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“Até vender a mãe” talvez seja uma expressão muito dura, mas a verdade é que, do ponto de vista da forma, Sócrates fará tudo e de tudo para corresponder àquilo que ele, os seus consultores e os seus estudos, acharem ou disserem que o eleitorado quer. A forma, nesta campanha que para os menos avisados já começou, é forçosamente essencial. Nem PS, nem PSD, têm ainda programas eleitorais concluídos e o eleitorado quer e precisa de ouvir propostas, soluções e o apontar de caminhos. Li algures que será até ao final de Julho. Do PS poder-se-á encontrar uma ou outra novidade, até porque o posicionamento é, à partida de continuidade. Eutanásia e casamento entre pessoas do mesmo sexo podem vir a ser temas da agenda socialista, mas não são, neste momento, temas da agenda pública. A malta quer é saber do emprego, da economia, de quando é que isto melhora e a crise passa. É disso que se trata, neste momento. Por outro lado, quem quer fazer Política de Verdade não pode não ter um programa eleitoral concluído nesta altura. Não apresentar agora um programa eleitoral é permitir que a atenção política e mediática se centre na forma, e não no conteúdo, é cair no terreno onde ganha o melhor performer. Querer centrar o debate em valores e na genuinidade do what you see is what you get é uma boa opção, mas talvez insuficiente. Sócrates consegue desempenhar muitos papéis, é uma qualidade que tem. Já ganhou um Óscar no seu papel em "Animal Feroz" e pretende reeditá-lo na próxima época em "Humilde". Já Manuela Ferreira Leite é fiel ao guião que ela própria e o público tem de si. Até que se conheçam propostas e que estas sejam devidamente explicadas e entendidas pelo eleitorado, a forma será sempre superior ao conteúdo. Se o eleitorado se comportar como em 2005, a pouco mais de um mês das eleições terá já decido o seu voto, antes até de se entrar propriamente em campanha. Não sei como será Agosto e se alguém a banhos decidirá alguma coisa, mas Julho será o mês em que os portugueses farão a sua escolha. Setembro confirmá-la-á.

Aos poucos, aos poucos

por Tiago Moreira Ramalho, em 21.06.09

«(...) o Executivo prepara-se para aprovar, em Conselho de Ministros, um diploma de combate à criminalidade, que prevê buscas a computadores sem que haja necessidade de autorização judicial.

Os investigadores vão poder interceptar e registar dados de tráfego, bem como o conteúdo de informações, segundo a proposta.

O documento prevê ainda que os fornecedores de serviços de comunicações sejam obrigados a colaborar, facilitando o acesso ao sistema informático e aos dados armazenados. Além disso, essas empresas têm de revelar dados sobre o assinante sob suspeita.»

 

TSF (via @JoaoMiranda)

 

Começam a ser ultrapassados todos os limites.

Postal blogosférico

por Tiago Moreira Ramalho, em 21.06.09

Parabéns ao Miguel Marujo pelos seis anos do Cibertúlia e desejos de boas férias.

Insularidades 6

por Lopes de Araújo, em 21.06.09

A Assembleia Regional dos Açores aprovou esta semana um voto de pesar pela morte de Armando de Medeiros
 
 
Durf ich?
Batíamos à porta com cautela se chegássemos com uns minutos de atraso depois do segundo toque.Obrigava-nos a falar sempre nesse pesadelo que é a língua de Goethe, especialmente quando se tem dezasseis anos e se está a braços pela primeira vez com filosofia e Latim.
Armando de Medeiros era professor de Alemão e Português no Liceu Antero de Quental.Foi meu professor de Alemão no início dos anos setenta.
Um professor pode-nos marcar para a vida.Assim foi e ficámos amigos.
O Armando era um homem fora daquele tempo e daquele espaço.Viviam-se os últimos anos da ditadura numa cidade de província, numa ilha longe do mundo.
O cabelo mais comprido do que o habitual, caído sobre as camisolas de gola alta que sempre usava,calças de bombazine,os óculos escuros que lhe enchiam o rosto,a inseparável tiparilho no canto da boca, o braço sempre cheio de livros,revistas e papeis.(nunca o vi uma única vez de pasta).
Mais do que o Alemão que se esforçava por nos ensinar a partir do Das lesen buch,com recurso a bonecos de banda desenhada e a giz de cor, Armando de Medeiros ensinou-nos a ver o mundo de outra maneira ( que melhor definição para a missão de ensinar) a partir daquele velho liceu e na pequenez daquela ilha.
Era um observador satírico da sociedade e do meio e passava-nos esse olhar com um humor que nos fascinava a nós alunos e escandalizava muitos colegas professores.
Era um cinéfilo e um melómano e levava-nos até casa dele onde tinha paredes cheias de discos.Com ele aprendemos a gostar da Amália que ele divinizava, a par de outros gostos musicais tão diversos que iam da música clássica ao jazz.Recordo-me de um Natal que fui com os meus pais aos Estados Unidos, ter andado pelas lojas de música à procura da Peggy Lee, da Sara Vaugh e da Ella Fitzgerald de que o Armando nos ensinara a gostar e que me pedira para ver se encontrava aqueles discos que não chegavam sequer a Lisboa.
Não era bem visto localmente…
Fazia teatro e encenou Santareno no Teatro local ,era excêntrico,fumava e bebia demais,dizia o que lhe apetecia com o sarcasmo que tão bem sabia usar.
As ilhas ficaram-no a conhecer melhor anos depois, na televisão onde nos reeencontrámos. Apresentava as noites de cinema em introduções pedagógicas sobre a arte que tão bem conhecia. Às vezes um pouco longo mas com o mesmo humor que sempre lhe conheci.Foi produtor e realizador,autor de textos e argumentos dos quais recordo em especial “A viagem”.Fez documentário e ficção. A sua vida pessoal foi sempre complicada. Morreu-lhe cedo um filho (ainda era meu professor) depois um casamento falhado,muita incompreensão e uma vida pouco ortodoxa valeram-lhe alguma marginalização à mistura com a admiração interior que a sua inteligência e talento impunham a todos.
Disse-me outro amigo que o vira há pouco tempo como guia turístico a conduzir um grupo de velhotes Alemães em visita à ilha. Não o via há mais de doze anos apesar de num recente escrito num jornal local o Armando se ter referido tão simpáticamente a mim e à nossa vivência conjunta na Televisão.
O Armando ou Armandinho como carinhosamente todos o chamavam foi a enterrar com setenta e um anos e uma vida cheia de representações…
Deixou-me o vazio que deixam os amigos quando partem e muito mais lições e saberes do que o Alemão que então me ensinou.
 
 
Armando de Medeiros em entrevista em 2001 em http://videos.sapo.pt/Hi3WGdBBBdsuaU87KcQL   

Ronaldo e mais Ronaldo

por Bruno Pires, em 20.06.09

Estou farto de Cristiano Ronaldo na mesma proporção em que acredito que ele esteja farto da atenção dos jornalistas. Volto a este tema porque me faz confusão como é que um indivíduo se priva de algumas coisas boas da vida quando vê o seu quotidiano controlado de uma forma quase desumana.

 

Ele não pode fazer compras, ele não pode ir a uma discoteca, ele não pode andar de barco com os amigos, ele não pode ir de férias, ele não pode ter um engate. Cansa só de ver o chorrilho de notícias sobre o rapaz e muitas são as vezes em que me pergunto se o dinheiro vale a ausência de anonimato. Não teço uma opinião definitiva, mas já perceberam para onde me inclino, até porque eu nunca vou valer 94 milhões de euros, um valor obsceno (ainda não mudei de opinião, Tiago), imoral e sem qualquer razão de ser.

 

Isto tudo para dizer o quê? Há muitos anos que sigo o futebol, pelas mais variadas razões. Mais por dentro que a maioria das pessoas e ainda me lembro de ver Ronaldo chegar a Alvalade de metro. E mesmo nessa altura nunca lhe vi uma má atitude. Cristiano tem uma mentalidade incrível, que, por exemplo, Luís Figo não teve.

 

Nunca vi Ronaldo assinar por dois clubes ao mesmo tempo, muito menos a agredir jornalistas. Também por isso merece o meu respeito. E também, desculpem lá qualquer coisinha, pela sua determinação em perseguir um sonho, um sonho que o leva a um clube que não ganhou nos últimos dois anos metade do que o Manchester United conquistou.

 

Volto a dizer que temo a sua ida para a tentadora Madrid, mas se há alguém com mentalidade e cabeça para aguentar a pressão e continuar a ser, pelo menos, um dos melhores do Mundo chama-se Cristiano Ronaldo. O mesmo que era apanhado em Alcochete às cinco da matina a treinar no ginásio.

Diogo Mainardi

por Pedro Correia, em 20.06.09

"Agora há menos socialistas na Europa do que na assessoria de imprensa da Petrobras."

Farinha do mesmo saco

por Tiago Moreira Ramalho, em 20.06.09

Depois de passar a campanha eleitoral inteira a criticar Ana Gomes e Elisa Ferreira por se candidatarem a dois lugares incompatíveis ao mesmo tempo e a afirmar que iria cumprir o seu mandato como eurodeputado até ao fim, que afirmou, num debate televisivo, Paulo Rangel admite que, se calhar, bem, afinal, talvez renuncie ao cargo em caso de vitória do PSD nas legislativas.

Isto depois de ter vindo, e perdoem-me a grosseria da expressão, arrotar postas de pescada sobre uma coligação entre PSD e CDS. Os holofotes subiram à cabeça do excelente e doutíssimo académico. Quem olhava para Paulo Rangel como um tipo de político diferente, com palavra, pelo menos isso, que nem é preciso ser político para a ter, foi completamente defraudado. Afinal, é farinha do mesmo saco.

 

Foto daqui.

Miopias

por nuno saraiva, em 20.06.09


Como é que alguém consegue ver Pacheco Pereira na cena do magnifico 'La Dolce Vita, de Federico Fellini, em que "a bela sueca" toma banho na Fontana di Trevi? Só mesmo o inefável dr. Menezes.

Com um beijinho de reconforto para o José

por Tiago Moreira Ramalho, em 20.06.09

 

«Então, não têm sono?»

por Tiago Moreira Ramalho, em 20.06.09

 

José Sócrates mudou muito, é verdade, mas o trabalho que a RTP fez não me parece correcto. Se é certo que as simpatias do passado eram demasiado, esta crítica revestida de notícia também o é. Este tipo de montagem, de análise, é algo para ser feito por um comentador, por blogues, pelo Eixo do Mal, qualquer coisa, menos o telejornal da estação pública de televisão, que, por o ser, tem de prestar contas.

Fora isto, é muito bonito de ver o antes e o depois. Gostei especialmente quando o primeiro-ministro se viu de coração partido por ver ali os jornalistas, coitadinhos, tão cedo, provavelmente cheios de sono. José Sócrates está a roçar o ridículo. E, e agora falo por mim, mais vale perder com dignidade do que ganhar assim.

 

[vídeo via 31 da Armada]

Prova de aferição

por Pedro Correia, em 19.06.09

Parafraseando o Levy, Maria de Lurdes Rodrigues ainda não percebeu que já não governa. A última a saber é ela.

Durão dura

por Pedro Correia, em 19.06.09

Naturalmente, Durão Barroso recebeu o apoio unânime dos 27 países membros da UE para se manter à frente da Comissão Europeia. Boa notícia para Portugal, como acentuou José Sócrates. Má notícia para Mário Soares. E Vital Moreira.

'Mas fui na conversa da doutora, que me encheu os ouvidos com a ‘modernização da oferta de restauração do bairro’ e as teorias de fusão do tradicional e do moderno e como devemos ter uma oferta aconchegante, mas arejada, sofisticada, porém descontraída, preservadora dos sabores tradicionais, mas aberta a novos ingredientes, serviço prazenteiro, mas educado, respeitador das minorias, dos que comem bifes ou apenas folhas de alface e se benzem ao verem um enchido a escumar gordura. Fui na conversa da doutora porque tinha o restaurante cheio para a noite, um grupo de excursionistas de Penafiel, as brasas por fazer no grelhador a carvão, o esgoto roto , junto à arrecadação, sem pista da assistência 24 horas, e a Maria Albertina doente, Tininha com a proximidade, para depois voltar a Maria Albertina, quando lhe quebram o coração, é assim que ela fala'. Excerto do conto para ler amanhã na revista 'Nós' do 'I'.

O mundo está todo ao contrário

por Nilton, em 19.06.09

A Manuela fala e o Sócrates já ouve.

Não percebo nada disto!

Porque o bloco central não tem futuro

por Filipa Martins, em 19.06.09

Com ele a miúda vai sempre atrás


E assim decorreu a viagem do chefe do governo e da líder da oposição: ele lá à frente, em executiva, ela umas cadeiras mais atrás, em classe económica., via Correio Preto.

‘Uni-me’ a eles e gostei

por Filipa Martins, em 19.06.09

Aqueles dois rapazes, simpaticamente, convidaram uma menina para escrever no blog deles. A minha contribuição para o União de Facto aqui, aqui e aqui.

As ilusões iranianas

por Luís Naves, em 19.06.09

 

A situação no Irão parece estar a evoluir de maré de protestos para uma fase de negociação de compromisso. Não parece que Mahmoud Ahmadinejad seja retirado da presidência, pois isso seria mostrar uma fraqueza que o regime não tem. Como se pode ver neste texto do New York Times, o Líder Supremo, Ali Khamenei, referiu-se à imprensa “sionista” que no ocidente, segundo disse, tem manipulado as notícias sobre o Irão. Este regime não vai aceitar uma revisão do resultado eleitoral e poderá contentar os reformistas com algumas aberturas controladas e concessões menores. Seria importante o abandono do programa nuclear, mas é preciso não sonhar. No Irão mandam os religiosos e estes não vão abandonar a bomba.

Aliás, penso que o tema tem sido discutido na blogosfera portuguesa com pouco realismo. Compreendo que o desejo em política dê origem a campanhas, como se vê em Jugular, que tem publicado propaganda dos reformistas (sim, usei esta palavra associada a algo de maléfico e pouco honesto; mas que querem? é propaganda na mesma, embora do lado "bom").

Acho compreensível, gostava que tivessem razão, mas infelizmente o que escreve Luciano Amaral, aqui, é mais realista, como são mais realistas estas observações de Ana Cássia Rebelo, em Ana de Amsterdam, aqui e aqui.

É perigoso confundir desejo com realidade e fazer a leitura dos acontecimentos aos olhos das nossas convicções. Esta é a maneira mais certa de não percebermos nada.

Palavras que odeio (273)

por Pedro Correia, em 19.06.09

Comicidade

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E Barroso respira de alívio

por Alexandra Carreira, em 18.06.09

Já está. Ou melhor, está quase. Agora falta que o Conselho acerte agulhas com o Parlamento Europeu para que Durão Barroso tenha o caminho livre para, de novo, assumir a presidência da Comissão Europeia, em Bruxelas.

Parece pouco claro neste momento se a eleição de Barroso no Parlamento poderá ocorrer em breve ou ser adiada para Setembro. No entanto, não deixa de ser significativo, parece-me, que os líderes, apesar de um apoio unânime, tenham refreado a intenção de nomear o presidente da Comissão formalmente e forçar sobre a assembleia o seu candidato. Sem reflectir agora sobre as questões que se prendem com a nomeação em Nice ou em Lisboa, acho que os chefes de estado e de governo mostraram que o Parlamento Europeu ainda apita qualquer coisa. Ruídos à parte, o que parece certo é que assembleia, hoje, ainda não está pronta para votar Barroso.

Na conferência de imprensa que encerrou o primeiro dia do Conselho Europeia Barroso disse estar "honrado" e "até comovido". Só não chorou. Teve o apoio unânime de todos os governos da União Europeia, da esquerda à direita. Há muitos que pensam que só assim é porque, pela segunda vez, Barroso continua a representar apenas o acordo possível, o mínimo denominador comum.

Ouvidos de tísico

por Francisco Almeida Leite, em 18.06.09

Amanhã, depois das 18h, o nosso João Villalobos vai estar a discutir a política, o mundo e a vida com Francisco Proença de Carvalho (do 31 da Armada) no programa Descubra as Diferenças, na Rádio Europa. Vou fazer de tudo para não perder isto.




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