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A regra do cálculo

por João Villalobos, em 04.03.09

Ponto prévio à mesa: Sendo eu alguma coisa, não será passoscoelhista mas sim mendista. Dito isto, apraz-me comentar este post do Paulo Pinto Mascarenhas. Escreve o Paulo que «O calculismo de Passos Coelho pode começar a tornar-se um case study». E isto porque «conta com a queda de Manuela Ferreira Leite depois de um mau resultado do PSD nas legislativas».

Se é só por isso, parece-me que teria também que chamar calculista a todos os outros que partilham da mesma descrença no resultado das legislativas e não se chegaram, nem chegam, à frente. Vários há, aliás, bem mais «calculistas», no sentido em que não  a cara como Pedro Passos Coelho o qual, pelo menos, vai afirmando publicamente a sua alternativa e não se multiplica em artigos de ataque como Menezes ou num silêncio supostamente amigável para a actual líder, como Rio e outros. 

Seja como for, as palavras calculismo e política andam para mim naturalmente juntas e não considero sequer que isso seja negativo, antes part of the game. Penso que nenhum líder partidário define o seu timing sem que este esteja de acordo com a leitura que faz do momento político e dos cenários evolutivos prováveis.

Se calhar, o que o Paulo queria era que Passos Coelho agisse de acordo com a emoção e o coração, saindo à rua de camisa aberta e peito descoberto (algo que certamente agradaria a muitas senhoras), clamando «aqui me têm». No fundo, vai-se a ver, o Paulo é mais passoscoelhista do que muitos e só ainda não deu por isso.

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Um discurso a ler

por João Villalobos, em 03.03.09

«Temos de perguntar até onde o regime democrático aguenta, semana após semana, a perda de confiança nas instituições políticas e uma atitude de “caudilhização” do discurso».

D. Duarte de Bragança, aqui

 

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Blog da semana

por Ana Garcia Martins, em 03.03.09

Incumbiram-me a árdua missão de eleger um blog esta semana, por isso cá vai. Escolhi o Carrinho de Choque, do escritor e jornalista Hugo Gonçalves, recém regressado à pátria.

 

Porque escreve bem. E porque sim.

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O ouvidor

por Francisco Almeida Leite, em 03.03.09

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Palavras que odeio (250)

por Pedro Correia, em 03.03.09

Senescência

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E depois de Sócrates?

por Tiago Moreira Ramalho, em 02.03.09

Nos últimos meses as sondagens têm evidenciado um grande aumento  por parte da extrema-esquerda nas preferências de voto. Ao mesmo tempo, o PSD tem diminuido, e muito, as suas percentagens nas sondagens. O PS, claro está, mantém-se no topo.

Esta pequena introdução para colocar agora a questão que me fez escrever este texto: e depois de Sócrates?

Há quatro anos atrás, lembremo-nos, José Sócrates ganhou a um PSD fragilizado. O PS obteve, então, a sua primeira maioria absoluta com a ajuda dos desgostosos da direita. As lideranças do PSD sucederam-se, todas más, marcadas pelas guerras fraticidas do partido e o PS, feliz, continuou a escavar direita a dentro. Esta invasão da direita, deixou a esquerda aberta, completamente aberta. Muito do eleitorado do PS, desgostoso com a via, passou a olhar para o Bloco com outros olhos e aderiu ao grupo.

Quem é, então, o eleitorado do PS agora? Os velhos resistentes, que votariam PS mesmo que fosse Mário Machado o líder e os desgostosos do PSD.

Sabendo nós que tudo isto se deve ao carisma e qualidade na retórica - há que admiti-lo - de Sócrates e à falta de alternativa à direita, o que será de esperar quando Sócrates sair e quando a alternativa surgir? Simples. A extrema-esquerda manter-se-á: quem entra dificilmente sai, e o PSD recuperará quem anteriormente perdeu para o PS. Teremos, caso a alternativa seja boa e a gestão melhor, um PSD fortíssimo com o seu eleitorado de sempre e para o qual sabe falar e um PS numa encruzilhada: sem capacidade para abarcar o centro-direita e com um eleitorado de esquerda já demasiado desligado. O Partido Socialista terá bastantes dificuldades em recuperar depois de passar dez anos como Partido Sócrates.

 

[Fotografia: Pedro Azevedo/Sojormedia]

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Coice do dia

por Tiago Moreira Ramalho, em 02.03.09

«José Sócrates tem, por estes dias, muitos advogados de defesa. Mais do que tinha, por exemplo, quando se discutia a sua atribulada licenciatura em engenharia.

Há mais camaradas quando se elaboram as listas para as eleições.»

 

JCS, no Lóbi

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Já somos sete

por João Villalobos, em 02.03.09

«Onde Vital Moreira é forte - passado político, currículo académico, envergadura intelectual - Marcelo Rebelo de Sousa supera com brio as suas credenciais. E onde o candidato socialista é mais frágil - um anti-clericalismo estrito, uma postura de subserviência face ao poder, e um fraco desempenho como comunicador - Marcelo Rebelo de Sousa marca o contraste pela positiva. A sua notoriedade na sociedade portuguesa está bem estabelecida, e a sua capacidade de comunicação é já lendária. A sua independência de espírito tem vindo a ser semanalmente comprovada ao longo de anos. E a sua intervenção política sempre se revelou apostada em ultrapassar clivagens que dividem inutilmente os portugueses».
Texto da petição online Apelo à candidatura de Marcelo Rebelo de Sousa às Europeias 2009 

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Contra a Anarquia

por Joao Tordo, em 02.03.09

No domingo de Carnaval, a sempre atenta e célere PSP foi a uma feira de livros em saldo, em Braga, e apreendeu os únicos cinco exemplares de um livro chamado “Pornocracia”, que apresentava na capa o famoso quadro oitocentista L´0rigine du Monde, de Gustave Courbet, obra de tal maneira vanguardista, subversiva, e chocante para os nossos tempos, que foi pintada há 143 anos, antes de a PSP – ou de a PIDE, já que estamos nesta - alguma vez terem existido. A conclusão imediata é que, ou a nossa PSP está século e meio atrasada no tempo (que já é dizer muito), ou tem uma forte posição contra a pintura anarquista francesa do século XIX. Suspeito que seja esta segunda hipótese.

A situação é tão insólita, que suscita todo o género de perguntas metafísicas. Por exemplo: o que é que agentes estavam a fazer numa feira de livros usados? Não há veículos para autuar; não há trânsito para empatar; não há vinho a martelo. Isto reduz drasticamente o raio de acção da PSP, mas vejamos: o sargento Meireles e o cabo Tavares, durante a ronda, podem ter visto a populaça, que andava por ali a cheirar as bancas; e, como toda a gente sabe, muita gente junta à volta de livros só pode dar sarilho. Foram averiguar, encontraram “Pornocracia”, trocaram impressões, e concluíram que a pintura anarquista francesa da capa não era “apropriada para ser exposta numa feira de livros que estava a ser frequentada por crianças.” Confiscaram os cinco exemplares, menos um que ficou com o sargento Meireles para “mais demoradas averiguações.”  
Ora, a obra “censurada” pela vigorosa PSP, no interesse da moral e bons costumes, por apresentar “cenas com conteúdo pornográfico”, é um retrato das coxas e da vagina de uma mulher: uma cena apenas, que se enquadra na definição de “nu” e não de “pornográfico”, uma vez que: a) a mulher não se está a tocar b) ninguém está a tocar na mulher c) o canalizador não está a tocar à campainha. Em segundo lugar, o quadro está exposto, há muitos anos, no Museu D’Orsay, em Paris, cidade que recebe 28 milhões de turistas por ano, nove milhões dos quais visitam os museus, incluindo milhares de crianças (no D’Orsay, já agora, para além de Courbet, figuram outros subversivos na lista negra da PSP, como Cézanne, Van Gogh, Munch, Rodin e Manet, que também não perdem por esperar o dia em que o sargento Meireles e o cabo Tavares lá aparecerem para lhes fechar a tasca). Nenhuma destas crianças chora quando vê a pintura anarquista francesa. Nenhum pai lhes tapa os olhos, impedindo-a de ver a “pornografia” de 1866. Mas em Portugal faz-se vingar a lei, e se os agentes acham que Courbet é desapropriado para uma feira do livro em Braga, então assim seja. Vá lá que é Carnaval e ninguém os leva a mal.

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E os bébés vêm de Paris

por Tiago Moreira Ramalho, em 01.03.09

«Ó mãezinha, de onde vêm os bebés?

- De Paris, meu filho! Eu não te disse já isso vezes sem conta?

Primeiro a crise era uma coisa só para os outros. Depois, e talvez porque afinal havia crise, o nosso crescimento passava a ser apenas de 0,8% em 2009, afiançava-se a pés juntos no Parlamento, na apresentação do Orçamento de 2009.

- De Paris?

- Sim, meu querido.»

 

João Duque, no Expresso

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Moscovo'09

por Tiago Moreira Ramalho, em 01.03.09

Apesar de tudo, continuo um fã do Festival da Canção. Este ano ganharam, e bem, os Flor de Lis. Ainda bem que mudou o método de eleição, pois se fosse com votação do público apenas teria ido isto.

 

 

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Ideias? Quais ideias?

por João Villalobos, em 01.03.09

«Sinto que há um combate decisivo a travar pela decência na nossa democracia. A democracia vive do confronto das ideias e do respeito pelos adversários políticos. Não podemos deixar que vençam aqueles que fazem política com as armas da calúnia, da difamação e dos ataques pessoais. Essas não são, nem devem ser, as armas da democracia».

José Sócrates, no novo portal da candidatura.
 

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Emoções básicas (48)

por Luís Naves, em 01.03.09

 

Chumbo europeu

Tudo indica que a Cimeira de Bruxelas, a tal que não era importante, correu da pior maneira possível.

Alguns países (novos membros que não fazem parte da zona euro) saem do encontro com a corda na garganta e em grande desacordo com a posição dos grandes. A Alemanha recusou apoiar um pacote financeiro em larga escala para salvar as economias do leste, confirmando as previsões de alguns analistas que davam como certa a impossibilidade da chanceler Angela Merkel agir no exterior em ano de eleições. Não haverá, para os novos membros, uma maneira mais rápida de aceder à moeda única. Para não ser um fracasso completo, o Conselho Europeu parece ter chutado para Junho uma eventual reparação da crise das moedas do leste e dos respectivos sistemas bancários.

Ou seja, a Europa faz a tradicional navegação à vista: se nas próximas semanas, não houver desvalorizações brutais, corridas a bancos ou protestos nas ruas, então correu tudo bem; se acontecer alguma destas situações, a porta não foi inteiramente fechada a que se chame o 113. Os países grandes da UE apostam os ovos todos na cimeira do G20, como se a solidariedade global fosse mais fácil do que solidariedade no interior da União. O cenário parece ideal para os especuladores e para os cínicos.

A Europa está dividida em três grupos de países: leste, sul e grandes. O fosso tenderá a aumentar nas próximas semanas e talvez no futuro este dia seja lembrado como aquele em que começou o colapso da União Europeia. Escrevo à distância, a partir da província, e espero estar muito enganado.

 

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Vital Moreira

por Luís Naves, em 01.03.09

Não sei se opiniões como esta tiveram peso na escolha de Vital Moreira para cabeça de lista do Partido Socialista às eleições europeias.

Espero que Vital Moreira tenha sido escolhido por opiniões como esta e por ser um dos políticos nacionais com melhor compreensão das implicações do Tratado de Lisboa.

Ao contrário do que muitos estão a escrever, acho que é uma excelente escolha, ou seja, de um político com um conhecimento profundo da instituição para a qual será eleito.

No que respeita à competência e ao conhecimento dos temas europeus, a fasquia ficou muito alta para a oposição. 

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