: o pretenso milagre referido pelo autor foi conseguido à custa da transformação de parte da administração em organismos públicos, que o Estado paga na mesma, mas em contas diferentes das do funcionalismo. Se forem incluídos estes trabalhadores, cujos salários são pagos pelos contribuintes, o número de funcionários até aumenta. Chama-se a isto estatística martelada, para enganar papalvos. O défice está na mesma em parafuso e o endividamento externo descontrolado.

Enfim, há um aspecto em que o Jamais ganha ao Simplex: fez links, incluindo do rival.

 

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Navegações

por Luís Naves, em 24.07.09

Há blogues que é sempre um prazer ler. Deixo aqui uma sugestão, à qual cheguei através do Francisco José Viegas. Chama-se Senhor Palomar e é uma delícia.

Através do Senhor Palomar, cheguei ao blogue da Carla Maia de Almeida, O Jardim Assombrado.

Naveguem por lá.

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Oficial

por Tiago Moreira Ramalho, em 24.07.09

A partir de hoje, oficialmente, eu e o João Villalobos estaremos num novo blogue. Um blogue que à pergunta «mais quatro anos de governo Sócrates?» apenas consegue responder de uma forma: Jamais!

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Anedota na caixa do correio

por João Villalobos, em 24.07.09

Enquanto suturava um ferimento na mão de um velho (cortada por um caco de vidro indevidamente jogado no lixo), o médico e o paciente começaram a conversar sobre o País, o governo e, fatalmente, sobre Sócrates...
O velhinho disse:

 - Bom, o senhor sabe, o Sócrates é como uma tartaruga em cima do poste...
Sem saber o que o velho quis dizer, o médico perguntou o que significava uma tartaruga em cima do poste.
Ao que o velho respondeu:
- É, quando o senhor vai  por uma estradinha, vê um poste. Lá em cima está uma tartaruga a tentar equilibrar-se. Isso é uma tartaruga em cima do poste.
Perante a cara de espanto do médico, o velho acrescentou:
- Você não entende como ela chegou lá; não acredita que ela esteja lá; sabe que ela não subiu para lá sozinha; que ela não deveria nem poderia estar lá; que não vai fazer absolutamente nada enquanto estiver lá e não entende bem porque a colocaram lá.
Então, tudo o que temos a fazer é ajudá-la a descer de lá e providenciar para que nunca mais suba, pois lá em cima definitivamente não é o seu lugar!
 

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Vozes militantes (e que prometem polémica)

por José Aguiar, em 23.07.09

Dois blogues incontornáveis na consulta quotidiana – pelo menos até dia 28 de Setembro (o dia pós-eleições, ganhe quem ganhar, será de antologia, não se duvida…). Um e outro, a não perder. Espero que entrem, muitas vezes, em diálogo. Cá estaremos para os cortar, sem dó nem piedade, seja a torto, seja a direito. Desde já, a premissa deste primeiro parágrafo é nada mais que um palpite (embora o partilhe, pede-se demonstração da mobilidade inter-bloco, porque o que mais existe por aí é eleitorado mal caracterizado ou não caracterizado de todo e a justificação, embora plausível, carece de demonstração) e as afirmações deste, enfim – tirando a lágrima fácil do “voto em liberdade” – se são verdade quanto à ausência gritante de programa do PSD, deveria com honestidade dizer que o PS também não apresentou nada, ainda (tudo o resto serão, igualmente, ideias desgarradas e o que vale para um, vale para o outro).

 
PS: Vamos lá a ver o que será um blogue onde participa o José Pacheco Pereira no qual, à partida, existirá a publicação (livre?) de comentários…

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Pronuncia-se à francesa

por Tiago Moreira Ramalho, em 23.07.09

 

Amanhã daremos novidades, apesar de uns desbocados de serviço sofrerem de ejaculação precoce.

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Quem se mete com o PS, leva!

por Tiago Moreira Ramalho, em 23.07.09

«Se o resultado de 27 de Setembro for uma maioria relativa do PS, é possível que o PCP e o BE viabilizem o programa de governo, deixando Sócrates governar mais uns tempos, com toda a instabilidade daí decorrente. Mas se a maioria relativa for do PSD, supõe a actual direcção do PSD que o conjunto da esquerda (maioritário) permitirá a passagem de um governo seu?»

 

Eduardo Pitta, no Da Literatura

 

Aquilo que Eduardo Pitta aqui faz é o que comummente se chama de apelo à força. Sinteticamente, o argumento utilizado para puxar votos para o partido que defende é: ou votam no nosso ou não vos deixamos governar. O que Eduardo Pitta, provavelmente sem querer, nos diz é que o Partido Socialista não seria responsável enquanto oposição, sendo menino para bater o pé só porque sim, impedindo qualquer tipo de esforço no sentido de melhorar o país. É um sinal de que o próprio Eduardo Pitta pensa que o seu partido quer o poder pelo poder e não pretende aquilo que qualquer candidato deveria pretender: a melhoria das condições de vida da população.
O Eduardo Pitta diz que este é um argumento que favorece o Partido Socialista e José Sócrates. Pois eu digo que é absurdo votar-se em alguém que acreditamos ser um irresponsável e que acreditamos ter falta de sentido democrático. Sim, porque uma oposição que promova a instabilidade, como o próprio Eduardo diz, apenas porque não ganhou as eleições, é uma oposição que não merece a confiança dos eleitores.

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Grandes Excertos I

por Joao Tordo, em 23.07.09

"Helena levantou-se e aproximou-se de Tertuliano Máximo Afonso. Pareceu que o ia beijar, mas não, que ideia, um pouco de respeito, por favor, ainda não nos esquecemos de que há um tempo para cada coisa. Tomou-lhe a mão esquerda e, devagar, muito devagar, para dar tempo a que o tempo chegasse, enfiou-lhe a aliança no dedo. Tertuliano Máximo Afonso puxou-a levemente para si e ficaram assim, quase abraçados, quase juntos, à beira do tempo." José Saramago, O Homem Duplicado

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