Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Navegações

por Luís Naves, em 05.05.09

Em Da Literatura, Eduardo Pitta escreve este texto sobre o Bloco Central: "Nos últimos dias, não há cão nem gato que não defenda o retorno" a esta solução, diz o autor, para acrescentar que o Bloco Central "é uma forma inconsequente, contrária à lógica e ao bom-senso (...), revelando falta de reflexão".

Na realidade, lendo jornais e blogues, não houve opinião que não tenha sido contrária à perspectiva de um Bloco Central após as eleições de Outubro. Pode ser defeito meu, mas não li ninguém a defender essa possibilidade.

O que me parece que autores como Eduardo Pitta não estão a compreender é que esta forma "inconsequente" pode ser a única solução de poder após as eleições. Isto, ao contrário do que parece, não é argumento a favor de maiorias absolutas. Pelo contrário: o Bloco de Esquerda tem hipóteses de conseguir 12% dos votos e deve ponderar muito bem o que irá fazer depois das eleições (os Verdes alemães coligaram-se com o SPD). A estratégia do CDS é ser solução de governo, em coligação com PSD ou PS. Antes de Bloco Central, outras soluções são possíveis.

Na Europa, há duas grandes coligações e várias coligações contraditórias que funcionam. É natural que os partidos digam que a solução é péssima, mas ninguém está a imaginar um vazio de poder ou um governo que não possa durar dois anos, pois esta será a duração inevitável do próximo executivo, devido a prazos constitucionais.

A solução Bloco Central não agrada a ninguém, (não me agrada a mim) mas não tem nada de ilógico e é tão democrática como outra qualquer.

O que fez por nós?

por Luís Naves, em 05.05.09

Através do excelente O Cachimbo de Magritte, cheguei a este pertinente vídeo sobre os benefícios da União Europeia.

 

Graças do twitter

por João Villalobos, em 04.05.09

Pergunto: Como é que Marcelo Rebelo de Sousa sabia ontem que era gripe A e a ministra só sabe hoje? Mistério... @PaulaCSimoes

A crise da República

por Luís Naves, em 04.05.09

 

Os últimos números de sondagens foram acompanhados de comentários de políticos veteranos (Marcelo Rebelo de Sousa, Jorge Sampaio) sobre as vantagens de um possível Bloco Central, com eventual governo de coligação, acordo parlamentar ou até governo minoritário com acordo limitado ao orçamento. Creio que os dados apontam mesmo para um Bloco Central incapaz de resolver a profunda crise dos partidos e desta república.

O facto é que o eleitorado não confia nem no governo nem na oposição. O país está em dificuldades económicas, não haverá maioria absoluta e não se vislumbra outra coligação viável: com a pequenez do CDS, a única que somava número suficiente de deputados seria PS-BE, mas isso implicaria uma insustentável alteração de políticas.

Em Margens de Erro, ao analisar as últimas sondagens da Universidade Católica, Pedro Magalhães faz uma interessante observação que contraria a ideia do voto de punição nas europeias. O comentário deste perito é excelente e recomendo a sua leitura aqui.

Ao ler os números, fiquei perplexo com a quantidade de pessoas que dizem não votar, não saber ou que recusam responder à pergunta sobre em quem votariam. Ao todo, 46% do eleitorado, quase metade, o que me parece representar um elevadíssimo número de indecisos, embora não se vislumbre a quantidade exacta. A soma PS-PSD está enorme (75%). Pedro Magalhães esclarece a questão, mas não é demasiado convincente, pois em eleições legislativas esta soma tem descido, à excepção da maioria absoluta, que desta vez não se confirma. Será que houve uma mudança, por causa da crise?

A confirmarem-se os valores, a política nacional estaria bem diferente da tendência. O PSD ocupou a direita, Bloco e PC somam 19%, o que mostra fortes perdas do PS à esquerda. Os socialistas ocuparam o centro e perdem muito pouco para o PSD nessa luta pelos votos centristas. A prazo, isto parece ser péssimo para o PS, pois perder os votos do meio será muito mais fácil do que recuperar os da esquerda.

 

Uma não polémica

por Luís Naves, em 03.05.09

Tomás Vasques teve a amabilidade de escrever isto, a propósito de uma opinião minha sugerida por Hoje Há Conquilhas. Compreendo o argumento e concordo com ele: o governo não tem culpa pela crise internacional e o agravamento de muitos indicadores económicos não é da sua responsabilidade. Levando isso em conta, torna-se disparate comparar números de 2005 e de 2009, dizendo por exemplo que o governo falhou porque o desemprego aumenta. No entanto, insisto em levantar esta questão: alguns (veja-se a polémica mais em baixo com André Couto) afirmam que o problema dos outros é pior do que o nosso, logo a nossa crise não é tão grave como as outras. Seleccionam-se países e, claro, os indicadores são escolhidos a dedo, provando dessa forma que o governo é magnífico. Parece-me uma discussão ilusória e vazia, que tenta relativizar as tragédias individuais provocadas pela crise. Não estou a dizer que é a posição de Tomás Vasques, autor que leio regularmente, mas penso que vamos ouvir mais vezes este tipo de argumento, partindo de números factuais, mas descontextualizados, como os que constavam do post do autor.

Os levianos do desemprego

por Luís Naves, em 03.05.09

André Couto, em Delito de Opinião, insiste num argumento que me deixa estupefacto. Da primeira vez que ele mencionou os “demagogos do desemprego”, escrevi isto e falei em “leviandade social”. Só lamento uma frase do meu texto, quando digo que os patrões não são despedidos: pelo contrário, muitos donos de micro empresas estão a ir à falência e não têm direito a subsídios de desemprego ou a aparecer nas estatísticas. Jorge Assunção, também em Delito de Opinião, explica um outro ponto crucial e concordo inteiramente com aquilo que escreve.

E nenhum dos autores mencionou a emigração, como forma que o país encontrou de suavizar os números. São mais de cem mil portugueses em Angola, diz-se. Imaginem que não havia esse escape.

Alguns defensores deste governo, como André Couto, parecem querer limitar a discussão pública dos problemas do país com argumentos descabelados. No caso do desemprego (que é empobrecimento geral) a ideia é dizer que o problema está a crescer mais devagar em Portugal do que em outros sítios, ou seja, quem lamentar a situação dos desempregados é um “demagogo”. Parece-me que as pessoas que escrevem estas coisas insultam facilmente a nossa inteligência e conhecem mal a realidade. O pior cego é aquele que não quer ver.

Demolidor

por Tiago Moreira Ramalho, em 03.05.09

Admiro-lhe o estilo. Sem papas na língua e sem qualquer tipo de constrangimento diz o que pensa. A autoridade e prestígio de que vai granjeando permite-lhe dar-se a esse luxo. Neste vídeo estão apenas algumas partes, provavelmente as polémicas, mas vale muito a pena ler a entrevista na íntegra. Muito, mesmo.

We shall overcome

por Pedro Correia, em 03.05.09

 

Nos 90 anos de Pete Seeger

Ja viram como é fácil

por Tiago Moreira Ramalho, em 03.05.09

Andamos aos caídos, cheios de lamúrias e lamentos, ai a vida e tal, e depois lemos isto e não podemos de, no meio da surpresa, sorrir e sentir um bocadinho da felicidade da prevaricadora por acharmos que justiça foi feita. É, a felicidade faz-se de pequenas coisas.

Lili Caneças Revisitada

por Tiago Moreira Ramalho, em 02.05.09

“Se as pessoas não podem comprar, as empresas não podem vender” (Jerónimo de Sousa)

 

Público

Orelhas moucas

por Francisco Almeida Leite, em 02.05.09

Poucos dias depois do Presidente da República ter feito um alerta, durante o discurso do 25 de Abril, para que as campanhas eleitorais sejam "informativas e esclarecedoras", os partidos parecem não querer ouvir o que o Chefe do Estado tem para dizer. Vejamos: Aníbal Cavaco Silva pediu para que as propostas se revelem "claras" e apelou à luta contra a abstenção: "Da parte dos agentes políticos, designadamente da parte das forças partidárias, exige-se uma atitude e um comportamento que mobilizem os cidadãos para a necessidade de votar. A ocorrência de níveis muito elevados de abstenção eleitoral será um indício de que a nossa República pode enfrentar um sério problema de legitimação democrática".

O Presidente diz isto e, em escassos três ou quatro dias, ficamos a saber que o gabinete do Parlamento Europeu em Lisboa só conseguiu ter três cartazes na rua durante 15 dias a apelar ao voto, por falta de dinheiro. Ficamos a saber também que o principal partido da oposição lança um novo cartaz e, em vez de revelar propostas, pede ajuda ao eleitorado, subvertendo os papéis. O PSD, em vez de ajudar, quer ser ajudado e lança um call-center. Já o partido do poder, por sua vez, resolve lançar um cartaz com um erro grosseiro na data da assinatura da adesão de Portugal à então CEE. Uma "lamentável gralha", defende-se o PS.

Pior: o PR expressou a sua vontade de que os próximos actos eleitorais decorram "com serenidade e elevação". Ontem, como todos assistimos pelas televisões, o cabeça-de-lista do PS vai a uma manifestação da CGTP e tentam agredi-lo. Ninguém aprendeu com a lição de há cinco anos, com o que aconteceu a António Sousa Franco. Como se não bastasse, Cavaco disse esperar "que não se perca tempo com questões artificiais, que haja sobriedade nas despesas, que não se gaste o dinheiro dos contribuintes em acções de propaganda demasiado dispendiosas para o momento que atravessamos". E o que fazem os deputados todos, com uma única excepção (António José Seguro)? Aprovam uma nova Lei de Financiamento dos Partidos Políticos que abre a porta às entradas de dinheiro vivo com um limite superior a... um milhão de euros. Cavaco Silva, a ser consequente com o que tem dito, deve vetar a nova lei. E se há coisa de que não se pode acusar Cavaco é de não ser consequente. Quando numa democracia se ignoram os avisos e as recomendações do Chefe do Estado, então é porque algo está muito podre na República Portuguesa.

Sugestão

por Tiago Moreira Ramalho, em 02.05.09

A quem for hoje à Feira do Livro a partir das 4 da tarde: dê um saltinho à QuidNovi, que o João Tordo vai lá estar a distribuir rebuçados e a dar beijinhos às meninas por 5 cêntimos.

Vergonhoso

por Tiago Moreira Ramalho, em 01.05.09

Que há certas forças político-partidárias que, apesar de se mascararem de defensoras da liberdade, são do menos democrático que pode haver, já todos sabíamos. Que as tendências totalitárias iriam chegar ao ponto a que chegaram, isso, dificilmente se adivinhava.

Primeiro, o próprio incidente sobre o qual custa falar. Ver o Vital Moreira ser achincalhado, agredido, cuspido na praça pública apenas porque mudou de posicionamento político é por si só assustador. Assustador pois faz adivinhar um futuro não muito próspero para o regime democrático que ambicionamos ter.

Depois, as declarações de Carvalho da Silva. Não se admite que um dirigente sindical, que mais parece um dirigente partidário, venha desculpabilizar os agressores, que não foram mesmo nada poucos, tendo em conta o sofrimento pelo qual estão a passar. O sofrimento não justifica tudo, muito menos actos destes. Carvalho da Silva fez apenas o que a sua Escola lhe ensina: dizer o que o povo quer ouvir. É bonito o discurso do coitadinho. Eu por mim teria gostado de ver aquela gente ser presa. Sim, porque o lugar de agressores que não suportam a discordância não é nas ruas do país de Abril.

 

Na imagem: assim se vê a força do PC, do Pedro Vieira

?

por Nilton, em 01.05.09

A Gripe Suína passou a Gripe A. Tendo em conta que a gripe das Aves já cá estava, esta não deveria ser a B?

Se o notário fosse no Entroncamento, poderiam dizer que foi um fenómeno

Radicalismo

por Tiago Moreira Ramalho, em 01.05.09

Os textos do Rui Albuquerque (I, II, III) sobre os benefícios práticos de uma Monarquia Constitucional fizeram-me pensar. Já afirmei que preferia, nesta matéria, um debate que se elevasse um pouco mais para as questões de princípio, nomeadamente, a da legitimidade do Rei. Mas, dado que o argumento é francamente interessante, cedo à tentação de analisar as consequências reais de uma monarquia.

Não sejamos ingénuos: a estabilidade das Monarquias Constitucionais europeias não tem, muito provavelmente, igual no resto do mundo. Provavelmente pelo facto de o Rei funcionar como um gerador de consensos que a generalidade da população respeita, mesmo que não concorde. No entanto, existe a outra face da moeda. Se é certo que a generalidade, e com generalidade quero dizer maioria, da população respeita o Rei, com um temor reverencial imposto pela força das armas do exército de Sua Majestade, ó medos escondidos e enraizados, existe uma parte da população que, exactamente por colocar em causa a legitimidade do cargo, não o respeita de forma alguma. E é perfeitamente compreensível. Porque é que eu, Tiago, hei-de prestar vassalagem a alguém apenas porque esse alguém nasceu de um ventre afortunado? Por causa da estabilidade das instituições? Não chega. E tanto não chega que acabam por se criar, nesses Estados perfeitamente estáveis, aparentemente, movimentos radicais e extremistas (como o movimento republicano português do início do século XX), e quando não são movimentos são vontades indivíduais (como sucedeu na Holanda), de colocar termo pela força a uma coisa que não pode ser mudada de qualquer outra forma. Sim, os Reis são plebiscitados, mas isso nada quer dizer. Provavelmente se em vez de plebiscitados apenas, fossem sujeitos a campanha eleitoral, a debate de ideias, perderiam. Nos últimos anos, após a Segunda Guerra Mundial, as monarquias europeias foram relativamente estáveis. Mas não nos esqueçamos que estamos a olhar para um período muito reduzido. Pensemos no que aconteceu no princípio do século às Monarquias Constitucionais ibéricas.

É verdade que da amostra que temos, as Monarquias ficarão a ganhar em alguns aspectos às jovens Repúblicas. Mas não duvido que com um verdadeiro esforço por parte das Repúblicas por fortalecer as instituições, tornando-as independentes dos interesses partidários, os mais desestabilizadores, estas poderão ascender a patamares de estabilidade semelhantes às Monarquias europeias conhecidas.

Sexta-feira

por Tiago Moreira Ramalho, em 01.05.09

 

Adriana Lima

Coitadinho, levem-no lá

por Tiago Moreira Ramalho, em 01.05.09

Um panfleto

por Luís Naves, em 01.05.09

Este texto deixou-me perplexo. Será que este autor acredita naquilo que escreveu? Se acredita, podia ter acrescentado que a Irlanda tem um rendimento per capita que é quase o dobro do nosso; uma rede social que, provavelmente, funciona melhor do que a nossa. Podia ter dito que a Irlanda tem uma carga de impostos inferior à nossa, que os irlandeses nos próximos anos talvez venham a pagar mais impostos, mas que nós já estamos nos limites; podia ter dito que estas comparações não são lineares, que os países não são somatórios, que as pessoas são trabalhadoras e que os patrões nunca são despedidos, e que os trabalhadores é que são, e isso é uma constante da vida, quer eles sejam irlandeses, polacos ou portugueses; e podia ter dito que os meus impostos vão salvar bancos que andaram a emprestar dinheiro a patrões para eles jogarem na bolsa e que, coitadinhos, perderam pipas de massa; e que isso talvez tenha acontecido também na Irlanda, mas que me estou nas tintas; e que hoje é primeiro de maio e os trabalhadores desta geração perderam direitos em comparação com os da geração anterior. E que hoje, sendo primeiro de maio, já não há trabalhadores, mas colaboradores, e que são considerados custos. Vá o autor explicar por esse país fora, às pessoas que estão a perder os seus empregos, que ficar desempregado em Portugal não é a mesma coisa que perder o emprego na Irlanda, que uma taxa previsível de 11% em Portugal será uma tragédia exactamente idêntica à dos previsíveis 17% na Irlanda. Duas tragédias idênticas, percebe? Que as coisas não se comparam como fez, que isto é leviandade social, que estamos a ficar mais pobres e isso é que conta.


Pág. 9/9



Corta-fitas

Inaugurações, implosões, panegíricos e vitupérios.

Contacte-nos: bloguecortafitas(arroba)gmail.com




Notícias

A Batalha
D. Notícias
D. Económico
Expresso
iOnline
J. Negócios
TVI24
JornalEconómico
Global
Público
SIC-Notícias
TSF
Observador

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Comentários recentes

  • Elvimonte

    Ridículo desde o início. Não era a vovó Gracinha q...

  • JPT

    Credo. É uma vez por ano (ou, no nosso caso, uma v...

  • Anónimo

    1) No Marquês de Pombal moram muitas pessoas, eu, ...

  • Danny the Fox

    Publicação interessante, mesmo para quem não está ...

  • pedro

    nao ouso dizer "excessivamente extenso", mas para ...


Links

Muito nossos

  •  
  •  
  • Outros blogs

  •  
  • Links úteis


    Arquivo

    1. 2021
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2020
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2019
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2018
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2017
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2016
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2015
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2014
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2013
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2012
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2011
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D
    144. 2010
    145. J
    146. F
    147. M
    148. A
    149. M
    150. J
    151. J
    152. A
    153. S
    154. O
    155. N
    156. D
    157. 2009
    158. J
    159. F
    160. M
    161. A
    162. M
    163. J
    164. J
    165. A
    166. S
    167. O
    168. N
    169. D
    170. 2008
    171. J
    172. F
    173. M
    174. A
    175. M
    176. J
    177. J
    178. A
    179. S
    180. O
    181. N
    182. D
    183. 2007
    184. J
    185. F
    186. M
    187. A
    188. M
    189. J
    190. J
    191. A
    192. S
    193. O
    194. N
    195. D
    196. 2006
    197. J
    198. F
    199. M
    200. A
    201. M
    202. J
    203. J
    204. A
    205. S
    206. O
    207. N
    208. D


    subscrever feeds